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11 XI - As cartas


Notas iniciais
oiiiii,tudo bem com vocês, desculpem a demora e confiram minha nova fic, Invertidos

Eu não esperava um encontro tão cedo, para falar a verdade eu não esperava nem passar da primeira fase, voltei para o quarto e minha expressão decidiu fazer cosplay de tacho.

Será que eu sustentaria minha história? Enquanto eu retornava para o meu quarto eu nem captava o som dos meus sapatos, apenas ensaiava mentalmente uma reação convincente, afinal a reação errada faria Amélia e Alice desconfiar.

Toquei a fechadura, ela estava gelada, suspirei e a girei e por fim entrei nos meus aposentos.

Amélia passava o aspirador no tapete e Alice arrumava minha cama.

― Meninas! ― chamei e fingi um sorriso. ― Tenho um encontro daqui duas horas.

Batemos palminhas em sincronia e elas deram pulinhos.

― Esquece isso aqui. ― Amélia desligou o aspirador. ― Vamos te arrumar.

Elas vieram com um vestido que as mangas eram curtas, ele era branco e ia até o joelho, por cima vinha uma capa branca no mesmo comprimento.

Havia um cinto preto e acabei com uma meia calça também preta e botas de cano curto.

― Rose. ― chamou Alice enquanto eu me encarava no espelho. ― Qual a sua estratégia na Seleção?

― Pouco me importo com ela. ― respondi, elas pareceram surpresas. ― Por quê?

― Sabe, sua intenção pode ser chamar a atenção do príncipe, ou não ligar, por isso a pergunta.

― eu não ligo. ― pontuei.

―Então não quer chamar atenção? ― Questionou Amélia e eu meneie a cabeça em um gesto de concordância.

― Vamos fazer uma maquiagem mais leve. ― falou Alice e apenas passaram um batom claro e delineador, logo elas terminaram e deu a hora do encontro.

Caminhei lentamente até a biblioteca, quando eu cheguei Scorpius estava sentado em uma poltrona, na frente da poltrona havia uma mesa e outra poltrona.

―Sente-se Rose. ― ele pediu, com um pouco de receio eu me abanquei, eu não tinha a mínima ideia das intenções dele. Percebi que ele tinha um baralho de cartas na mão. ― Sabe jogar pife?

―Sei. ― e aos poucos fui ficando confortável na presença dele, ele distribuiu as cartas e eu comecei, jogamos quatro partidas, ele ganhou três, percebi que ele era excelente jogador e ótimo estrategista.

Enquanto jogávamos conversávamos, ele falou de algumas aventuras de infância.

― Não conte a ninguém. ― ele pediu antes de começa uma nova história. ― Sabe o duque de Fraurrerh, da Alemanha?

― Já ouvi falar. ― comentei.

― Não sei se já viu alguma foto dele ou o viu na teve, ele tem um bigode muito grande e o homem é muito espalhafatoso, se invasão de espaço pessoal fosse crime ele já estaria cumprindo perpetua e a esposa dele já estaria cumprindo umas 30 perpetuas, e eu sempre fui uma criança muito introvertida e a senhora Fraurrerh sempre aperta minhas bochechas, lembro que eles vieram fazer uma visita, me escondi em um banheiro dos empregados, a porta estava com defeito e eu acabei trancado, no mesmo mês o castelo tinha passado por alguns ataques e uma criada foi feita de refém, ela pensou que algum rebelde infiltrado me sequestrou, mas no fim um guarda tentou usar o banheiro e no fim ele acabou me tirando dali e minha mãe já estava com os nervos em frangalhos, expliquei por que me escondi minha nadega esquerda nunca mais foi mesma.

Rimos um pouco e de relance vi um baralho diferente.

― O que aquilo? ― Apontei para o monte de cartas em outra mesa.

― Um baralho de Tarot. ― ele explicou. ― Sim, eu gosto de estudar essas coisas, apesar de não acreditar, posso ler as cartas para você?

― Sim. ― respondi.

Ele embaralhou as cartas e chegou a hora de ler, o primeiro par.

― O primeiro par representa passado distante, revela os fatos principais que ocorreram em sua vida e que estão influindo sobre os acontecimentos do presente. Saiu a roda da fortuna O destino ajudá-lo-á e transformará o seu caminho. A mudança pode ser boa ou má. O que acontece depois desta direção esta em suas mãos. Ainda que tenha vivido um período de azar, a carta indica que as coisas estão a mudar e que a sua vida irá brevemente mudar para melhor. Indica também um período difícil que não poderá fazer nada para alterar, pois não lhe pertence a si neste momento o seu destino e a carta o mundo que. Indica muito êxito em todas as áreas da vida. O caminho irá mostrar que as escolhas que fez estão corretas. Um medo do seu próprio êxito. É como se o objetivo estivesse ao seu alcance, mas hesitasse em agarrá-lo — talvez por medo de não ser merecedor ou de ficar desapontado.

Olhei as cartas e Scorpius pegou o segundo jogo e disse que mostrava o passado imediato, saiu o louco que de acordo com ele disse que representava um novo começo na vida e que esse novo começo havia sido recente e a segunda carta do par foi o julgamento, mas ela estava de cabeça para baixo.

― Geralmente o julgamento significa que obstáculos estão prestes a desparecer, mas como está ao contrário acredito que haverá muitos obstáculos em seu caminho. ― ele explicou. ― o terceiro jogo fala de seu presente.

A carta foi à torre, ele dizia que se referia a desequilíbrio assim como o dependurado.

Eu não lembro das outras cartas, mas eu não acreditei que o modo que cartas saem na sorte determinam o que vai acontecer ou o que aconteceu.

Depois decidimos jogar xadrez, Scorpius era excelente de xadrez.

― Acho que eu sou melhor no jogo Stop. ― dei uma risada depois das minhas derrotas no xadrez.

Quando vimos já estava na hora do jantar.

― Permita-me acompanha-la. ―Ele estendeu um braço em minha direção e enlacei o meu no dele e juntos fomos até o salão, assim que as portas se abriram minhas bochechas coraram e eu soube que estava muito mais ferrada.

Havia apenas duas cadeiras vazias, a minha e a de Scorpius do lado do pai dele.

Para o príncipe a situação era normal, mas eu sabia que eu estava no numero um da lista negra das garotas, ele puxou a cadeira para mim e tentei ignorar o silêncio pesado.

Notas finais
Espero que tenham gostado, eu não manjo de tarot e nem acredito, não quero ofender ninguém que acredita, então qualquer coisa desculpas. Beijos