Não se passou muito tempo, mas a tristeza e solidão eram mais fortes do que os últimos trezentos ano em que era um espirito da neve invisível por causa da falta de crença. Antes não tinha com o que preocupar-se ou muito menos ter alguém para ter tido o apego e ter a preocupação.

Pareciam anos ou séculos, mas quando na realidade tinham-se passado apenas cinco meses, mas a dor era tanta e a culpa pesava em suas costas. Claro que seus amigos tentaram lhe dar apoio, mas sempre que tentavam era uma chance a mais de deixar o espirito e guardião da diversão triste.

Pousou a mão sobre o colar que tinha sido cravado em si e que com o seu próprio poder tinha retirado as sombras de si e que agora era apenas uma peça com um sentimento a mais, o sentimento da culpa.

Fez uma promessa a si mesmo quando o corpo de Elizabeth tinha sumido, protegeria seu irmão mais novo como a mesma fazia. Poderia fazer tempestades de neve e dias de neve, mas seria o guardião que foi incumbindo de ser.

As lágrimas que desciam de seus olhos triste e sem brilho congelavam rapidamente e quebravam-se ao cair no chão. Apertava o cajado com o intuito da angustia se extravasada com o ato.

— Garoto, a próxima vez em que Norte mandar alguém vir lhe buscar, se não fosse essa sua depressão, nem faria questão de vir lhe chamar — A voz grave e forte de alguém atraiu a atenção.

Jack Frost voltou sua atenção ao seu não tão amigo, Coelhão ou Canguru. O humor não parecia ter abandonado o enorme coelho, mas sua aparência sim. Uma roupa de couro lhe cobria as pernas longas e a parte da frente do peito, uma mascara lhe cobria o rosto e cobria as enorme orelhas de coelho, deixando com que parecesse um guerreiro.

— Se não quer vir ter a proeza de vir chamar alguém como eu — começou — Simplesmente não venha.

— Alguém tem que ver se ainda esta aprontando como antes. Sabe, você é a coisa que acaba trazendo toda a diversão para as crianças, alegria e sem escola — falou num humor forçado, não vendo alteração na feição do amigo — É sobre o polo, e é urgente...

— Obrigado por ir direto ao ponto — Sorriu brevemente.

Com o bater da pata no chão, um buraco se abriu e ambos desceram por ele, seguindo um trajeto mais curto do que voar.

Quando saíram dos tuneis e voltaram a superfície, encontraram na sala costumeira do polo, que ficava em frente ao enorme cristal que ficava guardado. O globo gigantesco que mostrava luzes douradas das várias crianças que acreditavam em si e alguns brinquedos que saiam sem querer da oficina.

Com o passar de alguns minutos, as duas guardiãs tinha chegado e Alex pulou nos braços de Coelhão.

Sua aparência tinha mudado, as madeixas roxas na ponta dos cabelos tinham sido cortadas e uma franja mudava seu visual além do sobretudo preto e os dois colares que Coelhão dera a ela.

Fada mantinha o que se chamava de novo, seu olhar era mais hostil e atento, além das espadas e panos que lhe cobriam.

E por último, Sandman e Norte entravam e davam um breve olá para todos, da qual mantinham um olhar curioso para saber o que se ocorria.

— Devo dizer antes de mais nada que esta é uma coisa totalmente nova... — começou Norte — Mas acho que é melhor o homem da lua realmente contar com todos aqui.

A lua no céu iluminou a sala que se encontravam, o chão mostrou a imagem do que se parecia uma mulher e logo com a imagem um chapéu de estranho mostrou-se, parecia um de alguma cultura do Oriente.

— Então quer dizer que dessa vez não é o Breu? — perguntou a Fada, olhando atentamente a imagem no chão.

— Ele deveria pensar bem antes de se tornar um vilão clássico de desenho animado — Jack falou com amargura, segurando com força o cajado — Mas o que essa mulher tem?

— Ainda não sabemos, Jack. Mas é bom descobrirmos antes dessa mulher fazer algo perigoso — Norte falou com preocupação, deixando com que todos ficassem tensos — Mas desta vez, ela não será a crença das crianças que será afetada... Algo me diz que elas correm perigo mortal...

— Mais do que as ameaças do passado do Breu? — indagou Alex, alarmada.

— Pior minha cara, pior...

— Então deveríamos procura-la, já temos uma pista do lugar do mundo onde ela se encontra, é só ir e impedi-la — explicou Jack, soando impaciente.

— Não é assim que as coisas funcionam, o plano não é atacar e sim pensar com clareza — suspirou Norte, explicando o fato.

— Pensar com clareza do mesmo modo que não conseguiram me trancar e me manter longe de Lizzy? — falou com rispidez, conseguindo ver o olhar de pena dos seus amigos sobre si.

— Se acalme, Jack... — alertou Coelhão.

— Me acalmar? Eu perdi a minha namorada! Ela morreu para salva a minha vida e depois... — sua voz falhou, as lágrimas começaram a surgir e logo se transformavam em gelo apareciam — E depois o corpo dela sumiu! Como se nunca tivesse estado lá!

— Nós também sentimos pela perda dela, Jack... — começou Alex, com lágrimas caindo do rosto— Não pense em descontar a perda em coisas que já se foram, foram erros... Todos erram! E não culpe as pessoas por erros assim...

— Se você começar a sentir melhor, pedimos desculpas por não temos mantido você em cárcere privado — respondeu secamente Coelhão — Venha Alex, vou lhe levar para casa...

E assim aos poucos todos foram partindo, mas Jack continuou ali e só tomou noção que estava só quando Norte pousou sua mão em seu ombro.

— Todos perdemos alguém, Jack. Eu já perdi valorosos amigos. Principalmente minha amada...— comentou tristemente — Com o passar dos anos você ira ver essa perda com outro olhar e pensamentos...