Semideuses: A coroa Perdida.
17 A grande Profecia.
Notas iniciais
Capitulo dezessete: visitando o Oraculo: A grande profecia.
Subi as escadas para o sótão, quando cheguei lá, de primeira vez não vi nada de mais, era só um sótão velho, escuro, cheio de coisas estranhas, ali tinham troféus de heróis semideuses que trouxeram de suas lutas, havia um chifre de minotauro, uma cornucópia, o lenço de Afrodite, um escuto de bronze, uma pele de cobra e uma cobra da cabeça da Medusa.
Comecei a achar estranho aquilo tudo, ate que no chão comecei a ver velas meio derretidas, que se acenderam quando eu passei, uma por uma e elas foram ficando mais altas, em cima de pilhas de livros de castiçais, segui as velas ate chegar em um altar aonde uma velha estava sentada em uma cadeira.
Era uma velha mesmo, muito velha, parecia uma múmia parada, as velas se acederam ate perto dela. Ela usava uma roupa branca rasgada e parecendo uma cigana. Quando me aproximei ela se mexeu.
Me afastei, dando dois passos para trás, acabei tropeçando em uma caixa, caí e a múmia se levantou. Como é que uma mulher cigana de mais de mil anos consegue andar? Tentei me rastejar pelo chão, mas parei quando a múmia parou, seus olhos brilharam e uma fumaça verde saiu de sua boca e cobrindo o lugar. Uma voz grave parecia vim da boca da mulher, mas não era dela.
– eu sou o espirito de Delfos – disse a voz – o que faz aqui semideusa?
– eu... hm... vim ver algo no sótão, o senhor D me mandou.
– filha da luz! – a múmia ficou parada a luz dos seus olhos ficaram mais intensa e a fumaça verde me envolveu. Eu não conseguia ver nada no meio da fumaça verde só ouvia a voz grave do Oraculo – a filha da luz deverá escolher em que lado irá lutar. Marcada para morrer ela luta sozinha. O grande mal se levanta e os cinco devem lutar juntos a final, quando juntos estiverem o mundo salvarão.
A fumaça me deixou e voltou para a boca da múmia que agora estava sentada na cadeira na mesma posição que estava antes de eu chegar. Consegui ficar em pé, mas estava tremendo. As palavras do espirito não saiam da minha cabeça, tentei me acalmar antes de voltar para a sala de reunião.
Quando voltei o senhor D brincava com um cacho de uva que estava dentro de uma garrafa, ele não podia pega-lo, nem beber, nem nada, acho que é por isso que é tão irritado e chato. Tentei não comentar nada disso para ninguém, é estranho ver um deus brincar com uma garrafa com um cacho de uva fingindo que é um bebê.
Quando ele me viu escondeu a garrafa e me olhou serio, eu devolvi o olhar e me sentei na cadeira de frente para ele, tentei não tremer. Aquela profecia dizia algo sobre a filha da luz, eu sou uma filha da luz.
– o que ouviu? – perguntou o senhor D.
– uma múmia falar – respondi.
– e o que ela disse?
– uma profecia.
– Har... Hilton me diga do que falava a profecia antes que eu me estresse com sua cara e te transforme em um golfinho.
Respirei fundo e falei a profecia.
“a filha da luz devera escolher em que lado irá lutar. Marcada para morrer ela luta sozinha. O grande mal se levanta e os cinco devem lutar juntos a final, quando juntos estiverem o mundo salvarão”
– não entendi nada – revelei.
– é uma profecia, você queria o que?
– sei lá algo mais direto.
– mais direto do que isso impossível. Confesso que ouvir isso do próprio Apolo foi mais assustador.
– meu pai disse isso?
– geralmente ele faz suas profecias, mas nenhuma tão grandiosa como essa, no mesmo dia o Oraculo falou a mesma coisa.
– estranho.
– eu sei disso. Zeus pediu para que os deuses ficassem de olho em todos os filhos de Apolo, mas não tiveram nenhuma resposta, todos pareciam normais, na verdade nem os deuses souberam o que o Oraculo quis dizer com isso.
– ainda não desvendaram a profecia?
– isso não é nosso trabalho, está na cara que uma filha de Apolo é a principal.
– e você acha que sou eu? – isso era mais claro do que o sol – porque eu?
– seu pai uma vez me disse – contou Dionísio – ele teve uma visão uns anos depois de dizer a profecia, ele viu você lutando contra o grande mal.
– Urano...
– eu acho que é algo pior, Urano nem é tão malvado.
– mas foi ele quem eu vi no vulcão ele me queimou – eu tinha esquecido da queimadura, quando levantei a calça e mostrei a marca para o senhor D eu que levei um susto.
Não era uma queimadura comum, ela formou alguma coisa. Um símbolo estranho. O símbolo de Urano. Única coisa que veio na minha cabeça eu falei junto com o senhor D que também estava sem palavras para dizer além dessas:
– Marcada para morrer.
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