Semanas Realmente Divinas
7 A manhã final
Notas iniciais
POV Annabeth
Acordei cedo. Não fui atrás de Percy, deixa aquele prequiçoso dormir. Resovi passar na gruta da Rachel, depois de toda aquela confusão e ela ter virado o oráculo, eu percebi que Rachel era uma pessoa muito legal e divertida, em geral é bom falar com ela.
Afastei aquela cortina de bagulhinho que caía na entrada da gruta (NA: sorry, esqueci o nome disso kk) e entrei a chamando. Ela apareceu logo depois e sorriu.
– Ah, é você Annabeth. Oi, tud... – então ela congela e seus olhos brilhando verdes me focalizando, vish. Ela abre a boca devagar e recita com aquela voz sinistramente triplicada:
"O sol nasce,
a bicicleta anda,
o lobo uiva
e o urso panda"
Então ela voltou em si e e suas pernas bambearam , mas ela se estabilizou. Eu pisquei e fiquei com uma cara de 'MASOQ?' e comecei a rir.
– O que foi? Por que você está rindo? – Rachel me perguntou confusa.
– Isso foi mesmo uma profecia Dare? – eu parei de rir um pouco e repeti suas palavras, era tão idiota que ela também riu, ficamos rindo como retardadas durante um tempo sem motivo nenhum, até Jake Mason entrar. Nos recuperamos.
– Hãm, oi meninas.
– Oi Jake.
– Eae?
– Então Rachel, seus dotes mumísticos se encaixam em maldições? Por que acho que o chalé 9 tá precisando de ajuda.
– Eu não sei Jake... mas o espírito de Delfos já foi amaldiçoado, deve ter alguma coisa, podemos tentar.
– Eu vou indo, uma voz sua já é muito pra mim – falei brincando – imagina ouvir de novo três de você falando – me despedi deles e sai da gruta.
Bem... minha ideia era passar no meu chalé e arrumar minhas coisas, pois os campistas que não vão passar o ano no acampamento tem que desocupar o chalé até o meio-dia de hoje e eu ficaria na cidade de Nova York pra felicidade da nação, ou minha, ou do Percy, ah tanto faz.
Eu estava caminhando pelo lado da arena quando ouço latidos bem felizes e uns gritos risonhos falando pra alguém se acalmar. Mudei a minha rota e entrai na arena, bingo! Percy estava em baixo de uma montanha negra de pelos e baba.
Dei um risinho, o que foi o meu erro, pois os dois viraram a cabeça em minha direção.
– AU! – Sra. O'Leary latiu feliz e pulou em mim me dando um banho também.
– Calma, calma Sra. O'Leary. Ai. – agradei ela e consegui me levantar.
– Quem ri por último ri melhor – Percy disse rindo de mim.
– É assim é? Então proponho um desafio – desembainhei minha faca de bronze e sacudi em sua frente.
– Ah é? É assim também? – ele levantou as sobrancelhas e destampou a caneta, então derrubou a faca da minha mão na hora.
– Ei! Eu não falei pra começar já.
Comecei a reclamar mas ele me girou e travou seus braços em meu pescoço, falando em meu ouvido.
– Você que desafiou, agora desiste?
– Nunca.
– Azar o seu – ele deu uma rasteira fraca ,me deixando no chão e se aproximou.
– Nem vem, Cabeça de Alga. Você ta nojento de baba de cachorro.
– Não tem problema, você também está – ele sorriu e me beijou. Eu devia pensar 'eca' mas deixa quieto. Então alguém pigarreou ao nosso lado. Levantamos depressa corados. Era Will Solace.
– Nossa, acho que vocês deveriam esperar sair do acampamento primeiro certo? Atena está sabendo disso?
– Não é nada disso Will! – exclamei.
– Bora pra canoagem Annabeth, deixa esse filho de Apolo conspirar sozinho.– Percy sorriu e fomos pro lago.
O dia estava quente, mas era bom. Ele foi desamarrar as cordas de um caiaque ao lado do píer e tropeçou nas cordas caindo na água, comecei a rir e estendi a mão pra ajudar ele a voltar pro píer. Quando eu o puxei ele falou sorrindo:
– Nossa, eu tive um deja' vu forte agora.
– Por que?
– Ah deixa pra lá – ele falou embarcando com cuidado no caiaque de costas pra mim, mas percebi que ele estava um pouco corado(?).
Embarquei também e sentei a sua frente, nem precisamos remar, Percy fazia o barquinho deslizar sobre a água suavemente, afastando devagar da margem. Ficamos lá praticamente a manhã toda nos divertindo, então resolvemos voltar e pegar as coisas do chalé, porque logo daria meio-dia.
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– Então, acho que a Rachel estará indo embora daqui a pouco, podemos ficar um tempo na Colina observando os campistas irem... – Percy falou com a mochila já nas costas.
– Vamos lá então – sorri e pensei no que aconteceria daqui em diante, isso não era uma despedida o que me alegrava muito, mas também pressentia que não seria assim tão fácil. O que importava era que Percy estava ao meu lado e se continuar assim, nada mais importa.
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