Sem Fronteiras
1 Vida de Arqueólogo
- Roger, está cansado aí?
- É... Não vai se achando não, um dia eu irei alcançar esse seu fôlego.
- Qual é já estamos chegando ao pico da montanha, aguente mais um pouco.
Oi, eu sou Peter Brown, sou arqueólogo, apesar do que a maioria pensa, essa profissão não é chata, sem contar nas grandes aventuras que eu já tive como ir até o Japão para tentar saber o mistério de uma pedra que acharam junto ao tumulo de um imperador, mas no fim só era as fezes de um cachorro que viveu há alguns séculos, e não, não sei como aquilo foi parar ali, agora, estou no Himalaia, vou fazer uma visita a um templo, para arrecadar informações sobre minha investigação. Roger é meu assistente, ás vezes quebra galho e até consolador, mas no fim eu o odeio às vezes, não que seja algo pessoal, só que ele é muito ligado a filosofia e fica meio pirado e isso me faz passar vergonha.
- Prepare-se Roger, e sem me causar problemas. –Eu disse.
- Se acalme senhor, não irei fazer nada...
Há algumas horas depois...
- Roger, me dê um motivo para não mata-lo, como é que você conseguiu quebrar a estátua sagrada deles?! Agora estamos a amaldiçoados.
- Você acredita nisso? Eu só toquei nela e ela caiu. –Ele disse indignado olhando pra mim.
- Certo, agora que fomos expulsos do templo pela “Eternidade”, não tenho pra onde ir, vamos descer a montanha. –Eu disse tentando aceitar a situação.
- Mas de novo? –Ele disse me contrariando.
-Bom, se quiser ficar ai, tudo bem, eu já vou indo. –Eu disse cínico.
- Isso que vou fazer, me espere, na cabana lá em baixo, vou descansar. –Ele disse se apoiando numa árvore e deitando-se.
-Tudo bem, mas seria uma pena se eu saísse com o resto do acampamento para o aeroporto e você ficasse para trás, eu teria que falar para sua mãe que tinha morrido e depois todos iriam chorar, e você não teria como voltar e até chegar de novo em casa, talvez, sua mãe tivesse se mudado para não sofrer lembrando-se de você, e você e ela nunca mais se viriam, mas é triste, tchau.
- Cínico Chantagista... –Ele veio resmungando enquanto corria me seguindo.
Quando conseguimos descer aquela montanha de mais ou menos 2000 metros de altura, já era pela noite e todos já estavam cansados dormindo, pela manha teríamos que voltar para Inglaterra, onde moramos desde a faculdade, conheço Roger desde criança, incrivelmente ele é mais velho que eu e na minha infância me protegeu de alguns garotos que tentavam me bater, eu disse tentavam, por que eu virei o Rock e detonei todos eles, mas não.
Faz alguns anos que não vejo meus pais, eles assim como eu e Roger são arqueólogos e formam uma dupla, só nos falamos via internet, e pra piorar não tenho tempo para romances, mas mesmo assim consigo me satisfazer com os lugares lindos que viajo, não tenho oque reclamar...
- Todos acordando! O voo está marcado para o meio dia quero todos prontos para não haver atraso. –Disse Jean.
Jean é meu guia, ele me ajuda nas minhas buscas, além dele e Roger, estão Eloisa, linda, porém não fala com nenhum de nós abertamente, só conversa mesmo com seu amigo Dean por telefone, ninguém sabe quem é. E também temos a Andressa essa é extrovertida, mas só liga para o trabalho. É realmente triste as coisas por aqui, mas todos eu já conheço há uma longa jornada.
- Pessoal, recebemos outra busca, parece que vamos ter que ir à Washington, na Casa Branca. –Disse Roger, enquanto todos tomavam café.
- Quem lhe ligou Roger?- Eloisa exclamou.
- O próprio presidente.
- Então é trote. –Andressa ainda acrescentou.
- Já pesquisei o numero e confirmei que a ligação vem de Washington. –Ele falou garantindo sua palavra.
- Tudo bem, então, temos que ir, o homem mais importante do mundo nós chama.
- Não se esqueça do Papa. –Eu ressaltei e acrescentei.
- Arrumem suas coisas, não entendo oquê ele quer, mas parece ser sério para uma ligação direta.
Continua...
Notas finais
Acompanhem que em breve postarei outro capitulo, prometo muita diversão!
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