Sem Dó Nem Piedade

7 Cap Bônus: Um novo Serial Killer


Notas iniciais
Esse é o capitulo bônus, a história já acabou, mas, espero que gostem!

Diário:

Dia 18 de dezembro de 2015 (Sexta-feira). Eles apareceram de novo, sei que é loucura, e sei que pode ser minha imaginação, afinal, tenho apenas 14 anos, e sei também que quando eu tiver 30 anos e ler isso eu vou achar que eu era maluco, mas é real.

Eles apareceram, não é a primeira vez, eram dois como sempre, mas não estavam vivos, nem sequer conseguia tocá-los, são fantasmas, espiritos querendo me assombrar, por que não acreditei que as almas vagam pelo mundo entre 3 e 4 da madrugada? Por que eles aparecem na minha casa? Por que querem que eu os ouça? Por que falam de si mesmos como se fossem um só?

Não sei a resposta de nenhuma dessas perguntas, e não ouso escrever o nome deles nesse diário, não quero correr o risco de amaldiçoar meu próprio diário, só sei que preciso de uma solução, uma solução antes que eu me torne um deles.

Madrugada, entre 3 e 4 horas, dia 18 de dezembro de 2015:

Estava tudo escuro, de repente, uma luz se é acendida, a luz vinha da cozinha, na cozinha estava um adolescente olhando para dentro de uma geladeira aberta procurando algo, depois de muito procurar, puxou uma jarra. Na jarra tinha suco de laranja, o garoto pegou um copo e pôs um pouco de suco para si, e então, uma que não se sabia de onde vinha perguntou:

–O suco está bom?

O garoto gelou, já tinha ouvido aquela voz antes, ele não gostava nada do que vinha depois da primeira voz.

–Não vai nos responder? –insistiu a voz.

–Desculpe. Está muito bom, mas o que quer comigo? Sempre que vem aqui fico tão confuso que nunca entendo o que quer. –respondeu o adolescente.

–Quero apenas conversar, quero que nos ouça. –respondeu a voz tranquilamante.

–Por que você fala como se fosse mais de uma pessoa? –perguntou o adolescente um pouco intrigado.

–Talvez porque ele seja mais de uma pessoa! –disse uma voz mais severa, era isso que o garoto tinha medo, essa voz severa, e logo depois o garoto já conseguia enxergar os homens com quem conversava.

Um dos homens, o da voz tranquila, tinha uma aparência muito comum, não assustava ninguém, não era alto, mas também não era baixo, tinha olhos castanhos e um cabelo extremamente escuro, tinha a pele clara e usava uma roupa comum. O outro homem, o da voz severa, tinha uma aparência assustadora, em seu rosto haviam cortes que iam dos cantos dos lábios até o centro da bochecha, formando assim um sorriso sarcasticamente sangrento, tirando esse fato, era completamente igual ao homem tranquilo, mas ele usava roupas extremamente escuras, como o próprio cabelo.

–Não assuste o garoto! –disse o homem tranquilo ao homem severo.

–Não quero assustá-lo, lembre-se que a ideia de ajudar esse pobre coitado foi minha. –respondeu o homem severo.

–O que querem? –interveio o garoto.

–Viemos te ajudar, sabemos que você é o desprezado em todos os lugares que vai, mas nos podemos te ajudar a se vingar dos que te excluem. –disse o homem tranquilo.

–Você pode livrar o mundo dos que você considera indesejáveis, tirá-los do mapa, e nós vamos te ajudar. –disse o homem severo.

–Vocês querem que eu... mate quem me aborrece? –perguntou o garoto com medo da resposta.

–Não é simplesmente matar, matar é uma arte! –respondeu severamente o homem severo.

Logo após a resposta uma outra luz ali perto se acendeu.

–Vamos embora, depois falamos com você novamente. –disse o homem tranquilo um pouco nervoso.

A imagem dos homens já estava se dissolvendo quando o garoto disse:

–Esperem! Vocês não me disseram seus nomes.

–Eu sou Theo! –disse o homem tranquilo.

–E eu sou o Mephisto! –disse o homem severo, que continou – na verdade, nós somos o Mephisto!

Nesse momento a imagem dos dois homens se fundiram formando um corpo só, e em seguida o corpo se desfez.

Notas finais
E assim, chega ao fim a história! Obrigado pela leitura!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!