Depois de 4 horas de viagem, estamos chegando perto da costa norte de Long Island. Estaciono meu carro em uma grande colina que leva abaixo a campos de morangos e um casarão estilo rustico de cor branca.

Gui, Luar e eu descemos aos tropeços e as pressas pelo gramado, passamos pela arvore de Thalia e finalmente chegamos ao nosso lar. Chegando na casa branca, Quiron está nos esperando, com um leve sorriso e os mesmo olhos tristes que mostram o quão velho ele realmente é. Quíron está em sua forma de centauro, fora da cadeira de rodas magica:

Angel! Gui e Luar! Já estava a espera de vocês! Bem vindos de volta, cupcakes – Diz o centauro em um tom meio sarcástico ao dizer cupcakes, uma velha piada de um certo sátiro..

aargh! – Geme GuiValdez – Quer dizer.. Olá senhor quadrúpede. Bela piada. ha ha.

Meu Zeus, O QUE HOUVE COM O SEU BRAÇO, GUI? – Exclama Luar, reparando no braço arranhado de Gui, que por acaso fui perceber só agora que está inchado, roxo e com uma marca em x junto com o numero 15.

Não é nada de mais.. Luar, não se preocupe, isso vai melhor.. – diz Gui que é cortado por Quíron que diz:

Santa mãe da bicicletinha! Isso é a marca da maldição de hades! Onde você arranjou isso, garoto?

Contamos tudo o que houve antes da viagem.

Quiron é um bom ouvinte, sempre com a expressão neutra contudo conseguimos contar facilmente e em detalhes o que houve conosco.

Quando terminamos, Quíron hesita ao falar e então diz:

Amanhã conversamos mais sobre isso. Entrem no chalés de vocês. Conheçam os novatos. Encontrem os velhos amigos. GuiValdez vá com o Angel ao chalé de Apolo para que ele possa amenizar e cuidar de sua maldi.. ferida.

Todos assentimos com a cabeça, e foi só então que percebi três coisas. a) Quiron é péssimo em esconder alguma coisa quando é muito grave — b) Eu estou ja muito cansado da viagem e com fome, e pela expressão de Gui e Luar, eles não estão muito melhores do que eu — c) ainda não vi o resto dos meus amigos, não vi principalmente ela..

Vamos? – Cutuca Gui no meu braço – Mal chegamos e já está nostálgico, manezão?

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Depois de injetar um pouco de néctar e passar gaze no braço de Gui, eu já estou muito cansado, mas é hora da fogueira – momento em que jantamos em torno dela – e tenho que ver meus amigos..

GUEIZÃO VOCÊ CHEGA FAZ HORAS E NÃO VEM VER SEU MELHOR AMIGO? – diz alguém atrás de mim, mas não preciso virar para saber quem é: — aw, é o Vini – digo sorrindo um pouco enquanto me viro para ele, e nos abraçamos por um longo tempo. Depois de muitos xingamentos carinhosos, vini diz:

É, eu não devo reclamar de nada, a maioria dos campistas só chega amanhã – vini fala com a cabeça um pouco abaixada, como se estivesse pensando em algo. Ou alguém. — Percebi, só achei você aqui, espero ver os outros amanhã e logo, pois estou com saudades – Digo meio que sem pensar, pensando nela, e só então percebo que devo estar expressando que estou pensando nela, porque Vini está me olhando com 'aquela carinha' e então eu sinto minhas bochechas arderem.

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Vou pro meu chalé e vejo algo estranho: Nenhum dos meus irmãos estão lá, deve ser porque não é dia de chegada no acampamento ainda pois é só amanhã que a maioria chega, penso logo, mas ainda sim é muito estranho..

Deito em minha cama, sabendo que será muito fácil dormir por hoje. Estou exausto. Mas então me ocorre que é realmente estranho nenhum dos meus amigos no acampamento além de Vini terem chegado hoje. Resolvo deixar isso de lado. Contudo, sinto algo estranho, como se estivesse esquecendo algo que deveria ser importante para mim hoje..