Sem Nome (ainda)
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Ei:) Não esqueçam que, a partir de janeiro, esse site não vai mais publicar nenhuma fic de bandas.
Por isso, essa fanfic estará no FanFiction Addiction!
Adicione o link no seus favoritos:
http://fanficaddiction.com.br/fics/s/semnomeainda.html
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Ok, a ideia do vestido não era tão ruim. Por isso, eu estava esperando Greta do lado de fora do quarto usando um vestido rodado azul marinho e sapatilhas pretas (não um vestido de gala, claro. Que tipo de esquisita você pensa que eu sou?). Tinha passado um pouco de maquiagem, nada muito chamativo, apenas um pouco mais arrumado, como fazia parte do meu plano para parecer mais competente e não-demissível.
A porta se abriu e Greta apareceu, vestindo o que normalmente usava: botas Dr. Martens coloridas, calça legging, uma blusa compridinha e jaqueta jeans. O que me faz parecer um pouco debutante. – Onde vamos? – Ela perguntou, enquanto fechava a porta e me olhava de cima a baixo.– Você vai me apresentar para os garotos, não vai? Ela deu um sorrisinho, mas depois pareceu se dar conta de algo e ficou séria. – Anele, escute bem. – Seu dedo para a alguns centímetros do meu nariz e de repente ela parece muito assustadora, me cercando contra a parede. – Se você está afim de algum deles, ESQUEÇA DISSO! – Ei, da onde você tirou essa ideia maluca?! Ela ficou me olhando por um tempo, como se pudesse ler no meu rosto se eu estava mentindo ou falando a verdade. – Greta, qual é! Eu mal consigo saber quem é quem, tenho 25 anos... e eu tenho namorado! – Naquele momento me lembrei da pequena mentira que tinha contado, que parecia muito útil naquele momento. – É verdade, né? – Ela finalmente saiu de perto de mim e assumiu de novo aquele ar desligado, parecendo falar consigo mesma. – E seu namorado, me fala dele. – Agora ela adotava um tom de voz empolgado, como se fosse minha nova melhor amiga. Greta e suas mil personalidades. – Ah, ele é muito bonito, muito alto, se veste muito bem. Mas é muito ciumento! – Eu tentei recuperar minha postura, enquanto Greta começou a andar pelo corredor prestando atenção no que eu falava. “E ele é inventado”, acrescentei mentalmente. – Meu namorado também é ciumento, brigamos muito por causa disso. Já te disse que ele tem uma banda? Não é conhecida, eles nem assinaram um contrato nem nada, só tocam em bares, mas uma vez eles tocaram em um festival muito legal da Filadélfia... Enquanto Greta discursava sem parar sobre seu namorado e a banda dele, chegamos a porta de um dos quartos, que ela abriu sem bater, continuando a falar como uma matraca. A montanha russa do meu estômago se preparou para mais uma volta. Minhas mãos suavam, minhas costas suavam e meu vestido de repente começou a parecer grudento e inadequado. Minha insegurança, sempre presente. Esse momento era muito importante para meu projeto de não ser demitida tão cedo. Nada mais de acidentes assustando os garotos ou levando portadas na cara. Nada mais de olhares desconfiados. E se tudo corresse bem, de repente os garotos até gostassem de mim e me deixassem ficar no emprego. Uau. Aquele quarto era muito, muito maior que o meu e o de Greta. Eu já tinha passado no quarto dos meninos um dia antes, mas naquela pressa de verificar os frigobares não tive tempo pra ficar olhando em volta. Agora, com um pouco mais de calma eu podia ver melhor. Fazia nosso quarto parecer uma kitnet. De onde eu estava, conseguia ver uma sala enorme e uma entrada para uma mini cozinha. Havia um corredor, e pude ver ao fundo o quarto, com uma cama três vezes maior que a minha. Na sala havia aquela sacada enorme, toda envidraçada. E lá estavam eles, atrás do vidro, os cinco, se movimentando e falando uns com os outros enquanto comiam na mesa de café da manhã montada ali, sem notar que eu e Greta estávamos tão perto. Eles eram muito mais altos do que eu imaginava. Muito mais cheios de vida. Cada um deles parecia brilhar, de um jeito muito intimidador, com seus cabelos e roupas legais. De repente me dei conta do que estava fazendo, de onde estava e do que estava prestes a acontecer. Eu estava no emprego que semanas atrás desejava muito, que quase escapou das minhas mãos, mas que por algum motivo tinha voltado para mim. Se eu acreditasse em destino... Eu devia me sentir sortuda, me sentir feliz por ter conseguido, mas naquele momento eu sentia apenas medo. Medo que tudo aquilo não fosse para mim e que alguma hora alguém descobrisse isso e me mandasse de volta para minha antiga vida.Greta continuava a falar, mas eu não escutava. Eu me mantinha atrás dela, protegida, enquanto ela andava decidida e empurrava a porta de vidro da sacada. – Pessoal, essa é a Anele. Ela é nossa nova assistente, por isso tratem ela direitinho. Greta saiu da minha frente, e me deixou ali, sentindo o peso de cinco pares de olhos em mim e um silêncio mortal. – Esse é Niall. – Ela se aproximou do garoto loirinho e apoiou as mãos no ombro dele. Ele simpaticamente me disse “Oi” e eu gostei dele automaticamente – Aquele é Zayn. – O garoto bonitão estava de pé encostado na sacada, fumando. Acho que ele não devia estar fazendo isso... – Zayn, se o Rick te pegar fumando... – Ele fez que não ouviu o aviso e voltou a se debruçar na sacada, jogando a fumaça pelo ar. – Que seja, bom, aquele é o Louis, você já conhece a figura. – Ele deu um sorriso cínico, e depois olhou em outra direção, como se já tivesse cansado de mim. Louis-sempre-um-amor. – Aquele é Liam. – OhmeuDeus, o garoto que eu assustei. Eu fiquei vermelha, ele ficou vermelho e evitamos olhar um pro outro. – E esse é Harry. – Fiquei feliz de desviar meu olhar de Liam e olhei para o último garoto, sentado na cadeira do outro lado da mesa.
Eu já tinha o visto nas fotos. Já tinha visto aquele emaranhado de cabelos cacheados, já tinha visto as covinhas, e já tinha visto os olhos verdes. De certo modo era como se eu já tivesse visto ele muitas e muitas vezes. Mas naquele momento, era como se eu o visse pela primeira vez, por que nada era igual nas fotos. Não sei bem explicar. Só sentia como se algo dentro de mim tivesse... saído do lugar? Não. Como se algo tivesse sido colocado no lugar. Como se algo estivesse se encaixado. Franzi minha testa, incerta do que era aquilo. E pra minha surpresa, ele me olhava do mesmo modo, a testa franzida, o olhar confuso. Greta tinha ido para o lado de Zayn e parecia estar tentando convencê-lo a parar de fumar. Louis-o-insolente tinha sumido, assim como Liam. E Harry... Harry ainda estava lá, olhando para mim. Então fiz tudo que eu podia fazer. Eu sorri, um pouco envergonhada. E ele sorriu de volta. – E então, você está gostando do novo emprego? – Niall de repente apareceu do meu lado. – SIM! – Droga, minha voz saiu um pouco mais alta do que eu planejava. – Sim. – Repeti, tentando controlar minha voz e parecer normal, não uma completa pateta, desviando o olhar de Harry e olhando pra Niall. – Estou gostando muito. E você, está gostando do seu? Que raios de pergunta era aquela? Por que meu cérebro aparentemente estava em primeira marcha? – Não é nada mal, hotel, entrevistas, garotas, viajando bastante. Mas sinto falta de casa. E tudo aconteceu tão rápido que ainda não sei bem se estou fazendo tudo isso direito. Eu queria dizer “Eu também! Eu também me sinto assim”, mas só consegui sorrir, ainda muito nervosa pra pensar em algo legal pra dizer e ele sorriu também, como se tivesse entendido. – Anda, vamos indo. – Greta me segurou pelo braço, aparecendo do nada, e antes que eu pudesse dizer alguma coisa ela estava me puxando pela sala para fora do quarto. – Prazer em conhecer! – Gritei. Niall me acenou da varanda com um sorriso meigo, e depois, já estávamos andando pelo corredor, Greta digitando algo com pressa em seu BlackBerry e eu andando atrás dela, ainda meio confusa, como quem acorda em um quarto que não é seu. Numa vida que não é sua.
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