Sempre

51 Capítulo 51


Notas iniciais
Olá minhas queridas, tudo bem? Dessa vez fui bem rápida, não? Eu estava muito ansiosa para postar esse capítulo para todas vocês. Acho que porque amei escrevê-lo e isso graças ao carinho de vocês. Posso ousar dizer que minha inspiração voltou graças ao apoio dessas amadas do meu coração que me deram um incentivo enorme: - Maah Styles; - Anna H; - Laary21; - Sharon Apple; - Leda Kobayashi Teixeira; - Giovanna Lima; - Thaah Silva Payne; - Amara Bonasera Taylor. Meninas, muito obrigada. Vocês não imaginam o quanto o comentários de vocês significaram para mim, por isso, dedico esse capítulo a vocês!! Todas preparadas? Boa leitura, amadas.

CAPÍTULO 51

– Como está o meu filhote? — Cecília soprou no rosto de seu filho quando uma risadinha irrompeu da boca do bebê de um ano de idade. Eduardo podia ouvir de longe o burburinho que a presença de Otávio estava criando entre as mulheres que participavam do curso.

Cecília colocou Otávio em seu colo e o abraçou fortemente. Enquanto isso, Eduardo verificou os e-mails que se acumularam desde o primeiro dia de sua ausência; o seu trabalho o perseguia até mesmo quando ele não estava presente. Foi aí que ele lembrou-se que estava ali para passar algum tempo com sua família.

Enviando mensagens de volta para seu chefe e seus colegas que iriam atender alguns de seus pacientes, ele estava livre. Colocando o celular longe, um sorriso apareceu em seus lábios quando Otávio flutuou de volta para seu colo e Cecília deu-lhe um beijo no rosto.

– Eles estão precisando de mim agora, então você pode ficar aqui ou me ver em ação. — Ela balançou as sobrancelhas antes de endireitar suas roupas para o treinamento.

Eduardo decidiu levar Otávio o local do curso, pois assim ele ficaria um pouco mais tranquilo com a mãe por perto. Deus sabe como ele fica barulhento quando Cecília não está por perto. Assim que deixaram a área de vivência e Cecília dirigiu-se para a sala onde aconteceria o curso, Eduardo parou perto de um dos monitores, colocando Otávio para baixo quando ele começou a ficar agitado. Rapidamente, Otávio segurou a mão do pai e arrastou-a para longe dali.

Ele deveria saber que seu filho ficaria entediado em segundos, então eles caminharam para o grande jardim do prédio e ficaram lá por um tempo. Otávio ocasionalmente arrancando a grama pela raiz, antes de jogá-los no ar cheio de alegria.

– Papa! Papa! – Otávio murmurou algo incoerente sob sua respiração quando ele pegou um pequeno objeto circular.

Seus olhos verdes espiaram sob as mechas de seus cabelos e em seguida ele pegou a coisa. Eduardo inclinou-se e inspecionou o objeto.

– Isso é um caracol, Tavinho. Tá vendo? — Ele apontou para o tecido mole do molusco que estava enrolado dentro da concha.

Ele viu quando Otávio olhou para dentro do bicho em reverência e antes que ele percebesse, o pequeno tentou levar o caracol para fora de seu escudo com o dedo. Eduardo rapidamente pegou o caracol e colocou-o na grama novamente dizendo para Otávio que o caracol queria ir embora. Otávio fez beicinho, mas não se ficou triste por muito tempo e caminhou pela grama procurando qualquer outra coisa para brincar.

Eduardo suspirou sabendo que tinha que ter um olhar atento sobre o seu filho por causa de sua curiosidade. Depois de passearem um pouco mais, ele levou seu filho de volta para a área de vivencia. Lá, Otávio tinha o seu brinquedo favorito em suas mãos; e brincou jogando-o e pegando-o em seguida. Ele repetiu o movimento até que viu sua mãe.

– Mama! — Otávio gritou enquanto cambaleava até sua mãe.

Cecília olhou em sua direção para ver que o filho finalmente havia retornado de seu passeio. Ficando de joelhos, ela abriu os braços em convite, enquanto seu filho quase saltou em seus braços.

– Ei meu amor! Como foi o passeio com o papai? – indagou acariciando as costas de seu filho com ternura.

O pequeno apenas sorriu e Cecília o pegou em seus braços e se virou para o homem em pé na frente dela.

– Oh, ele já está enorme! É o Tavinho, certo?

Eduardo levantou-se e caminhou enquanto observava um homem com não mais do que trinta anos falando sobre seu filho. Cecília confirmou que era ele e seus olhos brilharam entre seu namorado e o colega de trabalho.

– Edu, este é Igor Macedo. Igor, este é meu namorado Eduardo.

– Bom conhecer você. — Igor estendeu a mão com um sorriso caloroso.

Eduardo aceitou o aperto de mão e um sorriso atingiu seu rosto quando Igor elogiou o quão maravilhoso era seu filho.

Otávio estendeu os braços para Igor, que desajeitadamente perguntou:

– Posso?

Cecília e Eduardo deram o seu consentimento. Igor então segurou Otávio perto dele dizendo o quão adorável ele era. Otávio instantaneamente agarrou seu crachá de identificação e começou a brincar com ele.

– Então, eu ouvi dizer que você está indo embora amanhã... — Igor começou enquanto naturalmente balança Otávio em seus braços, que estendeu a mão para seu rosto pálido.

– Sim. — Eduardo arrastou as palavras em confusão. O que esse cara está querendo?

Igor parecia um pouco fora de lugar, tímido por estar conversando com o homem que tem intimidado as pessoas com a sua confiança. Ele sabia algumas coisas sobre Eduardo e também sabia sobre todo o escândalo entre ele, Cecília e Luís Gabriel.

– Eu estava pensando que talvez... desde que eu o pouco tempo que os novos pais passam juntos, que talvez... talvez eu pudesse sugerir que vocês peçam o serviço de babá do hotel, enquanto você dois recuperam o tempo perdido.

Cecília corou um pouco de sua escolha de palavras, enquanto Eduardo levantou uma sobrancelha. Era estranho ter esse tipo de conversa com Igor e Eduardo no mesmo ambiente. Cecília tinha tido um pequeno romance com Igor e Eduardo sabia disso, o que deixava a situação ainda mais embaraçosa. Ela quebrou o transe quando limpou a garganta e começou a tropeçar em suas palavras.

– Não. Quer dizer, isto não é realmente um problema, nós temos tempo para nós mesmos. Obrigada pela sugestão, de qualquer maneira.

– Oh — Igor piscou enquanto seus olhos castanhos vislumbraram o casal. — Me desculpe se eu cruzei os limites, é só que... eu sei o quanto Cecília sente sua falta. Ela fala sobre você todos os dias, e eu pensei que seria uma boa sugestão.

– Tudo bem. – Eduardo cortou. — Nós vamos aceitar sua sugestão.

Cecília instantaneamente virou a cabeça em choque. Ela realmente estava ouvindo essas palavras saírem de sua boca?

Era muito raro Eduardo deixar alguém desconhecido chegar perto de seu filho. Ele tinha que ter uma razão sólida a respeito disso.

– O hotel é muito bem conceituado e acho que não teremos grandes problemas. — Eduardo revirou os olhos antes de passar o braço em torno de Cecília com um brilho nos olhos – E eu também quero passar algum tempo com a minha mulher antes de ir.

Isso foi além de estranho, tinha sido um choque. Eduardo era bastante sutil sempre que havia pessoas ao redor deles. Ele sempre pegava o braço dela de uma certa maneira ou tocava qualquer parte de seu corpo sensualmente para passar a mensagem e não dizer abertamente que queria fazer sexo antes dele e seu filho voarem de volta para São Luís.

– Ótimo! Eu vou providenciar tudo.

– Certo.

(...)

Cecília gemeu baixinho quando suas costas colidiram com a parede, ambas as partes arrancando roupas um do outro depois do jantar romântico que tiveram. A babá do hotel veio pegar Otávio para a noite juntamente com o agente Igor. O menino foi com prazer, agarrado ao seu casaco vermelho e caminhou com eles em direção ao elevador.

Eduardo e Cecília estavam gratos que pelo menos teriam algum tempo para si mesmos e, obviamente, há um longo tempo isso não acontecia. Quando a mulher arrancou seus botões, ele sorriu:

– Nós não estamos um pouco ligeiros esta noite?

Os lábios de Cecília grudaram em seu pescoço e instantaneamente encontrou o seu ponto fraco.

– Olha quem fala. — ela murmurou; sua calcinha estava no chão com um grande rasgo.

Com as mãos gananciosas, Eduardo agarrou firmemente por trás transportando-a para mais perto dele e as pernas dela instintivamente envolveram-se em torno de sua cintura. A sensação de pele com pele, pela primeira vez em semanas, os deixou em alta; um gemido escapou de seus lábios. Eduardo bufou com a necessidade de querer sentir mais dela no momento.

– Ceci. — Ele sussurrou.

Ele passou as mãos pelos seus cabelos enquanto vislumbrou o seu sorriso, o mesmo sorriso que seu filho tem. O sorriso bobo e lindo pelo qual ele sabia que estava ficando cada vez mais apaixonado. Tão brega como isso poderia soar, Eduardo poderia facilmente dizer que sua vida estava lentamente ficando em um lugar feliz.

Em segundos o desejo se transformou em amor quando eles olharam nos olhos um do outro. Eduardo entrou no quarto, colocando Cecília sobre o edredom com um sorriso deslumbrante. Sussurrando palavras doces em sua pele, ela fechou os olhos apreciando as carícias suaves e toques que o namorado estava lhe dando. Cecília sorriu suavemente quando sentiu os lábios dele trilhando o osso do seu quadril, indo de um lado para o outro.

Era raro eles compartilharem um momento tão íntimo sem a ânsia de ir para o ato sexual. Na maioria das vezes a luxúria era por causa da falta de sexo que a suas rotinas impunham e isso apenas deixava o lado animalesco deles se sobressair muito mais fácil.

Quando Eduardo mudou-se para os lábios, ele pairou sobre ela olhando em seus olhos. Ele continuou a provocá-la antes de seus lábios pousarem sobre os dela, ouvindo em seguida um suave gemido. Cecília cravou seus braços ao redor de seu corpo. Seus corpos se entrelaçaram.

Ele venceu com facilidade a batalha de dominação; sua língua saboreando cada canto de sua boca enquanto suas mãos acariciavam a pele macia de suas curvas. Eduardo entrou nela lentamente ganhando um gemido prazeroso da mulher sob ele. As unhas dela passando pelas costas enquanto ele a preenchia completamente.

– Esperei muito tempo, meu amor. — Eduardo sussurrou enquanto beijou sua bochecha.

Cecília ofegou de prazer quando ele começou a se mover dentro e fora dela. Puxando-a para mais perto dele, ele podia sentir os seus batimentos cardíacos tornarem-se um só. Ele moveu seus quadris em um ritmo constante enquanto mantinham os lábios ainda colados. Cecília apertou as pernas ao redor de seus quadris quando ele continuou a pressão em seu interior.

Um gemido irrompia dos lábios dela a cada movimento que ele fazia, cada impulso parecia mais prazeroso do que o último. Eduardo estava se movendo em um ritmo tranquilo, mas ele ainda detinha o poder por trás de seu impulso. Os dedos de Cecília se curvaram ante a sensação de que estava brotando entre eles.

Era um sentimento como nenhum outro. Ele nunca sentiu isso antes, a não ser no dia que abertamente disse que ia fazer amor com ela. Mesmo assim, ele não tinha esses sentimentos que estavam flutuando para fora de sua barriga. Era assim como uma pequena chama que estava crescendo dentro dele a cada segundo.

Cecília deixou escapar um gemido baixo saiu quando segurou a cabeça de Eduardo no lugar enquanto se beijavam apaixonadamente.

– E-Edu. Estou perto. — Ela sussurrou.

Suor emaranhado em seu rosto e cabelo, ele pressionou sua testa contra a dela.

– Eu sei. Segure para mim, amor. — Ele respondeu enquanto continuava a se mover dentro e fora dela. Ele adorava a maneira como suas paredes internas ainda mantinham o controle sobre ele, o lugar macio e quente que ele podia facilmente enterrar-se cada vez que estava com ela.

Seu coração quase parou de bater quando eles compartilham um olhar. Pressionando seus lábios nos dela mais uma vez, os corpos ficaram moldados perfeitamente juntos por mais alguns minutos, antes de se descontrair. Cecília soltou um gemido ofegante quando a chama que cercara seu estômago se espalhou por todo seu corpo.

As mãos de Eduardo agarraram o edredom da cama quando ele finalmente chegou ao clímax. Uma vez que chegaram lá, ele saiu de cima dela, mas imediatamente pegou-a em seus braços.

Cecília o encarou e acariciava a costa nua e suada dele enquanto tentavam controlar suas respirações.

– Edu.

Seus olhos verdes piscaram e concentraram-se nos olhos castanhos dela quando os nervos começaram a se agrupar na boca do estômago.

Eduardo observou o conflito que cintilou em seus olhos quando ela relutou em dizer o que queria. Lambendo os lábios, ela se expôs de forma máxima imaginável.

– Edu, eu nunca pensei que isso iria acabar assim. Eu pensei que eu fosse ser a garota que nunca iria ficar com o cara dos seus sonhos e então eu fiquei. Eu tenho tudo que eu sempre quis, até agora. Um bebê lindo com o homem mais incrível do mundo ao meu lado. Você me apoia em tudo que eu faço, e mesmo assim consegue manter meus pés no chão quando é preciso. — Cecília sorriu suavemente. — Você pode ser o homem mais difícil do mundo com a sua arrogância e personalidade dominante, mas é o que eu amo você. Você não tem medo de me dizer o que está em sua mente, você não tem medo de ferir os meus sentimentos e por isso, eu sei que você é o homem certo para mim.

Cecília respirou fundo e seu coração batia forte em seu peito; Eduardo se sentia da mesma maneira e seus olhos se arregalaram em choque com o aquele discurso. Havia uma pequena parte dele que sabia o que ela iria dizer em seguida, mas ele empurrou isso de lado para se concentrar no que ia acontecer a seguir.

– Eduardo Henrique Alves Guerra, você quer casar comigo?

Eduardo ficou com a garganta seca enquanto ela segurava suas mãos perto da sua à espera de uma resposta. Era real? Nada se parecia com a realidade. Era como se ele estivesse em algum tipo de sonho. Seu silêncio deixou-a um pouco nervosa.

– Diga alguma coisa, Edu. Eu estou morrendo aqui. — Cecília riu para aliviar a tensão que havia entre eles.

Lambendo os lábios, ele exalava forte.

– Ceci... por mais que eu quisesse dizer que sim. — Ele mordeu o lábio antes de olhar em seus olhos novamente. — Eu não posso.

– Por que não?

– Nós não estamos prontos, Ceci, e nós apenas ficamos juntos agora. Eu não quero estragar a nossa relação saltando para um casamento tão rápido. E se não der certo entre nós? O casamento é um compromisso enorme, Cecília. Você está pronta para isso?

Cecília franziu as sobrancelhas, a dor impregnada em sua voz.

– Eu não teria perguntado se eu não estivesse, Eduardo.

– Olha Ceci, eu te amo... Isso é uma responsabilidade muito grande, e eu não quero que o que temos acabe. Não podemos ficar como estamos por enquanto? E talvez no caminho nós possamos discutir o casamento.

Franzindo os lábios ela fez a pergunta final:

– Por quanto tempo?

Eduardo respirou fundo antes de colocar uma de suas mãos no rosto dela.

– Até nós estivermos prontos. Você pode me dar isso?

Era difícil dizer sim a isso. Cecília sabia o que queria. Ela queria Eduardo, ela queria que eles fossem uma família inteira, ela queria ter Eduardo oficialmente para ser chamado de seu marido. Era pedir muito? Em sua mente, não era muito cedo. Sim, o relacionamento deles era novo, mas eles sempre foram próximos e pularam as etapas em tudo.

Ela sabia que sua empolgação correu para longe dela naquele momento, e por isso tentou voltar atrás e concordou em dar-lhes algum tempo. Tão devastador como era, Cecília iria esperar pacientemente até que ele estivesse pronto também.

Notas finais
E ai, gostaram? E agora, o que será que vai acontecer? Será que vão romper? Hm, algo acontecerá no próximo capítulo e eu mal posso esperar para postar!! Cecília, com toda sua coragem, foi lá e pediu o Edu em casamento. Pena que não ouviu a resposta que queria. Sem dúvidas foi um grande golpe para ela!! Obrigada pelo carinho de todas: as que comentam e as fantasminhas. Amo todas vocês, viu? Até o próximo capítulo!!