Sem Mim...
4 Cap 4 - Shi, vixe. F@d#$!
(A partir daqui leia por sua conta e risco. Sou escritora de horror cósmico, pego pesado com gore; e pode ser que algo lhe dê gatilhos. Até sinalizei pra ficar mais evidente afinal não está sendo postado na minha conta para que tenha essa noção por me conhecer. *Cada um tem um nível do que acha pesado* pode ser que você ache leve, ou não. Respeite seu próprio nível.)
Com os anos, John havia ficado arrogante por suas conquistas.
Arrogante e burro.
Toda arrogância e soberba vinha embalada de uma burrice que poderia se tornar perigosa, se não obtiver ajuda. E ele era solitário.
Afastou todos de sua vida.
E ainda dizia ser para os proteger, pois acreditava que trazia a desgraça; contudo seu real motivo era o medo; medo de perder mais pessoas que amava, medo de ser o culpado por suas desgraças, de ser incapaz, não ser forte o suficiente.
Se julgando indigno de ser um membro da liga, que se auto intitulava justiça; debochava por sentir inveja de tamanha confiança.
Olhava para aquela criança de uma raça/espécie elevada, selecionando entre sua gama elaborada de truques como fazer para a enganar assim como sempre fazia. Temia que esta garota, assim como BatMirin soubesse tudo sobre ele, e desta forma seus truques fossem completamente inúteis. Contudo a arrogância desta vez acertou.
A garotinha não tinha noção alguma que ele possuía poucas habilidades de nível alto, usando várias de níveis baixos e inferiores para parecer muito mais poderoso do que era; um ilusionista.
Entretanto esta mesma arrogância seria sua ruína.
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Furiosa pelos personagens não seguirem suas expectativas a garota surta.
Não aceitava de modo algum que as coisas não fossem do seu jeito.
Odiava tudo aquilo que saia dos seus ideais, argumentava que não precisavam existir coisas assim, desagradáveis. E desejava impor apenas o que ela achava bom.
E para ela, John era uma das piores coisas que existiam; uma representação horrível de tudo de errado, algo que precisava ser consertado na marra e não usado para representar todos que como ele sofrem e se entregam a um caminho perdido.
Para elas estas coisas não deveriam existir, e todos aqueles que escolhiam ou caim neste caminho não deveriam existir, e assim o multiverso seria melhor.
E já que ele não aceitava ser “melhorado”, deveria ser “deletado”.
Para ela aquele mundo não passava de um entretenimento, uma revistinha que poderia ser rasgada e jogada fora, desenhada por cima ou mudar o roteiro.
Contudo, como isso era percebido na visão das pessoas que viviam ali?
Como era ter seu mundo deletado por uma entidade, simplesmente por que uma pessoa não agradou um deus infantil e mimado?
— Desgraçado! — o loiro é puxado pela gola da camisa e jogado contra uma parede, e contraposto a ela com tamanha brutalidade que mal raciocina, até levar um ou dois socos na cara e segurar o último.
Parando os olhos espantados em uma figura idêntica a ele. Uma cópia perfeita…
— Mas… que merda é essa agora? — murmura pensando alto, mas logo se dá conta dos arredores.
Novamente o branco e o vazio havia dominado sua mente, como se fosse uma cena de filme mal editada ou o resultado de uma de suas noites de apagão alcoólicos.
Os prédios ao seu redor se desfazem, como se o tempo os desgasta-se de forma acelerada; elevando seus destroços aos céus como se estivessem submersos, enquanto que o asfalto sob seus pés ruirá sendo rasgado com a ausência de um tremor que justificasse tal coisa. E no céu… a mistura de cores não encantava; pelo contrário, trazia horror às almas que ousavam olhar para cima.
O vermelho incandescente de um entardecer, se mesclava a uma noite estrelada e faixas de céu azul e nuvens cristalinas, como se a “maquete” , como John chamou outrora, houvesse se rompido mostrando o que escondia por de traz.
— O que…? — pergunta sem terminar, pondo os olhos sob as pessoas que congeladas de medo, mal se moviam horrorizadas.
Talvez até por instintivamente saber que não havia mais o que fazer, não teria para onde correr se seu mundo estava sendo destruído. Podiam apenas chorar, gritar e abraçar quem amavam.
— Mas é uma mula manca! — o outro ele o dá um murro na sua cabeça com gosto, quase o fazendo tontear. Estava nitidamente com odio. — Custava ter seguido o escripti idiota até ter uma ideia melhor? Custava muito ter pedido ajuda? Ou me ouvido?
— E você seria? — questiona revoltado pelo murro, passando a mão na cabeça sentindo muita dor; pensando que se o homem com sua cara tivesse acertado em outro ponto poderia ter o desmaiado ou pior.
Mas não parecia ser o seu objetivo.
— Eu nunca recebi um nome irmão querido. — reclama ao olhar as coisas ao redor, tentando pensar o que fazer. — Onde está a garota? — pergunta em dar a mínima para o espanto de John.
Tinha noção de que Raven apenas estava ali, pois a criança maldita que fez aquilo tudo gostava muito dela, e como não possuía foco algum queria a ver em tudo que gostava mesmo que sem contexto algum.
Então se a garota havia perdido a paciência e deletado tudo, deveria ter posto ela em um local seguro. Não tinha dado tempo de a devolver, para sabe lá onde deveria estar.
— Vou descobrir. — ele se dá conta dos planos, fazendo um tipo de bússola para localizar onde Raven poderia ter ido parar.
Só havia um problema em seu plano: não possuía nada da jovem para usar de ligação para criar tal magia. Bufando e olhando com ódio o semblante de deboche de seu “sósia”; que parecia zombar em silêncio de suas atitudes.
— Tem algum plano “gênio”? — questiona revoltado, contudo logo se fecha em seus próprios pensamentos.
Isto porque erroneamente julgava tudo como uma ilusão, desejando uma forma de romper com aquilo e retornar a realidade; imaginando estar em um mundo em garrafa, uma realidade menor criada por aquela entidade. Entretanto a dimensão dos poderes daquela raça eram incomensuráveis.
— Esquece, tive uma ideia.
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— Acorda! Rae! — a voz espantada não era totalmente desconhecida, ela sentia que sabia quem era; mas a memória não vinha.
Sentia dificuldade de despertar, ouvindo as vozes ao seu redor; como se estivesse dopada.
— Você é louco? Podia ter matado ela!
— Calma, cara. Não é pra tanto. — outra voz entoa com maturidade e zelo, e ela podia ouvir um murmúrio desconfortável ao fundo, responder os gritos da primeira pessoa.
— Sério isso?
Sentia que havia sido carregada até este lugar, e agora estava deitada sobre algo macio; sentido o corpo pesado ter dificuldade de responder.
— Ela está bem. Foi só um susto. — uma melodiosa e doce voz parecia vir em encontro ao estérico jovem, tentando acalmar a situação. — Sabe que ele não fez isso de propósito. Foi sem querer.
— Usa a razão. Foi só um acidente e ela tá bem. Foi um susto.
As luzes começavam a se dissipar e finalmente conseguia despertar, se vendo em uma cama típica de uma enfermaria escolar.
Olhou curiosa suas roupas, o uniforme customizado de forma gótica com um misto de punk rebelde e anarquista. Não se identificando com esta imagem.
Olhou em volta, percebendo um jovem de um porte atlético inegável encostado a porta com um semblante fechado e bem incomodado. Este trajava o uniforme típico de futebol com largas ombreiras e todas as proteções que faziam parecer o dobro do tamanho além de exaltar o belo porte físico.
Mas seus olhos param sobre a discussão acalorada que se mostrava à frente, uma garota alta com o corpo mais perfeito que já viu; chegando a engolir seco. Nunca foi insegura com sua aparência, na verdade nunca parou para pensar sobre isso, mas aquela garota parecia garimpar e trazer à tona inseguranças que nem percebia apenas em existir assim tão bela.
Os longos cabelos vibrantes ruivos presos em uma longa trança formando um coque antes de voltar a pender em seus ombros, mostrava não apenas sua maciez impressionante mas o tamanho e proporção magnífica de suas madeixas. Tajada com o clássico uniforme das líderes de torcida parecia tentar apartar a discussão e manter um jovem longe do grandalhão.
Este bem exaltado roubava a cena para si.
— Olha. — o tom trovejado do mais alto fez com que o grupo parasse de falar. — Eu sinto muito mesmo, por ter acertado a sua namorada. Foi mesmo sem querer, eu sei que não tem desculpa; mas me derrubaram e o tiro saiu para o lado errado. Foi isso! Eu não mirei nela. — se exalta peidando o menor que parecia rosnar de volta, sem medo algum do titânico jogador a sua frente. — Mas eu entendo seu lado; ok. Eu também ficaria possuído, ok. — diz ao por a mão sobre o ombro do garoto que a repele de imediato.
E assim a garota se vira pondo as joias esverdeadas sobre ela e sorrindo. — Ela acordou. — exclama ao anunciar, e em um disparo o garoto sai de perto do grandalhão indo até ela.
— Como está se sentindo? — seu tom seu olhar, semblante. Tudo demonstrava preocupação.
Ele põe as mãos em seu ombro, com cuidado leva as bochechas dela como se checasse algo e a abraça.
— Que susto Rae.
Mas ela olha em volta preocupada de onde estava Constantine e como havia ido parar ali. Fazia as contas na sua cabeça, sobre tudo o que aconteceu.
— A cara dela não está boa. — a garota se aproxima. — Oi. Lembra o que ouve? Estavam perto da quadra e você foi acertada por uma bola. Desmaiou e te trouxemos pra cá.
— Deve ser melhor a levar a um hospital de verdade. — o ultimo garoto se aproxima, caucasiano com os cabelos negros perfeitamente alinhados no gel e um rosto tão belo quanto de um elfo, tinha o semblate serio. — Ela apagou por muito tempo. Foi uma porrada séria.
— Eu levo ela. — o menor toma a frente, mas logo o grandalhão se impõe.
— Deixa que eu levo. Se rolar algo sério, eu nunca vou me perdoar. — diz ao mostrar as chaves do carro, e ele parece apenas acenar que sim.
Ela por sua vez olhava para tudo aquilo confusa, não lembrava e não sabia quem eram aquelas pessoas.
Onde estava o John Constantine?
— Vem Rae. — ele diz ao a apoiar e a ajudar a se levantar, e nessa hora ela sente uma forte dor na cabeça; percebendo desta forma as ataduras sobre sua testa contando um corte e hematomas.
Não demorou a chegarem ao veículo do jogador que parecia mesmo preocupado com a garota, e ao chagar no hospital o laudo declarou o que já imaginaram. A porrada forte na cabeça, lhe rendeu uma concussão leve, e logo o inchaço iria passar.
Em tom ameno, o doutor afirma que a confusão que ela sentia era temporária por conta do choque, mas que estava fora de risco. A medicou e mandou de volta para casa.
— Qualquer coisa, me liga, por favor. — o jogador diz ao parar o carro em frente ao prédio e ver o garoto descer para a ajudar.
— Pode deixar. — responde ao bater a porta do carro com cuidado. — E… obrigado a carona e ter ficado lá.
— Que isso. A culpa foi toda minha. Cuida dela direitinho.
— Pode deixar. — sorri de volta dando apoio a ela, que finalmente o olha mais atenta.
Tudo estava errado.
Mas não sabia dizer o que.
— Como está se sentindo Rae? — o tom preocupado com uma voz familiar parecia fazer tudo soar muito mais errado. Os olhos azuis gentis estavam errados, a pele rosada estava errada, os cabelos louros estavam errados.
Por que?
Por que sentia que estava tudo errado?
— Onde está o John? — pergunta, sentindo um lampejo de dor em sua cabeça. Falar ainda doía; o médico foi claro em a informar que poderia estar confusa sobre a realidade graças ao impacto forte. O “braço canhão” de Victor era famoso.
Subiram até o apartamento onde morava, enquanto ela refletia melhor: lembrava de tudo, e fazia sentido. Morava ali sozinha, depois que sua mãe perdeu sua guarda para seu pai, um homem poderoso que quase nunca estava em casa, vivendo a viajar por conta de negócios. Contudo não podia mais viver com sua mãe que se juntou a um culto extremista e insano, ficando louca.
Conheceu Garfield no colégio assim como seus amigos; os amigos dele. Victor o jogador estrela do colégio era um amigo de infância por ambos cresceram com pais cientistas importantes, sempre se vendo nos grandes eventos, e com isso ele conhecia o mega popular Richard e sua namorada perfeita. E apesar de se sentir estranha e deslocada naquele grupo ela continuava a andar com eles.
— Eu vou dormir hoje aqui. Vou cuidar de você. Nem adianta fazer careta. — ele diz ao fechar a porta e seus olhos se perdem na imensa e perfeita vista da cobertura.
O reflexo nos vidros amplos fazem parecer que o prédio possui um topo alongado como se fosse um enorme T gigantesco. Ela sorri com essa ideia, mas não sabe o por quê.
Estava tudo… errado.
— Rae? — as mãos gentis a guiam até o sofá macio em frente a T.v. Ela olhava para tudo reconhecendo aquela casa. Era sua casa, seu lar. Então por que estava tudo errado? — Quer me contar com o que sonhou enquanto estava desmaiada? — pergunta de forma gentil.
Mas ela mal conseguia contar seu sonho.
Ele era sem sentido algum: havia acordado na cama de um garoto que não agia conforme a idade que mostrava, não falava nada com sentido e não agia com lógica. E como em todos os sonhos as coisas não se conectavam entre si.
— Não. — balançou a cabeça e o abraçou. — Está tudo bem. Foi um sonho estranho… — queria esquecer tudo aquilo.
No sonho, ela era uma meio demônio. No sonho haviam coisas ruins acontecendo. Que bom que havia acordado e voltado para casa…
(Sei que vc n sabe, mas é meu costume usar o cap 4 para algo mais pesado em obras sobrenaturais, pois no japão quatro e morte tem o mesmo som e com isso muita lenda legal existe. Se pronúncia SHI por isso em portugues ja pega no tom de humor de por um vix lascou junto. kk)
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