Sem Culpas, Apenas Amor.
13 Cap. 12 Nossa aula ao ar livre — Changbin
Notas iniciais
Durante a semana toda o Changbin e sua vizinha/professora trocavam mensagens animados para combinar sobre a aula de campo ou aula prática como chamavam.
“Binnie My cutie pupil —
Então podemos fechar um passeio no parque e o jantar?”
“Me —
Claro, vai ser divertido e teremos diversas situações para você poder treinar.”
“Binnie My cutie pupil —
Estou nervoso.”
“Me —
Não fique Binnie, não pense nisso como obrigação está bem?
Vamos apenas sair e nos divertir, você falará em inglês somente comigo então se errar algo eu estarei lá para auxiliá-lo.”
“Binnie My cutie pupil —
Certo, certo vou tentar não ficar tão nervoso assim.”
“Me —
Muito bem grandão, faz assim; pense que vai sair com uma amiga, esqueça que sou sua teacher e assim vai fluir okay? Amigos não ficam nervosos na presença de outros amigos, não é?”
Ele demorou um pouco para responder, e ficou encarando a tela do seu celular.
“Eu queria que você fosse bem mais que minha amiga” ele pensou, mas logo voltou a si recobrando os sentidos e voltando a respondê-la.
“Binnie My cutie pupil —
Está bem, vou encarar como disse então.”
“Me —
Ótimo! Fico feliz!
Você vai gostar eu prometo.”
“Tenho certeza que vou” – Ele fala para si com um enorme sorriso estampado em seu rosto.
Na verdade, ele estava com medo, pois teve uma ideia e pretende colocá-la em prática.
“Binnie My cutie pupil —
Obrigado mais uma vez
Até amanhã então.”
“Me —
Não me agradeça Binnie.
Até amanhã!”
...
O parque que eles vão fica mais próximo do condomínio deles então ela sai da cafeteria e vai direto para casa para tomar um banho antes do passeio com seu aluno, coloca uma roupa mais leve e confortável, nada muito esporte pois depois teria o jantar, então assim que conferiu o celular e respondeu as mensagens ela saiu de seu apto para ir encontrar seu aluno.
...
O Changbin estava muito nervoso, mas nem de longe por conta do inglês até por que como ela disse se ele errasse algo ela o auxiliaria, mas sim por que finalmente passaria uma noite com a dona de seus pensamentos e de seu coração, ele se arrumou também de uma forma leve e descontraída focando no jantar de depois, e ele torcia na verdade para não cometer nenhum deslize em relação aos seus sentimentos por ela, a noite teria que ser perfeita. Assim que ele ficou pronto ele saiu de seu apto para encontrar sua professora.
...
— Ah, oi Binnie eu já ia te chamar.
— Oi Annya, eu também saí para te chamar.
Os dois sorriem pequeno e ele ruboriza de leve o que ela percebe e acha extremamente fofo.
— Bom, você tem alguma dúvida sobre o que faremos hoje? — Ela o encara com um olhar gentil, olhar que ele adora por sinal.
— Bom, vamos ao parque e lá quero te mostrar uma coisa — Ela o encara curiosa e sorri e ele sorri de volta. — Depois vamos jantar no restaurante que reservei e faremos tudo isso falando inglês o tempo todo.
Ele sorria sem jeito e ela apenas sorriu de volta.
— Certo, mas saiba que se não souber falar algo em inglês ou travar pode falar normalmente e eu te digo como você poderia falar o que queria sem problemas está bem? — Ele acena positivamente para ela. – Certo, e por favor Binnie, não se cobre muito e fique tranquilo, somos amigos dando um passeio não esqueça.
— Está bem, não esquecerei.
— Okay Binnie, so lets go? (Okay Binnie, então vamos?)
— Right, we can go. (Certo, podemos ir)
Eles vão até a garagem do prédio já falando em inglês e ele está nitidamente travado, mas ela fica sempre tentando o deixar confortável e nesse processo ela nota como ele estava realmente lindo, todo bem arrumado e seu perfume era delicioso, mas sobre isso ela não diz nada, apenas tenta afastar esses pensamentos e segue com a conversa.
— Where’s your car? (aonde está seu carro?)
— Right there! (bem ali!) — Ele sorri para ela indicando onde o carro está e ela o acompanha achando linda a forma como ele está todo tímido. — Please let me open the door for you. (por favor me deixe abrir a porta para você).
— Thanks, you’re so gentle! (obrigada, você é tão gentil.)
Durante o caminho até o parque eles ouvem músicas e conversam um pouco, o caminho não é muito longo e assim que chegam eles veem o parque todo iluminado.
— Wow, I really did’t remember how beautiful this park looks at night. (Nossa eu realmente não lembrava de como este parque fica lindo à noite.)
— Really? Don’t you come here after work? (Sério? Você não vem aqui depois do trabalho?) — Ele olha ao redor e a encara novamente — I’m always pass by on my home way. (eu sempre passo por aqui no caminho para casa).
— Oh, you’re a lucky person, I never have time to pass by here. (Oh, você é uma pessoa de sorte, eu nunca tenho tempo de passar por aqui). — Ela sorri voltando a encarar as luzinhas que brilham por toda a extensão do parque e se sente feliz por estar ali.
— Come on, lets walk a little (vem, vamos andar um pouco). — Ele a encara e dá o braço para ela que o pega sem pensar muito. — I’ll take you to my favorite place here (vou te levar ao meu lugar preferido aqui).
E de braços dados eles caminham falando sobre a noite, e um pouco sobre suas vidas, a conversa rola mais descontraída do que ele esperava e ela está muito orgulhosa de vê-lo ir tão bem na conversação em inglês.
...
— Binnie, how beautiful! (Binnie, que lindo) — Ela adorou o outro lado do lago para onde foi levada, tinha uma espécie de tirolesa que levava a outro ponto do parque, tudo cheio de luzinhas o que para ela era de fato muito encantador. — Are we going to ride on the zipline? (vamos andar na tirolesa?)
— Yep! (sim!) Unless you’ve afraid of heights (a não ser que tenha medo de altura). — Ele sorria ao ver a cara pensativa dela.
— Binnie, learn a fact about me (Binnie, aprenda um fato sobre mim): — Ela se aproxima bem dele e aperta suas bochechas de forma descontraída — I never say no with things like this, so I always go, even though I’m scared. (eu nunca digo não para coisas assim, então eu vou com medo mesmo).
Ele a acha tão encantadora, e seu movimento involuntário é de segurar as mãos que agarravam suas bochechas e fazer breves carinhos com seus polegares nelas, o que por um momento mal foi notado, mas com o fim da fala dela trouxe um leve clima para aqueles dois que decidiram implicitamente deixar aquilo passar e continuar o passeio.
— You’re so brave! (Você é tão corajosa) Okay let’s go Annya! (Certo, vamos lá Annya!)
Eles sobem no assento, são presos com segurança pelos funcionários dali e estão prontos para descer de toda àquela altura, e enquanto olha para ela ele percebe seu nervosismo.
— Please, can you hold my hand? (por favor, pode segurar minha mão?) — Ele faz parecer que ele está com medo e na verdade ele até tinha um pouco também, mas fez aquilo para que ela se sentisse segura, e ela percebendo o ato dele segurou firme em sua mão, fazendo ele sentir seu corpo todo em êxtase.
— Thanks Binnie! (obrigada, Binnie) — Ela fala em meio a um sorriso sem jeito.
— Bom jantar para vocês! — O funcionário fala e em seguida os solta pela queda.
A vista de lá de cima é de tirar o fôlego e tanto a Annya quanto o Binnie olham maravilhados, mas a noção da altura faz os dois apertarem suas mãos simultaneamente e quando sentem a coincidência do ato os dois ruborizam, sorte que por estarem olhando a vista ninguém vai notar o que rolou ali, pelo menos eles pensaram assim e o resto da descida foi calma apesar de todo o frio na barriga que ambos sentiam e que definitivamente não era só por conta da altura.
...
— A descida foi boa Srs.?
O Changbin a olha e ela entende seu receio e sinaliza para que ele entenda que tudo bem falar sem ser em inglês e para deixá-lo ainda mais confortável ela mesma responde o funcionário.
— Foi incrível! E apesar de todo meu medo de altura acho que foi uma das coisas mais lindas que eu já vi.
— Foi realmente incrível. — O Binnie responde e a Annya acaba segurando em seu braço o acalmando, pois ele estava nitidamente tenso. — Mas ainda bem que a volta não é por ali.
Os sorrisos genuínos tomam todos os três e sem falar nada para eles o funcionário julga aquele ser o casal mais fofo que já viu passar por ali.
— Que bom que gostaram Srs., bom, boa noite mais uma vez, me chamo Pietro e vou acompanhá-los ao destino final do casal.
A Annya paralisou por um breve momento assim como o Changbin, mas novamente ambos decidiram apenas deixar aquilo passar seguindo o jovem Pietro que estava sendo muito gentil com os dois.
Eles andaram por um lindo e curto caminho a um restaurante belíssimo que se unia ao parque e tinham poucos lugares, todos bem longes um do outro o que fez ela entender por que ele precisou reservar, era muito lindo e aconchegante e para ela até um pouco preocupantemente romântico demais.
— Aqui Srs., reserva do Sr. Seo Changbin. — Ele colocou os cardápios para eles — Quando decidirem o pedido por favor me chamem, essa noite eu os atenderei.
Ele se afasta e ela continua olhando o lugar, tudo tão lindo, tão perfeito.
— I hope you enjoy it! (Eu espero que curta) — Ele a encara tomando para si a coragem necessária para continuar ali sem ter um troço. — Their food are excelente and... (a comida deles é excelente e...) — Ele parecia estar bem nervoso.
— Binnie, calm down please, I already loved everything about this night believe in me, okay? (Binnie, por favor, se acalme, eu já amei tudo em relação a esta noite acredite em mim, okay?).
Ela queria muito estar enganada, que ele não estivesse gostando dela como estava parecendo, mas achava muito difícil não ser aquilo, tudo estava tão perfeito, e o mais engraçado para si é ela estar realmente adorando não só o fato de estar ali, mas também o fato de estar com ele.
— Okay, I’ll try to calm down. (Okay, eu vou tentar me acalmar).
— Good! (certo).
Eles escolhem o que vão comer, fazem o pedido e o jantar segue ainda mais agradável do que toda a noite até ali, a Annya consegue descontrair o Binnie e eles falam sobre muitos assuntos, e o tanto que estão gostando de conversar assim não daria para explicar, as risadas dos dois são igualmente altas e gostosas de ouvir e pela quantidade de vezes que eles riram durante o jantar ninguém desconfiaria nem por um instante que eram de fato um casal muito apaixonado.
— Posso tirar uma foto de vocês? — O Pietro se aproximou deles com uma polaroide e sorrindo os convenceu de aceitar. — Certo, sorriam!
Um "clic" foi ouvido e depois de um tempo a foto saiu da câmera essa que foi entregue a Annya.
— Obrigada Pietro, mas posso abusar? — Os dois rapazes ali a olharam curiosos.
— Pode pedir Sra. Não será abuso algum tenho certeza disso.
— Você é muito gentil Pietro, é que somos dois e apenas uma foto... — Ela faz uma carinha pidona que o Changbin jurou amar mais que tudo.
— Claro! Vamos tirar mais uma para o Sr. Seo, então sorriam!
Mais um "clic" foi ouvido e segundos depois outra foto foi entregue a ele.
— Obrigado Pietro! — Ele segura a foto em sua mão que logo vai ficando nítida.
— Não agradeçam! Bom vou trazer a sobremesa. — O Pietro se afasta com um sorriso de orelha a orelha — “Que casal perfeitinho” — ele fala para si mesmo.
...
A sobremesa chega e junto com ela o tudo ou nada para o Changbin.
— Annya...
— Hum...?
— I really need to say something to you, but before I’ll ask you to listen me with attention, please. (Eu realmente preciso te dizer uma coisa, mas antes vou pedir por favor para que me ouça com atenção.)
Ele a olha nos olhos e aquele Binnie em frente a ela é um extremamente corajoso e forte e que a faz se sentir segura, como se nada nesse mundo pudesse a fazer mal.
— I promise that I’ll listen everything. (eu prometo que ouvirei tudo). — Ela sentia um nervoso a tomar, até aquele exato dia ela nunca tinha o visto como agora, ele brilhava diante de seus olhos, a encantava como nunca antes ou era o que ela pensava pois na verdade muitas vezes ela o viu daquela exata maneira, mas a negação sempre foi a primeira reação que tinha por conta de seu enorme medo de se apaixonar pelo seu vizinho. — And if it’s easier for you, you don’t need speak in English anymore. (e se for mais fácil para você, não precisa continuar falando em inglês). — Ela queria poder ajudá-lo, na verdade ela estava quase pegando em sua mão para dizer que tudo bem, mas se conteve.
— Don’t worry about me, I’m fine! (não se preocupe comigo eu estou bem). — Ele leva sua mão para pegar a dela e ela suspira pelo gesto. — Annya actually I think you already understand what I mean because I'm not good at hiding things (na verdade eu acho que você já entendeu o que quero dizer pois eu não sou bom em esconder as coisas). — Ele acariciou sua mão e em momento algum ele tirava seu olhar do dela. — But what I need to tell you is that I'm madly in love with you and it's been so long that I can't keep it to myself anymore (Mas o que preciso te dizer é que estou loucamente apaixonado por você e isso já tem tanto tempo que não consigo mais guardar isso só para mim.) — Ele agora segura as duas mãos dela — So I hope you don’t hate me for this, but... (bom, eu espero que você não me odeie por isso, mas...) 사랑해 salangahae (eu amo você).
Ela estava o olhando nos olhos, não desviou em nenhum momento, e enquanto o ouvia muitas coisas se passaram pela cabecinha confusa dela, como ele estava mais à vontade com o inglês, como ele ficava lindo falando o idioma, será que ele quis aulas só para se aproximar? Esse pensamento se dissipou logo afinal eles só estavam ali por uma sugestão sua, então por mais que fosse esse o motivo ele não havia sugerido um encontro, e quanto mais ela o olhava mais ela percebia que estava tão nervosa quanto ele, o coração bom de seu vizinho exposto sem nenhuma proteção bem ali em sua frente e se não fossem por todos os acontecimentos recentes ela cederia e o beijaria bem ali por tudo que ele a fez sentir essa noite, mas ela não podia fazer isso, não com ele e nem com os outros.
— Binnie eu... — Ela não usou mais o inglês a partir dali. — Eu...
— Annya por favor, não precisa me responder nada agora, eu sei que foi repentino e por favor não me entenda mal, eu não planejei tudo isso apenas foi acontecendo — Ele não soltava suas mãos e nem deixava de acarinhá-las — No dia em que falei das aulas com você eu ia chamá-la para sair, mas perdi a coragem e acabei falando das aulas por que é verdade que precisava treinar meu inglês.
Ele despejava tudo e no olhar dela ele estava encantador pelo pânico de ser entendido de forma errônea.
— Binnie, eu posso falar agora?
— Ah me desculpe, eu estou pondo tudo a perder, não é?
— Nem de longe, você foi perfeito, a noite toda foi perfeita por favor acredite em mim, eu estou lisonjeada e eu juro que se não fosse por tudo que está acontecendo comigo eu sairia desse parque sendo sua namorada, mas eu realmente não posso fazer isso com você Binnie, você é alguém bom demais para eu te trazer para minha vida toda errada e extremamente enrolada. — Ela agora que acariciava as mãos dele — Eu te agradeço pela noite encantadora, e por cada palavra sua, se declarar em inglês não deve ter sido algo tranquilo e eu apreciei cada momento, mas eu não posso te enganar, minha vida tem rolos demais e você não vai querer isso para si.
Ele a olhava intensamente, via a verdade em cada palavra dita por ela e tomado pelo seu rompante de coragem decidiu ir além.
— Sabe, eu sou apaixonado por você desde o dia em que se mudou, — Ela o encara espantada, o timbre de voz dele estava mais grave o que a chamou atenção — E eu sei que demorei muito para tomar uma atitude, mas ouvi-la que se não fossem por seus rolos você hoje seria minha só me fez perceber que eu a quero ainda mais, então por favor me deixe ficar na sua vida. — A determinação em seu olhar fez os dela se encherem de lágrimas. — Me deixe ajudá-la com o que precisar, e quanto aos seus rolos só me conte se quiser, uma hora você vai se resolver não vai?
— Eu espero que sim, mas olhando agora parece muito mais complicado do que a horas atrás.
— Vamos andar um pouco? Você ainda não viu esse lado do parque e como te disse é o meu favorito.
Ela acaba indo com ele meio sem jeito e a cabeça dela parecia que ia explodir e enquanto eles caminham ele segura novamente em sua mão.
— Binnie...
— Não me negue isso sim?
Os envolvidos em sua vida eram pessoas distintas, mas todos eles se pareciam em algo ao se portar perto dela, e essa associação automática com os outros rapazes fez ela decidir ser honesta com ele antes que seja tarde demais.
— Binnie eu tenho um amigo colorido, e recentemente conheci uma pessoa que diz não ligar para minha amizade e que quer uma chance e também...
— Você deu a chance a ele?
— Vamos nos conhecer melhor e...
— Então me conheça melhor também, por favor me dê uma chance, eu não vou interferir nem questionar nenhum de seus relacionamentos eu prometo, mas por favor, — Ele para de frente a ela — Eu a amo tempo demais para desistir tão fácil assim, você não está oficialmente com nenhum deles apesar de amizades coloridas serem um tipo firme de relação, mas você ainda é solteira, não é?
— É eu sou sim. — Ela abaixa a cabeça e morde seu lábio inferior, tudo aquilo estava sendo mais difícil do que ela imaginava, uma grande insanidade em sua opinião.
— Então me dê essa chance Annyaah? — Ele fala enquanto levanta o rosto dela a fazendo o encarar novamente.
Ele se aproxima dela o suficiente para fazer os dois estremecerem.
— E como sugere que eu faça isso Binnie?
— Primeiro você poderia me permitir beijá-la. — Ele a olha profundamente e ela estremece mais ainda.
Silêncio e mais nada por um breve instante.
— Não acho que isso seja uma boa ideia Binnie, pode ser um caminho sem volta e esse caminho pode o machucar, — Ela suspira fundo — Eu não me perdoaria se o machucasse...
— Annya me escute bem, me dê uma chance, eu não vou cobrar nada de você, mas eu preciso muito disso, eu esperei demais e não posso te perder assim, então por favor um beijo e...
Ela fecha seus olhos com força, sua cabeça parece que vai explodir e então ela decide que lidará com tudo depois.
— Binnie eu realmente não sei o que deu em mim, mas sim, você pode me beijar.
Ele sorri e todo seu rosto brilha com o ato e então ele leva sua mão até a nuca dela a trazendo mais para perto de si enquanto a outra segura firme em sua cintura e sem mais palavras eles se encontram em um beijo.
Leve, doce, quentinho e molhado era o beijo deles, mas principalmente entregue, os dois se deixaram envolver e a Annya decidiu não deixar a mente dela vagar em tudo que gritava ali dentro, ela se permitiu beijá-lo com vontade o sentindo em cada mínimo detalhe e pensando somente nos dois e naquele momento afinal ele pediu uma chance também e mesmo sabendo que aquilo poderia desandar de uma forma bem ruim ela resolveu dar essa chance a ele.
Aquele beijo estava levando-o ao céu, finalmente depois de tantos anos a dona de seu coração estava o deixando entrar em sua vida, e assim como ela ele resolveu não pensar em nada do que ela lhe contou, ele está pouco ligando se ela tem três mil pretendentes o que importa é que ele agora fazia parte deles e ia lutar por ela, não a perderia por nada nesse mundo.
Quando inevitavelmente eles precisam de ar os dois se afastam com um pequeno sorriso nos lábios.
— Eu só posso ser maluca! Aliás você é muito maluco também...
— Por que pequena?
“Pe-que-na” aquela palavrinha saída dos lábios dele com aquele tom de voz inebriante a deixou molinha e ela não entendeu como ele pode ser tão forte até nas palavras, o fato mesmo é que ela teve medo pelo que sentiu.
— Binnie eu falei sério, já tem rolo demais na minha vida, alguém pode se machucar nisso e eu não quero ser a causadora de mais sofrimento para ninguém – Ela se lembrou do Christopher, também ia falar dele para o Binnie, mas ele não a deixou. — Isso é muito sério.
— Quanto a mim, não se preocupe eu assumo minha responsabilidade, — Ele a abraça forte e depois a encara — Annya somos adultos, não estamos mais no ensino médio ou na faculdade então acredite em mim, eu estou feliz por você ter sido honesta comigo na verdade isso me encantou ainda mais e se eu disse que quero tentar mesmo assim é porque realmente quero.
— Touché — Ela sorri envergonhada e ele leva sua mão ao rosto dela.
— Você é muito linda sabia?
— Não, eu não sabia...
— Pois agora sabe, e nem vem pois quer saber um fato sobre mim? — Ela sorri pelo jeito que ele usa sua própria fala de mais cedo contra si e acena que sim para que ele fale. — Eu não minto, nunca minto e ainda menos se for para bajular alguém.
— Um homem de princípios!
— Sim, eu sou!
...
A noite se desenrolou com mais caminhadas para que ela visse o lado preferido do parque para ele e ela acabou concordando que ali era de fato muito mais lindo que todo o restante do lugar, e depois de muitas conversas aleatórias no caminho de volta para casa os dois estavam mais leves agora, pois ele havia desabafado sobre o que sentia e ela por ter sido honesta com ele e ver que mesmo assim ele não desistiu, no fundo aquilo a fez feliz, pois ela realmente amou o tempo que dividiram, mas agora ela tinha mais um rolo nas mãos e seu pensamento era que o Jinnie ia rir muito da cara dela pois ele já tinha dito que seu aluno a amava.
...
— Thanks for this perfect night my darling. (Obrigada por esta noite perfeita minha querida).
— I’m the one who has to thank you Binnie… (Sou eu que tenho que lhe agradecer Binnie…)
Ele deixa um selar nos lábios dela, e aqueles lábios em formato de coração nos dela a faz sentir borboletas revirando seu estômago.
— Bom, vou deixar você entrar, mas me prometa que não vai mudar comigo ou me evitar.
— Eu prometo. — Ela sorri para ele e deixa um selar em sua bochecha.
Eles juntam seus dedos para selar a promessa.
— Sabe, é muito bom tê-la a uma porta de distância, mas também é ruim.
— Ah é? Mas porquê?
— Não vou conseguir fazer você ir pro meu apto.
— Que apressadinho você, — Os dois sorriem com os olhares se cruzando — Vamos com calma está bem?
— Certo, vamos com calma.
— Eu prometi que não vou te evitar e não vou, você tem meu número e sabe onde eu moro então não me perca de vista.
— Acredite em mim, não vou te perder. — Aquela sentença foi muito além de apenas responder o que ela sugeriu, na verdade ele estava declarando que ficaria com ela a qualquer custo — Aaaah eu não quero entrar. — Ele fez um biquinho que ela julgou adorável demais.
— Mas vai!
— Você primeiro por favor?!
— Juntos?
— Melhor...
Ele deixa outro selinho nos lábios dela e vai rumo à sua porta.
— Boa noite pequena.
— Boa noite Binnie.
Os dois fecham as portas atrás de si e encaram as respectivas polaroides; ele extremamente feliz pois teria uma chance com o amor de sua vida e por nada nesse mundo a desperdiçaria, e ela em um mix de estar flutuando e completamente perdida em pensamentos que iam na velocidade da luz e sem saber um do outro eles falaram agora que se encontravam sozinhos.
— Que noite perfeita! Ela é o amor da minha vida!
— Ele é perfeito demais e eu estou fodidamente perdida!
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