Semideuses Rebeldes

22 Mantícore, acidente e feridas


Notas iniciais
Hey! Eu demorei um pouco, ia postar esse capítulo ontem, mas dormi na casa de uma amiga e não deu tempo. Nossa, alguns leitores antigos desapareceram da face da Terra... nem comentam mais, sinto falta deles. Não tenho muita coisa pra falar. Boa Leitura!

Lupita corria em direção ao mantícore, ou seja, cavava sua própria cova.

Ela não sabia se Mia e Miguel estavam a seguindo, mas ele torcia pra isso estar acontecendo. Ela sabia que seria impossível enfrentar um mantícore sozinho e vencer.

Pelo que parecia, o monstro a esperava. Estava deitado, descansando a cabeça nas patas quando ela chegou. Ele rosnou baixinho, mas não se levantou.

– Você não vai lutar? — Lupita perguntou com a voz baixa e calma. Na verdade, ela queria gritar e correr.

Ela sentiu uma mão seu eu ombro e se virou assustada. Era Mia, com Miguel surgindo logo atrás.

– Pensou que íamos te deixar morrer? — Mia disse sorrindo e Lupita assentiu

Miguel empunhava sua espada com um olhar mortífero. Mia, por mais incrívek que pareça, estava parecendo uma guerreira corajosa e determinada, com a adaga em punho. Ainda que baixinha, estava ameaçadora.

Lupita, com toda a certeza era a menos impressionante. Sua lança apontava para o mantícore, mas ela sabia que suas mãos suadas a trairiam na batalha.

O monstro se levantou e analisou um a um. Seu olhar parou em Lupita, que mais parecia um gatinho assustado.

Num piscar de olhos, o mantícore avançou. A bocarra aberta, as garras a mostra. Antes que pudesse atacar Lupita, Miguel o golpeou no olho. Ele cambaleou para trás, mas aquilo não o desintegrou. Só o deixou mais irritado.

Mia pulou no monstro e tentou cravar sua adaga em suas costas, mas ele a derrubou no chão, perto de Miguel. Ele a ajudou a levantar, e a calda de escorpião os acertou. Os dois voaram por entre as árvores, caíram no chão e rolaram. Já estavam desacordados quando, finalmente, pararam.

Agora, Lupita estava sozinha, mas consumida pela raiva e pelo meso de perder Mia e Miguel, ela avançou. Pulou em cima do mantícore e desviou de sua cauda várias vezes. Ela cravou a ponta da lança na cabeça do monstro, atingindo o cérebro. Se é que mantícores têm cérebro.

A criatura se desintegrou. Lupita estava suada e arfando

– Eu... eu consegui! — ela disse rindo, incrédula – Eu matei um mantícore!

O sorriso sumiu de seu rosto

– Preciso achar Mia e Miguel – ela disse

"Não” Hécatae, sua mãe, falou na sua cabeça

"Como não, mãe?” perguntou Lupita enquanto pegava sua lança do chão.

“Eles seguirão. Mas você deve ir sozinha”

“Mas mãe, a profecia...”

“O oráculo previu isso” disse Hécate

“Mas a Rachel...”

“Apolo previu que seria assim. Filha, você deve ir sozinha”

“Mas a Mia e o Miguel...”

“Eles ficarão bem. Confie em mim” disse sua mãe numa voz firme

Então, Lupita seguiu sozinha e contrariada. Por mais que nunca tivesse visto Hécate, ela confiava em sua mãe.

~Canadá, Roberta e Diego~

Roberta estava com medo de submeter Diego a muita dor.

Suas costas tinham várias feridas. A maior ia do ombro até a altura do umbigo. Sua camisa estava rasgada.

– Ah não, Diego – ela murmurou

Roberta pegou a barra da camisa de Diego e a subiu lentamente, hesitante.

Se não fosse pela dor que estava sentindo, Diego certamente se arrepiaria ao toque de Roberta.

Ela subiu a camisa dele, e ele a tirou, fazendo um esforço sobrenatural para erguer os braços.

Roberta colocou mais álcool no pano, e, ainda hesitante, limpou aquele corte imenso.

– Ai! – Diego gemeu

– Diego – disse Roberta com lágrimas nos olhos – segura minha mão. Pode apertar se doer.

Ele obedeceu e segurou a mão de Roberta, por mais que não quisesse fazê-lo.

Ela passou o pano mais uma vez e Diego quase esmagou sua mão, mas Roberta não se importou muito.

– Por que voltou? — ele perguntou com a voz falhando

– Não sei – ela respondeu baixo – Não podia te deixar aqui sozinho

– Você estava sozinha

– Eu sei. Mas isso não importa mais

Antes que ele pudesse responder, ela voltou a limpar um corte, o calando.

– Acabei de limpar e...

– Não, espera – Diego a cortou – tem um no meu peito

– Ok – ela disse e se ele se virou

O corte em seu peito não doía tanto quanto os cortes das costas.

Diego olhava para Roberta com atenção.

Seu semblante estava preocupado, suas mãos tremiam e vez ou outra ela mordia o lábio inferior. Seus olhos estavam meio marejados.

Ela terminou seu trabalho e uma lágrima escorreu pelo seu rosto. Diego a secou com o polegar.

– Não chora – ele sussurrou

– Diego – ela disse e arfou, mais lágrimas caíram quando Roberta o puxou para um abraço – fiquei com medo de te perder...

Notas finais
MUAHAHAHAHAHAHAHAHAHA EU SOU MUITO MÁ MUAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA MIA E MIGUEL DESMAIARAM NO MEIO DE UMA FLORESTA CHEIA DE MONSTROS!!!!! Ok, parei de escrever em CAPS LOCK... mas, sério, não fiquem bravos comigo, isso PRECISAVA acontecer na fic. Gostaram? Sim? Não? +/-?