Sempre
1 One shot
Notas iniciais
Sempre.
Vou contar minha historia pra vocês...
Muitas pessoas sofrem por vários tipos de coisa, tais como dinheiro, fatalidades e outras coisas tanto banais. Eu por outro lado sofri calado por um tempo, o motivo você que está lendo deve ter uma leve opinião do que pode ser. Sentimentos são as piores coisas de se controlar, ainda mais se você não estiver preparado para esse desafio, no meu caso eu não estava apto a lutar por esse sentimento, quando descobri que nunca ia tela, apenas desejei sua felicidade e fui embora, mas sempre vou ter ela aqui, no meu coração.
Nós éramos amigos se infância e vivíamos juntos de um lado pro outro, até eu passar um tempo fora e deixa-la, prometi que ia voltar e ficar com ela de novo, mas o tempo passou e nos crescemos, ela encontrou alguém e eu continuei só.
- Mas ela já tem alguém, oque você vai fazer? – Meu amigo fala preocupado.
- Eu tenho que tentar, não custa nada, não é? – Me levantei e toquei seu ombro, logo me despedi e sai pela porta, essa era a hora, tudo ou nada.
Há encontro na praça da cidade, seu moletom rosa de sempre, a neve era densa no chão e mal dava para caminhar, ela sorria como sempre e brincava com seu cachorro com tiros de bola de neve, típico dela.
- Será que posso participar? – Falei um pouco alto para que ela escutasse em meio as risadas, logo me viu e sorrio me chamando.
- Não esperava te ver por aqui, que milagre é esse? – Falou já fazendo uma bola de neve.
- Eu quero falar com você, será que podemos?
- Claro, mas antes... – Sorri travesso e lança uma bola de neve no meu peito, eu revidei com outra, ficamos lá algum tempo até nos cansarmos, logo andamos até um café.
- Oque você quer falar? – Disse tomando um pouco do seu chocolate quente.
- É complicado, mas antes de partir quero te falar isso.
- Pode falar então.
- Agente é amigo a tanto tempo, e nesse tempo cresceu um sentimento a mais em mim, aquela amizade que eu tenho por você se transformou em...paixão. – Estava nervoso, não consegui evitar falar baixo a palavra ‘’paixão’’ aquilo era complicado dizer aquilo para ela, não sabia das consequências.
- Não entendi, você... –Ela travou um pouco, sua expressão ficou séria e eu fiquei um pouco assustado com aquilo.
- È isso mesmo, eu amo você, sei que você já tem uma pessoa, mas eu precisava desabafar antes que isso me mata-se por dentro.
- Eu...eu também te amo mas, como amigo, você é meu melhor amigo e sempre esteve comigo nas horas difíceis, você é como um irmão pra mim então me desculpe não poder corresponder seus sentimentos. – Ela falou um pouco tristonha, tocou meu rosto delicadamente e sorrio.
- Me desculpe, mas não posso.
- Você o ama não é? – Falei me levantando.
- Sim, você aceita isso? – Levantou e tocou meu ombro, seu semblante era serio novamente.
- Sim, se você estiver feliz eu também vou estar. – Tirei sua mão e sai pela porta, finalmente tinha tirado aquele peso das costas, agora era seguir em frente.
Dois anos se passarão depois do nosso encontro, até um dia receber uma ligação do tio dela, disse que ela não estava bem e precisava de mim, corri para meu carro e sai em disparada para o aeroporto, precisava saber oque estava acontecendo com ela, aquilo me deixou desesperado e sem chão.
Cheguei à sua casa e não encontrei ninguém, andei por ela toda e não a vi, de repente ouvi um choro dentro do banheiro, abri a porta rapidamente e á vi sentada no chão, seus pulsos estavam feridos e sangrando, por acaso ela ficou louca de fazer aquilo?
- Que droga você está fazendo! – Me abaixei e tirei meu casaco a colocando nos seus pulsos para estancar o sangue que ainda jorrava.
- Jogando minha raiva fora, oque é que tem? – Gritou, estava pálida, tinha lagrimas nos olhos.
- Como se a raiva estivesse no sangue! – Gritei e a segurei nos ombros.
- Não enche, eu não preciso de você! – gritou e virou o rosto.
- Mas eu preciso de você! – gritei e lagrimas saiam pelos meus olhos, a peguei no colo e levei para o quarto, precisava cuidar dela como nunca cuidei.
- Porque está fazendo isso como você mesma? – Falei Enrolando uma atadura nos seus pulsos.
- Meu namorado é um idiota às vezes, ele me irrita. – falou baixo, mas eu ouvi.
- E ele sabe disso?
- Não, ele nem liga pra mim. – Seus olhos lagrimavam novamente.
- Já esta bom, agora descansa, eu vou resolver uns assuntos e já volto.
- Oque você vai fazer?
- Oque já devia ter feito há muito tempo. – Saio pela porta pisando duro, eu teria uma conversa com aquele cara, e meu punho estava coçando.
Cheguei ao apartamento dele, parecia não ter gente nos outros quartos então resolvi bater na sua porta, ninguém abriu e eu resolvi entrar assim mesmo. Entrei devagar e ouvi risadas no quarto, pareciam risadas femininas e andei até lá, me deparei com uma mulher e ele na cama, vocês devem saber oque estavam fazendo, peguei um vazo que estava numa cabeceira e o deixei cair no chão fazendo barulho para que eles me percebessem, logo tomaram um susto a me ver e se enrolaram nos lençóis, ora de quebrar uma cara.
- Oque você está fazendo aqui? – Ele gritou furioso e se levantou e vestiu a cueca.
- Acertar as contas, você o quanto ela está sofrendo por essas suas idiotices? – Falei com ódio na voz.
- Ela sofre por que quer, ninguém manda ela fazer aquilo! – Disse seco, aquilo me deixou mais furioso ainda.
- E você não se importa nem um pouco?
- Brinquedos são brinquedos não e mesmo? – Disse rindo e se virou para ir ao banheiro.
Corri na sua direção e peguei seu ombro o fazendo virar para me olhar, sua surpresa foi um belo soco na cara o deixando tonto, prendi seu pescoço com meu braço direito e o encostei na parede com força, seus olhos estavam esbugalhados de medo.
- Nunca mais ouse tocar num fia sequer do cabelo dela, entendeu!? – Gritei e apertei ainda mais seu pescoço com meu braço, ele fez que sim com a cabeça.
- E-u pro-prometo, agora m-me solta – Falou engasgado e o soltei, ele tossiu um pouco e correu para o banheiro, olhei de relance para a mulher que estava estática na cama, cuspi no chão e saiu pela porta.
Voltei para a casa dela, entrei no seu quarto e á vi dormindo feito um anjo. Dei um beijo na sua testa e deixei uma carta no criado mudo e depois sai e fui embora, minha missão aqui acabou agora como disse antes, e seguir em frente.
‘’Querida estou indo embora, mas antes de ir quero que saiba que ainda te amo e desejo sua felicidade, espero que encontre um cara legal e que te faça feliz de verdade, é apenas isso, estou sempre de olho em você, beijo do seu melhor amigo’’
Essa é mais uma das grandes peças que o amor no prega e às vezes não conseguimos entende-las, mas depois da luta a sempre uma recompensa, no meu caso não ouve recompensa e sim um aprendizado, nem sempre podemos ter oque queremos e quando temos... Não soubemos aproveitar. Quem sabe algum dia eu poça conhecer alguém, mas ninguém vai ser como ela, porque nunca vou esquecê-la e sempre vou... Ama-la.
Fim.
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