Semideuses
10 Capítulo 10- Somos convidados para um baile
Eu estava suada e cansada quando cheguei no lugar, as meninas estavam empolgadas e eu entrei direto para a cabana para poder me secar e talvez descansar um pouco. Então notei vários envelopes com uma fita que os seguravam um ao outro e peguei o primeiro que estava em meu nome.
Abri e notei que era um convite com uma caligrafia maravilhosa e detalhes totalmente delicados na capa.
" Lhe convido ao meu baile,
Será nessa sexta feira, dia 17 de fevereiro.
Você virá até mim, filha de Hades.
Traje: Gala "
Eu estremeci e sai ainda gelada da cabana, na hora todos me olharam assustados.
— Nossa, você esta pálida, o que houve Lana ? — Perguntou Tatiane.
— Credo que sensação ruim. — Estremeceu Juliane e Andresa olhou para mim e as cartas em minhas mãos.
— O que foi que você achou ? — Eu neguei com a cabeça.
— Achei esses convites em cima de um dos colchões inflavéis, cada um tem o nosso nome e é para cada um de nós. Eu li a minha e... Bem... Digamos que parece que quem enviou sabe nossa real identidade. — Entreguei para cada um a sua e os rostos todos ficaram igual ao meu quando li menos o de Ollie.
De repente ele gritou e todos os olharam, ele se encolheu segurando a cabeça e me olhou. Imediatamente entendi que nosso inimigo estava lhe enviando uma mensagem.
— O que foi Ollie ? Esta tudo bem ? — Perguntou Juliane e Andresa o olhou desconfiada.
— Espera ! Você... Esta conectado com alguém assim como eu com as meninas. — Ela o acusou. — Eu reconheço muito bem a sensação de quando há uma conversa mental, é bem alta sempre nos causa um tremor por todo o corpo. ESSE tremor. — Ele engoliu em seco e se levantou vindo ao meu lado.
— Vocês não vão me querer mais por perto, mas de qualquer forma acho que lhes devo a verdade. Eu, há muito tempo atrás acabei cruzando com o oráculo do acampamento e recebendo uma profecia um tanto quando... Macabra. — Ele deu de ombros. — Eu... Tomei decisões demais, jovem demais e sem pensar direito. — Ele olhou para Andresa e ela sorriu.
— Eu disse para usar a cabeça. — Ele assentiu decepcionado para ela.
— Na profecia que recebi dizia que acharia um sangue poderoso, achei que fosse Tatiane mas logo ela se apaixonou por Rodrigo o que me levou a fazer coisas sombrias. — Juliane o olhou cemicerrando os olhos.
— Você começou a ficar chato e galinha ! — Todos nós rimos, mas não era disso que ele estava falando.
— Nâo Juliane, se fosse só isso não me sentiria tão envergonhado e decepcionado comigo mesmo. — Guilherme arregalou os olhos.
— Você... É um traidor ? — Ele olhou envergonhado para Guilherme e assentiu devagar com os olhos fechados.
— Eu... Acreditei na profecia, quando o sangue poderoso por quem eu tinha que me apaixonar não apareceu tirei conclusões preciptadas e acabei me aliando a quem não devia. Como símbolo de minha lealdade a ele, me conectei com ele e vice versa em uma conexão empática normal. Então passei a ele informações sobre os diversos semi deuses do acampamento. — O quatro se mexeram des confortáveis. — Todos, incluindo vocês. Mas então eu pressenti a chegada de alguém no Acampamento e sai dessa encrenca mas a conexão não pode ser desfeita a não ser por ele e ele não quis desfaze-la. Estou do lado de vocês agora, mas não posso ficar a par de nenhum plano ou qualquer outra coisa de vocês, não sei como a conexão funciona mas ele pode ficar sabendo através de mim. — Ele suspirou.
— Sabe quem é nosso inimigo ? — Perguntou Juliane.
— Sim, ele se chama Halastor e é irmão de Circe, uma feiticeira. — Guilherme levantou e veio até ele.
— O que eu deveria fazer era não permitir que prosseguisse com a gente, mas... Eu ainda confio em você. Posso estar comentendo um grande erro, mas minha profecia me deu esta escolha e eu escolho que continue conosco. — Ele estendeu a mão e Ollie o cumprimentou agradecendo.
— Obrigado. Ajudarei vocês a chegarem até ele, sei seus pontos fracos. — Ele sorriu torto e estremeceu suponho que Halastor estava falando algo em sua cabeça ou simplesmente lhe causando dor.
— O mais inteligente seria não confiar em você, não gosto de correr riscos gosto de exatas. Mas se Guilherme decidiu assim... Assim será. — Andresa deu de ombros.
— Vocês possuem uma exata, me matando ele morre também. No momento certo devem fazer isso com essa faca. — Ele tirou uma faca dourada do bolso e entregou para Guilherme mas eu a peguei antes dele.
— Que história é essa ? — Ele me olhou e sorriu torto.
— É a única maneira Lana... As conexões empáticas dele dão também um certo poder a mais, aqueles envoltos na conexão só falescem com bronze celestial. Mas deve-se ser apunhalado uma em cada. Vocês colocam nele e depois em mim e ai ele estará morto. — Eu neguei com a cabeça.
— E você também. — Ele assentiu dando de ombros. — Amigos meus não morrem, sempre há outra saída.
— Lana, eu dei indireta para que não desenvolvesse sentimento algum por mim, muito menos o amor. — Eu neguei com a cabeça, o sangue fervendo de raiva.
— Eu não te amo, só que você é meu amigo e não morrerá. — Ele me olhou confuso.
— Não me ama ? — Eu neguei com firmeza.
— Fui muito precipitada no julgamento nada além disso. Mas você não morrerá. — Olhei para Guilherme e ele assentiu.
— Você é um dos participantes dessa missão e não permitirei sua morte. — As meninas iam protestar mas Guilherme ergueu a mão e elas pararam. — Iremos nesse baile de hoje a noite e então descobriremos o que Halastor quer com a gente, depois que descobrirmos e conhecermos mais o nosso inimigo poderemos pensar em como derrota-lo. Mas por enquanto nossa preucupação é em como arrumar um traje de gala para irmos a esse tal baile... ? — Eu sorri agradecida para Guilherme e ele fez o mesmo.
Ollie olhou para mim em seguida para ele e pareceu bastante confuso, mas eu não o expliquei. Se ele quisesse achar que eu Guilherme tínhamos algo eu deixaria com que acreditasse, por mais que fosse mentira queria que fosse verdade o fato de não ama-lo. Só me trazia dor e se eu falasse a verdade ele agiria como um idiota como agora para tentar me convencer que ama-lo é a coisa mais errada que farei em toda a minha vida.
— Esta bem, já que teremos que ir a esse baile idiota... — Bufou Tatiane e os olhinhos de Juliane brilharam assim como o de Andresa.
— Nunca fui a um baile. — Ela dirigiu um olhar apaixonado para Guilherme que corou.
— Deixarei todas nós lindas ! — Juliane falou empolgada e eu ouvi pisos fortes na floresta tomando a frente fui até totó que levantou assim como eu ouvindo alguma coisa.
Soltei um breve riso e todos vieram ao meu lado preucupados.
— O que é que esta vindo ? — Perguntou Tatiane.
— Mais ajuda. — Respondeu Andresa por mim.
Da floresta saiu outro cão infernal um pouco menor que o totó, alguém estava os enviando ou eles simplesmente estavam sentindo a minha presença. Mas ele apareceu na hora certa, não sabia como mas eu sabia que era menina e o totó era menino.
— Vamos lá pessoal, temos coisas a fazer. — Eles assentiram e juntos montamos o cão infernal.
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