Cada homem foi para seu quarto onde tomou uma ducha e ficou aguardando uma chamada pelo sistema de som, quando foram para uma sala antes de onde estava o tatame, era um cômodo menor e com carteiras universitárias, ali foram submetidos a um teste escrito; Bond preferiu ler as questões para depois decidir a ordem em que as responderia; eram sobre história geral, armamentos, geografia e questões de lógica, pessoalmente, achou o teste fácil, houve uma pequena preocupação com as questões de lógica, afinal, cada visão poderia provocar um raciocínio diferente, menos nas questões matemáticas e em alguns casos, as palavras poderiam ter um duplo sentido e era necessário analisar a ambos para responder.

Após as provas, foram para o refeitório, neste momento pareceu que os candidatos estavam se enturmando; os Seals ficaram na mesma mesa que os homens da Academi, Yegor parecia se comunicar bem com Enrico e Levi e Ahamad sentou-se junto com Bond. Havia basicamente carne vermelha grelhada, verduras refogadas, batatas cozidas, assadas, pão caseiro e frutas. Após a refeição tiveram um tempo livre no que parecia ser uma sala de espera, com revistas, livros, revistas de passa tempo e um canal local de televisão; neste ambiente a interação entre eles aumentou, conversaram sobre o teste escrito e descobriram que as provas eram diferentes para cada homem. Sig apareceu com a mesma roupa que usara de manhã explicando que iriam para o stand de tiro, localizado no andar debaixo.

Os dias de teste seguiram o mesmo padrão: de manhã combate corpo a corpo e depois com armas: usaram bastão, tonfa, taco de beisebol e o que provocou alguns risos, cadeiras. A intenção era ver como os homens se viravam com qualquer objeto que pudesse ser usado para ataque ou defesa; nestes momentos Cirillo manteve suas piadas para ele mesmo.

Na segunda parte do dia eram os testes com armas: pistolas, revólveres, alvos móveis, fixos, metralhadoras de mão, fuzis, lançamento de facas e de machados; os testes escritos ocorriam em horários diferenciados, que era para avaliar a mente dos homens em diversos momentos do dia.

À noite, após o jantar, a mesma mulher servia uma pequena ceia e passava a noite e como Bond percebeu, elas queriam, no fundo, colher informações.

A noite do último dia, quando todos estavam dormindo, soou pelo sistema de som uma ordem para acordarem, colocarem a roupa que estaria em frente a cada quarto e se dirigissem para a garagem; não houve muitas perguntas, tomaram como um teste surpresa e os nove homens estavam lá, prontos em pouco menos de 15 minutos. Todos estavam vestindo calças militares, camiseta de manga comprida, meias e tênis, tudo na cor preta

Um furgão cinza chumbo os esperava e um homem vestindo um uniforme militar preto os esperava orientando a embarcarem rápido, depois assumiu o lugar no banco da frente, ao lado do motorista, um homem com feição de poucos amigos e mais simpático que o homem ao seu lado que começou a falar assim que o veículo começou a rodar:

— Meu nome é O’neal. Vocês vão embarcar no jato particular, serão levados para uma missão, deverão invadir uma fábrica ilegal, um rival comercial, por assim dizer. Os detalhes serão passados durante o voo e o resultado da missão vai decidir o futuro de vocês.

Embarcados na aeronave, viram que havia caixas com o nome de cada um, eram armas. Os dois do SEAL ficaram com um fuzil de ferrolho M14 com mira noturna e um fuzil M4A1; Enrico com uma submetralhadora de mão MP5-SD, o modelo com silenciador, assim como Levi; Cirillo e John receberam o Colt M4A1 com o lançador de granadas modelo 203, Yegor e Ahamad ficaram com o fuzil modelo Scar-H/ M17, o modelo para munição 7.62 e Bond, para supresa de todos, recebeu uma pistola Glock com silenciador e uma Desert Eagle .50 AE; cada um recebeu duas granadas de som e luz, uma de fragmentação e uma de fumaça, cada um recebeu também equipamento de comunicação e uma faca de combate, os homens com lançadores de granadas tinham granadas próprias.

Chegaram em um aeroporto privado, pequeno, que Bond considerou que deveria ser no interior de algum país ao leste, desembarcaram e se reuniram no hangar onde receberam instruções. Deveriam cobrir um longo caminho a pé através de uma floresta, ficariam abrigados esperando a ordem de ação, Bond deveria ir na frente, se infiltrar por trás da casa e desligar os alarmes; Enrico e Levi fariam sua proteção. Enrico e Levi entrariam na casa com Bond a fim de recolher documentos e eliminar quem aparecesse, depois iam instalar explosivos; Cirillo e John cobririam a ação do trio na casa; caso as coisas piorassem, Yegor e Ahmad apoiariam o fogo e por sua vez, à distância, os Seal estariam cobrindo como sniper e observadores.

A ideia geral era que a equipe formada com Bond estava armada para combate interno, a segunda linha de combate seria com os fuzis dos homens oriundos da Academi, cujos fuzis mais leves também eram práticos para combate em ambientes fechados; Yegor e Ahamad tinham o poder do calibre 7,62 para encerrar qualquer discussão e os o apoio dos ex-Seals cobriam a área.

Após receberem equipamentos de GPS, o devido material para explodir o local e jogo de peças para abrir qualquer porta, partiram para a marcha pela floresta, caminharam até o primeiro ponto de parada onde esperariam pela noite quando avançariam para o local da missão; durante este tempo recebiam ordens e orientações via comunicadores, uma delas foi como descansariam até a hora de andarem de novo. Para passar o tempo, Bond ficou relembrando das vezes que disparou com uma .50, além de repassar os treinamentos de combate em ambientes fechados, sabia que todos ali eram homens treinados e experientes, mas gostaria de ter treinado mais em equipe, sem pensar em otimismo, concluiu que ele, Levi e Enrico deviam estar bem cotados para aquele serviço, infiltração, assassinato a curta distância e instalação de explosivos eram atividades de alta experiência e capacidade, um pensamento que o reconfortou por indicar que ele chegaria ao seu alvo.

Finalizada a segunda etapa da marcha, os homens assumiram postos em lugares diferentes; a dupla Seal se posicionou em uma árvore, havia uma enorme pedra que serviria como ponto de observação, mas por ser um lugar óbvio para isso optaram pela árvore. A equipe de Bond se colocou mais ao sul da construção e seu grupo de apoio a sudoeste.

A casa de força era o primeiro alvo, conforme passado, dali desligariam os alarmes da casa permitindo entrar sem maiores problemas. A ideia principal era uma ação furtiva, se pudessem evitar mortes seria bom, mas não essencial. Pelo comunicador, os homens recebiam informação sobre a movimentação dos seguranças, poucos, mas atentos e com uma ação rotineira de patrulhar a área. Bond calculou que seu empregador deveria manter um drone ou estava usando um satélite para cobrir a área, o que permitia ao time que invadiria a casa avançar pelas sombras.

Bond abriu a porta da pequena construção geminada à casa maior usando as michas recebidas, dentro localizou o painel de segurança e desligou o mecanismo eletrônico. Depois foram para a casa, esperando sempre os avisos sobre os seguranças se aproximando e se afastando. Dentro da casa a movimentação foi rápida, localizaram onde estavam os documentos e acessaram um notebook usando um programa instalado em um tipo de SSD portátil; enquanto esperava o programa entrar em ação, 007 observou que Levi trabalhava no computador como se estivesse se divertindo com algum jogo; recolhido os documentos e informações hackeadas, foram para a sala, onde conforme orientação, debaixo de um tapete, encontraram a entrada de um porão, lá dentro encontraram o que seria um depósito do que parecia ser um mercado ilegal: armas, munição e drogas. Instalaram os explosivos com detonadores por sinal de rádio e foram sair por onde entraram; Enrico abriu a porta e os alarmes começaram a soar pegando todos os homens de surpresa e o que se seguiu foi uma situação de confronto violento.

Havia um número pequeno de seguranças em serviço, mas havia mais que estavam descansando e que responderam rápido ao alarme. Bond e sua equipe foram pegos perto da porta por onde sairiam e tiveram que entrar na casa, houve um embate nas salas, quando eles procuravam sair na direção sudeste para ter o apoio dos demais. Os homens do Seal fizeram os seguranças se dividirem ao perceberem que havia um sniper no apoio aos invasores, e mais tarde foram surpreendidos pelo terceiro grupo de apoio, com os fuzis calibre 5,56. Dentro da casa, Bond jogou uma granada de luz e som atordoando seus oponentes enquanto Enrico destruiu a janela mais próxima permitindo a passagem da equipe e finalmente Cirillo e John trataram de cobrir a fuga de 007, Enrico e Levi; só então os seguranças perceberam que havia mais uma equipe atacante; se o objetivo era uma ação furtiva, esta definitivamente já havia dado totalmente errada, ainda mais quando Cirillo lançou uma granada de fragmentação. Quando os seguranças foram atrás da equipe que entrou na casa e dos homens com os colts, foram pegos pelo fogo das MK17.

Quando a equipe que entrou na casa alcançou um ponto seguro, começaram a se retirar, foi quando os explosivos entraram em ação pegando a todos, defensores e invasores por surpresa. Os homens correram em direção a uma estrada sendo guiados a seguir um caminho paralelo a ela até alcançarem um rio onde botes de borracha com motores silenciosos estavam chegando, os tiraram dali rapidamente.

Havia uma pergunta no rosto dos homens recém recolhidos no bote. Quem acionou a explosão? Quem acionou os alarmes? Levi havia sido escolhido para acionar a detonação e falou que não fora ele.

Para si mesmo, bond perguntou:

"Quem era o décimo homem naquela operação?"


Notas finais
Após o batismo de fogo, 007 e os demais vão conhecer seu contratante pessoalmente e conhecerão o trabalho que farão envolvendo criminosos em três continentes
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.