Sempre
32 Capítulo 32
Notas iniciais
Desculpem a demora, estava sem tempo e também demorei um pouco para finalizar o capítulo, demorei para conseguir passar tudo o que estava na minha mente para o papel. Espero que vocês gostem, não sei se ficou tão bom quanto eu gostaria, mas eu me esforcei bastante.
Obrigada pelos lindos comentários do capítulo anterior, algumas leitoras que estavam sumidas reapareceram e isso me deixou mega feliz e inspirada. Estou devendo as respostas aos comentários, eu sei1 Vou respondê-los em breve, assim que tiver um tempo maior.
Sugiro que vcs leiam o capítulo ouvindo a música: Miss you love
http://www.youtube.com/watch?v=jGH3crykPxE
Bem, é isso. Senti falta de vcs!
Boa leitura!
CAPÍTULO 32
– Que calor! Já estou por aqui há mais de um ano e ainda não me acostumei com esse sol, acredita? E olha que eu vivia em uma região relativamente quente! — Eduardo disparava enquanto caminhava junto à Ezili até a clínica para o atendimento aos pacientes. Sua pele clara, agora estava mais escurecida devido ao sol escaldante. Segurando sua maleta, ele acenou para algumas das crianças que passavam por ele, enquanto o mesmo caminhava em direção à clínica.
– Você deveria usar uma proteção para sua pele. Um chapéu seria um bom começo, além de um bom protetor solar, Eduardo. – Ezili dizia sorrindo.
– Eu não gosto de chapéu, boné e nem nada do tipo. Você sabe... Eu me sinto sufocado. Na verdade, eu só preciso relaxar um pouco.
– Exatamente! Essa é a questão. Você precisa relaxar e se divertir mais. Você já realiza um trabalho lindo por aqui e às vezes, você precisa de um pouco de diversão. Eu posso trazer umas cervejas no final do dia para gente beber e conversar, a menos que você queira se divertir com uma daquelas médicas que vivem lhe dando bola. Aposto que elas não pensariam duas vezes em fazer você relaxar um pouco...
Eduardo sorriu quando balançou a cabeça:
– Eu não faço isso... Não mais.
Durante sua estadia no Haiti, ele estava “limpo” em relação a fazer sexo com mulheres aleatórias. Muitas médicas, enfermeiras, técnicas e até nativas tentaram ter algo com ele, no entanto ele se manteve firme em sua decisão: iria encontrar sua felicidade em algo que não fosse sexo. E, de certa forma, Eduardo estava conseguindo. Ele estava feliz em ajudar as pessoas.
O médico não queria pôr em perigo seu trabalho com sua loucura.
Foi um processo longo, mas a clínica estava finalmente construída. O único problema era mantê-la funcionando quando ele não estivesse mais lá. Eduardo sabia que seria capaz de ficar mais alguns anos no Haiti, mas ele começou, lentamente, a sentir saudades de casa. Sentia falta do Brasil, da sua família e amigos. Ele estranhamente sentia falta de Cecília. Era um conjunto de emoções que ele tentou mascarar por algum tempo, mas agora era a hora de encarar.
– Então, quando você vai embora? – Ezili perguntou e viu seu amigo dar-lhe um olhar de ansiedade.
– Em dois dias. – Eduardo murmurou antes de começar a realizar a primeira cirurgia do dia.
– Eu vou sentir saudades de você, Doutor Eduardo Guerra!
– Eu também vou sentir saudades de você. – Ele falou suavemente – Tem certeza que não quer vir ao Brasil? Acho que você teria boas oportunidades por lá.
– Agora não. Quem sabe um dia? Eles ainda precisam muito de mim por aqui. Você já achou um lugar para ficar?
– Não. Vou ficar hospedado em um hotel até que meu apartamento seja desalugado. O que não vai demorar muito. E aí, eu vou ter que reorganizar minha vida novamente. – Eduardo vislumbrou que ao longo de mais de um ano tinha que levar muita coisa em consideração – Então, eu vou ter que ver se eu posso ter meu emprego de volta e se eles não me aceitarem, terei que procurar outro emprego. Também preciso resolver algumas questões que ficaram mal resolvidas quando saí do Brasil.
– Tenho certeza que você terá seu emprego de volta, Eduardo. E tenho certeza que você conseguirá resolver seja lá o que você tenha deixado pendente no Brasil. – Ezili argumentou.
– Eu espero que sim.
(...)
Os dias seguintes foram corridos e cheios de coisas para resolver. Finalmente havia chegado a hora de voltar para o Brasil. Agora, Eduardo estava na pequena base aérea, esperando ansiosamente a hora da partida. Trazendo uma mochila grande sobre seu ombro, ele abraçou Ezili.
– Eu vou enviar-lhe notícias assim que eu chegar lá... Tem certeza que você não quer vir comigo? Seria tão bom se você viesse.
Ezili o abraçou com mais força:
– Eu gostaria muito, mas o dever me chama aqui. Eu vou ver você em breve.
Eduardo sentiu-se sozinho mais uma vez, quando Ezili deixou a pequena base aérea.
É chegada a hora de voltar para casa e encarar a realidade.
(...)
Era bom estar de volta em casa, mas ele não tinha contatado ninguém ainda. Eduardo queria estabelecer-se um pouco antes de ligar para os familiares e amigos. Olhando pela janela do hotel, ele sentiu que era um bom dia para passear pela cidade. Era uma linda e agradável manhã de sábado. A probabilidade de esbarrar em alguém era mais do que provável, mas ele estava pronto para enfrentar qualquer um que o reconhecesse na rua.
Ninguém sabia que ele estava de volta à cidade. Nem mesmo Amanda. Eduardo manteve contato com ela por algum tempo, mas isso foi se tornando cada vez mais escasso. Depois de alguns meses, ele não entrou mais em contato com ela.
Caminhando e obtendo o ar fresco de São Luís, os olhares suaves que recebera de completos estranhos ainda eram novidade para ele. Especialmente porque ele estava em um ambiente novo e muito maior do que a pequena vila do Haiti.
Eduardo parou em uma loja de aparelhos celulares e aproveitou para comprar um aparelho novo e habilitar seu antigo número. Com seu novo aparelho nas mãos, ele pensou para quem deveria ligar primeiro. Arthur? Ou deveria ser Cecília? Se ligasse para Arthur primeiro, ele poderia ter uma recepção mais acolhedora do que a repreensão que receberia de Cecília. Com certeza Cecília deveria está chateada pelo fato dele simplesmente cair fora da face da Terra e de repente aparecer de novo... E se ela não quisesse falar comigo?
Apesar de todo o receio, ele sabia o que deveria fazer. Dessa vez, ele ouviu seu coração que lhe dizia que deveria procurar sua melhor amiga primeiro. Foi então que ele decidiu que melhor do que ligar, seria fazer uma visita pessoalmente. Assim, seria mais fácil evitar que ela desse uma desculpa qualquer para não vê-lo.
Eduardo lutava contra seus pensamentos enquanto estava sentando no banco de trás do táxi que o levaria em direção ao apartamento de Cecília. Ele estava indo esclarecer algumas coisas com ela, bem como dizer algo muito importante.
Agora, aqui estava ele, parado feito estátua em frente ao prédio de Cecília, sem aviso prévio. Era a pior coisa que ele podia fazer, mas a forma como as coisas terminaram, ele preferia isso a vê-la ignorar suas ligações. Ele ainda estava nervoso sobre o resultado de tudo que iria acontecer dali a pouco instantes. A chuva o atingiu de repente e isso não acalmou seu coração como sempre acontecia, ao contrário, só o irritou.
Talvez as oscilações de humor dele fossem em virtude ao seu encontro com Cecília. Pare de ser ridículo e vá falar com ela já! Ele repreendeu-se.
O médico correu em direção à entrada do prédio, com alguns pingos de chuva o atingindo. Chegando à portaria, ele reconheceu o porteiro, que imediatamente o encarou com espanto.
– Doutor Guerra, quanto tempo!
– Sim. Como vai você?
– Bem. – um momento de silêncio se fez presente quando o porteiro estava preparando-se para interfonar para o apartamento de Cecília.
– Não, por favor, não precisa avisar que estou subindo. – Eduardo pediu – Eu quero fazer uma surpresa.
Pressionando o botão do elevador, ele tentava arrumar seu cabelo, agora úmido. Ele engoliu o nó enorme em sua garganta enquanto brincava com seu celular, girando-o freneticamente tentando disfarçar a ansiedade.
Esta era Cecília.
A mesma mulher que lhe disse uma vez que sua única preocupação era entrelaçar seu corpo suado com outra mulher. E sim, talvez ela estivesse certa sobre isso, ele lembrou-se.
Quando tocou a campainha, ele esperou ansiosamente a porta se abrir. O tempo parecia passar mais devagar do que o normal, enquanto olhava ao redor do hall de entrada. Parece que ela tinha feito algumas mudanças durante o ano que se passou, a entrada estava enfeitada com uma enorme planta e a porta estava agora uma cor de madeira vermelho escuro.
– Posso ajudar?
O olhar de Eduardo desembarcou sobre um jovem homem de cabelos escuros e encaracolados que estava na casa de Cecília. O homem mediano de pé na frente dele lançou um olhar curioso quando inclinou a cabeça para o lado. Seus olhos escuros saltaram em reconhecimento.
– Oh, você deve ser o Eduardo. Estou certo?
– Sim.
– Então, prazer em conhecê-lo. Eu sabia que era você no instante que te vi. – o homem falou estendendo-lhe a mão.
Dando-lhe um olhar estranho, Eduardo segurou sua mão e lentamente respondeu:
– Prazer em conhecê-lo também...
– É que Cecília contou-me tudo sobre seus amigos. Eu sou o Luís Gabriel.
Eduardo não sabia o que pensar sobre este rapaz tão alto astral de pé em frente a ele. Ele se parecia com Arthur, o ser borbulhante e otimista.
– Entre! Entre! Cecília vai estar aqui em breve. Ela teve que sair para resolver algumas coisas na rua. Quer alguma coisa para beber?
O médico ficou ao lado da porta de entrada sentindo-se desconfortável com o fato desse homem ser tão alto astral.
– Eu acho que eu deveria voltar em...
– Bobagem! Eu gosto muito de conhecer os amigos da Ceci, especialmente você. Além disso, eu estava morrendo de vontade de conhecer um cirurgião do seu calibre. Você é um dos melhores em sua área. Como foi no Haiti? Eu vejo que você obteve um bom bronzeado durante sua experiência.
Sua cabeça estava rodando quando sentiu Luís Gabriel arrastá-lo para dentro do apartamento como se fosse seu. Luís Gabriel pegou uma garrafa de cerveja na geladeira e estava prestes a abri-la quando Eduardo insistentemente disse que não queria.
– Desculpa. Eu acho que eu não o ouvi. Eu tendo há divagar um pouco quando fico surpreso com alguma coisa. É tão difícil de acreditar que você está aqui, especialmente quando Ceci me falou que você dificilmente voltaria.
O sentimento de querer se deitar e fechar os olhos parecia ser realmente bom para ele no momento, tudo isso era demais para ele e se esta era uma forma de punição por esperar na frente do prédio por tanto tempo, então ele desejava que tivesse esperado lá fora mais tempo.
– O Haiti foi divertido — Ele não se sentia especialmente próximo a este homem simpático, que não era tão próximo para saber tudo sobre ele. Ele se sentia nu em torno de Luís Gabriel, o homem mal o conheceu e agora estava aqui conversando como se eles fossem amigos há anos.
– Eu não quero ser rude – Eduardo começou. Sim, eu quero. — Mas o que você está fazendo aqui na casa de Cecília quando ela não está?
Eduardo estava pronto para chutar a bunda desse homem se ele fosse algum tipo de perseguidor que se infiltrou casa de sua Cecília. Luís Gabriel apenas deu a ele um sorriso:
– Cecília e eu estamos namorando. E eu costumo passar a maior parte do meu tempo aqui, ultimamente.
Ele adivinhou que Luís Gabriel estava preocupado quando sua mão foi colocada sobre o ombro dele:
– Você está bem, Eduardo?
Eduardo de repente sentiu uma fisgada em seu coração. Ela tem um namorado? A carranca em seu rosto se aprofundou quando ele evitou o olhar do simpático homem. Este homem tem sido íntimo de Cecília, compartilha da sua vida a partir da aparência das coisas, provavelmente, sorri com ela e faz confidências. As coisas que ela fazia com ele até a amizade deles azedar.
– Eu estou bem. Apenas um pouco chocado em saber que Cecília tem um namorado.
– Sim, as pessoas ficam um pouco assustadas no inicio. Elas não entendem a profundidade do nosso relacionamento, que é bastante sério. Ela me disse que ficou solteira por vários meses após o desagradável rompimento com Raul e confessou que perseguiu um homem que não queria nada com ela emocionalmente. – Eduardo ficou tenso com a menção e esperava que Luís Gabriel não soubesse que se tratava dele. – Aí, aconteceram algumas mudanças significativas na vida dela. Ela não deu muita informação e nem gosta de falar muito nisso, mas esse homem parecia ser uma pessoa horrível. Você sabe quem é?
Balançando a cabeça, ele mentiu:
– Não faço a menor ideia.
Luís Gabriel sabia que o tal homem era Eduardo. E se restava alguma dúvida sobre a paternidade de Otávio, ela foi sanada no instante que viu o médico.
Em seguida, uma voz ecoou no apartamento. Luís Gabriel animou-se quando correu para fora da cozinha e gritou:
– Ceci!
Isso foi como uma facada no coração. Eduardo se levantou para interromper o que eles estavam fazendo e parou quando viu os lábios de Luís Gabriel juntos ao de Cecília. Um beijo que estava ficando mais profundo, acrescentado de um toque.
Eduardo pigarreou algumas vezes antes de conseguir atenção. Quando os olhos de Cecília encararam seus olhos, ele sentiu seu coração bater mais forte. Ela estava com uma expressão de choque em seu rosto quando sussurrou seu nome:
– Eduardo?
– Cecília. — Ele murmurou de volta; as mãos cavando em seus bolsos, preocupado com as borboletas em seu estômago.
Cecília afastou-se de seu namorado e se aproximou de Eduardo. Agora centímetros perto dele, ela estendeu a mão e acariciou seu ombro direito. Uma risada seca deixou seus lábios.
– Você está realmente de volta. — Ele assentiu rigidamente enquanto as mãos dela acariciavam sua barba, agora grande. – E a sua barba...
Esta não era a reação que ele esperava. Ele estava esperando uma guerra que ia acabar o mundo com o tumulto que ela iria criar. No entanto, não houve tumulto, não houve ofensas, nem julgamentos. Tudo o que ele conseguiu foi um sorriso triste misturado com descrença.
Ela soltou seu rosto e simplesmente perguntou:
– Quanto tempo você vai ficar na cidade?
Eduardo mordeu o interior de seu lábio.
– Eu voltei, Ceci.
– Ah, então você vai ficar? Será que o Haiti ficou demasiado quente para você?
– Não. Eu sinto saudades de casa. — Ele respondeu de volta. – Além disso, eu tenho algo para dizer. — Eduardo olhou para Luís Gabriel, que estava com um olhar atento de curiosidade e receio sobre o que estava por vir.
Cecília percebeu e olhou para trás.
– Gabriel, querido, será que você poderia nos dar licença por um instante?
Eduardo instantaneamente pensou que Luís Gabriel fosse ficar furioso, pois apesar de sua atitude simpática, se tinha uma coisa que os homens odiavam era deixar suas namoradas conversando sozinhas com outros homens. Luís Gabriel por outro lado não pareceu se importar quando deu um selinho em Cecília e disse:
– Leve o tempo que você precisar. Vou verificar como ele está...
Quem era este homem?
Assistindo Luís Gabriel deixar a cozinha, a voz de Cecília atingiu seus ouvidos:
– Ele é uma coisa, não? — Seus olhos castanhos cintilaram e Eduardo murmurou que estava plenamente convencido de que Luís Gabriel era de outro planeta. Cecília sorriu pela primeira vez desde a sua chegada.
– Eu também penso assim, mas ele é um homem muito gentil.
Os olhos verdes de Eduardo, que tanto lembravam os de seu filho, a encararam. E foi nesse momento que ela lembrou-se da conversa que teve com a sua mão dias atrás e vislumbrou que talvez esse fosse o momento certo para contar toda a verdade. Agora que Eduardo estava de volta para ficar, seria mais difícil conseguir manter esse segredo. Não se tratava de mais dela, não era sobre seus sentimentos em relação a Eduardo ou os sentimentos dele em relação a ela. Tratava-se de seu filho e vê-lo crescer sem saber quem era seu pai poderia ser a pior coisa que poderia acontecer.
– Eduardo, eu tenho algo muito importante para lhe contar.
– Certo. – ele murmurou – Eu também tenho algo para lhe dizer.
– Eu prefiro falar primeiro, tudo bem?
Ele assentiu com a cabeça positivamente. Estava curioso sobre o que Cecília queria lhe falar. Ela parecia bastante apreensiva e nervosa.
Sentindo-se fora do lugar, ela caminhou até à sala de estar e Eduardo seguiu o seu exemplo. Sentando na cadeira, ela murmurou:
– Isto é muito mais difícil do que eu esperava.
– Basta dizer, Ceci. Você nunca teve um problema com isso antes. — Sua voz era tão suave.
– Eu sei, é apenas... — Ela suspirou, esfregou os olhos — Isso é completamente diferente do que eu já disse antes. O que eu estou a ponto de dizer vai ser uma coisa boa ou ruim, dependendo de como você reagir a isso. Para resumir tudo, eu tive um filho. — Seus olhos corriam para o rosto de Eduardo quando finalmente disse – Um filho seu.
Ela pôde ver Eduardo tentando processar a informação sobre o que ela disse.
– Eu não quero soar como um canalha, mas como você sabe que o filho é meu?
– Você foi o único homem que tivesse naquela época. Ele é seu.
Eduardo balançou a cabeça quando apertou as mãos.
– É menino ou menina?
Então Eduardo viu algo que nunca testemunhou antes, quase instantaneamente o comportamento de Cecília mudou e um suave sorriso cheio de orgulho e alegria tomou conta dela.
– É um menino e seu nome é Otávio Quentel.
Eduardo não poderia absolver totalmente a ideia de ter um filho na sua cabeça, o que era um monte de informações para engolir em pouco tempo. Ter um filho era algo em que ele não pensava, mas mesmo assim estava desapontado porque ele perdeu muitas coisas.
Ele ficou de fora das consultas médicas de Cecília, de sentir o bebê chutar pela primeira vez, de ver a barriga de Cecília crescer a cada mês e o mais importante, ele não viu o nascimento de seu filho.
– Porque você fez isso comigo? Porque você não me contou que estava esperando um filho meu? — ele falou com a voz endurecida.
– Por quê? Porque você simplesmente desapareceu sem me dizer nada, Eduardo O que você queria que eu pensasse? Eu fiquei imaginando que você poderia rejeitar meu filho, assim como me rejeitou, e isso seria algo que eu não iria aguentar.
– Nosso filho, Cecília. Nosso filho! E eu nunca seria capaz de fazer isso, eu nunca rejeitaria um filho meu. Nunca. E você deveria saber disso.
Um incomodo momento de silêncio se fez presente.
– Eu posso vê-lo? — Ele engasgou. Ele foi tomado pela emoção quando olhou para Cecília — Onde ele está?
– Ele está dormindo. E sim, você pode vê-lo, mas não hoje, não agora. Pode ser amanhã?
Ela achou que seria o mais sensato a se fazer. Era muita emoção para um só dia. Cecília estava aliviada com todo o peso que tinha saído de suas costas.
– Parece perfeito. Eu mal posso esperar. — O pai sorriu quando a excitação encheu seu coração.
Notas finais
Quero saber a opinião de todas vocês, tá?
Até o próximo capítulo!
Bjs, Nara
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