Sem Sentido

4 Pagando pecados.


Notas iniciais
Hey amorecos, peço desculpas de novo, no entanto, juro que posto até o final de semana que vem, leiam as notas finais, por favor!

Sinceramente, não existe coisa pior do que esperar. Eu vim para a balada com o intuito de ajudar o meu irmão e me divertir, mas o Carlos teve a brilhante ideia de aproveitar a noite para me apresentar o fotógrafo da nova campanha que ele me arranjou. Espero que essa meia hora que eu passei dançando com ele, a Ana e a Rafaela tenham valido apena, pois se for um gordo feio eu mato o Carlos! Sem bullying com os gordinhos, mas eu poderia estar nesse exato momento com a minha melhor amiga, “me acabando na pista” como ela diz.

– Agora vamos tocar uma música que não é muito nova, mas já que as damas aqui da frente insistem tanto. – Ouço o DJ dizer e enlouqueço na pista, literalmente, não sei por que, mas Toxic sempre me “tocou” e trouxe a tona uma garota diferente.

– Quer passar a mensagem dessa música para quem? Ele deve ser muito sortudo. – Viro-me com a cara de assustada e dou de cara com um quase clone do Patch Cipriano*, o que me faz sorrir.

– Não encontrei ainda o homem que seja toxico o bastante – digo e volto a dançar com as meninas. Ele pode ser até lindo para fazer qualquer garota derreter, mas garotos com o sorriso dele só são certinhos nos livros. Sinto meu corpo ser puxado na direção que estava anteriormente e o impacto de nossos corpos, é ele novamente! Fico quieta por alguns segundos até que ele encosta a boca no meu ouvido e sussurra:

– É claro que encontrou, ele está na sua frente.

Sinto os nossos lábios se chocarem, é como uma sincronia perfeita, seu beijo é feroz e perigoso, estou quase me rendendo às sensações até que mordo o seu lábio, com força o bastante para sangrar e deixar o pequeno diabinho de máscara branca me olhar com ódio, como se eu tivesse acabado de acordar sua fúria.

– Você é louca?! – ele diz tocando em seu lábio que está vermelho devido ao sangue, a cena seria até sexy, se eu não soubesse que ele está querendo me matar, é tão bom ser uma bad girl às vezes.

– Não, baby – sorrio e mando um beijinho pra ele – Sou tão normal ao ponto de saber que nunca cairia na lábia de alguém como você.

Viro-me para as meninas que me olham sorrindo e me pedem para contar tudo, a noite hoje vai ser longa.

***

– I'm hurting baby, I'm broken down, I need your loving, loving, I need it now (Eu estou machucado baby, estou despedaçado. Eu preciso do seu amor, amor

Eu preciso disso agora ) – Canto e danço ao som de Maroon 5, enquanto espero o tal fotógrafo, até que vejo Carlos chegar.

– Cadê o idiota que está me fazendo esperar? – indago, o que faz com que o mesmo sorria.

– Ele não vem

– Como assim? Você me fez passar quase uma hora sem beber nada para me dizer que ele não vem? – ele sorri ainda mais e me entrega seu whisky.

Não sei por que falei isso não sou muito fã de bebida nenhuma, mas o meu primeiro dia na faculdade foi um saco, mereço um pouco de álcool.

– Aconteceu um imprevisto, amanhã vocês irão o conhecer.

– Corrigindo, ele irá nos conhecer – falo e dou um sorriso cúmplice para as meninas, ele não perde por esperar.

– Não façam mal a ele, meninas. – Carlos avisa.

– Vamos tentar – rio — Vou procurar a Lea, vejo vocês amanhã.

Me dirijo ao bar, não antes de ser esmagada pelos corpos suados presentes naquela balada, sério, acho que o efeito da bebida saiu enquanto eu tentava não ser esmagada pelas pessoas. Chego ao bar e vejo Lea um pouco mais à frente dançando com um dos seus "ficantes de uma noite", sem nenhum pouco de juízo.
– Uma água com gás, por favor — digo ao barman, que estava conversando com uma loira peituda do meu lado.
– Hã? — vira-se para mim. Não, não pode ser, o modelo que eu fiquei há um ano!
– Uma água com gás — fico de cabeça abaixada, para ele não me reconhecer.
– Aqui sua água — pego-a rapidamente e começo a beber — Juliete? — mentira que ele me reconheceu, por que eu tive sede?
– Sim, te conheço? — sorrio e me finjo de desentendida, o Marcos pode até ser um moreno lindo com esses olhos verdes e esse cabelo preto, mas não o quero como companhia hoje.
– Sim, sou o Marcos, o que trabalhou com você na campanha para aquela loja de roupas, lembra?
– Ah! — faço aquela cara de surpresa — lembro sim, você não ia pra Madri?
– Acabei não indo, não conseguiria viver sem meu Brasil.
– Hum, ficou no Brasil pra ser barman? — ele sorri meio sem jeito, peguei pesado, mas ele sabe o motivo.
– Não, fiquei por causa de uma morena com sobrenome Lins.
– Vou ter que ir agora, diga a sua mãe que eu mandei um beijo e você continua lindo, no entanto, não faz mais meu tipo.
O resto da noite foi monótono, o Caio fez o tão esperado pedido e recebeu um sim enorme, a Lea deu um fora no Tomás dizendo que eu precisava da sua companhia, o Carlos ficou com uma das meninas e eu, fiquei de vela, como sempre, foi uma noite quase perfeita, se tirar o fato de rever o Marcos, meu antigo namorado do colégio e companheiro de campanha.

***

“Trimmmmmmmmm” – olho para a cabeceira da cama e vejo aquela coisa amarela me acordando às cinco e meia da manhã, não penso duas vezes antes de joga-lo na parede do quarto e voltar a me enrolar nos lençóis, eu estava tento um sonho tão lindo com o Mike Ross**, ele estava me ajudando a estudar para a prova de Harvard, como ele fez com a Rachel.

– Ju, escutei você jogando o despertador, levanta logo.

– Já vou, me tira uma dúvida, faz mal faltar no segundo dia de faculdade? – escuto o Caio rindo, diferente dele eu não estou feliz depois dormi apenas três horas e ter que passar a manhã toda na faculdade e depois a tarde inteira em um estúdio.

– Claro, se arruma logo, papai mandou avisar que quer conversar com a gente na hora do café da manhã.

– Está bem! – me dou por vencida e caminho em direção ao banheiro.

Depois de cinco minutos de banho quente escolho as minhas roupas, opto por um vestido preto colado até a cintura e uma sapatilha azul, completo meu look com uma corente prata com uma cruz, uma mochila de oncinha e um óculos escuros, nem que me pagassem eu iria sem óculos hoje.

Quando chego à cozinha, todos já estão se deliciando com a comida, que realmente está me dando água na boca, eu estava morta de ressaca até ver o bolo de cenoura com calda de chocolate mais maravilhoso do mundo, aquilo sim é um pedaço de mal caminho, comer chocolate às seis horas da manhã, adeus dieta!

– Bom dia – digo enquanto sento e pego uma fatia de bolo e um copo de iogurte.

– Bom dia – respondem os homens da casa em coral, como sempre.

– Bom dia. Filha, porque não come algo mais saudável? – minha mãe me olha e sorri, ela é tão linda, uma das mulheres mais bonitas do mundo, em minha opinião é claro, tem cabelos castanhos cortados na altura dos ombros, os olhos verdes mais lindos que eu já vi e um sorriso doce, como se no mundo só existisse felicidade.

– Mãe, você sabe como eu amo esse bolo que a Lalá faz – faço biquinho, o que a faz sorrir ainda mais.

– Está bem, só não vem me dizer que precisa ir para academia.

– Tudo bem – digo com a boca cheia de bolo, o que faz os homens da casa me olharem com nojo.

Após comer meu bolo e tomar meu iogurte fico me perguntando por que meu pai convocou essa “reunião” e é nesse exato momento que ele resolve se pronunciar:

– Juliete e Caio – ele olha para nós dois com aqueles olhos dourados me fazendo sentir um frio na barriga – vocês vão passar um mês sozinhos.

– Sozinhos? – pergunto antes que meu irmão possa se pronunciar, se meus pais forem viajar ele vai querer aquela vaca azeda para dormir aqui.

– Sim, nós precisaremos viajar a trabalho e vocês cuidarão da casa – ele olha para o meu irmão que sorri abertamente, pensando em quantas coisas irá fazer enquanto eles estiverem fora – mas, não se empolguem, a Lalá vai ficar aqui durante esse tempo – agora sou eu que sorrio, passar um mês inteiro comendo a melhor comida do mundo – outra coisa – ele diz e olha para minha mãe, que assente levemente – Lalá só ficará como supervisora, vocês que vão cuidar de todas as tarefas domésticas. – tiro o sorriso do meu rosto, tudo bem que eu amo cozinhar, no entanto, lavar banheiro não é comigo!

– Como assim? – falo, olho para os meu pais e vejo o olhar de Caio, ele está assustado, deve está pensando que vai virar o palito de dente de antes, sorrio com isso, mas paro no instante que lembro o que está acontecendo – vocês estão de brincadeira, né?

– Não, vocês precisam aprender a se defenderem sozinhos – minha mãe diz.

– Eu já sei me defender, faço aulas de jiu-jitsu desde criança, outra coisa, já pensou que podemos passar fome? Juliete não sabe cozinhar. – mentira que ele falou isso, não acredito que ele teve essa audácia.

– Por isso mesmo que nós deixaremos Lalá os instruindo por uma semana, agora vão para a faculdade, não quero ouvir mais nenhuma reclamação em relação ao assunto, boa aula meus anjinhos.

Levanto da mesa e vou em direção ao carro, entro no banco de carona e espero Caio, não quero nem ouvir o que ele tem para dizer, se ele que pediu a mão da vaca azeda em casamento ontem, está assim, imagine eu que não fiz nada muito gratificante nas últimas horas, a não ser comer o bolo de cenoura, que foi o ponto alto do meu dia.

– Juliete – meu irmão grita do lado de fora do carro, provavelmente achando que estou me arrumando, pobre coitado, hoje não estou com coragem nem pra comer, imagine melhorar minha aparência.

– Estou no carro fofinho, agradeceria se você parasse de gritar, não tomei nenhum analgésico.

– A princesinha está com ressaca? – fala entrando no carro, como eu odeio o meu irmão! Fico encarando-o – Está bem, parei – fala colocando as mãos para o alto – quer que eu pegue algum analgésico para você?

– Seria muito legal da sua parte, pelo menos você se redime – ele sorri e sai do carro.

– Aqui – me entrega um copo descartável com um pouco de água e o remédio, que engulo de uma vez, para tentar diminuir a dor de cabeça.

– Obrigada

***

06h50min

Chego dez minutos antes das aulas começarem e vejo um grupo de garotas conversando com a Lea.

– Bitch – ela grita assim que me avista

– Não estou disponível para conversa até as três da tarde – falo e sorrio, vendo que seu estado é quase igual ao meu, seu cabelo loiro está preso em um coque e suas roupas roupas são simples, algo que raramente acontece, ela está usando um short branco cintura alta com um cropped de alcinha azul e um cardigã preto, uma mochila preta e os óculos escuros, óbvio.

– Eu também não – fala enquanto me abraça – por que seu irmão quis fazer um pedido de casamento em plena segunda feira?

– Também me pergunto isso, já pegou o horário?

– Não, estava indo buscá-lo no momento que você chegou.

– Vamos buscar isso logo, outra coisa, por que você não veio ontem? – pergunto

– Você acha mesmo que Lea Becker iria para a aula depois de ter chegado em casa as seis da manhã? Você não me conhece mesmo.

– Quero saber tudo, não soube nada sobre esse domingo.

– Sai com o Logan, tive que passar horas fingindo que era sua namorada, até que não foi tão ruim, já que o amigo dele era um gato e o idiota do meu primo não fica muito atrás – ela diz e sorri, acho que ela sempre cultivou uma paixonitezinha pelo Logan, ela pode negar o quanto quiser, tenho certeza que já se beijaram pelo menos uma vez na vida, quando eles estão juntos, ficam trocando olhares esquisitos.

– Sei, até parece que você não acha o ruivinho um gostoso, conta outra bitch.

– Não começa – ela apressa o passo e fica um pouco longe de mim, algo que acontece todas as vezes que menciono seu primo.

“Patch Cipriano – Livro Sussurro e Mike Ross – Seriado Suits.”

Notas finais
Então ... mereço um desconto? Vai! Só dessa vez. Outra coisa, queria saber se vocês poderiam me ajudar em uma ideia, o que vocês fariam para se vingar de um garoto, um que você só viu uma vez na vida, ou nem viu e ele simplesmente te fez ficar com cara de tacho, me ajudem, podem pegar pesado. Posto semana que vem e quero agradecer a co-autora mais diva do mundo, a Lí, e a vocês, por lerem essa estória. Beijocas, até os comentários.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.