Semideuses (interativa)
7 Traidores
É, acho que não dava mais para negar. Eles tinham mesmo visto o nosso beijo. Asério que me apetecia ir abraçar Will, ele estava mesmo em baixo, triste. Mas sei que não o deveria fazer, pelo menos agora. Mas oquê, ele é meu amigo. Tenho de ir falar com ele, mas mais tarde.
Bem, Junior e eu ficamos super corados quando eles todos entraram. Se, neste momento, um buraco se abrisse no chão, eu era a primeira a enfiar-me nele. Mas não havia nada a negar. Eu gostava tanto dele. E, segundo aquilo que ele me contou, ele sentia o mesmo por mim e acreditem, isso tirou-me um grande peso das costas.
Bem, Ana, sendo minha amiga, ajudou-me e desviou a conversa, para que eles não continuassem a gozar connosco. Também porque deve ter reparado no estado do Will cada vez que alguém mencionava algo sobre mim e o Junior.
Ela disse para irmos falar com os irmãos Winchester porque estava num corredor, de noite, e diz ter ouvido umas conversas deles que certamente não nos iriam agradar. Eles iriam fugir. Fechar os Portões do Inferno porque achavam que se foram capazes de travar o Apocalipse, conseguiam fazer o mesmo com uma guerra dos Deuses. Tão enganados, estes trouxas. Sim, gosto de Harry Potter. Deixa para lá. Às vezes estes mortais conseguem ser tão, mas tão toscos e acharem-se superiores... Mas uma coisa eu sabia, Scar sentia algo por Dean e Lily por Sam, mas eu sabia que pelo menos o primeiro era um chapado idiota. Sam era mais compreensivo e eu meio que gostava dele como amigo. Nada haver com Dean. Mas acho que Dean e Scar se completam mesmo, sabe.. Ambos tão parecidos nas suas personalidades que às vezes até dá confusão, impossível ficar com os dois na mesma sala, ou carro. Porque senão é rock e Led Zeepqualquer coisa na rádio\\televisão.
Mudamos de corredor e fomos até ao quarto de ambos. A ambos estavam a falar por isso não interrompemos, ouvimos.
– Sam, temos de nos livrar destas criançinhas rápidinho. — Dean disse. Sempre o odiei. Mas ainda o odeio mais por magoar Scar. — Não podemos mais adiar o nosso plano.
– Mas Dean, eu informei-me sobre essas tais guerras de deuses... — Dean interrompeu-o.
– Sim, Sam, já sei o que vem daí.
– É muito perigoso. Não podemos deixar que isto aconteca. — Sam disse, mas Dean repetiu o mesmo em voz alta. Eles conheciam-se tão bem que até dava impressão. É sério, tenho de deixar de dizer isto.
– É sério, Dean. Quando deixei a caçada eu via séries e filmes! Pera, não goza é sério. E tudo, quando era guerra de deuses, é bem pior que apocalispe, visto que apocalipse é uma birrinha de Lúcifer. Isto são deuses. Totalmente importais. Nem com colt nem com bruxas. Nada. Sempre. O que os pode destruir é Cronos e acredita nós não o iriamos querer de volta.
– Nós vamos fazer isto, Sam. — Dean disse. — Você já completou 2 dos 3 testes e sofreu para carabana por isso eu não sei o que acontece se não fizermos nada. Você deve ficar assim para sempre.
Então eu entrei dentro do seu quarto.
– Não, se nós dermos um jeito nisso. — Disse.
Ambos olharam surpresos para mim e para os outros que estavam por de trás de mim. Bem que podiam, porque tinham muito que explicar. Bem, nem tanto. Já o tinham dito, não exactamente para nós, mas ouvimos.
– Nunca ninguém te ensinou a não ouvires por detrás das portas, criançinha? — o loiro carracundo gordo feio terrorista idiota chapado disse. Apetecia-me enfiar-lhe a contra-corrente pela cabeça abaixo, se isso faz algum sentido. Ele viu que eu fiquei furiosa. — Ah pois, seu pai não estava lá e sua mãe morreu.
Ok, ele abusou. Todos lá de trás, juntamente com Sam, ficaram de queixo caido. Então, eu andei até Dean, mesmo com Junior tentando impedir-me.
– Olhe aqui seu gordo, feio, loiro oxigenado e idiota chapado. — Boa, que rimou. — Você não é ninguém para dizer isso. Além, pelos vistos você também não teve a infância mais feliz do mundo, pois não? Hum, então me diga, como está seu pai? Feliz por ver seu filho querendo destruir o mundo? Que sentimento digno. — Ri-me.
– Olha lá pestezinha. — Ele levantou-se e ficou maior que eu. Torre ifel, ou lá como se escreve. — Tu não falas assim do meu pai.
– Não estou falando mal dele, oxigenado. — Ri-me. — Estou falando de ti.
- Pelo menos não é só você que vive ouvindo sobre as portas. Vi seu beijo com o menino do solzinho ai. — Riu-se. — Pelo menos não sou eu que destruo corações à toa, — disse olhando para William.
Ok, ele partiu-me ao meio. Pude ver lágrimas a quererem tentar sair do meu olho. William saiu. Baixei meus ombros. Dean mostrou-se arrependido. Deitei lágrimas.
Fale com o autor