Sempre Abraça-me
22 Capítulo 22 - Penúltimo
Notas iniciais
A ambulância havia chegado levando Frederico, imediatamente, ao hospital. Ele permanecia inconsciente, porém já haviam controlado a hemorragia. Cristina foi junto como acompanhante e Carlos Manuel como médico. Enquanto que, no local, todos permaneciam assustados com o que viram.
Estrada...
Estava muito agitada, com os sentimentos e emoções à flor da pele. Tudo havia saído errado e, para piorar, o seu "amor" estava entre a vida e a morte. No entanto, ela sabia que não podia ficar ali. A polícia já devia estar buscando-a e, por isso, estava fugindo em seu carro numa velocidade perigosa.
Deb: Frederico, meu amor, perdoe-me! (disse enquanto conduzia).
Essas foram as ultimas palavras de Débora até colidir com outro veículo e capotar com o seu automóvel. Seu carro explodiu, em seguida.
Hospital...
Os enfermeiros e Carlos Manuel entraram às pressas com Frederico. Necessitavam saber qual era a real gravidade do ferimento. Cristina ficou desesperada por não terem permitido que ela ultrapassasse a área destinada, apenas, aos profissionais do hospital.
Enf: Senhora, entenda que deve esperar.
Cris: Mas é meu marido! Não posso deixá-lo (chorava).
Enf: Fique calma. Agora estão atendendo-o e sua presença poderia agravar o seu quadro.
Cristina, com muito custo, entendeu que a enfermeira tinha razão. Agora só lhe restava esperar e pedir a Deus que salvasse seu marido, o homem de sua vida.
Horas depois...
Chegaram ao hospital, José Maria, Consuelo, Maria do Carmo e Miguel, este último, para a surpresa de Cristina.
Cons: Tentei ocultar-lhe o que havia acontecido, mas foi impossível (disse olhando para Cristina).
Mig: Mamãe, diz que meu pai vai ficar bem. Que ele não vai morrer (a abraçou chorando).
Cris: Sim, ele vai ficar bem (retribuiu o abraço com a alma quebrantada).
MC: E... conseguiu vê-lo? (abatida por aquela situação).
Cris: Não! Desde que entrou para a sala de operação, não me disseram nada. Estou agoniada de tanto esperar (estava arrazada).
Cons: Calma, filha! Vamos orar e pedir a Virgem que o salve.
JM: Frederico, digo, meu pai é um homem forte e sairá dessa. Dona Consuelo tem razão, vamos orar para que tudo dê certo.
Assim todos fizeram. Dirigiram-se para a capela que havia no hospital e oraram enquanto esperavam por alguma notícia.
Delegacia...
Flora: Boa tarde, delegado!
Del: Boa Tarde, dona Flora! Sente-se, por favor.
Flora: Não entendo porquê me chamaram se eu não tenho nenhuma relação com as loucuras de minha sobrinha Débora.
Del: É justamente sobre ela que quero falar (respirou fundo). Dona Flora, sua sobrinha, na tentativa de fuga, sofreu um acidente de carro e faleceu.
Flora: Meu Deus! Não pode ser! (espantada).
Hospital...
Já havia anoitecido e Miguel dormiu, após tanto chorar, no sofá da recepção do hospital. Depois de longas horas de operação e nenhuma notícia, apareceu Carlos Manuel acompanhado de outros médicos, infelizmente, ele não pôde operar devido ao seu estado emocional, mas assistiu toda a cirurgia.
Cris: Então, como ele está? Ficará bem? (desesperada).
CM: Preciso que você mantenha a calma, para o seu bem e desse bebê que espera. Meu irmãozinho (sorriu).
Cris: Não posso me manter calma. Preciso saber de Frederico. Me diga de uma vez! (fora de si).
CM: Os médicos fizeram tudo o possível e retiraram a bala, ela se alojou muito próxima ao coração...
Cris: Por favor, não me diga que... (começou a chorar).
CM: A operação ocorreu como devia, mas às próximas horas serão cruciais. Tudo pode ocorrer, tanto para o bem, como para o mal. Só nos resta rogar a Deus que tudo dê certo.
Cristina, ao ouvir essas palavras, sentiu seu coração romper em mil pedaços. O destino de seu marido era incerto e não havia mais nada que a medicina pudesse fazer. Alisou sua barriga pensando naquele pedaço de Frederico que crescia dentro dela ao mesmo tempo que olhava para seu filho dormindo no sofá. Definitivamente, ela não poderia viver sem Frederico. O amor de sua vida, o pai de seus filhos.
Amanheceu e nenhuma mudança no quadro de Frederico. Tudo permanecia estável. Cada hora que passava, para Cristina, era torturadora. Miguel acordou querendo vê-lo e conseguiu a permissão de Carlos Manuel.
Quarto de observação
CM: Mas só por cinco minutos e nada mais (disse para o Miguel).
Cristina também entrou junto ao seu filho. Precisava ver seu marido para tranquilizar-se.
Mig: Papai... (sentou sobre a cama e falou próximo ao rosto de Frederico). Por favor, não me abandone (suplicava).
Cristina não pôde conter as lágrimas com aquela cena. Doía-lhe ver seu filho sofrer e seu amor conectado a diversos aparelhos.
Mig: Papai, mamãe me disse que está gravida. Terei um irmãozinho e preciso ter você comigo para me ajudar a cuidar deles. Não me deixe (chorava).
Miguel recostou a cabeça, levemente, no peito de seu pai.
Mig: Te amo! (fechou os olhos chorando).
Cristina também fechou os olhos chorando.
Fred: Também te amo, filho! (murmurou).
Cristina e Miguel reconheceram aquela voz, inconfundível, e abriram os olhos para terem certeza que não alucinavam.
Cris: Frederico! (emocionada).
Mig: Papai! (feliz).
Fred: Pensou que ia se ver livre de mim? (tentava animar seu filho).
Mig: Isso nunca! Você é o melhor pai do mundo (contente).
Cris: Filho, vai avisar ao teu irmão que seu pai acordou (sorrindo).
Miguel se retirou correndo, como toda criança agitada.
Fred: Vem! (indicando que se aproximasse).
Cristina se aproximou e sentou-se ao seu lado, porém, de frente para olhá-lo.
Fred: Te amo!
Cris: Tive tanto medo de te perder, meu amor (deitou, com cuidado, em seu peito enquanto chorava).
Fred: Calma! Já passou! (acalmando-a). Estou aqui com você e sempre estarei.
Ela lhe deu um beijo terno.
Fred: Cristina... (pensava em como falar aquilo). Cristina, enquanto estive inconsciente tive a impressão de ter lhe ouvido dizer que está grávida e... (suspirou) agora, com o Miguel também passou o mesmo. Meu amor, você está grávida?
Cristina abriu um amplo sorriso.
Cris: Sim. Aqui dentro (pôs a mão dele sobre seu ventre), cresce o nosso filho, Frederico. Estou esperando um filho seu! (disse feliz).
Para Frederico, aquela foi uma grande surpresa. Não imaginava que sua mulher estivesse grávida. Deus estava sendo bom com ele dando-lhe outra oportunidade e ele não desperdiçaria. Parecia um sonho, todavia não conseguia acreditar. Sentia uma felicidade imensa dentro de sí. Queria levantar daquela cama e rodar com sua mulher no colo dizendo-lhe o quanto a amava, mas sabia que ainda não estava em condições.
Dias Depois...
Após ter despertado naquele hospital, a recuperação de Frederico foi surpreendente. Talvez, porque ele desejasse sair daquele lugar o quanto antes, pois queria estar com sua família e acompanhar cada detalhe da gestação de Cristina. Recebeu a alta para retornar à sua casa, porém não poderia abusar de esforço, pois precisava descansar. Esssa foi a recomendação médica. A notícia da morte de Débora foi inesperada para todos, mas não podiam lamentar, pois a mesma buscou esse destino.
Casa Alvarez-Rivero
Fred: Como sentia falta de tudo isso. Não aguentava mais aquele lugar (queixando-se).
Cris: Não seja resmungão. O importante é que está tudo bem agora (o beijou).
Mig: Eca! Já falei para não se beijarem na minha frente.
Fred: Pois, então, ande de olhos fechados, porque o seu pai aqui é louco por sua mãe.
Cristina sorriu ao ouvir aquelas palavras.
Fred:Vem, campeão, dá um abraço no pai. Senti tanta a sua falta (o abraçou).
Mig: Eu também, mas não me deixavam ficar contigo todos os dias (enroscado nos braços de Frederico).
Cris: Porque o seu pai necessitava descanso, assim como agora. Filho, tome um banho e brinque um pouco, porque seu pai vai repousar até a hora do jantar.
Fred: Mas...
Cris: Sem mas! São ordens médicas. Agora vamos subir.
Quarto de Cristina e Frederico
Banharam-se em momentos distintos, pois Cristina conhecia, muito bem, o marido que tinha, sabia que ele tentaria fazer amor com ela se tomassem banho juntos. Ela também desejava se entregar a ele, mas temia pela sua saúde. Cristina havia banhado-se primeiro e agora estava enrolada numa bata separando algo para vestir quando alguém lhe rodeou a cintura.
Cris: Não, Frederico. Sabe que não podemos (disse notando que ele estava pelado e ainda molhado atrás dela).
Fred: Eu não resisto a você, Cristina (murmurava no ouvido dela).
Que tentação! (pensava Cristina não podendo mais controlar a situação).
Frederico, enquanto beijava o pescoço de Cristina, desamarrava o nó de sua bata deixando cair no solo e revelando todo o corpo de sua mulher.
Fred: Eres preciosa! (sussurrava).
Ele a virou e a beijou intensamente. Ambos estavam nus. Ele a deitou sobre a cama se colocando por cima, mas, apenas, para beijar o ventre de sua mulher. Beijava e alisava com muita ternura, como se Cristina fosse feita de porcelana.
Fred: Te amo! (beijou seu ventre).
Depois daquele momento, Frederico virou-se na cama colocando Cristina por cima, assim não a machucaria com seu peso. Se beijaram, se acariciaram, Cristina se movia por cima de Frederico enlouquecida. Ele deliciava-se com os seios de sua mulher e apertava suas coxas, pois ela estava sentada em seu colo. Permaneceram assim até que alcançaram o climax entre gemidos e respirações agitadas.
Cris: Te amo! (o beijou).
Dormiram abraçados, pois os últimos dias haviam sido exaustivos.
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