Sem Escape
4 Capítulo 4
Notas iniciais
– Sakura. — Sussurou Sasuke chocado.
Tsunade estreitou os olhos, uma pequena ruga de preocupação em seu rosto cosmeticamente alterado.
– Vejo que você conhece a minha afilhada. — Sorriu sem saber ao certo se isso era bom ou ruim. — Espero que vocês gostem de trabalhar em conjunto. Sakura, o Sasuke será seu escravo particular, digo, ajudante.
Sakura ergueu uma sobrancelha, encarando a carranca de Sasuke. Sinceramente, gostou da ideia, e torcia para que aquilo se tornasse uma liçao valiosa para ele, já para compensar a dor de cabeça que terá.
Um limpar de gargantas e ela viu o ruivo olhando-a atentamente. Ignorou-o e voltou-se para Tsunade.
– Ainda não entendi.
–É bem simples.- Começou sentando-se atrás da mesa de trabalho. — O ruivo vai dar aulas de modelar e enquanto isso o moreno vai te ajudar. Seja para mover algum objeto pesado, ou para ajudar nossas belas damas para se erguerem. Lá estará ele.
Sakura deixou uma risada incrédula escapar de sua boca e olhou com um sorriso gigante para os dois rapazes.
– Bom, bem vindos! No que posso ser útil agora, Tsunade?
–Arrume uma sala para o Ruivo e faça do moreno seu ajudante. — Foi enfática. — Ah, mais uma coisinha. Depois de ajudar nisto... O campo da entrada está com um metro de grama. Confio em vocês para deixar a entrada linda. A Sakura sabe onde ficam os cortadores de grama.
–O que?! — Exclamou Sasuke olhando para Kakashi que sorria fraco.
–Que merda! Sakura trocou uma piscadela com a loira e gostou da sensação do desafio que havia em suas mãos.
– Não vamos.perder tempo, então! Com licença. — acenou com a cabeça para Kakashi saindo da sala em seguida.
Sakura andava a frente e os dois rapazes a acompanhavam em silencio. Ela mostrava os quartos, as salas de entretenimento, a pequena academia para exercícios leves, a piscina, o refeitório, os quartos e o jardim.
– Bom, em pouco tempo vocês saberão andar por aqui sem ajuda. Como irão trabalhar por aqui, podem comer e participar de alguma intervenção . Alguma pergunta? — Sakura disse tudo muito polidamente desviando os olhos de um para outro.
– Você tem namorado? — Sasori perguntou com um sorriso maroto. Sasuke revirou os olhos. O sorriso gentil de Sakura se desfez na hora. Ela virou as costas e continuou mostrando as salas.
– Senhor Akasuna, pode ficar com essa sala, um artista plástico usava-a antes de mudar de cidade. Veja se tem tudo o que precisa, que irei trazer alunos. A aula hoje terá uma hora, mas nos outros dias faremos duas turmas, ok?
– Tudo bem, princesa. — disse dando uma piscadela e entrando na sala.
– Aff. — Sakura solta baixo — me acompanhe.
Passaram por uma série de corredores e entraram em uma sala de aparência limpa, exceto pela quantidade absurda de mesas e cadeiras dentro do local.
– O que faremos aqui? — Arqueou uma sobrancelha.Daremos aulas de matemática aos velhinhos?
Sakura deu um sorriso forçado ao Uchiha.
– Aqui teremos aula de dança de salão. Então, como pode ver, as mesas atrapalham os movimentos. Por isso, senhor fortão — ela bateu no braço musculoso de Sasuke dando um sorriso maroto. — Você vai empilhar todas as carteiras e cadeiras naquele canto e depos passar um pano. E vai rapido que em 30 minutos eles chegam.
–Você está de brincadeira comigo neh?!
Sakura não respondeu, e começou a mexer em um rádio no canto da sala, escolhendo músicas de bolero, enquanto cantarolava alegre, ignorando o Uchiha Um som parecido com um rosnado saiu da boca do Uchiha, que resignado começou a juntar as carteiras e cadeiras em um canto da sala.
Sakura sorriu satisfeita, afinal aquele era o território dela e ele tinha de obedecer. Logo alguns idosos começaram a chegar e Sakura teve uma ideia que a fez gargalhar internamente.
– Senhoras e senhores, este é o Sasuke e vai nos ajudar por um tempinho. Agora vamos formar casais. Sr. Toneri, irei dançar com o senhor hoje.
– Eu vou ficar sem par. — resmunga uma senhora extremamente maquiada e cheirando a perfume e talco.
– Sasuke ficará feliz em ser seu par, Sra. Mei. — Sakura lança um olhar divertido pra cima de Sasuke.
O tal senhor Toneri sorriu simpático para Sakura, e caminhou de encontro a rosada,mas, não sem antes acrescentar um comentário ao pé do ouvido de Sasuke.
– Toma cuidado meu filho. A Mei tem essa cara de boa moça, mas ela é uma safadinha... sempre aperta o meu bumbum na hora da valsa. Sasuke não respondeu, não precisava, sua expressão de choque falava por ele. Sakura soltou a valsa e logo todos começaram a dançar em harmonia.
Sakura foi alegre para os braços do Sr. Toneri que agradeceu por ter uma pausa de Mei e juntos os dois olhavam o Uchiha, divertindo-se com as investidas da senhora.
– Sempre achei que fosse uma boa menina — Sr. Toneri disse bem humorado rodando Sakura pela sala — Isso nao se faz,vai assustar o garoto.
Sakura riu baixinho.
– Ele ta merecendo.
–Nossa mais que broto legal. — Sorriu Mei mostrando seu dente de ouro. — Você é a cara do meu falecido marido Koji. — Abraçou o Uchiha acariciando as costas masculinas até chegar aos glúteos, Que foram apalpados sem dó. — Você é durinho, igualzinho ao Koji.
–Mas eu não sou o Koji. -Resmungou raivoso. — Então sobe essa mão por favor senhora. Sakura e Toneri nao conseguiam mais segurar o riso, e Sasuke olhava com os olhos soltando faíscas na direção dela.
– Querem lambada? — Sakura perguntou de repente tirando exclamações maliciosas que deixaram até Sasuke constrangido.
– Venha garoto — Mei o puxa se jogando e voltando para a frente dele — Vou te ensinar a dança do amor — termina com uma palmada audível nos glúteos do rapaz.
–A senhora tem idade de ser minha avó... tenha mais respeito. — Pediu coçando o local ardido pelo tapa.
–A Mei não liga pra isso meu filho. — Comentou outra senhora que dançava vendo a cena. — A Mei é... qual o termo que os jovens usam hoje em dia? Ahh sim... pirigueti.
– Cala a boca sua velha desdentada! Eu sou uma jovem de espírito e gosto de um bom broto. Venha cá garotão, vou te ensinar uns passinhos bem quentes...
Ela pegou Sasuke pela cintura descendo até o chão e voltando numa flexibiliddade e agilidade que deixaram Sasuke aturdido e apavorado para sair logo dali. Ela subia feito uma cobra roçando o seu corpo de idade no jovem dele com um sorriso dourado cheio de malícia. — O bom é que esses não precisam do azulzinho...
– Mudando de par! — Sakura apareceu tirando Mei pelo ombro e pegando a mão do Uchiha controlando o riso. Ela tentava não olhar para os braços que a seguravam de má vontade na cintura e no que a camisa folgada e sem mangas mostrava. Tentava guiá-lo rindo de sua falta de jeito e falta de interesse. Quando olhou para cima viu o olhar assassino dele em sua direção.
– Ah, qual é. Você poderia estar limpando privadas. — ela brinca tentando rodopiá-lo sem sucesso.
–Avise a sua madrinha que eu prefiro passar as minhas quatro horas de trabalho capinando no sol quente. -Resmungou.
– Não precisa dizer de novo. — Sakura sussurrou cerrando os olhos e o soltando .
Rapidamente Mei voltou para ele passando as mãos pelo tronco do rapaz e depois pegando em sua bunda de novo.
– Ritmo caliente... — disse se esfregando de costas.
–Caliente está a minha bunda, os tapas estão ardendo, e volto a dizer que a senhora tem idade de ser minha avó... — Olhou para o relógio pela milionésima vez.
– Minha hora de ir... Graças a Kami. Sasuke nunca pensou que ficaria tão satisfeito em cortar grama.
–---------------------------------------------------------------------------------
Shikamaru e Deidara estavam eufóricos. A parceria entre as duas faculdades não poderia estar dando mais certo. Com o esforço de ambos conseguiram um patrocinador, e patrocínio significava uma nova era para o círculo.
Marcaram em um dos bares do fiador do projeto, e por pedido do mesmo estavam quase todos os lutadores do quartel, exceto é claro de Sasori e Sasuke, impossibilitados pelo trabalho social.
– Senhores, este é Orochimaru. Ele será o incentivador do Circo. Nos dará o apoio financeiro que precisamos. — Shikamaru fez as honras levantando a caneca de chopp na direção do homem pálido sentado com sorriso prepotente.
–Bom Shikamaru, é óbvio que você sabe que sou um homem ocupado, então não posso perder tempo... Me apresente aos seus amigos.
Shikamaru deu uma risada nervosa e começou as apresentações rapidamente. — Da UFP apresento Chouji, Sai, Kiba. Infelizmente nosso astro não esta, mas você conhecerá Sasuke, o nosso invicto, em breve.
–Continue... — Comentou buscando um charuto em sua mesa. — Me faça ter interesse em patrocinar...
–Esses são Kankuro, Gaara, nossa ladys Tenten e Temari, e nosso astro Sasori teve um contratempo. — Iniciou Deidara. — E são o melhor que você pode achar...
Shikamaru crispou a boca e o pessoal da federal começou a resmungar. — Se me lembro bem, seu "astro" só nao apanhou mais porque a policia chegou ontem — Shikamaru deu um sorrisinho presunçoso
– Nós temos os melhores. -Que eu me lembre, seu astro que estava de quatro no chão... -Sorriu petulante.
Kiba levantou-se de subito com as mãos em punho e Chouji correu para segura-lo.
– Deixe-os pensando assim do Sasuke. — Shikamaru diz mexendo a mão com tedio.
Orochimaru sorria. Gostava demais da rivalidade que via entre os jovens. Conseguia ver os cifrões em cada rostinho.
–Interessante... E onde me encaixo nisso?
Shikamaru tomou a frente de Deidara mostrando ser ele o cara de negócios.
– Como mostrou interesse em nos patrocinar, podemos firmar um contrato, onde ambas as partes saem ganhando. o senhor pode nos fornecer os suprimentos para um bom evento, como local e segurança e nós ficamos responsáveis pela divulgação de sua marca e de sua academia. — Shikamaru mostrou-se mais disposto sacando o tablet do bolso.
– Esta é a quantidade de gente que conseguimos em um lugar sem planejamento — ele mostra fotos com centenas de pessoas consumindo e assistindo a luta. — Imagine com algo melhor?
–Algo melhor é um investimento que custa caro. — Comentou jogando as fotos em um canto. — Eu preciso de garantias de que o dinheiro vai retornar e aumentar...
–Simples. — Tomou a vez Deidara. — Temos uma rivalidade que passa anos e anos. E um lugar onde enfim todos saberão quem é o melhor... Isso é quente e dá muita grana.
– Muita grana. — Shikamaru salientou trocando um olhar com o loiro. — Lugar de apostas e consumo de substâncias lícitas ou não. Enfiar uma ideia na cabeça daquele pessoal é fichinha. E esse evento vai mover mais que o triplo do que está vendo aí. Estou falando de um investimento baixo em comparação ao lucro da noite.
Orochimaru assoprou a espessa fumaça do charuto cubano e sorriu.
–Vamos fazer negócios garotos
–----------------------------------------------------------------------------
Sasori já estava incomodado com o silêncio do Uchiha. Estavam há muito tempo empurrando o velho cortador de grama embaixo daquele sol quente.
– Hey, Uchiha. — chamou passando o braço na testa suada e olhando Sakura sair do asilo e entrar num taxi. — Gata essa Sakura, hein?
Sasuke limpou o suor que descia pelo rosto parando momentaneamente,analisando a figura do rival.
– Sei lá... ela é normal.
– Normal? Você levou tanta porrada na cabeça que ficou idiota. — Sasori riu continuando seu serviço.
–Cara ela é meio seca... — Comentou em bom humor. — Gosto de mulher com cocha grossa... peito. Até que ela tem um rabo bonitinho...
Sasori gargalhou com gosto vendo o frio Uchiha sendo receptivel.
– Entao você não reparou bem nas pernas. Aquela ali eu pegava facil. Gostosinha.
–Disse bem, "Inha"... prefiro as gostosonas.
Logo os dois riam como se fossem velhos amigos enquanto dona Mei tentava chamar a atenção deles em uma janela. — Pelo menos vou conseguir me divertir nesse inferno.- disse o ruivo malicioso
–Aposto vinte, que você não consegue nada com ela... Aquela ali tem cara de virgem.
– Ah Uchiha! Nao brinca com isso... — Sasori disse com um sorriso sacana. — Aquela ali deve ser daquelas quietinhas que viram safadas na cama...
–Ela não me parece ser sonsa... -Comentou pensativo. -Deve ser virgem mesmo, mas com umas palavrinhas moles e um eu te amo fajuto, talvez você tire a pureza da rosada.
– Se acha tão facil, entao por que ta apostando contra?
–Simples. Pra mim seria fácil, mas como já foi dito... Não é meu estilo de mulher. — Limpou o suor com a própria camisa e continuou. — Mas você é feio que dói... vai ter que se esforçar pra pegar a garota.
Sasori largou o cortador de grama pronto pra dar um empurrão no Uchiha, quando a voz imponente de Tsunade faz o ruivo congelar.
– Akasuna! Vai lavar os banheiros agora! Sasuke quis rir, mas seu senso de preservação não deixou. Sabia que a diretora iria se vingar ao menor sinal de humor.
_________________________________________________________ [Segunda-feira ]
– Alameda 37, Casa 4... Alameda... Alameda... Alameda 37... Casa... Alameda. Seus filhos, sua casa...sua esposa. -Alameda... 37... isso... Alameda 37... ou seria quatro... não casa quatro.
Andava apressado pelas ruas iluminadas pela luz da lua. Esquerda ou direita? Qual delas levava a Alameda? A casa de cerca branca, sua amada e seus filhos. Eles estavam lhe esperando, na casa de cerca branca na Alameda 4... Não.. 37.
Ele tinha que correr, havia prometido ao filho mais novo que instalariam um pushing box no quarto dele. Estava tarde, mais ele faria... Seu filho seria um campeão. Mas agora... Esquerda ou direita??
Um carro parou ao seu lado e o motorista buzinou.
– O Senhor precisa de ajuda? — Perguntou ele. — Eu posso te ajudar...
Quem ajuda alguém a troco de nada?
Quem oferece uma mão amiga sem interesse?
O garoto de olhos e cabelos negros achava que ele era bobo... Mas ele não era.
–Eu... Alameda 47. Esquerda ou direita? — Questionou ofegante.
O homem no carro se manteve quieto por alguns segundos, absorvendo a situação.
–Entre no carro e eu levo o senhor, posso lhe dar uma carona para a Alameda.
–Não... só diz... Esquerda ou direita?
–Entre no carro Senhor.Eu. -Engoliu em seco saindo do carro. — Vou levar o senhor para casa.
Recuou em passos largos, se afastando ao máximo do dono do carro.
–NÃO.. ESQUERDA OU DIREITA? FALA LOGO... ESQUERDA OU DIREITA? Pegou uma pedra no chão e ergueu em ameaça.
–Eu não vou machucar você, por favor se acalme. — O motorista do carro ergueu as mãos em sinal de rendição.
O motorista do carro era grande, Se lutassem de certo que ele não conseguiria voltar para sua casa na Alameda 47... E ele tinha de voltar. Sua família precisava dele. Foi nesse momento que a fúria insana lhe atingiu.
Arremessou a pedra, que acertou a testa do motorista e correu pra longe dele. Ele tinha alguns segundos de vantagem para se esconder e depois...só depois voltar pra casa.
[Sakura]
Sakura havia terminado de limpar o apartamento mais cedo e não tinha planos para a noite e o sol nem tinha se posto ainda. Soltou um suspiro olhando o guarda roupas aberto e viu seus tenis de caminhada.
– To precisando perder uns quilinhos. — comenta dando uma risada e colocando sua roupa de ginástica.
Ajustou o mp3 no suporte do braço, fez um rabo de cavalo alto e pegou uma garrafa d'agua. Sentia-se animada para voltar a fazer caminhada e com esse espirito saiu de casa.
Preferiu o parque central e foi andando até o local cantarolando uma musica antiga com seus fones de ouvido.
– Toniiiight, we are young... Lalalala....
Sakura para um momento para beber água quando vê um senhor aflito correndo em sua direção. Sakura olhou para os lados confusa e um pouco assustada. Ele se aproximou mais e Sakura percebeu que nao havia ninguém na rua alem deles.
– Moça se esconda! — sussurra apavorado olhando de onde havia vindo e se escondendo atras de uma moita.
Sakura não esboçou reação nenhuma devido ao susto. O homem a segurou pelo braço e a puxou para se esconder tambem. Ela gritou assustada mas ele pediu silêncio.
– Ele está atrás de mim. Fica quieta senão ele me encontra. Tenho que voltar pra minha familia, moça. Sakura se desesperou.
– Ele quem, senhor? — perguntou quase sem soltar som olhando para a mesma direçao que ele, mas não obteve resposta.
Sakura sentiu o corpo todo tremer de medo e se xingou por ter deixado o celular em casa. Viu um telefone do outro lado da rua e pensou se seria rapida para pedir socorro.
Engoliu em seco quando viu um homem virando a esquina e o senhor sussurrar amedrontado.
– É ele.
O coração disparou de medo e as pernas paralisaram, até que o reconhecimento a encheu de indignação.
[Sasuke ]
Sasuke limpou o sangue que descia sem rumo testa abaixo.
Lutadores estão acostumados com a dor. Você soca para não ser socado. Você bate para não ser abatido.Então a dor era uma colega necessária na vida de um boxeador.
Sasuke lembrava bem da vez em que seu pai lhe disse isso. Ele estufou o peito e levantou o dedo, enquanto falava em tom de voz pomposo e engraçado.
Sasuke lembrava bem disso e lembrava também da casa na avenida 37. O médico havia lhes dito que o paciente com Alzheimer tem dificuldades para se orientar. Agora fazia todo o sentido, já que a casa em questão era em outro estado.
Lembrava bem da casa na Alameda 37. Era uma casa grande E espaçosa. Seu pai comprou quando foi promovido e Sasuke lembrava do sorriso no rosto dele. Lembrava do pai o ter pego no colo e dito:
"Hei Sasuke, esse é o nosso novo lar. Arrume suas coisas no armário e quando tudo estiver em seu devido lugar eu vou instalar um pushing boxe no seu quarto. Acredite no seu velho... Você vai adorar lutar. O Itachi puxou a sua mãe, Mas você Sasuke... Você é um lutador como eu. E eu vou te ensinar a lutar"
Lembrava do sorriso radiante que seu pai lhe deu e do afago nos cabelos. Lembrava daquele dia como se fosse hoje, e era nessas horas, nas horas onde se sentia sufocado, que ele lembrava daquilo.
Seu pai valia a pena. Cada centavo gasto. Pois por mais que ele não lembrasse, E que os papéis tivessem se invertido, já que agora ele se sentia pai de seu pai, Sasuke lembrava.
E enquanto as memórias estivessem vivas em sua mente, seu pai também também estaria.
Passaria pelo luto de cada memória perdida.
Porque seu pai era seu herói e ele valia a pena! Lendas não morrem, heróis não morrem. E o amor por seu pai não morreria. Limpou o olho mais uma vez e a lágrima solitária que rolou.
–Volta aqui pai... — Chamou voltando a procura-lo.
Fale com o autor