Semideuses
12 Capítulo 12- Presos com um ciclope carente
Acordei devagar bem devagar, meu olho tornava a abrir e minha cabeça doía bastante. Notei que ao meu lado estavam Andresa, Guilherme e Ollie. Mas o que mais me chocou foi que os garotos estavam só de bermuda e Andresa estava de biquini assim como eu, só que em baixo era um short. Devagar nós todos nos sentamos e só então notei que estvámos em uma espécie de caverna ou gruta. Tinha uma cachoeira e uma corrente que levava para fora mas havia grades para impedir que fóssemos para fora. Do outro lado da cachoeira havia uma porta verde água, pensei em onde e por quem havíamos sido capturados.
— Onde... Estamos ? — Perguntou Guilherme com a mão na cabeça e então Ollie em um salto se levantou, parecia ter visto algo mas não sabia o que era. — Acho melhor se levantarem, temos uma companhia da pesada. — Eu me esforcei e os dois também até ficarmos em pé. Da porta que era gigante por sinal emergiu um ciclope acorrentado a Tatiane de um lado e Juliane de outro. O ciclope bateu palmas ao nos ver vivos e deu risada, o que fez a gruta toda tremer. — Viram ! — Ele apontou para a gente. — Seremos uma família grande e feliz. Já que não posso ter filhos com vocês duas aqueles quatro nos darão nossos filhos. — Ele bateu palma novamente e as meninas olharam para a gente apavoradas. — Logo teremos nosso bebês. Eu arrumarei roupas para eles já que as cabanas românticas eles já possuem. — Olhei para trás e notei dois quartos arrumados, um todinho em dourado e o outro todinho em prata. — Casais preciso de bebês, por favor não me irritem ! — Ele urrou e então saiu pela porta com as meninas novamente. Minha espada não estava em nenhum lugar por ali e eu não sentia minha força ali dentro era como se estivesse bloqueada. — O que foi isso ?! — Perguntou Guilherme antes de mim. — Ele é um ciclope que foi salvo por Afrodite geralmente eles tem tendências ao amor como prova leal de sua gratidão a deusa. — Andresa explicou. — Raça que podia arder no mais fundo fogo do Tártaro. — Resmungou Ollie. — Agora, porque a roupa de banho ? — Eu neguei com a cabeça, sentia muita raiva no momento e meu coração estava acelerado então decidi que seria melhor que eu saísse dali. Caminhei até o quarto dourado e fechei a cortina quando entrei. Era bem grande mesmo que só tivesse a cama de casal e uma cômoda ali. Eu sentei na cama e respirei fundo tentando me acalmar, nem me importei com o fato de Andresa estar sentindo tudo que eu sentia. Estava de costas para a cortina mas pude ouvir Ollie entrando. Ele se sentou ao meu lado e passou devagar a mão em minhas costas. — Você tem que tentar se manter calma. — Eu coloquei as mãos na frente dos olhos e deixei que algumas lágrimas caíssem. — Está dificil Ollie... — Ele veio atrás de mim e começou a fazer massagem bem devagarinho em meus ombros. — Precisa desabafar comigo, conheço a natureza de filhos de Hades. Quanto mais se guarda o rancor, ódio ou raiva mais isso os torna frios e o sentimento para um filho de Hades é que o torna poderoso. — Eu franzi o cenho e o olhei confusa me virando e ficando de frente para ele. — Como sabe tanta sobre semi deuses ? — Ele sorriu. — Eu os estudo, a personalidade e o poder deles. Uma vez seu meio irmão, Nico Di Angelo, passou pelo acampamento e fez um breve estrago com Clarisse De LaRue. Ele é realmente muito poderoso mas todos sabem as histórias sobre os Heroís do Olimpo. — Eu o olhei confusa. — Heroís do Olimpo ? — Ele assentiu. — Há pouquissímo tempo atrás houve uma guerra entre titãs e deuses. Vários semi deuses se destacaram como heroís: Percy Jackson filho de Poseidon, Annabeth Chase filha de Atena, Thalia Grace filha de Zeus, Luke Castellan filho de Hermes, Silena Bouregart filha de Afrodite, Charles Beckendorf filho de Hefestos, Clarisse DeLaRue filha de Ares e Nico Di Angelo filho de Hades. Também teve o sátiro Grover Uderwood e Tyson o ciclope. — Eu sorri. — Nossa... Mas nenhum deles estavam no Acampamento, porque ? — Ele deu de ombros. — Bom eles são maiores agora, sabem se cuidar o Acampamento tem espaço para todos sempre mas é opcional a partir do 16 ir ou não. — Eu fiquei um pouco confusa. — Mas eu já tenho 16. — Ele assentiu. — Você chegou atrasada por conta do aroma que trazia para os sátiros de morte, sempre que se aproximavam de você de alguma forma acreditavam que você não era algo bom. — Eu sorri dando risada. — Que revelador ! — Ele riu. — Você é muito poderoso, não sei como faz com o lance das flechas. — Ele sorriu orgulhoso. — Herdei vários talentos de Apolo, o arco e flecha, medicina a beleza... — Ele se gabou e eu neguei com a cabeça. — Não a beleza é por conta do seu encantamento e nada além disso. — Ele cemicerrou os olhos me olhando e eu mantive o olhar. — Já disse que não funciona comigo. — Droga ! — Ele me olhou e assumiu um olhar de preucupação. — O que foi ? — Ele piscou devagar e bem carinhosamente tocou no meu corte do lado direito da testa, o corte da batida que dei e apaguei.
— Se machucou feio... Se tivesse alguma coisa talvez pudesse lhe ajudar por conta da medicina, mas nem mesmo nectar eu tenho. — Eu dei de ombros. — Não... Esta tudo bem, não doí tanto. — Dei de ombros e então ele desviou o olhar. — Ollie, o que é isso que sentimos um pelo o outro ? Quer dizer, isso que sente por mim ? — Ele deu um breve sorriso e negou. — Eu não sei. — Pessoal, achei alguma coisa ! — Gritou Andresa lá de fora e então nós saímos do quarto indo para onde Andresa estava. Ela estava na beira da cachoeira e só então notei o quanto ela era funda e a correnteza que ela tinha. — O que foi que encontrou ? — Perguntei confusa e ela apontou para o fundo da onde a água caia. Então notei bem ao fundo havia um brilho dourado, era uma espécie de alavanca, daquelas que você puxa. — Eu acho que aquilo sobe as grades. Podíamos sair enganar o ciclope e apanhar as duas, só que por mais que eu goste de água minha inteligência não vai adiantar nada com isso. — Ela olhou decepcionada para o chão. — Eu sou filho de Hefestos isso não me ajudará muito... — Lamentou Guilherme e os dois olharam para mim. — Eu posso ir. — Se ofereceu Ollie e notei que outra vez ele só estava tentando me proteger mas antes que ele pulasse eu coloquei o braço na frente dele impedindo-o. — Não, eu vou. — Ele ia bater boca e discutir mas eu sorri torto e então pulei na cachoeira. Eu devia ter pensado antes de fazer aquilo a correnteza era realmente muito forte, mas eu consegui apoio em algumas pedras. Meu corpo ganhou vários e vários cortes, não era filha de Poseidon, essa seria a única maneira de alguém nadar neste lugar sem receber pelo menos um cortinho em algum local. Depois de vários cortes nas mãos e grande luta para impulsionar-me até a alavanca eu a alcancei. Eu tentei move-la mas ela era gigante, era do tamanho que só mesmo o ciclope conseguiria move-la dali. Estava quase sem ar então subi nadando rápido e a correnteza me levando, estava perto das grades quando me ergui da água bem distante dos três e respirando devagar. Guilherme foi o primeiro a me ver e então os três vieram correndo em minha direção enquanto ainda respirava ofegante. — Esta tudo bem ? — Perguntou Guilherme preucupado e Andresa veio ao meu lado olhando para suas mãos como se estivessem doloridas. — Esta... Não vamos conseguir, a alavanca é muito pesada e sem contar que é muito fundo, não temos fôlego o suficiente para isso. E nem citei a correnteza... — Ollie olhou para mim desconfiado e se sentou ao meu lado abrindo devagar minhas mãos. — Pensei que tivesse dito que esta tudo bem. — Ele me olhou me advertindo. — Devia ter me deixado ir, porque é tão teimosa ? — Eu suspirei. — Eu fui esta legal, e são só machucados na mão nada além disso. — Me levantei e ele também. — Porque esta agindo assim ? — Ele me olhou ainda bravo. — Não importa, eu só quero sair desse maldito lugar. Eu vou dormir, estou exausta e já é noite. — Eu marchei devolta para o quarto irritada e sentindo tudo que alguém poderia sentir.
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