Sem Rota
1 Sem rota
Notas iniciais
Era uma manhã de segunda-feira como qualquer outra. Na sala do Glee, planos e mais planos eram traçados. Eles iriam para Nova York naquele dia, no fim da tarde. Puck estava ficando irritado. Eles iam pra NY, e tudo que aqueles grandes cabeças ocas sabiam fazer era montar um mapa seguindo direto para NY, com tempo cronometrado, para ficar na cidade até SABADO, dali a 5 DIAS, sem fazer absolutamente NADA.
_ Chegaremos lá amanhã ao fim da tarde se tudo der certo. – disse Will – Só poderemos usar o local para ensaio na sexta a noite, então descansaremos nos outros dias. Estou planejando 2 passeio para 4ª e 5ª e...
Ele saiu bufando e ouviu alguém vindo atrás dele. Virou e deu de cara com Quinn, o olhando divertida.
_ O que? – perguntou ele, arqueando as sobrancelhas. Ela se aproximou, parando encostada ao armário dele.
_ Você está irritado com o que dessa vez Puckerman?
_ Eles não param de fazer planos e planos ruins ainda. – explodiu ele – A gente só vive uma vez, e nós estamos tendo uma chance incrível, a chance de ir NY e o Sr. Schue está pegando essa experiência e transformando em... Nem vou falar. – ela apenas riu, enquanto abria o armário dele. Ele arqueou novamente as sobrancelhas, enquanto ela apanhava a jaqueta dele e sua mochila de jogava para ele. Abriu o caderno de geometria, inteiramente em branco e tirou de lá a chave da picape dele – Mas o que...
Ela o pegou pela mão e entrou na sala do Glee. Todos os olhavam intrigados, enquanto ela apanhava suas coisas e entregava a Puck. Quando Will foi perguntar ela apenas disse:
_ Nos vemos sexta, em NY. – e saiu alegremente, levando um Puck estarrecido pela mão. No estacionamento pegou as malas de ambos do lado do ônibus e começou a tentar abrir a parte de trás da caminhonete.
_ Vai ficar parado ai, ou vai me ajudar a abrir isso aqui? – perguntou em um gemido de frustração para Puck. Ele riu, abriu a traseira e apanhou as malas. Colocou a cobertura para protegê-las dos elementos e abriu a porta da carona para Quinn, que entrou sorrindo.
Entrou do lado do motorista e viu que ela havia aberto um mapa. Ligou o carro e partiu. Após alguns minutos, ela disse – Bom... NY fica aqui. Nós temos que pegar este caminho.
_ Qual é o plano Quinnie? – ela o olhou sorrindo e pediu que ele olhasse bem e memorizasse apenas os pontos mais importantes para chegara NY. Assim que ele o fez, ela amassou o mapa e jogou pela janela – O que...
_ Sabemos onde temos que chegar Puck e sabemos como chegar, mas o caminho... “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”. Pense na viagem assim. Se perdermos tempo demais bolando o que faremos, não faremos nada. – disse ela, mexendo na cabeça dele.
_ E o que faremos, Srta Charles Chaplin? – perguntou ele e ela sorriu, se divertindo.
_ A pergunta não é o que vamos fazer, mas o que não vamos fazer.
_ Deu pra fazer citações hoje Fabray? – perguntou ele, enquanto acelerava o carro – Está bem.
Puck entrou na US 30 E e seguiu reto toda a vida. De repente fez um retorno e entrou em Beaverdam. Dirigiu pela cidade e parou em um McDonald’s, onde pegou lanches. Seguiram pelas estradas até Pandora, aonde chegaram ao anoitecer. Lá, pegaram tacos em um restaurante e seguiram em direção a um motel na beira da estrada. Quando entraram, Quinn abriu um sorriso safado, que intrigou Puck, mais do que qualquer outra ação dela naquele dia.
_ Qual é o plano Fabray? – perguntou ele – Porque você fez tudo isso? Vir comigo, numa viagem sem rota? – ela abriu um sorriso triste e envergonhado, enquanto sentava na cama.
_ Eu me sinto culpada, por tudo que fiz a você Puck. Nós tivemos algo realmente especial e eu joguei fora. E isso, nós dois, nossa filha, nos últimos anos foi à única coisa real pra mim. O resto foi apenas... Superficial. E eu te quero de volta Puck. Eu sei que as coisas não começaram como a gente queria, mas com outra citação: “O que vale na vida não é o ponto de partida, mas sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher”. Eu quero caminhar com você Puck, ter algo de verdade, para assim poder ter algo o que colher no fim da nossa vida, da nossa história.
Ele sorriu carinhosamente para ela, sentada na beirada da cama, com os olhos molhados. Entrou no banheiro, ligou a banheira e tirou as roupas. Quando voltou para o quarto viu-a olhar em sua direção, primeiro intrigada, depois espantada e por último... Bom.
_ Você não presta Noah Puckerman. – foi só o que ela pode dizer.
Na manhã seguinte, saíram do motel logo após comerem. Puck entrou na OH-12 E e foram seguindo pela estrada a fora. A cada cidade interessante, faziam uma parada. Pararam em um zoológico em Mt. Blanchard, porque Quinn queria comer algodão doce. Passaram por Nevada, onde pararam num supermercado e compraram comida para a viagem toda e tocaram até Mansfield onde pararam ao lado de um acampamento de trailer passar a noite e fazer amor.
De lá, pegaram um desvio até Fredericksburg, simplesmente porque o nome os agradou. Na cidade encontraram um parque e perderam algumas horas brincando, depois seguiram para Beach City, onde encontraram inúmeras armadilhas turísticas para se divertir.
Passaram por Louisville, Salem, New Castle e foram para em Slippery Rock, onde saíram jantar, curtiram uma festa e dormiram em um motel especializado em fantasias sexuais. No outro dia pela manhã acordaram quase na hora do almoço e tocaram por Barkeyville, Emlenton e St. Petesburg onde pararam no meio da tarde para uma boquinha. Callensburg, Sligo e por fim pararam para dormir em Clearfield no meio da madrugada, depois de jantarem em Reynoldsville horas antes.
No outro dia, as 9h e passaram por Woodland, onde pararam para caçar croissants de frango, que Quinn queria loucamente. Passaram por inúmeras cidades pequenas, fazendo várias paradas em pequenas feiras e comprando inúmeras tralhas. Com um desvio foram parar em Oxford logo depois do almoço. Pararam ali para comer e seguiram por uma estrada de terra até um lago, onde nadaram. No fim da tarde saíram rumo a NY, onde chegaram faltando 15 minutos para o ensaio.
Quando desceram da caminhonete, que tinha a traseira extremamente lotada e um novo adesivo escrito “Vou deixar a vida me levar para onde ela quiser”, ambos riam felizes e apaixonados. Todos os olhavam extremamente enciumados e irritados, pelo marasmo que havia sido a semana e a visita com Sr. Schue ao museu de gel de cabelo e ao museu dos astros do Rock mortos.
Dois dias depois, após ganharem o campeonato Nacional, os amigos resolveram que voltariam todos juntos, sem pressa e passando por todo e qualquer lugar. E quando pediram ao casal uma rota, os dois sumiram, deixando um mapa marcado NY e Lima e escrito “Não faças da tua vida um rascunho. Poderás não ter tempo de passá-la a limpo”.
Notas finais
Mereço reviews?
Beijos da gorda ;@
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