Notas iniciais
AEEEEE FINALMENTE, PESSOAL! Nós também estávamos ansiosissimas pra esse capítulo, não se enganem! Desculpem pela IMENSA DEMORA novamente. Foi um dos mais difíceis de escrever, podem ter certeza! Não ficou perfeito, mas cada fala, cada fato, teve que ser pensado por bastante tempo até que tivéssemos certeza do que escrever. Sério, rolou até uma ligações que quase custaram o crédito da Franciele inteiro. Bem, espero que gostem! Muita dedicação e muito mistério definem esse capítulo. TAM TAM TAM (desculpa a onomatopéia tosca de mistério, mas tive que fazer) Beijão, e boa leitura!!!

Hitomi encarou a amiga por um momento. Hokuto tinha os olhos vermelhos, o belo e habitual azul-céu de suas íris estando extremamente escuro, como uma tempestade. A Uchiha pensou que talvez aquele olhar refletisse a confusão na mente da menina; As bochechas estavam vermelhas e cobertas por leves marquinhas, quase transparentes, que indicavam suas recentes lágrimas. O cabelo rosado estava amassado atrás, devido ao ato de encostar-se na porta.

Ela estava péssima, ainda mais do que ficara após Kine morrer em seus braços.

Hitomi tentou dar um sorriso gentil, mas não teve sucesso, não após ver a melhor amiga naquele estado. Aquele dom era só de Hokuto. Apenas ela era suficientemente forte para sorrir em meio a tanto caos.

—Vai ficar aí? -Questionou a Uzumaki, tentando esconder o tom embargado da voz. Não era uma pergunta ofensiva, tampouco rude, mesmo tendo parecido; Ela apenas se sentia desconfortável em ficar ali. Hitomi não respondeu, apenas levantou-se e entrou no quarto, fechando a porta atrás de si. Hokuto caminhou até a cama e sentou-se nela, arrastando-se de mal jeito até um canto do móvel encostado na parede, e ali ficou, encolhendo-se toda e enterrando a cabeça nos braços, encostando sua testa nos joelhos. Hitomi esperou. Nenhum som foi emitido pela rosada, então constatou que ela não estava mais chorando. Suspirou e se aproximou, sentando na cama de pernas cruzadas, de frente para a amiga.

—Está ao contrário, dattebane. -Murmurou, a voz abafada.

—O quê? Tudo? -Havia certa ironia na voz da Uchiha.

—Nossas posições. -Respondeu, fracamente. — Quando cheguei aqui, era eu que estava sentada no lado onde você está.

—Quando você chegou aqui, era você que queria me dar conselhos, não era? Acho que invertemos os papéis.

Ela deu uma risadinha, e mais uma vez Hitomi perguntou-se como era possível.

—Está tudo uma merda, não está?

—Com certeza. -Suspirou. -Ei, onde está a Hokuto animada que conheci?

—Deve ter sumido por um instante, juntamente com a sanidade mental do meu irmão, 'ttebane. -Mais uma daquelas respostas. A menina estava completamente na defensiva. Hitomi teria que se virar com aquelas más palavras. Sabia que a amiga não estava fazendo por querer.

—Pensei que ele já tivesse nascido sem. -Comentou, e a outra soltou um suspiro, quase como uma risada. Sentiu-se aliviada por um instante.

—Se ele nasceu sem, eu também devo ter nascido.

—Serem gêmeos não os torna iguais.

—Nos torna irmãos. -Falou a última palavra com ênfase, como se ela carregasse o maior peso do mundo. Hitomi pôde sentir o jeito que dizer aquilo machucava Hokuto. -Já é mais que o suficiente.

Refletiu sobre aquilo por um instante. Pelo jeito que Hokuto falava, conseguia compreender que havia um peso, mas não entendia o porquê, e nem qual seria ele. Pensou no que o pai havia falado sobre Itachi ter se sacrificado por ele numa guerra. Ainda tinha dúvidas quanto à isso, desde a conversa que tivera com O Mestre. Suspeitava que a história ia muito além.

“Ter coragem para se sacrificar… Esse é o peso da palavra irmão?”

—Ter um irmão é ter alguém com quem dividir sua dor. -Resumiu a Uzumaki, e levantou a cabeça, inspirando fundo. — Papai nos dizia isso quando brigávamos quando pequenos, 'ttebane. -Deu um sorriso de canto, vagaroso.

—Eu não entendo. -Admitiu Hitomi, olhando para as próprias mãos.

—Mas um dia vai. -Encostou a cabeça na parede. -Acho que todos acabam entendendo um dia.

— Como vou entender?- Perguntou a morena, levantando os olhos e encarando a rosada. Pensou por um instante; Achava considerar Hokuto e Boruto como irmãos, mas agora a dúvida de alastrava em seu peito. Era isso que Boruto representava para ela? Era isso que Hokuto era? Não pensava existir ali o mesmo peso, o laço de sangue que unia irmãos como Itachi e Sasuke, ou Boruto e Hokuto. Não parecia certo pré-julgar aquele sentimento como aquela mesma ligação.

—Eu não sei, dattebane. Mas não é preciso o mesmo laço de sangue que une a mim e a Boruto para isso. -Comentou, por uma coincidência estranha respondendo a questão que estava na cabeça da Uchiha. -Meu pai havia dito algo como aquilo ao seu, sabe?

A menina respirou fundo por um instante, processando o que havia ouvido. Ainda assim… Algo não parecia se encaixar.

—Bem, não viemos aqui para falar dos nossos pais, não é?

—Como sabe do que viemos falar?

—Você veio com aquele papo de que tinha falhado em fazer o que quer que fosse com Boruto, e depois me chamou para entrar.

—E o que isso tem?

—Não se faça de desentendida, Dobe. -Ralhou. -Eu pensei que… Iria me falar sobre você.

— Falar o que? Você sabe tudo sobre mim. -A Uchiha bufou. Como ela poderia dizer aquilo? Saber tudo, saber nada. Dá na mesma quando você sabe que há segredos em jogo.

—Não, eu não sei. Então pode começar a falar.

—Falar, tipo?

—Tipo a maldita coisa que fez você me chamar pra esse quarto!

A rosada soltou uma risadinha. Hitomi a encarou, confusa.

—Não sabe quando estão tentando te irritar, Himi? -Ela sorriu, e Hitomi acabou sorrindo junto.

—Você faz isso com frequência?

—Te irritar de propósito? Não. Só com Boruto. -Ela suspirou, e seu sorriso se desfez novamente ao falar o nome do irmão. Se ajeitou na cama, provavelmente cansada de ficar parada na mesma posição, e fechou os olhos. -Eu tinha quatro anos.

—O quê? -Empertigou-se. Parecia que estava prestes a descobrir algo.

E estava certa.

—Eu tinha quatro anos quando começou. Quando eu vi pela primeira vez. Quando soube que podia sentir. -Ela respirou fundo. — Eu acordei assustada numa noite. Tinha tido sonhos estranhos, nem me lembro como eram. Sei que tinham pessoas morrendo, sangue pra todos os lados. Naquela época, eu já dormia no mesmo quarto que Boruto, então eu o acordei também. Mas quando ele se levantou, eu não vi apenas ele. Tinha… Bem, parecia uma fumaça escura. Era bem pequena, tinha quase o tamanho de um pontinho, mas estava lá, e eu conseguia ver. Eu não entendi, mas não falei nada, apenas achei que tinha sido minha imaginação.

—Uma criança de quatro anos sabe o que é imaginação?

—Depende da criança. Eu achava saber,'ttebane.

—Você não era uma criança normal.

—Eu sei. -Ela deu um leve sorriso. -Ele não ficou acordado durante muito tempo, nem eu. Me acalmei, e então consegui dormir de novo. Mas então, quando descemos na manhã seguinte e encontramos a mamãe, eu vi a mesma coisa. Mas, enquanto em Boruto parecia um pontinho, nela era muito maior. Eu comecei a chorar, e falei pra ela.

—E ela disse que era só sua imaginação, né?

A menina confirmou com a cabeça, e Hitomi sentiu-se arrepiada por um instante. Conseguia entender o raciocínio da madrinha; ninguém vai acreditar que a filha de quatro anos está vendo massas pretas nas pessoas por aí, ainda mais dessa maneira tão brusca.

—Eu me forcei a acreditar nisso. Pra mim, não tinha outra explicação a não ser aquela. Eu estava vendo aquelas coisas por culpa do pesadelo da noite anterior, é claro, só podia ser. Nesse dia, meu pai estava ocupado. Ele ainda não era Hokage, mas costumava fazer muitas missões e treinar bastante. Mas ele tinha muito mais tempo pra nós… Enfim, o que quero dizer é que ele não estava em casa para que eu pudesse falar, então eu não falei pra mais ninguém, 'ttebane. Mas ao longo do dia foi piorando. Eu via a mesma coisa em todos, a mesma “fumaça” desconhecida, escura e disforme. Era como se ela estivesse dentro de todos, eu a via através das roupas e da pele, deve ser mais ou menos como o seu Byakugan. Eu estava assustada, mas não acreditava em mim mesma. Não entendia o que era, e muito menos o porquê daquilo. Era maior em alguns, menor em outros, mas todos tinham, sem exceção. -Ela fez uma pausa curta, respirando calmamente. Enquanto Hitomi tentava encaixar as peças de alguma maneira. -Foi assim o dia inteiro, mesmo quando estávamos em casa. Papai chegou à noite, quando estávamos prontos para dormir, e foi até nosso quarto. Ele tinha uma das maiores, se espalhava por todo o corpo, era horrível. Mas não foi isso que me assustou, dattebane.

—E o que foi?

—Já leu sobre as Bijuus, Himi?

—Já, eu… -Não foi preciso muito para compreender. Sentiu a boca secar. -Ainda existem jinchuurikis?

A rosada confirmou com a cabeça.

—Kyuubi. A raposa de nove caudas. Ela não parecia tão ameaçadora, e estava dormindo, mas me assustou mesmo assim. Eu não sabia. Chorei desesperadamente quase a noite inteira, mas sem conseguir falar sobre o que estava me assustando. Devo ter evitado meu pai por uns três dias, até perceber que ela não fazia a menor diferença. Passava a maior parte do tempo dormindo, de qualquer forma. -Suspirou — Era algo tão simples, e que poderia ser explicado, mas que nunca foi. Eu não sabia sobre a Kyuubi estar dentro do meu pai, e ninguém se deu o trabalho de me contar, mesmo hoje. Teria me poupado algumas coisas.

—Mas… Se foi só naquele dia…

—Não foi só naquele dia, Hitomi. Eu nunca parei de vê-la. -Abriu os olhos,porém dirigiu-os para o guarda-roupa na parede do outro lado do quarto, e não para a amiga. -E nem de ver as outras coisas.

—Nunca? -A boca manteve-se aberta, mesmo que involuntariamente. Hitomi fora idiota por não ter pensado que o estranho fato de que os olhos de Hokuto tornavam-se mais escuros quando ela olhava para alguém fosse fruto de algum tipo de habilidade. Mal conseguia imaginar como era conviver com aquilo; Nunca poder ver as coisas da mesmo forma. Hokuto balançou a cabeça em concordância.

—Ao longo do tempo percebi que não era apenas isso. Não era apenas ver. Eu sentia. Conseguia reconhecer quando estavam tristes, nervosos, bravos, ou tinham más intenções. E… -Mais uma pausa. Tudo bem, aquilo começava a deixar a Uchiha ainda mais tensa. — Depois de alguns anos, percebi que podia absorver.

—Mas… O que são as coisas que você vê?

—Eu também não sei ao certo. Sentimentos ruins, emoções estranhas, intenções. Tristeza, raiva, ansiedade, maldade, confusão, dor. Muitas outras coisas. O ruim. Não tem como definir. Eu não sei. Eu só vejo. E sinto.

Um milhão de momentos se passaram na cabeça de Hitomi. Então fora assim que ela havia pressentido a presença do primeiro inimigo, o ladrão da primeira missão; Era isso que fazia quando segurava a mão de Hitomi e de Boruto, por isso aquela sensação de alívio nos piores momentos; Era isso que fazia todos sorrirem à sua volta. Ela os fazia felizes, tirando deles seus sentimentos ruins.

Não era nenhum mistério, mas era um dom, assim como Hitomi sempre achara que fosse. Um horrível dom.

—Onde vai parar? -Perguntou, com seriedade. -Você disse que consegue absorver. É isso que faz comigo e com

Boruto. Mas onde vai parar tudo?

—Isso não importa. -O tom seco com que tal resposta fora dada dizia exatamente o contrário.

—Mas é claro que importa!

—Não, Hitomi. Não importa.

A Uchiha suspirou. Era teimosa, porém sabia que a amiga poderia muito bem ser mais; Insistir com Hokuto não adiantaria de nada.

O silêncio reinou por mais alguns instantes, e vários pensamentos passaram pela cabeça da Uchiha ao mesmo tempo.

—Você vê… Outras coisas…?

Hokuto olhou para a amiga, parecendo entender o que a menina queria dizer, e confirmou com a cabeça. Hitomi ajeitou-se no próprio lugar, sentindo-se repentinamente desconfortável, e tocou uma parte de nuca com uma das mãos.

—Você sabe? -Perguntou, a voz demonstrando certa fragilidade.

Hokuto estendeu uma das mãos, os dedos finos tocaram levemente o mesmo lugar que Hitomi tocava, e então deslizaram com rapidez, passando por parte da garganta e todo o lado direito do rosto de Hitomi, até sua testa, parando ali. A menina entendeu. O exato mesmo caminho que as marcas faziam. Deu um peteleco na testa da Uchiha, que não parecia ter intenção de machucar, e então encarou-a seriamente.

—Eu não sei o que é, mas sim, consigo ver, se é o que quer saber. -Franziu uma das sobrancelhas rosadas. -Tem algo parecido no seu pai… Ou tinha. É bem fraco, mas consigo sentir quando estou perto o suficiente. É como um resquício de algo antigo. Você também não sabe, não é?

—Não.

—Quer falar sobre isso?

A morena negou com um aceno de cabeça; Era melhor que certas coisas continuassem ocultas.

—Deixa de lado.

Nesse momento, um barulho foi ouvido do lado de fora do quarto, próximo à porta. A atenção das duas meninas não foi presa por muito tempo; Hitomi logo deu a sugestão de que devia ser Yuni, querendo entrar no quarto da dona.

Do lado de fora, Sasuke soltou um longo e inaudível suspiro, é só então desceu as escadas, tomando cuidado para não fazer mais barulho. Já havia ouvido o suficiente. Tinha uma proposta a fazer para Naruto.

—Boruto? -Hitomi colocou em pauta. Hokuto a olhou com seriedade.

—Se ele sabe sobre mim? Sim.

—Não era disso que eu estava falando.

Hokuto sorriu levemente.

—É assunto para outra conversa.- Hitomi olhou pra ela de forma compreensiva, e a menina manteve o pequeno sorriso em seus lábios. -Aliás, falando em assuntos paralelos, quando vai me mostrar o que tem naquele quarto? -Questionou, numa tentativa clara de fugir do antigo tema da conversa.

— Não tem nada de mais lá, é só um quarto​ vazio. -Repetiu, entrando na brincadeira.

— Sei. -As duas deram risadinhas fracas, porém cúmplices, e o silêncio voltou a lhes rodear. Hitomi lançou um olhar curioso para a amiga.

—Temos que descer, não temos?

—Provavelmente. Tia Hinata deve estar preocupada. -Concordou.

—É. Deve estar uma pilha de nervos. -A menina levantou-se, e a amiga em seguida. Saíram, andando uma pequena parte do corredor até o topo da escada. Hokuto impediu-se ali, olhando com aparente incerteza para o andar de baixo. Hitomi tentou sorrir, para que pudesse passar para a menina a sensação de coragem de que ela precisava.

—Ei, você tem coragem. Pode continuar. A escada não vai te engolir. -Incentivou. Hokuto deu um leve sorriso de volta.

—Não é minha preocupação. -Admitiu

—Eu sei. -E então, como último ato de encorajamento, uniu dois de seus dedos com dois dos dedos dela, o gesto de união que oponentes faziam após uma batalha, presente na vida Shinobi desde que estes se conheciam por gente. Hokuto respirou fundo.

—Valeu. -Agradeceu de forma singela.

—Amigos estão aí pra isso. -Hokuto fechou os olhos, respirando fundo uma última vez antes de dar o primeiro passo rumo ao andar de baixo, em conjunto com Hitomi.

Uzumaki e Uchiha se foram, fazendo um gesto simbólico, porém tão significativo quanto qualquer outro. Juntas pelas diferenças.

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O farfalhar das folhas atraía Toshiko, fazendo-a sentir uma confortável nostalgia dos tempos em que fora treinada pelo tio, na época em que tornara-se Chunnin. Tinha doze, quase treze anos, e pouco sabia sobre a história de seu clã. O pouco que a mãe havia contado, e o pouco que o Hokage, até então Kakashi Hatake, havia deixado-a pesquisar nos arquivos.

Pouco sobre o clã. Quase nada sobre o pai.

Sasuke chegara e ficara pouco mais de um mês. Nesse pouco tempo, fez questão de ensinar à sobrinha tanto quanto poderia naquele curto espaço. E entre Taijutsus, guenjutsus, técnicas tradicionais do clã Uchiha e métodos de utilizar o Sharingan, Toshiko foi conseguindo descobrir aos poucos, da boca do próprio tio, as histórias que ninguém nunca contara. E, embora chocante, fora um alívio saber do próprio passado. Aprendeu a sentir orgulho do emblema que carregava em suas roupas, e da pessoa que a fizera ter tal sobrenome. E, se alguém lhe perguntasse, faria questão de dizer que era filha de um herói. De Uchiha Itachi.

Era outono, e as folhas faziam aquele mesmo barulho. Uma brisa bagunçava seus cabelos ruivos, da mesma forma que acontecia naquele exato instante.

Talvez algum dia ela mostrasse a beleza daquele lugar para Hitomi. Talvez repetisse a cena, e contasse a verdade à ela. A verdade que a prima fora poupada de saber, e que só a faria sofrer se continuasse desconhecida. Que por algum motivo Sasuke escondera da filha.

'Suas amigas tem olhos interessantes, não?”

Prendeu a respiração diante da repentina voz que surgira; Não sabia definir se era masculina ou feminina. Era algo estranho, porém familiar; Sentia como se já tivesse a ouvido em algum lugar.

—Onde você está? -Ativou o Sharingan para que pudesse ver caso houvesse algum sinal de chakra pelas redondezas, e surpreendeu-se quando percebeu que não.

“Mas então…?”

“Bem melhores que os seus, você tem que admitir” A voz voltou a verbalizar. Tinha certa malícia em seu tom. “Eu poderia te obrigar a pega-los para mim.”

—Não! -Voltou a procurar pela pessoa com seu Sharingan, e então percebeu o porquê de não achá-la. A voz não vinha de algum lugar externo; Vinha de dentro de sua cabeça. Respirou fundo, numa tentativa de acalmar-se, e então continuou: -Quem é você?

“Eu poderia…” Repetiu. Toshiko franziu as sobrancelhas.

—Eu nunca faria isso. -Respondeu com firmeza.

“...e eu vou”.

Notas finais
Vocês não entenderam? E nem nós :v Quer dizer, não podemos falar, né? Só mais oito capítulos para o fim da primeira temporada! Ansiosos??? Comentem! Vou responder todo mundo! Beijãoooo e obrigada por lerem e por estarem fazendo parte desse universo junto conosco! ♥