Notas iniciais
Mandy-Jam -> Olá para todos que estão lendo mais uma fic minha. Ou se essa é a primeira... Sejam bem-vindos! Espero realmente que gostem. Para aqueles que já conhecem o meu estilo, já devem ter uma ideia de como vai ser essa fic.
Mas para aqueles que não conhecem, essa história vai ser uma típica comédia romântica ao estilo Mandy-Jam. Com uma linda mistura do estilo da Ray_DiAngelo (que eu amo). Acho que é isso...
Ooooi povo! tudo bom? bem,espero que vocês gostem dessa nova fic que eu e a Mandy estamos fazendo juntas...boa leitura e espero que gostem,beijoooos ray_diangelo

O carro ainda se movia pela rua, quando pude avistar pela primeira vez através do vidro da janela a casa elegante pintada de marrom. O gramado era extremamente arrumado, as portas e janelas eram brancas iguais á cerca que rodeava o local.

Aquela cerca branca me fez lembrar da minha casa de verdade. A que eu tinha anos atrás, quando era nova demais para saber contar ou escrever meu nome.

Toquei o vidro com a ponta dos dedos por puro impulso, e senti o frio contra a minha pele. Recuei e olhei para frente.

- Está frio hoje, não é? Falei sorrindo amigavelmente, mas ninguém naquele carro queria retribuir. A mulher de quarenta anos que dirigia o carro se limitou a sorrir superficialmente, e assentir.

- Abigail... — Ela abriu a boca para falar, mas eu a interrompi.

- Me chame de Abby. Acho que nós duas já somos amigas, não é? Eu me mudo tantas vezes, e você dirige tantas vezes o carro para mim que... Ei! Sabe? Você podia trabalhar como motorista. É uma profissão legal, e... — Foi a vez dela de me interromper.

- Abigail, chega. Concentre-se. — Disse ela.

- Ah, tá. -Disse confirmando.

- Essa é sua terceira casa adotiva. — Continuou.

- Legal, né? — Sorri.

- Em menos de um mês. — Completou.

- O tempo passa rápido, ou é impressão minha? — Perguntei naturalmente.

Ela deu um leve tapa na própria testa. Opa... Lá ia eu fazendo isso novamente. Tenho essa mania, sabe? De falar o que penso tranquilamente, sem me tocar que posso acabar fazendo comentários estranhos, ou simplesmente deslocados dos assuntos da conversa.

- O fato é... Você não vai conseguir se mudar o tempo todo. Se não passar a se comportar e parar de agir como... Ahm... Você mesma o tempo todo, vai acabar ficando de vez em um orfanato. — Falou ela olhando ligeiramente para trás.

Uma mexa do meu cabelo caiu na frente do meu rosto. Eu o ajeitei para trás da orelha e sorri para ela por um segundo.

- Mas... As pessoas não falam tanto que devemos ser nós mesmas? — Perguntei rindo — Eu sou o contrário. Sou eu mesma e tenho que tentar parecer outra pessoa.

- As pessoas só dizem isso porque querem revoltar os outros. Não estou pedindo para você fingir ser alguém que não é. Só quero que... — Ela parou de repente — Seja um pouco menos você.

- Um pouco menos eu. Ok. — Assenti e depois me ajeitei no banco — Eu gosto de você Sharon. Você é gente boa.

- É... Eu sou gente boa. — Confirmou ela revirando os olhos cansada Aqui estamos. Sua nova casa.

Abri a porta do carro e fui para a calçada. Não tinha muitas malas. Na verdade, a única coisa que levava de importante era o meu violão, e uma mala com minhas poucas roupas favoritas.

Eu carreguei os dois com a maior facilidade pelo pequeno caminho de pedras lisas que levavam até a porta branca da casa. Sharon, a assistente social foi comigo e tocou a campainha. Ela olhou para mim, enquanto esperávamos que alguém a abrisse.

- Abigail... Você tem 17 anos. Não é criança. Tente se comportar, ok? — Falou ela olhando fixamente para mim. Eu assenti calma e relaxada (o meu jeito de sempre) e alguém abriu a porta.

- Você deve ser Abigail Strangford. — Disse um homem de camisa pólo. Ele tinha mais ou menos uns 50 anos, o que me deixou relaxada. Geralmente me dava bem com velhinhos. Eles eram simpáticos e gostavam de me ouvir tocar músicas country no violão. Ou do Frank Sinatra. Por que será que eles sempre sorriam enquanto cantavam New York?

- Sim. Respondeu Sharon, ao ver que eu demorei mais de 3 minutos para responder, por estar viajando na minha mente de novo E você é o senhor Ness?

- Ness. — Ri sem querer, e ele olhou para mim sem entender — Sinto muito. É que seu nome lembra o do detetive Ness. Seu nome é Eliot também?

- Harold. — Respondeu ele.

- Ah. Claro. — Parei de rir.

- Então... Acho que é isso. O senhor quer que eu a ajude á se instalar? -- Perguntou Sharon desconfortável.

- Não será necessário, eu creio. — Disse ele com um leve sorriso. Ele olhou para mim e tentou recomeçar — Então, Abigail... Onde estão suas outras malas?

- Não tenho outras malas. — Respondi. Houve um silêncio mortal de alguns minutos, e ele assentiu sorrindo.

- É... Interessante. — Disse. Harold Ness deu um passo para o lado abrindo espaço para eu passar — Pode entrar. Eu e minha esposa separamos o quarto do sótão para você. É o maior que temos.

— Obrigada. — Sorri subindo as escadas. Harold fechou a porta se despedindo de Sharon, e eu torci silenciosamente para ter ficado em uma casa com um casal simpático, que não reclamaria no meu ouvido como foi da última vez.

O segundo andar tinha um corredor estreito com piso de madeira. Na minha frente eu podia ver uma pequena escada que dava ao sótão, provavelmente. Segui em frente, subi, e abri a porta, que respondeu ao meu toque com um rangido.

Meus olhos azuis escuro correram pelo local.

- Gostou? — Perguntou uma voz feminina atrás de mim. Eu me virei.

- Você deve ser a senhor Ness. — Disse adivinhando e ela assentiu com um sorriso simpático. Sorri de volta Sou Abby.

- Abigail? — Perguntou ela franzindo o cenho.

- É. Ou isso. — Respondi assentindo e encolhendo os ombros — Então... Esse é o meu quarto?

- Sim, pode entrar. — Disse de modo educado. Eu entrei calmamente e coloquei a mala encostada á parede. O quarto tinha um piso de madeira um pouco antigo, uma cama ligeiramente confortável, uma pequena TV, e um armário (também de madeira).

- É... Legal. Obrigada de novo. — Disse sem saber o que falar.

- Não foi nada. — Respondeu ela docemente. Aquilo era um pouco incomodo. Será que eles iam içar sorrindo para sempre? Dei de ombros sem ligar e sentei na cama para dizer que estava á vontade — Bem... Meu nome é Megan. Acho melhor deixar você a vontade por enquanto. Mais tarde vamos servir um lanche. Deve estar com fome.

- Um pouco. — Respondi.

- Deve ter feito uma viagem cansativa. Por que não relaxa um pouco? — Sugeriu ela — Até mais, Abigail.

Ela fechou a porta, e novamente eu estava sozinha com meus pensamentos.

Francamente... Qual é a dificuldade das pessoas falarem Abby ao invés de Abigail? Meu nome é tão estranho. Acho que eu lembro da minha mãe falando que foi o meu pai que escolheu, porque ele achava bonito. Tsc. Que mal gosto.

Minha mãe morreu quando eu tinha uns cinco ou quatro anos. Desde então é mudança o tempo todo. Bem chato e cansativo, mas eu não ligo muito. Prefiro me focar na idéia de que um dia eu vou ter um lugar só para mim, e não vou ter mais que passar por tantas mudanças.

Vai ser só eu, meu violão, e uma linda casa ou apartamento. Um lugar onde eu possa escutar música alta o dia inteiro, ou que eu possa tocar o dia inteiro. Que eu possa ver TV até o meio da madrugada, que eu possa comer porcarias no café da manhã e no almoço sem ninguém para me repreender.

- Perfeito... — Murmurei com um sorriso. Eu me joguei na cama e acabei tirando um cochilo com esse pensamento.

- Aonde pensa que está indo? — Perguntou Hades se levantando ao ver Deméter passar pela sua frente com malas debaixo dos braços. O Deus dos mortos franziu o cenho ao ver sua esposa seguindo-a — Perséfone!

- Sinto muito, Hades. Mas... — Perséfone ia se explicar, mas Deméter a interrompeu impaciente.

- Sabe que estação é essa? — Perguntou Deméter olhando para Hades e cruzando os braços — Estamos na primavera.

- E eu com isso? — Perguntou Hades cruzando os braços.

- Você, nada. Mas eu e Perséfone sim. — Rebateu Deméter — Nós duas vamos para um campo lá encima, cuidar das plantações, relaxar um pouco...

- Relaxar um pouco. — Hades repetiu revirando os olhos.

- É. Quando se fica presa por milênios perto de você, é compreensível que qualquer pessoa normal precisa desesperadamente de descanso. — Retrucou Deméter.

- Escuta aqui, Deméter. Perséfone é minha esposa. Ela vai ficar comigo. — Disse Hades.

- Como se você mandasse em alguém, seu seqüestrador nojento! — Falou Deméter.

- Sempre no mesmo assunto. — Resmungou Hades revirando os olhos — Sua filha quis ficar comigo, ouviu?! Ela quis! O que não é de se espantar, pois se eu tivesse uma mãe como você, também preferiria ficar trancada no Mundo Inferior.

- Como é que é?! — Exclamou Deméter — Como se alguém fosse escolher ficar com um vadio como você, á ficar com a minha doce companhia!

- Você é tão doce quanto um limão! — Rebateu Hades.

- Chega os dois! — Exclamou Perséfone separando-os antes que começassem a se bater. Ela cruzou os braços e olhou para Hades — Querido, nós vamos subir.

- Viu? — Falou Deméter com um sorriso triunfante.

- Quando disse nós, isso inclui ele. — Disse Perséfone. Deméter fez uma careta de desprezo, mas Perséfone só sorriu para Hades — Por favor. Assim podemos passar um tempo juntos. Você é sempre tão ocupado aqui embaixo.

- Ah... Eu... — Hades ficou surpreso ao ouvir aquilo. Ele não gostava de campos floridos, ou Sol quente e brilhante, muito menos plantações de cereais, mas... Olhar nos olhos de Perséfone o fez mudar de idéia — Uhm... Certo. Eu vou.

- Era o que faltava... — Resmungou Deméter.

- Mamãe! Chega. — Repreendeu ela.

- Você devia ter mais juízo nessa sua cabeça! — Reclamou ela, mas logo parou. Deméter jogou as malas para cima de Hades, que rosnou para ela.

- O que é isso?! — Reclamou.

- São as malas. Já que vem conosco, então seja útil para pelo menos uma coisa na sua vida. Leve as malas. — Falou ela seguindo em frente com Perséfone.

- Leve as malas... Leve as malas... — Resmungou Hades sozinho Eu posso falar muito bem onde ela coloca essas malas...

Notas finais
O que acharam? Ok... Agora vêm os reviews.
Espero que tenham gostado!
Beijos e até o próximo capítulo.