Semini Lucis - Gênesis II
2 Prólogo
Notas iniciais
Alaska, com sua grande velocidade, corria naquela rua escura, com seus sentidos aguçados, sua ótima visão a ajudava a enxergar naquela escuridão imensa, não tinha nada a temer, exceto aqueles monstros alados que a perseguiam:
–Alaska, você já meu causou problemas demais. Disse Caliel, o Serafim.
Caliel estava em sua forma física, não podia entrar naquele mundo em seu formato tão puro, porém, podia andar por aí expondo suas asas rajadas de sangue, sangue de seu corpo “humano”, tinha olhos tão claros como o céu em dias de verão e cabelos castanhos, suas seis asas, apesar das manchas, emanavam uma luz forte, sua forma física, que era media em estatura e definida, não era tão diferente de seu modo original, na terceira camada, na casa de Elohim.
Junto com ele havia um anjo menor, um querubim chamado de Varizi, aprendiz do grande Caliel. Tinha os mesmos olhos claros, característica dos anjos, mas, diferente de seu mestre, Varizi era baixo e não expunha suas asas, mesmo assim flutuava na perseguição da Semini Lucis.
–Venha, prometemos não te machucar. – Disse Varizi em tom baixo. – Apenas queremos que se junte a nós, seu poder pode ser o grande diferencial na guerra que está por vir.
–Me juntar a raça que tanto nos abomina? – Gritou Alaska em resposta. – Nunca!
–Então terei que seguir com o plano e te mandar para o Grande Vazio. Mestre, posso?
Caliel balançou a cabeça afirmativamente para seu aprendiz, que abriu um leve sorriso. Alaska olhou para trás para ver se os Anjos a alcançavam fazendo com que tropeçasse em um vão que havia ali na rua, os dois Anjos riram da queda de sua adversária.
Alaska tentou se levantar, mas Varizi usou sua habilidade de velocidade divina, fazendo com que parasse a poucos cm da Semini.
–Queria poupar sua vida podre, queria mesmo. – Varizi abriu um pequeno sorriso. – Mentira, não queria não.
O anjo expôs suas asas, asas brancas e manchadas de sangue, não tanto quanto as de seu mestre, nem tão luminosas quanto.
Varizi levantou voo e quando estava a 3 metros do chão avançou na adversária com o punho luminoso:
–Sinta o poder da 1ª raça. Agora nem seu poder maldito irá te salvar, Semini.
Alaska sabia que aquilo era verdade, fechou os olhos, sabia que estava fraca demais para usar seu dom de congelar, sabia que nada faria efeito, ela estava indo agora para o Grande Vazio.
–AAAAHHHRG! – Alaska ouviu um urro de dor do anjo que ia mata-la a tão pouco.
Abriu os olhos e viu um outro anjo defendendo ela, mas havia algo de errado nele, ela não sentia a pureza naquele anjo defensor, apenas ódio e vingança.
–Demorou demais – Disse Alaska com um tom nervoso. – Achei que já haviam me esquecido.
–Não me culpe. – Retrucou uma voz masculina na sombra. – Estava apenas observando.
–Vamos embora daqui!
Outro anjo “impuro” surgiu das sombras, pegando Alaska no colo e fugindo rápido.
–Pegue-os mestre! – Gritou varizi matando o seu inimigo com um soco que lhe atravessou o peito.
–Não. – Disse o serafim. – Deixe ela achar que conseguiu, cedo ou tarde, iremos conseguir o que queremos meu aprendiz, graças a essa raça podre...
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