Semideuses 2

12 Capítulo 12- Arrumo uma inimiga


Estavámos indo para lá quando de repente uma garota trombou com tudo comigo, estava de costas e fui jogada no chão por causa do impulso e da forma que fui surpreendida.

Me virei tossindo e a garota que estava caída ao meu lado me olhou como se a culpa fosse minha, as meninas me ajudaram a levantar, meu pulso começou a doer devido ao impulso de tentar me segurar para não bater com a cara no chão.

— Porque é que você não olha por onde anda ? — Ela falou exaltada e eu soltei um breve riso.

— Quem trombou em quem mesmo ? Com certeza não fui eu. — As meninas deram risada.

— Você se acha não é filhinha de Hades... ? — Ela me olhou com desdém.

Então notei em sua mão, ela carregava o pedaço da pedra, o pedaço que devia estar com Guilherme.

— Espera ! Isso não é seu. — Andresa disse apontando para o pedaço.

— Ah é ? Como é que você sabe que não ?

— Porque elas são minhas amigas, agora devolva isso agora Van antes que eu perca toda a minha paciência com você. — Guilherme apareceu atrás dela sério, nunca o vi tão sério.

— Você se acha não é ? Só porque é líder do chalé não quer dizer que pode mandar na gente sabia ?

Guilherme era líder de seu chalé, está explicado da onde vem todo seu talento com liderança e comandar.

— Eu não mando em vocês, mas as minhas coisas pertencem a mim, não dei permissão alguma para que mexa nelas. Quer saber, Lana guarda para mim ? Seu chalé é só você e é livre de idiotas.

Gui pegou a força das mãos dela e me entregou o pedaço dando um breve sorriso para mim, um daqueles seus sorrisos fofinhos.

— Guilherme ! Isso é injusto !

— Para que você queria isso ? — Ela pareceu pensar e então foi embora com uma crise chingamentos e de frescura deixada para trás.

— Lana, a gente vai indo na frente. — Elas saíram dando risadas e eu sorri para Gui uma pouco sem graça.

— Bem... Vai conversar com Quíron ?

— É... Temos que achar as outras 5 metades. — Afirmei.

— Como vai o pulso ?

Eu lhe mostrei o curativo dando de ombros.

— Doi um pouco mas, eu só ignoro a dor.

— Foi muito bem... Quer dizer, você é mais valente do que pensa. — Eu sorri, sua timidez era uma gracinha.

— O que é que esta aprontando ? Esta com graxa na camiseta.

Ele sorriu e assentiu.

— Estou trabalhando, acho que finalmente descobri uma arma para mim.

— Isso é muito bom, de verdade. — Disse empolgada. — E o que é esta tal arma misteriosa ?

Ele negou com a cabeça.

— Talvez outra hora, primeiro tenho que ver se realmente vai dar certo. E aí eu te conto.

Eu sorri.

— Quero ser a primeira a saber.

Ele deu risada como se eu tivesse contado uma piada.

— É claro que vai ser a primeira a saber.

Trocamos um olhar intenso mas meio timido.

" E aí ? Beijaram ? " Perguntaram as meninas juntas em minha mente e eu dei risada, Gui me olhou meio confuso.

— São só as meninas. — Expliquei. — Agora eu tenho que ir.

— Estará na fogueira hoje a noite ? — Eu assenti.

— Chegarei um pouquinho atrasada mas eu estarei, nos vemos lá. — Pisquei para ele e subi correndo colina acima.

" Você beijou ele ? Ele te beijou ? E aí como foi ? " — Tatiane falou empolgada em minha mente.

" Vocês me atrapalharam sabiam ? Não, ninguém beijou ninguém. Agora sosseguem que já estou chegando ai. " — Todas bufaram juntas em minha cabeça e não pude evitar o riso.

Eram malucas mas elas eram as minhas amigas, nada nem ninguém mudaria isso.