Sempre Abraça-me

23 Capítulo 23 - Final


Notas iniciais
Boa Leitura!

Os meses foram transcorrendo. Cristina e Frederico mais apaixonados que nunca e ele não deixava de mimá-la e protegê-la, as vezes, excessivamente; Maria do Carmo e Carlos Manuel, José Maria e Joice, sua namorada, estavam felizes em seus relacionamentos. Miguel estava encantado com a gravidez de sua mãe, principalmente quando o bebê mexia e fazia-se notar. Havia chegado o grande momento de descobrir o sexo da criança e Frederico estava presente, muito ansioso.

Consultório...

Cristina estava deitada com o gel na barriga enquanto o doutor passava o aparelho de ultrassonografia sobre o seu ventre. Ela e Frederico olhavam para o monitor sem entender muito da imagem, mas o doutor explicava cada detalhe.

Doutor: Finalmente! (disse olhando para o monitor).

Cris: O que houve?

Fred: Conseguiu ver o sexo?

Doutor: Sim. Não foi fácil, mas consegui (sorrindo).

Fred: Por favor, doutor, diga de uma vez (impaciente).

Doutor: Meus parabéns ao casal, terão uma linda menina.

Cristina e Frederico se olhavam emocionados, apesar de que não havia preferência, a eles, lhes encantaram saber que teriam uma menina. Miguel era idêntico ao pai, agora esperavam que a menina fosse o espelho de Cristina, ao menos era o que desejava Frederico.

Cris: Vamos ter uma menina, meu amor (chorava de emoçâo).

Fred: Uma menina que será tão linda quanto a mãe (a olhava apaixonado). Te amo, Cristina! Obrigado por mais esse presente.

Cris: Obrigada a ti por me amar tão intensamente e me fazer a mulher mais feliz do mundo.

O doutor, percebendo que estava sobrando, decidiu retirar-se e deixar que o casal disfrutasse daquele momento.

Casa Alvarez-Rivero

Encontravam-se na sala Consuelo, Vicenta, Candelária, Maria do Carmo, Carlos Manuel, José Maria, Joice e Miguel. Todos conversavam alegremente.

Cons: Então querem dizer que marcaram a data do casamento? (surpresa).

MC: Sim, vovó. Nos casaremos em poucos meses (sorria enquanto olhava para Carlos Manuel).

JM: Não somente isso, mas, principalmente, decidimos nos casar no mesmo dia (feliz).

Vice: Mas que boa notícia! Dois casamentos em um. Creio que a menina Cristina e o patrão ficarão felizes de verem seus filhos compartindo a mesma cerimônia.

Entrando na casa...

Fred: E de que cerimônia falam? (sorrindo).

Cris: Hum... Vejo que organizaram uma reunião familiar.

CM: Pois estavamos esperando ao casal mais meloso de todo o povoado.

Todos riram.

Cris: Mas de que cerimônia falavam? (sentada).

Cons: Os meninos marcaram a data do casamento.

Fred: Irão se casar? (surpreso).

Cons: Se casarão todos no mesmo dia.

Cristina e Frederico ficaram surpresos e emocionados. Seus filhos se casariam ao mesmo tempo.

Fred: Felicidades aos noivos! (levantou para cumprimentá-los e Cristina fez o mesmo).

Mig: Agora eu ficarei sozinho nessa casa (reclamava).

Cris: Como que sozinho? E nós, somos o que? (sinalizando o seu grande ventre).

Mig: Mas eu não queria que eles se fossem (triste).

Joi: Não fique assim, pois sempre estaremos aqui visitando-os.

Fred: A Joice tem razão. Vamos! Mude essa expressão, pois eu e tua mãe temos uma grande notícia (sorriu).

Mig: O que é?

Cristina e Frederico se posicionaram no centro da sala de maneira que pudesse ver a todos para dar a notícia.

Fred: Já sabemos o sexo do bebê (olhou para Cristina esperando que ela desse a notícia).

Cris: Muito em breve, teremos uma menina! (feliz).

Todos os parabenizaram e comemoraram.

Cand: E como se chamará a menina?

Cris: Bom, eu e Frederico haviamos combinado de que, se fosse uma menina, ele escolheria o nome.

Cons: E qual será?

Fred: Minha princesa se chamará Maria Cristina (disse enquanto acariciava o ventre de sua esposa).

Mig: Uma menina. Que bom! Assim eu cuidarei dela.

Fred: Assim eu espero, campeão. Quero que, na minha ausência, você cuide de sua irmã e de sua mãe. Será o homem da casa (palmeando os ombros do pequeno).

Miguel ficou contente com essa responsabilidade que seu pai lhe dava. Frederico era sua maior admiração.

O dia passou entre conversas e risadas entre eles. As mulheres prepararam o jantar, enquanto os homens bebiam na sala. Jantaram harmonicamente como uma verdadeira família, a que Frederico e Cristina tanto anelaram. Após um dia tão agradável, todos se retiraram para seus quartos.

Quarto de Cristina e Frederico

Apesar da gravidez, o matrimônio Alvarez-Rivero seguia com a vida íntima bem ativa. No entanto, Frederico, devido ao tamanho do ventre de Cristina, tinha medo de prosseguir comparecendo como homem, pois a cada mês que passava, se tornava mais difícil encontrar uma posição que não machucasse ao bebê e à Cristina.

Fred: Não sei se seria prudente, meu amor. Você já está com 6 meses. Tenho medo de machucá-las.

Ambos estavam deitados na cama vestidos para dormir.

Cris: Mas eu quero. É um desejo e você sabe que não se pode negar um desejo de grávida (o olhava de forma tentadora).

Fred: Não me olhe assim, por favor (deixando-se seduzir).

Cris: Assim como? (susurrava contra a boca de seu marido).

Frederico não pôde mais resistir. Cristina o tinha na palma da mão. Ele era louco por sua mulher.

Beijaram-se apaixonadamente. Frederico a colocou sentada sobre seu colo e lhe tirou a camisola. Beijou seu pescoço, se deliciou com os seios fartos de Cristina enquanto sua mão recorria toda a extremidade do corpo feminino. Cristina, por estar mais sensível, sentia de forma mais intensa o toque de seu marido fazendo-a gemer e delirar loucamente. Frederico se despiu como podia e, antes de penetrá-la, acariciou sua barriga e depois deu ternos beijos. Cristina amava quando ele fazia isso, a encantava. Em seguida, ele a invadiu lentamente e a ajudou com os movimentos segurando em seu quadril. Cristina se balançou até chegarem acima do prazer.

Fred: Você me enlouquece, Cristina (entre beijos enrolados no lençol).

Cris: O mesmo digo, meu amor (carinhava o rosto de Frederico).

O casal seguia se beijando e trocando palavras de amor até que...

Fred: O que foi isso? (assustado).

Cris: Acho que acordamos a nossa menina (sorrindo).

Maria Cristina estava dando pontadas contra o corpo de seu pai, pois Cristina estava agarrada a Frederico.

Fred: Isso não são horas da mocinha estar acordada (falava olhando para o ventre de Cristina). Além disso, sua mamãe também é minha e eu sou o seu pai que te ama muito (beijou a barriga, emocionado).

Nesse momento, a menina deu outra pontada.

Cris: Creio que isso foi um "também te amo" (emocionada por tudo aquilo).

Frederico beijou a boca de Cristina, novamente agradecendo por toda aquela felicidade e assim ficaram por um tempo até que dormiram, mas Cristina despertou durante a madrugada.

Cris: Frederico! Frederico, acorda, meu amor (o balançava pelos ombros).

Fred: Humm... o que foi? Não me diga que já vai nascer? (sentando-se rapidamente).

Cris: Não, seu tonto! (rindo) Te acordei, porque estou com desejo.

Fred: Outro? Pensei que tivesse te saciado.

Cris: Quero torta de banana com sorvete.

Fred: Mas que diabos de desejo é esse? (assustado).

Cris: Por favor! (fazendo cara de coitadinha).

Fred: Está bem, está bem... Verei como conseguirei isso.

Essa não era a primeira vez que Cristina acordava de madrugada com desejos inusitados. Frederico movia céu e terra para satisfazê-la.

Os meses seguiram entre preparatórios para o casamento e para a recepção da filha dos Rivero. Estava tudo pronto e agora só faltava a menina vir ao mundo, pois Cristina estava prestes a completar 9 meses.

Era uma noite de festa no povoado e, por isso, não havia mais ninguém na casa além do casal Rivero, pois Frederico não achou prudente ir a esse evento com Cristina, porque a mesma estava prestes a dar a luz. Frederico estava certo.

Quarto de Cristina e Frederico

Estava deitada esperando Frederico, que se encontrava revisando alguns documentos no escritório, quando sentiu uma forte dor. A princípio achou que não era nada, mas a dor se tornou insistente e cada vez mais forte.

Cris: Meu Deus, será que vai nascer? (se contorcia na cama).

De repente, Cristina sentiu um líquidos escorrer por entre suas pernas. Então, teve certeza que havia chegado o momento.

Cris: Frederico! Frederico! (gritava desesperada).

Ao ouvir os gritos, Frederico subiu o mais rápido que pôde.

Fred: Cristina! (entrando). O que você tem? (nervoso).

Cris: Nossa filha...(ofegante) está nascendo!

Frederico ficou assustado, não sabia o que fazer e nem como agir. Pensou em levá-la ao hospital, mas Cristina lhe disse que não daria tempo. Frederico ligou para Carlos Manuel e esse disse que retornaria o mais rápido possível. Vicenta era a única empregada na casa e correu para ajudar Frederico.

Vice: Bom, patrão, eu não sou parteira, mas já acompanhei muitos partos e posso preparar tudo, pois vejo que cada vez mais aumentam as contrações.

Fred: Por favor, Vicenta, faça isso!

Vicenta tinha tirado a calcinha de Cristina e a acomodado para dar a luz. Frederico se posicionou aos pés de Cristina sem saber muito o que fazer enquanto ela gritava e se contorcia de dor.

Cris: Aaaah... (gritava).

Vice: Força, menina! (havia retornado ao quarto e estava ao lado de Cristina).

Assim seguiram durante longos minutos que pareceram eternidades. Frederico, quando viu sua filha nascendo, derramou algumas lágrimas de emoção.

Fred: Eu posso vê-la, Cristina. Está nascendo (emocionado). Só mais um pouquinho, meu amor. Respira fundo e empurra.

Cristina estava suada e cansada devido a tanto esforço, mas saber que Frederico estava ali com ela, e fazendo o parto mesmo sem saber, isso a motivou e Cristina respirou profundo e empurrou com todas as suas forças.

Cris: Aaaaaaaaaah... (gritou alto).

Pôde-se escutar o choro daquela linda menina que acabava de nascer.

Fred: Nasceu! A nossa filha nasceu (com a menina nos braços).

Cristina sorria. Já não havia mais espaço para dor, cansaço e nem desespero. A emoção de ouvir o choro de sua filha era maior que tudo.

Vicenta cortou o cordão umbilical e Frederico deitou a menina sobre o peito de Cristina.

Cris: Ela é linda! (chorava).

Fred: Parece com a mãe (sorriu). Principalmente os olhos.

Cris: Nossa Maria Cristina! Obrigada, meu amor. Obrigada por estar comigo nesse momento, por ajudar a nossa filha vir ao mundo.

Fred: Te amo, Cristina!

Cris: E eu a ti.

Finalizaram aquele momento com um beijo suave, mais muito significativo.

Algumas semanas depois...

Havia chegado o dia em que seus filhos se casariam. Estavam todos presentes. A cerimônia foi emocionante para todos e muito linda. Tudo ocorreu tranquilamente. Cristina optou por deixar Maria Cristina em casa com uma das empregadas, porque só tinha algumas semanas de nascida.

Após a cerimónia, todos se dirigiram para o salão de festa onde comemoraram. Cristina e Frederico decidiram ir embora na metade da festa, pois seus filhos já haviam ido em lua de mel, mas Miguel não quis ir e permaneceu com Consuelo na festa.

Estrada...

Cris: Tudo estava tão lindo, meu amor!

Fred: Eles merecem ser felizes assim como eu sou feliz ao seu lado (a olhou apaixonado enquanto conduzia sua caminhonete).

Cristina sorriu e não hesitou em se aproximar e dar-lhe um selinho.

O tempo havia mudado trazendo consigo um verdadeiro temporal. A estrada era de barro e isso dificultava a passagem, mas Frederico não tinha escolha, tinha que prosseguir, pois estavam em meio aos bananais. Não haviam casas ao redor. No entanto, o carro atolou ao longo do trajeto.

Fred: Droga! (socou o volante).

Cris: O que houve? Por que parou?

Fred: O carro atolou e não temos como sair daqui.

Cris: Não pode ser! É perigoso ficarmos aqui na estrada.

Fred: Sim. Eu sei! (preocupado).

Quando Frederico olhou pela janela e analizou o lugar, pôde recordar que já havia estado ali e com Cristina.

Fred: Vem comigo! (descendo do carro).

Cris: Mas para aonde? Está chovendo.

Vendo que ele seguia, Cristina desceu do carro e o acompanhou.

Cris: Que lugar é esse?

Fred: Não reconhece?

Cris: Deveria?

Fred: Aqui foi onde tudo começou (a abraçou por atrás). Onde você se entregou para mim, por livre e espontânea vontade (sorriu beijando o pescoço de Cristina).

Ela recordava perfeitamente, não do lugar, mas do momento, pois naquela época ela ainda era cega.

Cris: Sim. Eu recordo de cada toque, cada beijo, cada carícia sua (fechou os olhos).

Fred: Naquele momento, eu tive certeza que te amava e que não podia viver sem você.

Cris: Eu também. Foi mágico, foi especial. Ali eu conheci o Frederico Rivero que ninguém nunca conheceu.

Eles permaneciam em pé abraçados. Cristina de costa para Frederico enquanto ele a rodeava a cintura.

Fred: Aquela chuva que nos uniu por primeira vez e serviu como trilha sonora para o nosso amor, agora retorna para ser testemunha de mais uma entrega.

Cris: Sim (sorriu). Testemunha junto com esse estábulo, porém, dessa vez, eu poderei ver e admirar tudo.

Fred: Te amo, Cristina! (a virou entre seus braços). Te amo e quero que fiquemos juntos para sempre. (a olhava intensamente).

Cris: Também te amo, Frederico! E sim, o nosso será para sempre (derramando algumas lágrimas de emoção).

Se beijaram de forma arrebatadora durante um longo tempo. Em seguida, Frederico a deitou sobre as palhas que haviam ali e se amaram loucamente entre juras e palavras de amor tendo, mais uma vez, aquele cenário de testemunha junto ao temporal. Onde tudo havia começado para esse casal apaixonado. Amaram-se!

"Abrázame que el tiempo pasa y él nunca perdona

Ha hecho estragos en mi gente como en mi persona

Abrázame que el tiempo es malo y muy cruel amigo

Abrázame que el tiempo es oro si tú estás conmigo

Abrázame fuerte, muy fuerte, más fuerte que nunca

Siempre abrázame"

Notas finais
Chegamos ao fim e eu agradeço a todos(as) que acompanharam deixando seus comentários, favoritando e recomendando. Obrigada! Espero que tenham gostado! Beijos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!