Seja um bom garoto
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Boa leitura.
Sherlock levou John para jantar como o loiro havia lhe pedido. John não cansava de observar como Sherlock tinha ficado mais velho, ele estava tão bonito, muito mais bonito, mais maduro e muito mais provocador, antes ele parecia um garotinho tão inocente, que precisava de cuidados, agora, diante de John, sentado naquela cadeira no restaurante Angelo’s, parecia um felino cruel pronto para agarrar a presa pelo pescoço com os dentes. Aqueles olhos azuis, brilhando na luz baixa, fazia os pelos na nuca de John se arrepiarem. Tudo o que ele queria era ser a presa de Sherlock e ser mordido no pescoço.
Sherlock passou a mão pelo cabelo encarando John nos olhos, sorrindo de canto. Observar as respostas corporais de John era uma coisa que Sherlock desejava ter feito mais vezes, eles tinham tido um relacionamento rápido na faculdade, e tudo que Sherlock fazia era analisar a linguagem corporal do loiro, e ele amava ver o quão mexia com ele, principalmente quando passava a mão no cabelo, por isso havia feito aquilo. John suspirou, querendo passar as mãos naquele cabelo macio e deixa-lo todo revolto.
— Você pode se você quiser. – disse Sherlock, tirando John dos seus pensamentos.
— O que? – perguntou John pigarreando.
— Destruir meu penteado acariciando meu cabelo. – Sherlock bebeu um pouco da água da sua taça sem tirar os olhos do seu ex-professor.
— Como você…? – John revirou os olhos e riu – Eu nem vou gastar meu tempo com você.
Sherlock sorriu. “Cacete”, pensou John, onde estava aquele sorrisinho adorável do Sherlock de três anos atrás? Esse sorriso fazia a mente de John se encher de coisas impróprias envolvendo Sherlock e suas mãos grandes e fortes.
— Ah, John… – Sherlock ronronou, sua perna se esticou sub a mesa indo na direção das pernas de John, o moreno tinha as pernas longas então nem precisava se esforçar muito para alcançar o loiro, que notou que o mais novo estava sem sapato, ele continuava seu caminho pela perna de John, subindo até a virilha dele – Depois anos… e eu ainda te desejo tanto. – John olhou para suas pernas e viu o pé de Sherlock coberto por uma fina meia preta subir no seu membro ainda flácido.
O loiro mordeu os lábios apertando as mãos em punhos para poder resistir a vontade de gemer quando o pé de Sherlock começou a acariciar seu membro o fazendo endurecer lentamente.
— Sherlock… – murmurou John baixinho, olhando para o homem a sua frente.
Sherlock o encarou cínico, como se nada estivesse sendo realizado.
— Sim? – cantarolou Sherlock.
— Pare. – pediu John respirando fundo.
— Pare o que? – Sherlock intensificou o aperto que dava no membro de John bebendo sua água como se nada de mais estivesse acontecendo.
— Pare de esfregar a porra do seu pé em mim. – John rosnou.
Sherlock sorriu.
— Ah! – exclamou ele como se tivesse sido surpreendido por uma novidade – Você quer dizer assim? – perguntou ele esfregando com mais rapidez, sentido o membro enrijecer sob seus dedos.
— Sherlock… – John respirou fundo controlando-se para não lançar seus quadris contra o pé de Sherlock.
— Olha, nossa comida. – o loiro não poderia estar mais impressionado com o quão Sherlock era cínico, para ele estava tudo bem, enquanto John usava todas suas forças mentais para não gemer.
Um garçom colocou os pratos de macarronada diante de cada um deles, desejou um bom jantar e se retirou.
— Sherlock… – o loiro insistiu, pareceu mais um gemido do que uma repreensão, o que era que John queria que fosse.
— Sim…?
Os músculos do médico tencionaram.
— Pare.
— Bons garotos dizem “por favor, senhor”. – Sherlock encarou John com aquele olhar lindo e sedutor de felino, os lábios do loiro se entreabriram, mas nada saiu, ele queria falar quando um gemido queria sair então ele apenas se controlou para não soltar nenhum som – Seja um bom garoto, John.
John suspirou.
— Por favor… – os quadris dele queriam tanto se mexer, porém reuniu todas suas forças para não fazê-lo, fechando sua mão em punho com força, olhando nos olhos de Sherlock, completou – Por favor, senhor.
Sherlock sorriu satisfeito e recolheu seu pé.
— Bom garoto. – ele ronronou.
— Você quem deveria ser o “bom garoto”, você é mais jovem. – John olhou para o teto respirando fundo para controlar sua pulsante e incomoda ereção.
— Posso até ser o mais jovem – os olhos do loiro encontraram o do moreno –, porém sei quando estou no comando, John.
“Cacete”, pensou John novamente, aquelas palavras, saindo daqueles lábios lindos, com aquele olhar sobre si, seriam o suficiente para fazê-lo gozar, contudo John era bem mais controlado que isso. Ele acha que é pelo menos, porque nada aconteceu.
— Como você aprendeu a usar tão bem seu pé? – perguntou John zombando enquanto levava o espaguete à boca.
— Foi três anos, John. – respondeu Sherlock comendo também. John não queria, porém ficou enciumado com aquela declaração – Não fique assim, aprendi tudo que sei para ser melhor para você.
Ambos se encararam e John riu.
— Se saiu bem. – congratulou ele.
— Estou falando sério de certa forma. – confessou Sherlock – Eu tive dois relacionamentos em Oxford e não conseguia ter nada que fosse realmente afetivo porque nenhum deles era você. – o médico sorriu vitorioso – E você?
— Tive um relacionamento com uma colega de trabalho, mas nada que valha a pena ser lembrado.
— “Uma colega”? – ressaltou Sherlock sorrindo para o outro.
— Você sabe como é ser “depravado”. – brincou John.
O moreno bebeu água e sorriu.
— Sei. Ah, ficar com qualquer sexo é ser tão depravado, pervertido, confuso e carente de atenção. – Sherlock zombou sobre as ideias preconceituosas sobre bissexualidade também sorrindo para John.
— Então – disse John, distraidamente – como foram essas relações suas durante a faculdade?
Sherlock deu de ombros, desprezando-as completamente, enquanto John estava com ciúmes e nem se preocupava em esconder.
— Foram com dois colegas de sala. – o moreno estava tão entediado de falar disso – Foi divertido, porém as duas acabaram pelo mesmo motivo, eles queriam um relacionamento sério, e eu só queria continuar com a parte que eu amarrava eles à cama e nós nos divertíamos.
John suspirou sentindo uma extrema onda de calor no seu corpo todo, puxou a gola do seu casaco de lã.
— Amarrar à cama? – repetiu John, sentindo aquele calor maravilhoso, Sherlock notou como aquilo tinha mexido com John e gostava de saber que aquilo deixava o ex-professor daquele jeito.
— Sim. – o moreno sorriu bebendo água – Amarrar no geral, devo dizer, a maioria foi cama, porém houveram as vezes que eles apenas ficaram com as mãos amarradas.
— Bem kink. – o calor não sumia, o loiro bebeu água esperando ajudar com o calor.
Sherlock sorriu.
— Sim, porém não finja que você não gosta da ideia.
— Eu… – John começou dizendo e novamente sentiu um pé subir na sua perna – Pare.
— Pare… o que?
— Pare, por favor, senhor.
Sherlock retirou o pé sorrindo orgulhoso.
— Pare com a provocação. – ordenou John, Sherlock ergueu a sobrancelha – Por favor.
— Bom garoto. – elogiou Sherlock.
John queria que Sherlock acariciasse seu cabelo dizendo aquilo, parecia tão apropriado e provocativo.
— Enfim, eu nunca fiz algo assim, nunca amarrei alguém com nada e nem nunca fui amarrado.
— Mas você gostaria.
Sherlock não perguntou, afirmou simplesmente, o que fez John suspirar, não queria ser tão transparente para Sherlock, já que ele não era tão transparente para o loiro.
— O que te faz ter tanta certeza?
— Pelo jeito que sua respiração acelerou quando comecei a falar sobre amarrar pessoas e você parece estar com calor. – Sherlock sorriu – Ainda mais que depois de te dar aquele tapa e você parecer tão necessitado a receber outro. Pode ficar tranquilo, John, você vai receber quantos você quiser.
Estava tão quente, essas palavras saindo daquela boca com essa voz maravilhosa estavam deixando John enlouquecido, ele queria ser inclinado naquela mesa e receber aqueles tapas naquele momento. Sherlock sorriu malicioso, John tinha certeza que aquele homem não era humano, parecia que ele estava lendo os pensamentos de John, vendo todas as coisas improprias que se passavam pela sua cabeça.
Eles continuaram a conversar normalmente, Sherlock parou de ser tão sedutor e isso ajudou John a ficar um pouco mais calmo e com menos calor. Eles se divertiram juntos naquele jantar, era muito bom poder conversar com Sherlock desse jeito, sem medo algum de demonstrar sentimentos ou intimidade, ele não era mais seu aluno, eles eram só dois homens num encontro e isso era incrível. Sherlock sentia a mesma coisa, gostava de não ter que esconder sua felicidade na presença de John como tinha na faculdade.
— Vamos voltar para casa? – perguntou Sherlock depois de pagar a conta.
— Vamos. – John se levantou assim como Sherlock, que ofereceu sua mão para o loiro e de mãos dadas saíram do restaurante.
{…}
Sherlock trancou a porta do apartamento e encarou John, que mordeu o lábio e esperou para ver o que Sherlock faria. O moreno se aproximou do mais baixo e tocou-lhe o rosto, puxando-o para um beijo. John suspirou agradecido por aquele beijo que ele queria tanto receber, passou o jantar todo o desejando. As línguas se misturaram e se esfregavam. As mãos de John foram para o peito de Sherlock arranhando sobre o pano da camisa, o mais jovem mordeu o lábio do médico e puxou. Alguém gostava bastante de morder.
— Você quer experimentar o que eu propus mais cedo, John? – perguntou Sherlock arfando olhando nos olhos de John acariciando a bochecha dele com o polegar.
— Preciso responder? – John sorriu.
Sherlock deu um selinho em John.
— Sim. – e outro selinho – Preciso do seu consentimento. – e outro selinho seguindo os beijos para baixo, no queixo, mordendo a pele e descendo mais ainda indo para o pescoço beijando o pomo de Adão de John e mordeu ao lado. Alguém gosta muito mesmo de morder.
John puxou o ar entre os dentes ao ser mordido.
— Sim, eu quero experimentar… – Sherlock mordeu um pouco mais forte, não forte demais para não machucar John, mas o suficiente para marcar a pele dele com a forma dos seus dentes, arrancar-lhe um gemido e tirar sua concentração – Eu quero, senhor.
Sherlock ronronou no pescoço de John chupando a pele.
— Você aprende rápido. – congratulou Sherlock tirando seu rosto da volta do pescoço de John, deu outro selinho em John e se afastou, as mãos do loiro foram para frente querendo impedir Sherlock de se afastar – Não, não, não – Sherlock agarrou os pulsos de John, apertando-os em suas mãos –, eu acabei de elogiá-lo e você já faz coisas erradas? Que garotinho mais malvado – Sherlock usou apenas uma das mãos para segurar os pulsos de John enquanto a outra passava pelo cabelo de John, aquele olhar de felino faminto estava fazendo as pernas de John tremerem –, você vai aprender a ser bonzinho. Fique quieto e espere eu voltar.
John assentiu e Sherlock soltou seus pulsos e foi embora, sumindo pela cozinha, o médico olhou para seus pulsos, uma leve marca vermelho apareciam em seus pulsos e novamente o calor começou a tomar conta do corpo dele. Sherlock voltou segundos depois com uma camisinha e um tubo de lubrificando em mãos, deixando o tubo e a camisinha sobre a sua mesa de trabalho ele retirou seu cachecol azul escuro e sentou-se no seu sofá, como havia feito mais cedo, John queria ir atrás dele e se aproximar, porém foi um bom garoto e esperou o comando. Sherlock sorriu para John pela sua iniciativa de esperar pelo comando.
— Venha cá, meu garoto – Sherlock ordenou –, fique em pé na minha frente. – John se aproximou e ficou diante de Sherlock, parado entre suas pernas – Em qualquer momento, não importa se pareça que eu esteja gostando muito, que eu esteja me divertido, se não estiver te agradando, se não estiver te dando prazer, se estiver te machucando, ordene que eu pare, no mesmo instante, não se obrigue a se sentir mal ou sentir dor pela minha diversão, é para ser divertido para nós dois, entendido?
John assentiu.
— Sim, senhor. – respondeu ele.
Sherlock sorriu aprovando.
— Ótimo. Agora – o moreno mordeu os lábios –, tire suas roupas para mim, bem lentamente, e nada de jogá-las pela casa, dobre-as direitinho e coloque na minha cadeira ali. – Sherlock apontou para a cadeira ao lado da mesa perto das janelas.
John tirou primeiro seus sapatos e meias e os colocou sob a cadeira. Puxou sua blusa de lã branca para cima e a dobrou perfeitamente colocando sobre o assento da cadeira. Sherlock observava John apreciando sua dedicação em obedecê-lo. O loiro encarou-o nos olhos e desabotoou sua camisa preta lentamente, botão por botão, com toda paciência que tinha. Deslizou a blusa por seus ombros devagar e a dobrou delicadamente colocando sobre a anterior. Ele desafivelou o cinto olhando Sherlock que encarava os movimentos das mãos do loiro. Abriu o botão e puxou o zíper para baixo, Sherlock sorriu quando John puxou sua calça para baixo, dobrando também colocando sobre as blusas. John ia tirar sua cueca quando Sherlock o impediu erguendo sua mão.
— Não, mantenha ela. – ordenou ele, John tirou as mãos da sua cueca e as deixaram descansar ao lado do seu corpo, Sherlock se levantou, ele era tão alto e tão poderoso com seus cachinhos adoráveis, ele suspirou indo para atrás de John, tocou os ombros de John descendo suas dedos fortes pela pele macia de John indo até seus pulsos os puxando para atrás, amarrou os pulsos do mais baixo usando o cachecol – Está muito apertado? Ou machuca?
John suspirou quando os lábios de Sherlock encontraram seu pescoço, onde deu uns beijinhos e umas mordidas leves.
— Não, está ótimo. – respondeu John com a voz rouca.
O moreno beijou a nuca do médico e mordeu o ombro dele, beijando a marca dos seus dentes e também beijou a marca de dentes que deixou no pescoço dele antes. As mãos de Sherlock foram para frente do corpo de John, abraçando sua barriga esfregando sua quase ereção na bunda de John.
— Você está tão lindo amarrado assim. – sussurrou o moreno no ouvido do médico acariciando a barriga dele, ameaçando descer suas mãos para a ereção de John sempre, sem deixar de esfregar a sua ereção na bunda dele – Está pronto para aprender a ser um bom garoto?
— Estou, senhor. – respondeu John.
— Se incline na minha mesa, por favor. – Sherlock se afastou de John que caminhou até a mesa de Sherlock e se inclinou sobre a bagunça, o dominador rosnou se aproximando tirando ele mesmo a cueca de John lentamente descendo-a pelas pernas dele e a retirou colocando sobre o resto das roupas de John, a bunda dele era tão bonita e macia, a mão grande de Sherlock acariciava-a, John gemeu baixinho por causa daquela mão grande e quente passeando pela carne dele – Essa bundinha é tão linda. – Sherlock suspirou – Eu vou contar os tapas e cada tapa você vai dizer “obrigado, senhor” afinal estou gastando meu tempo para ensinar você a ser bonzinho. Lembre-se: se começar a doer, ordene que eu pare. Entendido?
— Sim, senhor. – John estava tão excitado com a expectativa que suas pernas tremiam.
— Ótimo. – Sherlock acariciou a bunda de John e afastou-a e não voltou logo em seguida, ele queria que John não estivesse pronto para o tapa, depois de alguns segundos a mão dele voltou batendo com força moderada na carne de John que gemeu com o impacto – Um.
— Obrigado, senhor. – John arfou.
Sherlock mordeu os lábios aprovando, depois de acariciar a pele de John onde havia levado o tapa bateu novamente.
— Dois.
— Obrigado, senhor.
Os tapas continuaram assim: Sherlock acariciava a carne de John, batia novamente, contava e John agradecia. Ambos estavam extremamente excitados, o membro de John estava tão duro que doía e Sherlock não estava muito diferente, ele conseguia ver o membro de John inclinado diante de seu corpo, duro e convidativo com um brilho líquido na ponta, Sherlock salivou ao pensar no gosto do pré-gozo do seu garoto. Ele suspirou acariciando a pele de John pela ultima vez.
— Chega, já acho que é suficiente. – disse Sherlock ajoelhando-se atrás de John, colocando ambas suas mãos na bunda dele acariciando depois deu espaço para seus lábios e ele deu beijinhos pela área vermelha na pele do loiro, que suspirou gemendo baixinho ao carinho que recebia.
— Obrigado, senhor. – disse John, bem baixinho.
— O que disse, meu garoto? – perguntou Sherlock passando suas mãos delicadamente pela cintura de John.
— Obrigado, senhor. – repetiu ele, mais alto dessa vez.
— Porque está agradecendo? – Sherlock estava realmente sem entender.
— Pelo carinho, senhor.
Sherlock rosnou bem alto, parecia um animal selvagem, o que só deixou John mais excitado ainda, se isso era possível. O moreno estava respondendo ao agradecimento de John daquele jeito por causa do que foi dito e de como foi dito, a voz fraca de John pela sua excitação e o jeito manhoso como estava falando. Sherlock apertou a bunda de John aprovando e se levantou inclinando-se sobre ele, com seu membro na bunda dele levando seus lábios até o ouvido dele, ele mordeu o lóbulo e lambeu o contorno, chegando em cima mordendo novamente.
— Você realmente aprendeu a ser um bom garoto. – afirmou Sherlock sussurrando com a voz roupa de tesão – Estou com uma vontade louca de te fuder até você não conseguir mais elaborar palavras pra me dizer o quão agradecido está. – uma das mãos de Sherlock afundou nos cabelos de John apertando os fios mordendo o lóbulo da orelha dele novamente, chupando-o em seguida.
— Faça, senhor. – pediu John.
— Você quer ser fodido, meu garoto? – John assentiu e gemeu quando Sherlock mordeu seu pescoço – Fodido com bastante força? – John assentiu novamente e levou outra mordida no ombro, alguém ficaria cheio de marcas de dente e não estava nem um pouco incomodado – Ainda não, meu garoto. – disse Sherlock passando a mão que não estava no cabelo de John pela barriga dele, próximo a sua ereção, mas sem tocá-la, não era o momento ainda, o que deixou John levemente frustrado pela provocação.
Sherlock fez John ficar em pé direito puxando-o pelo cabelo, colocando as costas dele no seu peito, beijando seu pescoço todo chupando em seguida. As mãos de John estavam apertadas contra o corpo de Sherlock, mais especificamente pressionadas contra a ereção dele, John sorriu apertando-a, fazendo Sherlock gemer e afastar seus quadris.
— Não, não, não, meu garotinho. – Sherlock puxou o cabelo de John deitando a cabeça dele no seu ombro dando um leve selinho nele – Não faça isso sem permissão. Como você estava sendo um garoto tão bom, deixarei isso passar, porém se você fizer isso de novo sem minha permissão eu vou ficar tão bravo com você, e você não vai querer me ver bravo.
— Como pode ter tanta certeza disso, senhor? – perguntou John sussurrando com os lábios próximos ao de Sherlock.
Sherlock sorriu.
— Porque eu sei, garoto. – Sherlock beijou John com vontade puxando sua língua como se fosse arrancá-la e depois chupou o lábio inferior dele – Agora de joelhos.
Sherlock se afastou, virando John para ficarem de frente e ajudou-o a se ajoelhar. John sentou-se sobre suas pernas e ficou observando Sherlock esperando para ver o que ele faria. O moreno passou o polegar pelos lábios rosados do homem ajoelhado a sua frente e se inclinou beijando-o novamente dessa vez mais lentamente. Voltando a se erguer, Sherlock começou a desabotoar sua camisa sem tirar os olhos de John que encarava o corpo dele com completa devoção, aquele peito branco magro e ótimo para arranhar deixava John louco. Sherlock se livrou de sua blusa, a jogando de qualquer jeito no sofá, John o encarou de sobrancelha erguida.
— Eu sou o senhor, eu faço o que bem entender. – disse ele entendendo o que John queria lhe dizer com aquele olhar.
Depois foi a vez de se livrar dos sapatos, meias e calça, que também foram jogados de qualquer jeito por aí só para enfatizar a John o que Sherlock havia acabado de lhe dizer. O membro de Sherlock marcava sua cueca com perfeição, John salivou querendo-o em seus lábios novamente. Sherlock se livrou da sua cueca branca e pegou seu membro na mão.
— Você quer, meu garoto? – perguntou ele acariciando levemente o próprio pau olhando para John que parecia hipnotizado pela mão do moreno, que passeava de cima a baixo no próprio membro. John assentiu – Então diga para mim, você quer?
— Quero sim, senhor. – disse John olhando para Sherlock com um olhar suplicante e um biquinho.
Sherlock sorriu acariciando o cabelo de John.
— Me diga o quanto você quer, por favor. – pediu ele.
— Eu quero muito, senhor. – o olhar de John voltou a cair sobre o pau de Sherlock que ainda acariciava-o bem lentamente, o loiro lambeu os próprios lábios querendo colocá-lo na boca.
— Quer ele todo na sua boquinha linda?
Aquela provocação toda estava enlouquecendo John, ele só queria chupar Sherlock até que ele gozasse em sua boca novamente.
— Sim, por favor, fode a minha boca, senhor. – pediu John.
Sherlock sorriu daquele jeito animalesco e aproximou-se de John, segurando o cabelo dele com uma mão enquanto a outra ainda mantinha seu trabalho de acariciar-se.
— Abra a boca. – John abriu a boca como Sherlock ordenou e colocou sua língua para fora. Sherlock sorriu apreciando o gesto, ele colocou a cabeça do seu pau sobre a língua de John suspirando e deslizou seu membro lentamente para dentro daquela boca quente e úmida. O loiro gemeu fechando seus lábios ao redor do membro do seu senhor e começou a chupá-lo indo para frente e para trás – Isso, meu garoto, isso.
Ambas as mãos de Sherlock acariciavam o cabelo de John com vontade enquanto lambia a parte debaixo da extensão do seu membro, pressionando sua língua na fenda da cabeça do membro. Sherlock gemia e suspirava, tirou uma das suas mãos do cabelo de John e segurou seu membro o erguendo para ajudar o loiro a alcançar seus testículos. Os olhos de Sherlock reviraram quando a língua quente do seu garoto entrou em contato com seus testículos.
— Meu… – ele gemeu arfando – Meu John…
John gemeu ouvindo Sherlock gemer seu nome daquele jeito e chamá-lo de “meu”. Ele chupou um dos testículos depois deu beijinhos, chupando o outro, voltando a engolir o pau de Sherlock, que agarrou o cabelo dele novamente e começou a estocar seu membro dentro da boca dele, fodendo-a como John havia pedido. O moreno gemia enfiando seu membro o máximo que queria dentro da boca de John depois puxava para fora, ele estava todo babado o que só facilitava os movimentos.
Sherlock tirou seu membro da boca de John, que continuou de boca aberta esperando para que Sherlock o colocasse de volta. O loiro olhou para aqueles olhos azuis esperando, o moreno suspirou aprovando aquela cena, John ajoelhado adiante de si, com as mãos amarradas os lábios aperto, os olhos suplicando para que voltasse a fuder a boca dele e os lábios brilhantes com a saliva que tinha escapado do boquete maravilhoso. Ele passou seu polegar por aqueles lábios lindos os limpando e John os fechou esperando para ver o que Sherlock faria em seguida.
— Chega, eu não quero gozar em sua boca agora. – Sherlock ajudou John a ficar de pé – Eu quero gozar dentro de você. – sussurrou ele perto da boca de John lhe dando um beijo fervoroso, pela primeira vez na noite John forçou suas mãos contra o cachecol querendo se libertar para agarrar os cabelos de Sherlock enquanto o beijava. John mordeu o lábio inferior de Sherlock dessa vez o fazendo sorrir. O moreno olhou para baixo jogando seu quadril contra o de John esfregando suas ereções – Meu garoto precisa de atenção também, não é? – John assentiu gemendo sentindo o membro de Sherlock ainda úmido com sua saliva deslizar deliciosamente pelo seu, Sherlock mordeu o próprio lábio observando a expressão de prazer de John, tão bonitinha e adorável.
Sherlock afastou o quadril o suficiente para poder trocar a caricia do seu pau pela sua mão acariciando o membro de John com ela. John gemeu deitando sua cabeça no ombro de Sherlock, que imediatamente puxou-a de volta pelos cabelos.
— Não, eu quero ver seu rosto enquanto você geme por mim. – a mão de Sherlock subia e descia devagar sentindo o membro de John pulsar com força, os olhos dele reviravam e seus lábios estavam entreabertos enquanto gemia. O moreno não resistiu e beijou o médico com vontade tirando todo o ar que ele tinha.
— Senhor… – John gemeu arfante quando Sherlock desceu sua mão pela bunda dele acariciando sua entrada com os dedos.
— Você me quer aqui? – perguntou o moreno apenas acariciando a entrada de John.
— Sim.
— “Sim” o que?
— Sim, senhor.
Sherlock sorriu.
— Assim é melhor. Volte para a minha mesa. – pediu Sherlock que ficou esperando John fazer o que ele mandou, assim que ele o fez, foi atrás do médico, pegando o lubrificante e a camisinha. John suspirou com sua cabeça deitada na mesa, o tesão por expectativa voltou. Sherlock passou lubrificante no seu dedo do meio e acariciou a entrada de John, que gemeu engasgado quando o dedo longo dele entrou todo lentamente dentro de si – É gostoso assim, meu John? – perguntou Sherlock estocando seu dedo do meio para dentro e para fora.
— Sim… sim… senhor… – gemeu John remexendo suas mãos.
Sherlock se inclinou para frente beijando o pescoço de John, todas aquelas marcas dos seus dentes eram simplesmente tão lindas e as marcas vermelhas na bunda de John eram extremamente excitante. Sherlock só parou de estocar seus dedos quando três deles deslizaram facilmente para dentro de John, que não parava de gemer, sofrendo com o tesão que sentia.
O moreno colocou seu membro dentro da camisinha e espalhou lubrificante por ele todo, voltou a se inclinar sobre John e a beijar a bochecha dele, esperando que ele se acalmasse um pouco.
— Senhor…
— Shh… quietinho… – ordenou Sherlock – Seja bonzinho.
Sherlock deslizou seu membro bem devagar dentro de John, que gemeu apertando as mãos em punhos. A mão de Sherlock que não estava apertando a punha de John puxando-a para lhe dar abertura maior para os movimentos agarrou novamente o cabelo de John puxando sua cabeça para trás.
— Você gosta assim, meu garotinho? – perguntou Sherlock puxando os fios do cabelo de John com força, fazendo arrepios de prazer descerem pelo corpo de John.
— Não, senhor. – gemeu John.
— Não? – a voz de Sherlock era suave no ouvido de John, ele estava parado, com seu pau todo dentro de John.
— Não… eu quero mais forte, senhor.
Sherlock riu no ouvido de John e saiu lentamente voltando com força. John gemeu.
— Assim? – perguntou ele repetindo o movimento.
— Sim…
— Então… – mais uma vez ele saiu lentamente voltando com muita força fazendo a mesa balançar com o movimento – agradeça como um bom garoto.
— Obrig… – John não conseguiu continuar porque o movimento repetiu-se – Obrigado, senhor…
Os movimentos ficaram em sair devagar e voltar com força mais algumas vezes até os gemidos dos dois ficarem cada vez mais descompensados e Sherlock não aguentava mais aquilo e passou apenas a fazer movimentos fortes e acelerados, a mesa rangia com os movimentos, mas era apenas uma reclamação distante sob os gemidos altos que os dois davam.
As marcas de mordida em John, a sua bunda vermelha e agora com umas leves marquinhas e unha porque sua mão que agarrava a bunda de John estava pressionando as unhas curtas na carne, os gemidos de John, todo o suor e o barulho dos corpos se chocando estavam levando Sherlock ao seu limite. Ele mordeu os lábios e aumentou a velocidade dos seus movimentos o quanto seus músculos o permitiam sentindo seu membro se expandir dentro de John e logo se derramou dentro de John gemendo alto, seu corpo convulsionando e seu membro pulsando exausto.
Ele saiu de dentro de John que logo protestou recebendo um tapa na bunda por reclamar. John fez biquinho quando Sherlock o ergueu e o colocou de frente para si.
— Você estava sendo bonzinho, nada de reclamar. – ordenou Sherlock tirando a camisinha e jogando no lixo ao lado da mesa.
John queria reclamar e muito, seu membro doía de tanto tesão que sentia e Sherlock não o deixou gozar? Mas é claro que ele queria reclamar. Sherlock deu um selinho em John se ajoelhando diante dele. John respirou fundo e gemeu quando Sherlock pegou seu membro extremamente duro e pulsante aproximando seus lábios dele, arfando nele, colocando sua língua para fora, passando-a toda desde a base até a cabeça do pau de John, aproveitando estar ali, deixou saliva escorrer por cima do membro de John, até chegar nos seus dedos na base dele, espalhando a saliva em seguida.
John o olhou e gemeu sôfrego, pois um pequeno filete de saliva unia seu pau aos lindos lábios angulosos de Sherlock. Aqueles dedos compridos eram tão habilidosos, a outra mão de Sherlock foi na direção dos testículos do loiro e acariciou-os enquanto sua mão subia e descia pelo pau babado de John.
— Você quer gozar na minha boca, meu garoto? – perguntou Sherlock com a boca na lateral do membro de John, lambendo ali, deixando ainda mais babado – Você foi bonzinho… merece isso… – ele olhou nos olhos verdes de John, que estavam quase pretos por causa da pupila extremamente dilatada, novamente deixou saliva escorrer pelo membro de John espalhando com sua mão – Você quer ou não?
— Quero, senhor, quero muito… – gemeu John, sentindo que estava extremamente próximo.
Sherlock sorriu abrindo sua boca diante da cabeça do pau de John, colocando a língua para fora, masturbando-o com maestria, esperando apenas por sua recompensa. Sim, isso poderia ser uma recompensa para John, gozar na boca do seu senhor por ser bom, porém para Sherlock também era uma recompensa porque ele sentia falta do gosto de John.
John não durou muito nas mãos de Sherlock, logo gemeu perdendo a voz, seus músculos tremendo em reação ao orgasmo, e seu gozo saiu em jatos no rosto de Sherlock, um pouco escapou para em volta dos lábios rosa de Sherlock e para o queixo. O moreno lambeu e chupou a cabeça do pau de John limpando o gozo que ainda estava ali. John arfava pesada e ruidosamente, Sherlock se ergueu ficando de frente para John que estava tentando se apoiar na mesa para não cair no chão afinal não estava sentindo suas pernas direito.
John olhou Sherlock, seus lábios lindos e queixo anguloso estavam sujos com seu gozo e ele não podia deixar seu senhor daquele jeito.
— Você está… lambuzado… – John não tinha nem folego para falar direito.
John se inclinou na direção de Sherlock e lambeu o queixo dele, limpando seu gozo dali, Sherlock suspirou e revirou os olhos aprovando aquela atitude de John. A língua dele subiu até os lábios de Sherlock, lambendo onde estava lambuzado. Depois chupou o lábio inferior do moreno, mordendo para em seguida beijá-lo. Sherlock aproveitou o momento para grudar seu corpo no de John e retirar o cachecol sem deixar em nenhum momento de beijá-lo. Ele largou o cachecol sobre a mesa pegando cada pulso de John em uma mão puxando-os para frente, e depois de puxar o lábio inferior do loiro com os seus para parar o beijo olhou para ambos os pulsos de John. Estavam avermelhados, obviamente, mas nada que fosse ficar marcado ou dolorido.
Sherlock beijou cada um deles, sentindo a pulsação descompensada de John em seus lábios e depois os soltou esperando para ver se John iria falar algo sobre eles, se estava doendo ou algo assim, mas a única que ele fez foi afundar suas mãos no cabelo de Sherlock e o puxou para um beijo. Sherlock abraçou o corpo de John levando suas mãos à bunda dele acariciando enquanto as línguas se encontravam e esfregavam.
— Você foi tão maravilhoso. – Sherlock afirmou levando seus lábios para as bochechas de John, descendo até o pescoço onde ele mordeu num espaço onde não havia marca de mordida ou um chupão.
— Você gosta de morder, não? – afirmou John sorrindo.
— Sua pele é tão gostosa – Sherlock beijou onde havia mordido –, eu não aguento. Agora – Sherlock puxou as pernas de John o fazendo agarrar-se à cintura dele – vamos para o quarto. – o moreno carregou John até o quarto.
— Seu cabelo está destruído. – comentou John com prazer de saber que ele quem tinha acabado de despentear o cabelo lindo de Sherlock.
O moreno sorriu e antes de soltá-lo recebeu um beijo rápido e sentou John na cama indo para o outro lado pegando dentro da gaveta do criado-mudo creme para pele deitando-se ao lado de John.
— Vira a bunda aí.
John riu.
— Mais kink do que antes. – comentou ele.
Sherlock sorriu.
— Desculpa. Vire seu lindo bumbum para cima, por favor. – Sherlock corrigiu-se.
— Melhorou. – John sorriu ficando de bruços.
Sherlock suspirou aprovando mordendo seus lábios olhando para a bunda de John.
— Está tão vermelhinha. – ronronou ele colocando um pouco de creme na sua mão esparramando-o pela bunda de John, que tremeu ficando todo arrepiado pelo creme gelado tocar sua pele ainda quente – Está doendo? – perguntou Sherlock preocupado.
— Não, está tudo bem. – afirmou John suspirando com a delicadeza que Sherlock esparramava o creme na sua pele.
Sherlock colocou o creme sobre o criado-mudo e se aproximou de John que estava voltando a ficar de barriga para cima. Ele abraçou a cintura do loiro o trazendo mais para perto, unindo os corpos. O mais novo beijou a testa do loiro. John nunca tinha feito algo assim antes, mas sabia que depois de tudo tinha que ter o momento de cuidado e ele estava gostando muito da parte do cuidado.
— Você gostou? – perguntou Sherlock beijando o pescoço de John e somente beijando.
— Muito. – John soltou um suspiro apreciando aqueles lábios macios na sua pele mordida e cheia de chupões – Me saí bem?
Sherlock lambeu seu caminho desde o pescoço de John até sua orelha chupando o lóbulo.
— Muito bem. – sussurrou dele acariciando o cabelo de John – Um garoto tão bonzinho… – ele lambeu o contorno da orelha do loiro o fazendo suspirar – ainda precisa aprender a ser mais obediente, porém foi tão bem. – Sherlock se afastou o suficiente para poder examinar melhor a pele de John – Vou precisar te emprestar meu cachecol, eu talvez tenha me excedido um pouco nas mordidas… Mas sua pele é tão gostosa, eu não sei resistir. – choramingou Sherlock fazendo John sorriu.
— Não fique assim. – pediu John – Se eu estivesse no controle, com essa pele branca macia toda a minha disposição teria te deixado igual. – ele olhou para o pescoço de Sherlock – Eu talvez não morderia tanto, porém teria deixando cheio de chupões.
— Eu gosto de morder. – Sherlock disse aquilo de um jeito tão adorável, quase infantil, que fez John rosnar aprovando, por um segundo parecia que aquele garoto que parecia ser indefeso que John conheceu anos atrás estava de volta.
John se jogou contra Sherlock beijando-o com vontade. E os dois passaram assim o resto da noite, conversando e trocando beijinhos, e quem sabe algumas mordidas.
Notas finais
Beijinhos, amo vocês, tchau.
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