Sempre

42 Capítulo 42


Notas iniciais
Olá minhas queridas!

Já estava morrendo de saudades de vcs!

Primeiro queria agradecer todas as lindas msg de aniversário! Vcs são fodásticas e eu só tenho que agradecer por ter todas vcs como leitoras. OBRIGADA!

Vamos a mais um capítulo cheio de... Hum, vc vão descobrir! Tirem as crianças da sala! Eu estava bastante inspirada quando escrevi esse capítulo... Espero que gostem!

Boa Leitura!

CAPÍTULO 42

O jovem cirurgião passou por algumas funcionárias do hospital que cochichavam descaradamente sobre ele. A notícia de que o médico mulherengo estava em um relacionamento sério com a mãe de seu filho tinha se espalhado como um vento. E pior que isso, a notícia da traição também.

- Guerra. — Seus olhos verdes encararam o chefe quando ele acenou com a cabeça em direção para irem até o seu escritório. Eduardo seguiu atrás dele, sem dizer uma única palavra.

Fechando a porta atrás dele, Eduardo ficou de pé perto da porta quando o chefe do hospital se sentou à sua mesa.

- Sente-se, Guerra.

- Eu prefiro ficar de pé. — Ele respondeu.

- Muito bem. — Ele cruzou as mãos ponderando o que ia dizer. — Eu não quero me intrometer na sua vida pessoal. E eu não me importo com todos esses rumores de amor e traição desde que você continue mantendo o excelente trabalho que vem fazendo ao longo dos últimos meses. Eu não quero que todo esse escândalo afete seu desempenho o trabalho.

- Não haverá nenhum problema, senhor.

- Ótimo. — O chefe concordou e acrescentou – As pessoas tem que ficar mais focadas em suas próprias vidas em vez de ficarem se preocupando com a vida dos outros.

Eduardo tinha entendido o recado. Arrumando cabelo, ele caminhou pelos corredores do hospital tentando imaginar como a notícia tinha se espelhado tão rápido em seu local de trabalho. Ele achava que não era nada demais, mas o que causou o maior alvoroço foi a infidelidade. As pessoas começaram a especular, pois Cecília mal tinha terminado com Luís Gabriel e já estava com ele.

Bem, isso era verdade e ele não tinha vergonha do que aconteceu. Ele só estava bastante irritado com os comentários sobre sua vida pessoal. Eduardo poderia se importar menos agora que Luís Gabriel estava fora de suas vidas; ele não o tinha visto desde o rompimento, mas a forma como Cecília descreveu o quão devastado Luís Gabriel ficou o fez sentir-se mal por ela quando explicou o que havia acontecendo.

Tudo aconteceu para o bem de todos.

Otávio agora tinha seus pais juntos. Não realmente em um relacionamento oficial no momento porque eles queriam levar as coisas devagar. Engraçado como as coisas aconteceram e como fora de ordem estavam. Primeiro tiveram relações sexuais, depois um filho, disseram eu te amo e agora estão juntos.

Para dizer o mínimo, nada na relação deles foi comum e foi isso que Eduardo respondeu à Amanda quando a mesma perguntou se ele estava disposto a ficar com ela. Ele disse “não” um pouco rápido demais e então observou expressão magoada de Amanda. Ele tentou desconversar e fazê-la esquecer de toda aquela conversa, mas ele podia ver que ela tinha ficado desapontada por ele não ter a escolhido.

Desvencilhando-se de seus pensamentos, Eduardo pegou seu celular quando viu que acabara de receber uma mensagem.

[08:09] Arthur: Cecília vai deixar o Tavinho em minha casa para que você e ela possam ter a noite de folga. Tudo bem para você?

Eduardo franziu os lábios; ele nunca gostou da ideia de ficar longe de seu filho por muito tempo, mesmo que fosse por uma noite. Mas, por outro lado, Cecília poderia estar planejando algo para eles para passarem a noite juntos. Tão devagar como eles decidiram levar o relacionamento, só havia uma coisa que nunca era devagar.

Sexo.

No chão.

Na cozinha.

No banheiro.

No sofá.

E diversas vezes na cama.

As lembranças dos últimos dias vieram como uma onda em sua mente. Os lábios dela em seu pescoço, em seu peito e barriga...
As mãos dele acariciando os seios dela, a bunda, as pernas... Ele dentro dela. Eduardo ficou com a respiração mais profunda e estava ficando incrivelmente excitado.

Nenhum deles pode lidar com o fato de não fazer sexo um com o outro. Eles já perderam muito tempo por não estarem perto um do outro por quase dois anos e eles estavam dispostos a recuperar todo o tempo perdido.

[08:30]Edu: Tudo bem. Eu vou ter o dia de folga amanhã então eu vou lhe avisar quando nós estivermos prontos para buscá-lo.

Eduardo ficou com a palavra "nós" na cabeça quando enviou a mensagem. Sempre foi "nós" com Cecília por causa de Otávio, mas agora ele sentiu isso mais... autêntico. Tentando focar no agora, ele caminhou em direção ao quarto de um de seus pacientes e se enterrou em seu trabalho.

(...)

- Guerra.

- Garcia. — Eduardo respondeu quando cruzou o caminho de Amanda. -Como foi seu dia?

Amanda encolheu os ombros:

- Poderia ter sido melhor. Você e sua família?

- Bem. — A tensão ainda estava lá depois que ele rejeitou sua oferta. Em sua defesa, ela deveria ter sabido que ele iria ficar com Cecília. Ela própria tinha afirmado que ele queria Cecília e ainda tinha esperanças que ele a escolhesse? Não fazia sentido, mas talvez fosse um desejo de sua parte.

Amanda enfiou as mãos nos bolsos do jaleco.

- Eu preciso de você em um procedimento cirúrgico comigo. Um dos meus pacientes sofreu um grave acidente de carro. Tome, aqui tem tudo o que você precisa saber.

O cirurgião leu rapidamente o prontuário e olhou para o relógio antes de concordar:

- Claro. Vamos.

A mulher estava em pé ao lado de Eduardo na sala de lavagem e esterilização, lavando bem as mãos para a cirurgia. Quase prontos para começar, Amanda fez uma pausa quando seu coração bondoso falou mais alto.

- Espero que você não se importe com o que as pessoas andam falando sobre você.

Não importa quão fria e distante ela quisesse ser, isso nunca funcionou em relação a Eduardo. Eles eram amigos há muito tempo para parar de se falar por um longo período de tempo e o tempo que Eduardo ficou sem falar com ela quase a matou.

Eduardo murmurou:

- Eu não me importo com o que pensam de mim. Eles podem todos ir à merda!

Uma risada saiu de seus lábios:

- Esse é o Guerra que conheço. — ela bateu seu ombro no dele — Vamos entrar lá e botar para quebrar.

Eduardo seguiu atrás de Amanda quando as enfermeiras ajudaram os dois cirurgiões colocarem as roupas cirúrgicas e amarrem as máscaras em torno de seus rostos. Com as luvas nas mãos, Amanda e Eduardo ficaram em lados opostos com as mãos levantadas.

- É um belo dia para salvar vidas. – Eduardo acrescentou.

Amanda assentiu quando Eduardo estendeu a mão em direção a uma das enfermeiras:

- Lâmina dez.

Quando a cirurgia terminou, ele rasgou a máscara enquanto tentava disfarçar o que estava sentindo quando se recusou a olhar para corpo morto atrás dele. Sussurros podiam ser ouvidos de dentro da sala quando ele começou a esfregar as mãos furiosamente na pia. Eduardo olhou para suas mãos como se fossem as razões pelas quais a mulher morreu na mesa de cirurgia.

Cada enfermeiro e cirurgião silenciosamente lavaram as mãos e ficaram fora do caminho de Eduardo quando ele agarrou uma das esponjas e furiosamente lavou as mãos. Amanda ficou dois espaços longe dele e quando ela falou algo, Eduardo rapidamente disparou:

- Não... Prefiro não falar sobre isso.

Essa era a maneira de Eduardo manter todas as suas falhas para si mesmo. Quando alguém morria na mesa de cirurgia, ele preferia não falar sobre o que tinha acontecido. Não havia nada pior do que realmente falar sobre o que acontecera. Eduardo levava seu trabalho a sério e a desvantagem de seu trabalho é a perda de vidas e este foi um daqueles dias.

Ele suspirou profundamente, limpando as mãos vermelhas com uma toalha antes de desatar o nó da touca que cobria sua cabeça. O dia terminou após 11 horas de cirurgias. Não era o seu trabalho dizer ao parceiro da mulher sobre o seu falecimento. Isso era a função de Amanda.

Rapidamente ele tomou banho, mudou de roupa, foi até o estacionamento e dirigiu em direção ao apartamento de Cecília. Quando chegou lá, Eduardo estranhou o silêncio. Ele caminhou até a porta de um dos quartos e um leve sorriso surgiu em seus lábios quando viu que Cecília estava no banho. Foi então que ele decidiu fazer uma surpresa e propor uma noite especial para ela. Eduardo voltou para a sala de estar.

- O que você fez, Eduardo?

Ela levantou a sobrancelha perfeitamente tirada enquanto seus olhos corriam através das camadas de mantas no chão e a montanha de travesseiros empilhados na sala. O corpo cansado de Eduardo quase gritou de alegria com o quão confortável parecia, mas ele sabia que ela queria passar um tempo com ele em vez de vê-lo adormecer sobre ela. Eduardo empurrou para longe todo o seu cansaço só para proporcionar-lhe uma noite especial.

Então, ao invés de deitar-se de costas, ela se sentou em estilo indiano fazendo Eduardo revirar os olhos.

- Venha aqui você. — Ele riu quando a puxou para ele.

Cecília sorriu:

- Eu não sei se você quer começar este gesto romântico com sexo.

- Quem disse que eu não quero? — Ele questionou.

O calor familiar e emoções foram tomando conta do seu corpo e ela ficou excitada. Pressionando seus lábios nos dele, ele murmurou em sua boca.

- Quem diria que eu treinei para ser uma menina tão má o tempo todo.

Eduardo pressionou a pélvis dela mais perto da sua enquanto tentava resistir ao desejo de rasgar a roupa dela.

- Eu aprendi com o melhor. – ela respondeu com o olhar cheio de luxúria.

A última vez que ela conseguia se lembrar de ter tanto sexo foi durante seus anos de faculdade, antes de conhecer Raul. Estar com Eduardo a fez se sentir como aquela adolescente com tesão que finalmente conseguiu sair com o garoto mais popular na escola.

Os dedos de Eduardo dançaram em torno do alto de seu short; mergulhando a mão lá dentro ele sorriu:

- Sem calcinha?

- O que eu posso dizer? Eu tinha altas expectativas.

Eduardo riu quando se afastou de Cecília para puxar para baixo seu short. Arremessando a peça para o outro lado da sala, ela sentou-se e rapidamente tirou o resto das roupas. Ela nunca teve muita paciência para preliminares lentas. Cecília estava impaciente no momento.

Ele tirou a camisa social, inclinou-se sobre ela e arrastou beijos macios e molhados do lóbulo da sua orelha ao vale entre seus seios. Cada beijo pontuado com palavras sujas que a deixava cada vez mais excitada.

Cecília estava se contorcendo sob ele. Vagina encharcada, as mãos arranhando seus quadris. Ele sussurrou novamente, divertindo-se com a sua impaciência e com um movimento rápido colocou as mãos dela juntas acima de sua cabeça.

- Mantenha-as ai. — ele ordenou.

Cecília obedeceu e segurou a beirada do sofá, não tendo certeza de quanto tempo levaria até que ela se dissolvesse completamente em uma poça de luxúria. Bem, ela estava pronta para descobrir.

A calça dele foi embora logo depois, jogada em algum canto da sala juntamente com a cueca boxer que ele usava por baixo. Eduardo não deu tempo de Cecília olhar para o seu corpo. O que era uma pena, mas o que ela estava pensando voou completamente pela janela, porque os dedos dele estavam agora a brincar com o seu núcleo molhado.

O polegar dele girando sobre a umidade, tocando o seu ponto mais íntimo. Nem um minuto sequer Eduardo tirou os olhos dela, observando cada detalhe do seu rosto e cada reação dela ao seu toque. Quando seus dedos tocaram um ponto particularmente sensível, Cecília ergueu seus quadris e gemeu seu nome.

- Eduardo. – ela choramingava.

- Diga-me o que você quer. — ele falou. Seus dedos estavam agora mais à direita em seu corpo, fazendo-a tremer.

- Foda-me. – ela respondeu olhando-o nos olhos. Era uma ordem.

O médico passou a mão até seu centro e disse-lhe para virar e apoiar os cotovelos na pilha de travesseiros. Um gemido escapou de seus lábios quando seus dedos longos e esguios continuavam a brincar em seu sexo.

Ele sorriu enquanto lenta e agonizantemente brincava com os lábios dela, mergulhando o dedo pouco a pouco antes de retirá-los. Ele fez isso um par de vezes, sempre com os dedos levemente acariciando seu clitóris. Gemidos voaram de sua boca quando Eduardo alinhou-se ao seu centro e penetrou-a sem aviso prévio.

Acariciando sua bunda, ele lentamente entrou e saiu dela antes de tirar o dedo que ainda estava em seu clitóris. Ela choramingou com a perda de contato e resmungou sobre o quão lento ele estava.

- O que diabos você está fazendo? Apenas me foda logo.

Cecília empurrou de volta a si mesma para deslizar o pênis dentro e fora dela em seu próprio ritmo. Entretanto, Eduardo manteve um controlo forte sobre os quadris dela, impedindo-a de ir mais longe. Confusa, ela sentiu a mão dele correndo por suas costas e pequenos beijos sendo depositados lá. O calor de sua respiração se espalhou sobre sua pele, deixando-a arrepiada quando ele sussurrou:

- Desta vez vai ser diferente. Eu vou fazer amor com você. — Ele inclinou-se sobre ela e colocou os lábios em sua orelha – Eu te amo.

Ele deslizou para fora dela e virou-a para que eles ficassem cara a cara; deitou-se ao lado dela e trouxe uma de suas pernas sobre seu quadril. Colocando-se dentro dela novamente, ele foi gentil quando uma de suas mãos foi depositada em forma de concha ao lado de seu rosto, empurrando para dentro e para fora dela.

- Cecília. — Ele murmurou antes de beijar-lhe os lábios apaixonadamente.

Era uma sensação estranha acontecendo em um ritmo tão lento, mas Eduardo continuava mantendo a velocidade. Se ela começasse a ir mais rápido, ele redirecionaria a velocidade em um ritmo mais lento.

- Lentamente, Ceci. Lentamente. — Ele começou a sussurrar em seu ouvido, pressionando seu peito ao dele.

Ela fechou os olhos tentando obter a mesma sensação que ele estava sentido. Lentamente. Sensações captadas através de seu corpo, quando empurrava os quadris para frente para encontrar os dele, enquanto sua perna grossa o apertava, fazendo a distancia entre eles diminuir.

- Edu... Foda-me. – Cecília choramingava. A pressão foi adicionado ao seu clitóris em pequenos círculos. As mãos dele agarravam firmemente sua bunda transmitindo um prazer cada vez maior.

Ela pendeu a cabeça para trás perdendo o totalmente o controle enquanto cravava as unhas na costa dele deixando marcas em sua pele.

- Porra. Caralho. Foda-me! – Cecília agonizava. Cada palavra pontuada com um impulso de seus quadris.

Eduardo rapidamente retirou a mão dela de suas costas e entrelaçou seus dedos nos dela, amando a sensação de fazer amor com ela. Ele sentia que fazer amor poderia ser tão maravilhoso como fazer sexo selvagem.

- Olha para mim. — disse ele. Sua voz estava áspera de luxúria.

Cecília olhou para ele. Ela ficou maravilhada e pensou que, mesmo no auge do prazer, ele era excepcionalmente bonito: cílios longos enquadrando olhos incrivelmente perfeitos, os lábios, o sorriso... Ele parecia tão perfeito. A foda perfeita.

De repente, a tensão tornou-se insuportável e Cecília mordeu o lábio para segurar um grito. Certamente, ela não queria acordar as pessoas em seu prédio e muito menos queria que eles soubessem o que ela estava fazendo... Não é?

Eduardo beijou e sussurrou suavemente em seus lábios entreabertos:

- Goza para mim, Cecília.

Ela cavou o calcanhar em suas costas enquanto chegava ao orgasmo. Ele gozou logo depois, um "Ahh" áspero deixou seus lábios. Ele caiu em cima dela, ofegante, suado. Eduardo retirou uma mexa de cabelo úmido de seu rosto, sussurrando palavras de conforto ao seu ouvido enquanto esperavam seus batimentos cardíacos voltarem ao normal.

Eduardo ainda estava dentro dela, mas ela não se importou. Parecia... Certo. Ele aninhado em seu corpo enquanto ela envolvia os braços ao redor dele. Ficaram assim alguns longos minutos.

Quando Cecília ia deitar-se de costas, viu algo no canto do olho. Erguendo a cabeça, ela pegou a garrafa de calda de chocolate que estava na mesinha da sala. Com um sorriso lascivo, ela fez uma trilha no peito até o umbigo dele. Eduardo estremeceu com o contato frio do líquido enquanto tentava se recuperar.

Ele gemeu quando sentiu a língua molhada e hábil dela lamber do seu umbigo até o centro de seu peito, mordiscando o lado de seu pescoço deixando uma marca vermelha agradável. Ela novamente colocou mais chocolate nele e derramou um pouco em seus seios.

Um sorriso maroto surgiu em seu rosto enquanto ele se sentou com fome e atacou os seios enormes dela, passando sua língua ao redor do mamilo antes de morder para degustar o chocolate e de repente uma substância esguichou em sua boca. O que é isso... Leite? Eduardo esqueceu que Cecília ainda estava amamentando e não pensou duas vezes antes de mordiscar seus seios.

O gosto era diferente do que ele esperava; beijando o vale entre seu seio ele passou a lamber o chocolate, evitando morder e chupar desta vez. Cecília empurrou-o de volta para baixo com um olhar questionável em seu rosto quando ela montou em cima dele e o sentiu dentro dela mais uma vez.

E lá estavam eles, se amando e chegando ao clímax mais uma vez. Eduardo puxando-a para mais perto dele, beijando o lado de seu templo. Quebrando o silêncio, ele perguntou:

- Isto é tudo por essa noite?

- É uma pequena parte dela. Na verdade, eu queria te perguntar uma pergunta.

O coração de Eduardo começou a disparar com medo de que ela fosse lhe perguntar algo escandaloso. Ele esperava que não fosse uma proposta de casamento porque eles tinham combinado que iriam devagar, sem apressar as coisas. Um milhão de pensamentos correram por sua mente enquanto o rosto de Cecília se aproximava do dele.

- Edu. — Ela começou.

Oh Deus!

Seus belos olhos castanhos encaravam os seus olhos verdes enquanto seus lábios pareciam ter o mais ínfimo dos sorrisos.

- Eu sei que pode parecer muito cedo para perguntar, uma vez que ainda não somos oficias, mas...

Sua hesitação em perguntar estava realmente o matando e foi então que ele interrompeu o seu momento:

-Não.

- Não? — Ela fez uma pausa. — Você nem sabe o que eu estava prestes a perguntar.

Ele engoliu o enorme nó na garganta.

- Se isto for uma proposta de casamento...

Uma risada saiu de seus lábios quando ela balançou a cabeça. Eduardo franziu a testa não vendo como isso poderia ser tão hilário.

- Eu não acho isso engraçado, Cecília.

- Não é isso. É só que... você acha mesmo que eu iria realmente te pedir em casamento? Dê-me um pouco mais de crédito, Eduardo. – Cecília riu e continuou:

- O que eu ia perguntar, se você não me interromper, era se você gostaria de morar comigo. Antes que você diga qualquer coisa, pense em como seria mais fácil ter você aqui para cuidar do Otávio, em vez de fazer nosso filho ficar pulando de casa em casa. Além disso, você pode se lembrar de que moramos juntos antes de tudo isso e nós ficamos perfeitamente bem.

Eduardo deu-lhe um olhar estranho quando lentamente respondeu:

- Você realmente mostrou ter bons argumentos.

- Eu sei. Então, o que você me diz?

Lambendo os lábios, ele pressionou o rosto sobre os cobertores macios.

- Dê-me algum tempo para pensar sobre isso, tudo bem?

Essa não era a resposta que Cecília gostaria de ouvir, mas era melhor do que o declínio de sua oferta. Pelo menos ele iria levar o que ela disse em consideração, certo?

- Tudo bem. Leve o tempo que precisar.

Por mais que ela não quisesse dizer essas palavras, Cecília não queria que ele se sentisse pressionado a dar-lhe uma resposta em um tempo limitado. Mas ela realmente queria que ele dissesse sim.

Notas finais
O que acharam?

Posso até imaginar o sorriso no rostinho de vcs quando leram o capítulo, especialmente algumas partes... hahahahaha
Eu não disse que eles estavam de volta? Eita casal que tem fogo, viu?

Até o próximo capítulo!

Bjs, Nara