Semideuses Vorazes
11 O filho de Hades
Notas iniciais
Doze anos! Eu tenho apenas DOZE anos! Por que meu pai me escolheu? Ele por acaso quer me ver no mundo inferior mais rápido? O que ele estava pensando?
Acordei gritando algo do tipo:
-Por que tinha que ser eu seu deus idiota?! Por quê? – acordei meu irmão Nico:
-Você quer me matar Jeorge?
-Eu não quero te matar mas ELE – disse com ênfase na palavra “ele” e apontei para baixo – quer ME matar.
-Como? Ele escolheu você? Mas você tem apenas onze anos, e o mínimo não é doze?
-Nico. Eu fiz doze semana passada, e pior, você estava na festa! – tenho quase certeza que ele sofre de amnésia.
-Me esqueci, posso fazer o quê?
- Ir ao médico, para ver se você não sofre de amnésia. É uma boa ideia.
- Você é muito engraçado você. Como você vai aos jogos, precisa treinar, para evitar ser massacrado nos dois primeiros segundos. – ele disse bagunçando meus cabelos. Esse era o nosso jeito de demonstrar que não vamos nos matar (ou, pelo menos, tentar. É uma longa e complicada história).
-Vou tomar café da manhã. Você vem? Jeorge, você está bem?
-Que pergunta idiota Nico! Eu vou para os jogos, provavelmente vou morrer nos dois primeiros minutos e você ainda me pergunta se eu estou bem? – comecei a chorar, quem não choraria se recebesse uma sentença de morte quando se tem apenas doze anos? E pior, do próprio pai?
- Fica assim não. – ele se sentou do meu lado, enxugando minhas lágrimas – Se você morrer, eu falo pro papai te mandar para o Elísio.
Ótimo, meu irmão confirmou agora, que é um idiota, comecei a rir, e Nico exclamou:
-Eu tenho o dom de fazer as pessoas rirem em momentos tristes e depressivos como a morte. – vou mandar meu irmão ir para o médico, ver se ele não tem nenhum problema psicológico – Vamos pirralho, vamos aproveitar que eu ainda tenho um irmão para me ajudar a invocar guerreiros esqueleto, e ter companhia na mesa co café da manhã.
Sai do chalé com Nico. Tendo a estranha sensação de que essa era o nosso último café da manhã.
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