Sem Escape
2 Capítulo 2
Notas iniciais
{sexta-feira}
Sakura fez de um sanduíche natural seu almoço. Já estava atrasada e a presença de sua mãe em sua casa só piorava sua pressa.
– Mãe, volto às 4. Fique a vontade. A Ino provavelmente chega às 3. — Sakura falava tudo muito rápido ajeitando sua bolsa e uma pasta azul bem grande.
Mebuki sentou com classe na cama da filha e suspirou cansada.
– Por que você não fica em casa hoje? Pra que se cansar por um bando de gente que não vale nada..
Sakura parou o movimento de fechar a bolsa respirando fundo. Odiava quando sua mãe criticava suas escolhas, mas já estava cansada de discutir a mesma coisa todas as vezes.
– Qualquer coisa me liga. — Sakura diz mais séria ignorando-a.
Mebuki seguiu a filha pelos corredores do apartamento.
– Sakura, me escuta. — Pediu puxando a filha pelo ombro. — Você tem de pensar no futuro, ficar sentada em um asilo, falando com velhos banguelas não vai te garantir um futuro descente. Você precisa de um marido com um bom sobrenome...
Sakura apertou os lábios, se controlar agora era mais fácil, já estava acostumada com aquela ladainha de sempre.
– Tem muitos “velhos“ ricos lá mãe, nunca pensou que posso conhecer o neto de um deles e me dar bem? — soltou com um sorriso sarcástico puxando o ombro.
– Naquele asilo chinfrim?! — Desdenhou Mebuki. — Gente com dinheiro vai pra uma casa de repouso na Suíça...
– Tchau mãe. — cortou Sakura batendo a porta enquanto revirava os olhos.
Colocando os óculos escuros, ela correu até o ponto de táxi mais perto e disse o endereço do asilo.
Repousou a cabeça no vidro do carro cansada de pensar em formas de mostrar outra realidade à sua mãe.
(...)
A respiração descompassado de Sasuke revelava quão cansado estava. Os punhos socavam freneticamente o adversário e o barulho dos dedos forçando as maçãs do rosto de seu oponente eram sua música preferida.
Ouvia ao longe a voz do treinador pedindo para que parasse, e relutante obedeceu. Jogou toda a água de sua garrafa no próprio corpo, se refrescando e aliviando o suor.
–Relaxa Kakashi, eu não ia matar o garoto, eu sei a hora de parar...
– Se soubesse, teria parado quando o garoto levantou a mão depois do gancho que você deu. — Kakashi disse fazendo sinal para tratarem o rapaz caído – Auto controle, Sasuke! Auto controle. — recitava o mantra pela enésima vez.
– Eu não matei ele Kakashi... — Lembrou mais uma vez. — Eu sou seu melhor boxeador, você reclama demais...
– Menos, Sasuke. Boxe é uma arte e desse jeito você passa longe de ser um artista. Parece que esqueceu a essência desse esporte... Paga 70 abdominais. — Kakashi mandou enfaixando as mãos para treinar.
– Filho da...
Se calou sabendo que se terminasse o xingamento, teria de fazer outros setenta abdominais.
– Pode me cansar Kakashi, mas eu continuo sendo o melhor.
A gargalhada de Kakashi ecoou pelo ringue, e olhou Sasuke de cima, tirando a camisa e cruzando os braços no peito malhado.
– Mais 30, vamos arredondar pra 100 logo. — a carranca de Sasuke fez Kakashi voltar a rir. — depois vou te dar uma lição.
Estralou o pescoço e deu um sorriso sádico.
– Um dia... — Respirou pesado após os cem abdominais. — Um dia eu vou te socar tanto Kakashi, que essa pinta no seu queixo... vai sumir
(...)
Sakura sorriu gentil para os 6 idosos sentados a sua frente em uma mesa grande com vários materiais para artesanato e uma caixinha de madeira crua a frente de cada.
– Boa tarde, damas e cavalheiros — disse bem humorada tirando risadinhas de alguns e nada de outros. — Eu estava pensando em dançarmos hoje, mas lembrei que o dia das visitas esta chegando, então que tal fazermos um presentinho? Em frente a vocês temos botões, lantejoulas, tinta, adesivos... quero que soltem a imaginação e criem uma caixinha de lembranças, onde as melhores serão guardadas.
Alguns já começaram a trabalhar enquanto outros olhavam para o nada sem se mexer.
Tsunade, a chefe do lugar chamou Sakura com um aceno de cabeça.
– Sakura, sua mãe me ligou e bem...- Um suspiro cansado saiu da boca de Tsunade. — Ela acha que você tem trabalhado demais...
Sakura deixou um suspiro exasperado sair.
– Ela quer que eu vá ao shopping, vai por mim me canso muito mais lá. Como poderia estar trabalhando demais? Fico só 3 horas e nem é todo dia. Ai Tsunade, não leve a dona Mebuki a sério.
A mais velha riu da garota de cabelos rosados. A verdade é que tinha muito amor pelo espírito bondoso de Sakura.
– Três horas aqui, outras horas estudando... Você tem tido tempo para diversão? Sabe como isso é importante Sakura.
– Diversão é bem relativo, Tsunade. — a garota disse ajudando um idoso a colar uns adesivos florais — Fui em um ringue de luta livre, muitos estavam se divertindo, já eu. — Sakura fez uma careta azeda e Tsunade riu.
– Luta livre? – Questionou a loira divertida. — Isso me parece radical demais para você.
– Não é? — comentou balançando a cabeça — Uma bando de neandertais rugindo como gorilas e se batendo como búfalos... o pior eram os idiotas rindo e torcendo enquanto os dois se matavam... ai Tsunade, esse mundo tá perdido.
– Sabe minha menina, acho que você tem interagindo demais com os idosos. — Alisou as madeixas da rosada. -Está falando igualzinho a eles.
Sakura olhou divertida para Tsunade e começou a rir.
– Samara, a tampa colou. — um senhor resmungou tirando mais uma risada de Sakura.
– É Sakura, senhor Toru, e essa é a parte de baixo da caixa, olha só. — Sakura disse pacientemente virando a caixa e mostrando a tampa ao idoso.
Ele voltou a fazer seu artesanato resmungando e Sakura deu um sorriso brilhante a sua chefe.
– Sua mãe é uma louca, querida... Mas em duas coisas nós concordamos. A primeira é que você precisa se divertir e a segunda é que você fica mais bonita com os cabelos loiros naturais...
Tsunade teve que rir da careta de Sakura.
– Como podem falar que e não divirto se depois querem tirar toda a minha diversão? — Sakura deu de ombros jogando os cabelos de modo teatral.
A loira se afastou, indo em direção a sala com seu nome na porta.
– Sua única diversão é pintar os cabelos de rosa. Esse é o problema Sakura... Esse é o problema.
Sakura não confessaria, mas aquele tipo de conversa sempre a deixava desconfortável. Não gostava de ser questionado e não via mal algum fazer o que queria a hora que quisesse.
Decidiu distrair sua mente ajudando os idosos a terminar suas caixinhas de presente.
Se despediu de todos e saiu do asilo vendo o celular desligado por falta de bateria. Teria que procurar um táxi na avenida.
Andou distraída até ver a frente alguém que não tinha a mínima vontade de encontrar.
Parado na esquina, encostado em seu carro e soltando fumaça ao vento, estava o idiota do outro dia. Sasuke.
Sakura soltou uma risada irônica voltando para trás.
– O meu dia já tá ruim demais pra lidar com mais um...
Refez o caminho decidindo pegar o táxi na outra rua, rua essa que era muito mais atrativa por não ter certo idiota nela. Fechou mais ainda o casaco no corpo, sentindo o frio acariciar suas faces.
Não era uma covarde, mas criar conflitos desnecessários não era sua praia.
Decididamente ficar longe do boxeador era algo que faria sempre que tivesse a chance.
~ * ~
–Levanta esse corpinho preguiçoso e já pro chuveiro dona Sakura. — Gritou Ino em voz de comando. — Não me faça ir te tirar dessa cama.
– Sai, Ino — Sakura reclamou com a cara no travesseiro enquanto Ino puxava o pé dela insistentemente.
– Eu já te falei que a gente vai na festa do pessoal da estadual. — Disse puxando o travesseiro do rosto da rosada.
– Ino, não quero ir. Sempre sai briga nessas festas por causa dessa rivalidade. Além do mais, támais gostoso ficar em casa hoje... — Sakura disse com um bico fechando os olhos e virando-se para a parede.
– Gostoso mesmo é o irmão delicinha da Temari, eu vou pegar ele de jeito nessa festa, e você vai comigo. — cantarolou abrindo o armário em busca de uma roupa apresentável.
– Fala sério — Sakura choramingou se sentando na beirada da cama com cara de desânimo. — Tôcansada, acredita que fomos no laboratório de anatomia e acabamos...
– Esse ou este? — Perguntou mostrando dois modelos iguais em cores Rosa e preto. — É nada de falar que está curto...
– O rosa — Sakura entorta a cabeça — parece menos curto...
– Ótimo... o preto quem vai vestir é você.
Sakura solta o ar vencida. Ela sabia que Ino iria fazer aquilo, então aprendeu a fugir da maneira que podia. O preto era menos curto, mas ainda sim muito revelador.
– Por favor porquinha, só não me deixa sozinha. Quando eu der o sinal vamos voltar, tá?
–Claro meu amorzinho... você é quem manda. — Concordou Ino. — Quando você quiser, a gente volta.
Sakura riu, ciente de que aquilo era uma mentira deslavada.
A garota se arrumou com pouca disposição, sabia que seria uma noite mal aproveitada e totalmente desperdiçada.
– Sabe, fiquei sabendo de um grupo bem bacana que conversa com pessoas depressivas, sabe? Dá apoio e tudo mais é bem interessante, acho que vou me inscrever, to com tempo livre no domingo mesmo — Sakura comenta passando rímel em frente ao espelho que divide com Ino.
– Sakura minha linda... faça um favor a si mesma. — Pediu Ino sorridente. -Faça como eu e arrume uma boca pra beijar.
(...)
Sasuke olhou feio para o salão vendo uns garotos da Estadual entrando com sorrisos convencidos na casa alugada para a festa.
– Sasuke — Itachi chamou parando as suas costas olhando para o mesmo lugar, mas com desconforto — Chama seus amigos e vamos beber em algum lugar.
– Para de ser frouxo Itachi, já disse que tenho assuntos a resolver aqui.
E era verdade, Shikamaru havia ligado a tarde combinando uma reunião informal na festa. O pessoal da estadual queria entrar no ramo de lutas, e lutas entre faculdades rivais davam muita grana.
Itachi passou a mão no rosto e respirou fundo. Decididamente não se sentia a vontade em lugares cheios de gente.
Antes que desse tempo de pensar em mais uma desculpa, já viu Sasuke entrando pelos portões do lugar de onde saia música alta.
–Vem Itachi, vai ser bom pra você. Ao menos terá algo que não seja o trabalho para papear...
Itachi olhou feio para o irmão tirando uma risada dele e o seguiu.
Não se impressionou em ver garotas dançando em cima de mesas, globos de luzes pendendo do teto dando aquele efeito que o deixava tonto, nem com a quantidade de gente se agarrando e dançando enquanto um DJ dita a batida.
Decidiu esperar pelo irmão em um canto menos movimentado na festa, e pediu desculpas ao esbarrar em uma garota que possivelmente fazia a mesma coisa que ele. A garota de cabelos róseos lhe deu um sorriso que o deixou temporariamente sem fala.
– Desculpa, estava fugindo de um maluco que minha amiga me empurrou — disse Sakura rindo sem graça.
– E eu fugindo da festa. — Riu em resposta. — Acho que vida de festeiro não é pra mim...
Sakura riu vendo o rosto dele ficar um pouco vermelho enquanto olhava para o redor. Ela reconheceu um deslocado. Afinal, os iguais se reconhecem em qualquer lugar.
– Prazer, sou Sakura. Fugitiva de festas desde 2010. — disse em humorada estendendo a mão.
– Itachi. — Respondeu ante a piada. — Novato nessa prática milenar de fuga.
Sakura riu e ergueu o copo que tinha em mãos.
– Primeira lição, encontre o refrigerante. Servido?
– Claro! por que não!?
Itachi e Sakura mantinham a conversa entretidos sob os olhares de Sasuke.
O Uchiha mais novo riu, sem saber Itachi estava "furando o olho" de Naruto. De certo que chegava a ser engraçado. Afinal eram dois desajustados flertando. Quem disse que osiguais também não se atraem?
Voltou a atenção para a "reunião" e decidiu deixar o irmão se divertir?
– Sasori, Deidara esse é Sasuke Uchiha, nosso campeão da UFP — Shikamaru apresentou dois rapazes com cara de debochados avaliando Sasuke, que não deixou por menos — seria muito... lucrativo unir as duas universidades num evento especial no Circo.
– Sabe como é Shika, você é um cara legal, mas... evitamos nos envolver com gentinhas do seu colégio. — Desdenhou Deidara.
–Forma bonita de dizer que está com medo. — Escarneceu Sasuke.
Sasori lançou um olhar debochado na direção do Uchiha e o encarou por um momento passando a língua pelos dentes.
– Não temos medo de franguinhos. — ele se virou para Shikamaru com seus olhos tediosos -Se formos fazer isso quero um desafio real.
– Desiste cara. -Deidara aconselhou o amigo. — Esses caipiras não vão aceitar...
Sasuke fechou o punho. Adorava um desafio, odiava ser chamado de caipira e acima de tudo, odiava os metidos da estadual.
– Fale de uma vez...
Sasori se voltou lentamente para o Uchiha com um sorriso presunçoso.
– Até o Nocaute. Sem regras.
(…)
A musica alta fazia Sakura fazer uma careta a cada batida mais alta.
– O que você faz da vida? — Itachi gritou por cima da barulheira.
Sakura sorriu agradecendo a distração.
– Eu não trabalho, exatamente — ela diz dando as costas para o pessoas que dançam animadas — Eu estudo enfermagem e ajudo no asilo. E você?
– Bom, eu sou entregador de dia e garçom a noite. — disse um pouco constrangido pela falta de estudos, mas Sakura sorria genuinamente sem mostrar nenhum tipo de desapontamento. — Mas, me diga o que faz no asilo? — perguntou interessado bebendo mais um pouco de seu refrigerante.
Os olhos de Sakura brilharam de empolgação e Itachi ficou encantado.
– Eu trabalhos com idosos que sofrem algum tipo de disturbio mental. Faço algumas atividades recreativas e analiso a melhora deles no processo. Conta pro meu estagio... — ela disse com um sorriso que não cabia no rosto.
Itachi a olhou com admiração e deu um bonito sorriso deixando Sakura envergonhada.
– Isso é muito bacana — ele comentou enquanto mil coisas passavam em sua mente naquele momento.
– Valeu. — respondeu acanhada desviando os olhos dos dele e olhando ao redor.
Itachi fez o mesmo e viu o irmão conversando com uns garotos e dando aquele sorrisinho que ele já conhecia bem.
– Ai, pra mim já deu. — Sakura disse de repente revirando os olhos — minha amiga pelo jeito não vai voltar tão cedo. Bom, foi legal te conhecer Itachi. Te vejo por aí...
– Espera! — ele a seguiu apressado — Deixa eu te levar pra casa.
Sakura o encarou desconfiada e Itachi levantou as mãos como se fosse inocente de alguma acusação.
– Juro que só te deixo na porta.
Sakura riu acenando.com a cabeça que aceitava.
Os dois andaram pela multidão de pessoas com pressa para sair daquele lugar logo.
Chegaram na moto de Itachi e ele deu o capacete que o irmão usava.
– Não vai te atrapalhar? — ela pergunta colocando o capacete.
– De jeito nenhum, precisava de uma boa desculpa para sair de lá. E meu irmão consegue uma carona fácil.
(...)
– Sasuke... — Shikamaru olha para o colega com um aviso na voz.
– Não tem medo da morte Sasori? -Riu debochado alisando o queixo. — A escolha é sua, cavou sua própria cova...
– Não acho que seja uma boa... — Shikamaru tentou interceder mas Sasori o corta.
– Saiba, Uchiha, que eu nunca perco. Você tá se achando demais. — a voz sai sibilante quase num sussurro enquanto Sasori dá passos para frente quase encostando seu rosto no de Sasuke que não se afasta nem desvia o olhar — Vou te arrebentar, franguinho.
– Eu vou ter prazer em empurrar a sua cara na lona Sasori. — Respondeu em mesmo tom. — Eu não perco... muito menos para um palitinho de fósforo como você.
Os dois se encaravam sem piscar e faíscas eram trocadas naquele olhar. Deidara sorria de antecipação, mas Shikamaru sabia que se a coisa continuasse eles iriam explodir em socos antes da hora.
– Ok, ok. Vamos deixar isso pra próxima semana — Shikamaru disse puxando Sasuke pelo ombro.
O ruivo e o moreno continuavam a se provocar, Deidara e Shikamaru não sabiam, mas a luta havia começado ali.
–Eu sou um Uchiha... Não perco.
Sasori soltou uma risada anasalada e quase tocou seu nariz com o de Sasuke ao sussurrar ácido:
– Falou o filho do perdedor.
O movimento de Sasuke foi tão rápido que não houve tempo para Shikamaru tentar segurar o moreno. Com uma cabeçada o nariz de Sasori começava a sangrar. Mas contrariando tudo e todos o ruivo se levantou com um sorriso em meio a enxurrada de sangue que lhe manchava a blusa e partiu ao encontro do Uchiha, contente pela adrenalina da briga.
Sasori desviou de um soco de direita e sorriu ao ver os olhos nublados de fúria de Sasuke. Isso lhe daria vantagem.
Armou um gancho de esquerda e acertou em cheio o maxilar do Uchiha fazendo-o cuspir sangue.
Uma roda de apreciadores de uma boa luta se formou, enquanto Sasori e Sasuke travavam um duelo dos bons. Socos, ganchos e sangue.
Sasori chutou o estômago de Sasuke com força o jogando pra cima dos espectadores.
– Levanta, seu lixo! — grita insano abrindo os braços em desafio. — Levanta que quero te fazer cair, de novo.
Sasuke levantou gargalhando.
– Acha mesmo que com um chute de merda como esse, vai me abater? — Socou repetidas vezes o ruivo e terminou. -Nem em seus sonhos mais chapados.
Uma movimentação seguida de gritos começou no lugar e a rodinha foi se desfazendo rapidamente.
Os dois lutadores não escutaram em meio aos socos o que era gritado a todo pulmão no meio da correria.
– Sujou! Sujou! Policia!!!
O alvoroço de pessoas da festa logo foi substituído pela quietude do nada. Afinal nenhum estudante queria ser pego bebendo na primeira semana de aula.
Sasori preparou mais um soco, mas ele não chegou ao rosto de Sasuke.
Um policial o puxou para trás jogando-o na parede com força e algemando suas mãos atrás das costas.
Olhou para o lado surpreso e viu Sasuke o encarando com a expressão vazia, mas com ódio nos olhos.
– Gostam de apanhar, seus vagabundos? — um dos policias fala para os dois com um sorriso escárnio. — Fiquem tranquilos, pra onde vão vai ter mais. Levem esse moleques daqui.
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