Sem Sentido

1 Simplesmente professor... Ou não?


Notas iniciais
Hey Guys!Sou nova no mundo das escritoras, passo a maior parte do meu tempo lendo as fics, espero que gostem, não me matem se tiver erros ortográficos, sejam legais com a Lis.Até as notas finais.

– Hoje daremos início a nossa primeira aula do curso de Direito, sejam bem-vindos.

Ouço enquanto entro no auditório da faculdade, que está dividido em mil e uma partes para as aulas iniciais do semestre, ou seja, vários calouros de cursos diferentes em uma enorme sala com professores que acham que todos estão felizes após o trote.

Alguns segundos depois de entrar no auditório percebo que sou a única que está em pé, o que faz de mim o alvo mais fácil para o meu professor, um jovem alto, com cabelos castanhos encaracolados e cara de intelectual.

– Bom dia senhorita, gostaria de sentar-se ou de nos dizer seus motivos para cursar Direito?

Ele diz isso como se não desse importância para a minha atitude mas seu olhar me desafia, e eu não vou deixar o desafio passar.

– Senhorita Juliete – digo esperando alguma reação, que não venho a receber – posso dizer os meus motivos?

Ele olha para mim com um misto de admiração e espanto, mas de sua boca sai um “sim” forçado.

– Primeiramente bom dia – digo dirigindo-me a todos os calouros (como eu) do curso de direto – me chamo Juliete Lins e meus motivos para cursar direito não são bem definidos, – ao falar isso vejo a cara de espanto de todos e me arrependo instintivamente de ter aceitado falar – poderia dizer que estou aqui porque me importo com os rumos da justiça brasileira, o que não é mentira, ou pelo simples fato de estar realizando o sonho dos meus pais mas, eu estou aqui pelo simples fato de querer mudar o mundo, de ser diferente neste mundo onde todos são iguais, ou seja, eu não tenho um motivo específico, eu só quero fazer a diferença.

Assim que termino de falar percebo que todos estão olhando para mim com admiração, como se eu fosse alguma heroína ou atriz de cinema.

– Parabéns caloura – o meu professor me olha com um sorriso no rosto iniciando uma salva de palmas

– Obrigada professor

– Professor? – escuto um senhor alto de aproximadamente quarenta e cinco anos falar ao meu lado

– Sim, ele não é professor? – indago, encarando-o

– Não, ele é apenas o meu filho, um dos veteranos do curso – ao escutar isso olho para o garoto que há alguns minutos atrás eu considerava meu professor e o fuzilo com o olhar, que é retribuído apenas com um sorrisinho de vitória, como se tivesse acontecido alguma coisa.

***

Depois de três horas escutando o senhor Gomes, meu professor de direito, falar sobre o quão importante seremos no futuro, somos liberados para um breve lanche na cantina, que está cheia de veteranos, você deve estar se perguntando o motivo de afirmar isso com tanta certeza mas eu digo isso porque eles olham para nós, calouros, como se fossemos Zumbis ou algo do tipo.

Quase cinco minutos após o início do “intervalo” vejo o filho do Sr. Gomes conversando com um grupo de garotos junto com uma loira oxigenada, que da um beijo nele, quase o engolindo, achava que isso era incomum nas faculdades daqui, mas percebi que estava errada, prestei tanta atenção no beijo que alguns minutos depois ele, estava me encarando sorrindo e acenando

– Acho melhor parar de babar pelo Gabriel, ele não é lá essas coisas – escuto uma voz rouca, suponho que seja um homem

– Quem é Gabriel? – digo virando-me

– O garoto que estava beijando a Dani e lhe encarando, acho que você está muito desatenta princesa, nem percebeu que quebrou o copo de café.

Quando ouço isso suponho que tenha acontecido mesmo, e acabo olhando para baixo. O que faz com que duas covinhas apareçam no rosto do garoto.

– Está vendo? – ele diz como se estivesse certo, e estava.

– Vendo o que?

– Que você estava babando pelo Gabriel – olho para o seu rosto e acabo rindo, o que faz com que ele se lembre de algo – quer ir a uma festa hoje à noite?

– Eu nem te conheço

– Nem vem com essa, pensei que o Gabriel estivesse errado mas-

– Quem é GABRIEL?

Vejo que o garoto está olhando para algum lugar atrás de mim com um sorriso no rosto, um belo sorriso por sinal, suas covinhas destacam-se em seu rosto, algo que vem a ser quase hipnotizante então, continuo encarando ele e não viro para olhar o que chama a sua atenção. Sinto uma mão em meus ombros e um sussurro em meu ouvido

– Sou eu

Levo um susto tão grande que acabo gritando, o que faz com que o garoto loiro que estava a alguns minutos falando sobre um tal de Gabriel caia na gargalhada, o que me deixa mais furiosa ainda, e faz com que eu jogue meio copo de café para trás, que acaba acertando alguém.

– Não pensei que você era assim tão desastrada – ao virar-me vejo o meu “Professor”, também conhecido como Gabriel e a enorme mancha de café em sua blusa

– Isso é por querer dar uma de professor – digo apontando para a blusa e vou em direção ao auditório, mas não antes de ser puxada e ter que encarar aquelas órbitas negras que me prendem e me jogam contra a parede, algo que me deixa ofegante, como se eu precisasse de algo que ele tem, como se a próxima atitude dele fosse mudar a minha vida.

– E isso é por não respeitar o profes – não espero nem ele terminar, sei que vem besteira depois disso e que se eu deixar acontecer estarei perdida, mesmo conhecendo ele hoje sei que nunca terei um dia de paz enquanto este garoto estiver por perto, tenho até medo de pensar no que poderia acontecer. Então, dou uma joelhada no seu membro e um soco em seu rosto. Alguns segundos após bater nele, o encaro com um sorriso triunfante, o mais mentiroso da minha vida, queria poder ter sentido seu beijo e, ao ver sua cara de sofrimento e ódio, penso em como tudo poderia ter sido diferente se eu não tivesse o interrompido, mas não tenho tempo para isso, e nem para nada em relação a ele.

Notas finais
Gostaram? Merece continuação?