Sempre

34 Capítulo 34


Notas iniciais
Olá minhas queridas leitoras, tudo bem?

Desculpem a demora, mas estava fazendo provas e também participando de manifestações aqui na minha cidade. Lutando, ou pelo menos, tentando lutar por aquilo que acredito. Enfim, espero que me perdoem pela demora.

Obrigada pelos lindos comentários. Vou respondê-los em breve! Pelo que li, a maioria de vocês estão se reapaixonando pelo Edu, certo?

Boa leitura!

CAPÍTULO 34


Eduardo estava feliz e satisfeito com o incrível encontro que teve com seu filho. Ele não podia está mais feliz e queria compartilhar tal felicidade com seu melhor amigo, Arthur. Discando o número do celular, que sabia de cor, ele colocou o aparelho próximo à orelha enquanto caminhava. Demorou alguns toques antes dele ouvir um confuso "Alô?".


– Ei Arthur, sou eu... Edu.

Eduardo mordeu o lábio enquanto esperava a reação de Arthur; o choque inicial era algo que já esperava e isso se confirmou quando ouviu o homem engasgar em suas próprias palavras.

– Edu? Como? Você... onde você está?! Você percebe quanto tempo não nos falamos? Você não enviou mais notícias. Você sabe como eu fiquei preocupado? Eu fiquei muito preocupado com você. Eu nunca pensei que você fosse mesmo ligar!

Houve uma versão mais longa do que Arthur disse, mas essa foi a única coisa que ele se lembra de ter ouvido. Arthur mostrou mais preocupação do que raiva. Eduardo esperou pacientemente seu amigo se acalmar antes de responder:

– Eu voltei há alguns dias, Arthur. Eu quero vê-lo. Onde você está?

Arthur sorriu.

– Se você adivinhar te darei uma xícara de café.

– Hum, deixe-me adivinhar: Espaço Café e Literatura. Acertei?

– Bingo! Diga-me onde você está e eu irei buscá-lo.

Eduardo sorriu relembrando todos os momentos divertidos que tinha passado com Arthur naquele lugar. Não havia melhor local para reencontrar seu melhor amigo. Assim, ele poderia conversar e tomar algumas xícaras de um bom café, que definitivamente era algo que ele não fazia a algum tempo

– Não, Arthur. É hora do rush e eu prefiro tomar um táxi. Apenas me espere, certo? Vejo você em alguns minutos?

– Sim... Até breve, Edu.

Um sorriso cordial caiu em seus lábios quando ele murmurou:

– Vejo você em breve, Arthur. — Desligando o celular, ele parou e chamou um táxi.

Eduardo estava tão ansioso que não percebeu quando chegou ao local. Ofegante, ele adentrou o lugar, que estava relativamente cheio, e olhou ao redor para ver seu melhor amigo sentado em uma pequena mesa cheia de papeis. Provavelmente provas de seus alunos. Ele exalou profundamente esperando não parecer tão ansioso, que era como realmente se sentia.

Quando se aproximou da mesa, o coração de Eduardo parou quando seu melhor amigo o encarou. Tinha se passado mais de um ano que eles não se viam. Arthur continuava com a mesma aparência, o mesmo corte de cabelo, exceto pela felicidade que ele transparecia pelo olhar. Ele tinha um semblante diferente, parecia mais leve.

– Eduardo. – Arthur gritou e envolveu o primo em um forte abraço. Eduardo firmemente o abraçou de volta sabendo exatamente como ele se sentia. Houve um misto de emoções em seu ultimo encontro e agora que eles estiveram separados ao longo de um ano e meio, era hora de fazer as pazes de vez.

Arthur deu um passo para trás com um grande sorriso:

– Olhe para você! Você está bronzeado! — Ele olhou de relance para a aparência física do amigo — Ah, e a sua barba está maior. – Eduardo fingiu um sorriso quando lembrou que havia deixado sua barba crescer durante sua estadia no Haiti.

Eduardo sabia que Arthur queria dizer que ele parecia mais gordo, mas ele era muito educado para dizer algo assim. Em vez disso, fez um gesto para que se sentasse à mesa.

– Então, eu soube que você está noivo, Arthur.

– Sim. E vou me casar em breve. Parece que você resolveu aparecer na hora certa para ser meu padrinho de casamento. — Arthur disparou.

– Padrinho de casamento? Eu? — o médico estava surpreso com o convite.

– Sim. Isso era algo que estava na minha cabeça há muito tempo. Se você aceitar, claro.

– Claro que eu aceito. Eu não poderia ficar mais honrado.

– E você? Conte-me as novidades.

Este era o momento. O momento que contar para Arthur a grande novidade.

– Eu tenho um filho, Arthur.

O rosto do professor ficou pálido, os lábios entreabertos em estado de choque, enquanto seus olhos cor de mel encaravam Eduardo.

– Um filho? Onde ele está? Ficou no Haiti? Oh meu Deus. – Arthur estava confuso.

– Calma. Ele sempre esteve aqui, na verdade. – o médico tentava explicar – Cecília teve um filho meu.

– Cecília? – ele parecia mais surpreso – Mãe de um filho seu? Porque eu não fiquei sabendo disso antes? Eu falei algumas vezes com Helena ao telefone e ela nunca mencionou que tinha um sobrinho.

– Cecília escondeu isso de todos. Eu só fiquei sabendo há alguns dias e fiquei do mesmo jeito que você quando ela soltou essa bomba no meu colo. Entendo todo esse seu espanto.

– Eu nunca imaginaria isso. Cecília escondendo isso de você... De qualquer maneira,

fico

feliz por vocês. Cecília não contou nada, nem mesmo para a Marina. É menino ou menina?

– Menino e seu nome é Otávio.

– Quer dizer que eu sou um tio agora?

– Sim, você é.

– Quando poderei conhecê-lo?

– Logo, logo. Vou falar com Cecília e assim que ele estiver mais acostumado comigo nós faremos uma visita para você.

– Eu mal posso esperar. Você pai? Isso parece algo surreal.

Eduardo e Arthur sorriram juntos.

– Ela tem um namorado novo. Você o conhece?

– Já o vi algumas vezes quando eu e Marina encontramos com eles casualmente por aí.

Eduardo franziu os lábios quando cruzou os braços.

– Eu não imaginava que ela tivesse um namorado. Essa possibilidade nunca passou pela minha cabeça, ainda mais um como ele. Ele é tão alegre e alto astral...

Este era o Eduardo que Arthur conhecia. O que assume que algo está errado logo ao conhecer uma pessoa. Eduardo sempre foi desconfiado e ter seu amigo de volta era gratificante. Arthur deu ao seu melhor amigo um sorriso simpático, sendo otimista.

– Basta dar uma chance a ele. Ele parece ser legal e se ele está com Cecília, bem, ele deve ser uma boa pessoa...

Os dois passaram um longo tempo conversando, como eles costumavam fazer durante o seu tempo de paz. Tinham muitos assuntos para colocar em dia. Eduardo disse a ele sobre a vida no Haiti e sobre o pequeno Otávio e o primeiro encontro que tivera com ele, enquanto Arthur disse a Eduardo sobre os preparativos do casamento e como tudo estava indo bem na sua vida. A felicidade estava estampada nos rostos dos amigos.


(...)



Tinha se passado muito tempo desde a última vez que ele esteve no ali. Eduardo sentiu-se um pouco frustrado quando viu que não havia outra ala construída no hospital. Ele esperava que tivessem construído uma nova ala de trauma porque precisava desesperadamente dela. Caminhando lentamente, ele ignorou as pessoas que estavam o olhando quando se dirigia até a recepção.


– Com licença.

A mulher olhou com uma expressão sem brilho.

– Posso ajudar?

– Sim, eu estou aqui para falar com o Doutor Bessa.

Depois de informar quem ele era, ela disse-lhe onde encontrar o chefe, embora ele soubesse exatamente onde ele estava. A recepcionista era provavelmente nova, já que não havia o reconhecido quando ele falou com ela. Andando pelo familiar corredor, ele finalmente encontrou a sala e bateu suavemente à porta.

Quando teve permissão para entrar, ele sorriu abrindo a porta:

– Que bom te ver Doutor Bessa. Ainda mantendo o hospital em ordem, não?

– Dr. Guerra! Por favor, sente-se, eu estava esperando você. — O chefe sorriu enquanto observava seu ex-funcionário sentar-se à sua frente. — Como foi no Haiti?

– Foi uma experiência incrível, senhor.

– Fico feliz. E as novidades? – Eduardo era muito próximo ao Dr. Bessa; trabalhou com ele como seu protegido, uma vez que ele também era cirurgião de trauma e o aconselhou a se especializar nessa área.

– Bom, a mais importante é que eu agora sou pai. E a outra é que estou procurando emprego e eu queria saber se eu posso ter o meu de volta aqui.

– Você é pai? Que notícia maravilhosa! Você casou, Doutor Guerra?

– Não, eu não me casei.

Eduardo falou um pouco sobre Otávio e em seguida começaram a falar sobre o que realmente tinha trazido o médico de volta ao hospital. Quando Dr. Bessa perguntou em que condições, Eduardo fez uma pausa. Tudo tinha mudado agora. Ele sabia que o chefe não iria apenas contratar alguém de volta só porque eles eram próximos ou porque ele tinha trabalhado aqui. Eduardo trabalhava no hospital por dias seguidos quando não tinha ninguém, mas agora ele era um pai e não poderia fazer isso com a mesma frequência ou estaria faltando um monte com seu filho. Ele não queria perder nada, mas seria difícil com a profissão que tinha.

– Eu só posso trabalhar vários dias seguidos de vez em quando. Eu posso começar a trabalhar em torno das sete e ir para casa por volta das duas, porque eu não quero voltar para casa quando o meu filho já estiver dormindo. No entanto, eu poderia trabalhar alguns dias durante à noite, ficando livre durante parte do dia. Eu nunca teria a chance de passar um tempo razoável com ele se eu tiver uma sobrecarga de trabalho. Além disso, a mãe dele trabalha muito e, bem, eu tenho que dividir essa responsabilidade com ela.

O Dr. Bessa bateu os dedos sobre a mesa.

– Eu entendo que você tem um filho agora e você quer passar o maior tempo possível com o seu filho, mas eu preciso de você muito mais do que apenas sete horas. Fique até as quatro e trinta e teremos um acordo. E então, organizaremos os plantões noturnos para você tenha folga durante o dia algumas vezes por mês.

Eduardo não ficou muito satisfeito com o horário, o que iria lhe dar apenas alguns dias para ficar com Otávio durante o dia e algumas horas antes dele dormir. Isso, claro, se Cecília permitisse suas visitas diárias ao pequeno depois que saísse do hospital. No entanto, ele precisava do dinheiro e ser um cirurgião vem com grande sacrifício. Balançando a cabeça, ele sabia que esta era a melhor opção; nenhum outro hospital lhe daria qualquer flexibilidade.

– Eu aceito.

– Bem-vindo de volta, Dr. Guerra! Você começa amanhã as sete em ponto.

– Obrigado.

Saindo da sala, Eduardo estava feliz que tinha conseguido seu antigo emprego de volta. Esse era o único hospital que se sentia confortável de qualquer maneira, e talvez, se Cecília não estivesse muito ocupada poderia trazer Otávio de vez em quando para vê-lo. Ele já tinha perdido muita coisa da vida do seu pequeno rebelde e era difícil deixá-lo e ficar dias sem vê-lo, mas ele precisava ser um adulto.

– Edu?

Ele virou-se quando viu o rosto familiar que o fez sorrir.

– Amanda. Ei! — Ele riu e abraçou-a cordialmente. Eduardo apertou-a com força enquanto a balançava de um lado para o outro feliz em vê-la outra vez. — Como tem passado?

– Ótima. Eu fui promovida a chefe do meu departamento. Finalmente... –Amanda sorriu brilhantemente — E o que você está fazendo aqui? O Haiti foi um pouco demais para você?

– Não, eu amei a experiência, mas eu senti falta da minha família e agora eu tenho um motivo forte o suficiente para não me fazer ir embora nunca mais. – ele sorriu.

– E qual seria esse motivo?

– Eu descobri que Cecília teve um filho. Um filho meu. Seu nome é Otávio.

O sorriso de Amanda diminuiu um pouco quando ela deu os parabéns para ele. Em seguida, perguntou se ele tinha conseguido seu emprego de volta.

– Sim. Começo amanhã por volta das sete.

– Então eu vou vejo você amanhã por volta das sete.

Com o rápido adeus, ele caminhou pelo corredor até a saída cumprimentando seus colegas cirurgiões com quem agora ele vai trabalhar de novo. A maioria deles estava feliz em ver que ele voltou e ainda perguntavam por que ele decidiu ir para o Haiti.

Chegando na casa de Cecília para ver Otávio, ele viu Luís Gabriel brincando de esconde-esconde com seu filho. A cena era devastadora, um vez que Otávio realmente estava gostando. Ele agarrava as mãos sempre que Luís escondia o rosto e quando ele revelava-se dizendo com uma voz infantil "Estou aqui!", ele sorria.

– Luís Gabriel. – Eduardo ganhou a atenção do homem alegre.

O moreno de cachinhos levantou a cabeça com um sorriso:

– Oi, Eduardo. Como foi a procura por trabalho? – Luís Gabriel pegou Otávio e caminhou até Eduardo, entregando-lhe seu filho em seus braços.

– Foi muito bem, pois eu consegui o meu emprego de volta. Onde está Cecília? — Seus olhos verdes olharam em volta para ver que ela decidiu deixar Luís Gabriel sozinho com Otávio. Ele já deve estar acostumado com isso, afinal eles são um casal, certo? Quando Luís Gabriel disse que ela estava tomando banho, Eduardo beijou a testa de seu filho perguntando como tinha sido o seu dia. Otávio balbuciou antes de pegar o óculos de grau que estava no rosto de Eduardo e começar a puxá-lo.

– Foi um dia foi ótimo! Ele comeu toda a sua comida e nós brincamos por algumas horas. Ele é a criança mais doce que eu já conheci. – Luís Gabriel derreteu-se.

Eduardo estava mais uma vez em volta desconfortável com a situação. O que Cecília vê nesse cara estava além da compreensão dele; ele não conseguia entender como ela não conseguia ficar irritada com sua atitude alegre e alto astral. Otávio de repente agarrou o rosto do pai e abriu a boca dando nele o que parecia ser um beijo de boca aberta. Eduardo sorriu até que a voz de Luís Gabriel arruinou o momento.

– Legal, não? Eu ensinei isso a ele.

– Você não ensinou nada a ele. Provavelmente, ele deve ter aprendido isso com a mãe dele.

A tensão estava no ar quando Eduardo olhou para o homem com uma expressão séria. Luís Gabriel tentou aliviar a tensão entre eles quando sorriu levemente.

– Eu vou buscar o brinquedo que ele tanto gosta. Eu volto já, já.

Eduardo viu o jovem sair da sala enquanto ele ficou com seu filho; fazendo-o saltar em seu quadril, ele começou a fazer caretas para distrair Otávio enquanto esperava Cecília e Luís Gabriel.

Cecília finalmente apareceu e perguntou preocupada:

– Edu? Onde está o Gabriel? — Ela pensou que as coisas não tinham ido tão bem quanto esperava; ela não imaginava que Eduardo fosse aparecer sem avisar.

– Fui buscar o brinquedinho de Otávio. –Luís Gabriel disse alegremente invadindo a sala.

Eduardo não tinha vontade de falar mais e nem de permanecer ali, senão seria capaz dele vomitar. Dando um beijo amoroso em Otávio e devolvendo-o para os braços de Cecília, ele sorriu:

–Vejo você amanhã, filho.

Notas finais
Gostaram?

Tenho 102 leitoras e gostaria muito que a maioria de manifestassem... queria saber o que estão achando, suas criticas, opiniões e sugestões! Não fiquem timidas, queridas! Apareçam, eu não mordo a menos que peçam! hahahahha

O que acharam?

Até o próximo capítulo!
Bjs, Nara.