Notas iniciais
aaah, quem nao entender o que o Romeo é me avisem o/
Mas eu acho que é obvio OO'
enfim...
Eu tentei ^^

Eu não podia, ia cada vez mais fundo, trazendo somente dor, a minha dor...


Foi há dois anos atrás...



-Prazer, meu nome é Romeo, e você é..? – Ele estava ali, parado na minha frente. Era um pouco menor que eu, tinha os cabelos pretos e lisos caindo sobre os ombros, usava uma blusa preta apertada, que deixava a mostra seus músculos, e que músculos!


-Yu... Me chama assim... – Ele sorriu e sentou no meu lado, só ai eu pude perceber o fone em sua orelha – O que tu tas ouvindo?


-Yami ni chiru Sakura, Alice Nine, conhece?


-A-D-O-R-O! *-*


-Ouve aqui então... – Ele se aproximou e me entregou o fone


-Brigado... – Fiquei escutando, podia perceber que, de canto de olho, ele não parava de me olhar. Silêncio incomodo – Éérr... Onde você mora? Eu já to indo, e se for no caminho, e você quiser lógico, a gente pode ir junto...


-Moro ali naquele prédio verde ó – Ele apontava para um prédio verde que dava pra ser visto dali da praça mesmo. – Bem ali


-Ah, eu também! Como eu nunca te vi?


-Não sei... Desencontro mesmo – Ele sorriu, pegando a minha mão e me levando pra casa... É, na minha mão *-*


Andamos uns 15 minutos, vínhamos falando de várias coisas, mas principalmente música, ele ouvia quase tudo que eu ouvia, e isso não era tão fácil... Chegamos ao prédio, era um edifício verde imenso, mas muito mal cuidado. Entramos no elevador, e a musiquinha no fundo estava deplorável, sem contar o cheiro de barata morta. Silencio incomodo de novo. A porta abriu e ele não me deu tempo nem de pensar, me puxou pra fora e me beijou, me prensando na parede. Sua língua era rápida e sem nenhum pudor explorava toda a minha boca. Eu admito que aquele beijo estava sendo O beijo... Passamos minutos assim, mas nos desgrudamos por falta de ar...


-Eu não... Ia... Te beijar... Dentro daquele... Cubículo nojento... ‘rs – Ele riu de suas próprias palavras, e eu ri junto. Ambos arfávamos pela falta de ar.


-Então... Passa amanhã pra me ver? – Eu disse corando um pouco ao fazer essa pergunta.


-Lógico... ‘rs – Ele me deu mais um selinho, e entrou no elevador. Ao ver a porta se fechar, bateu um aperto no peito... Mas eu apenas ignorei.



No outro dia, eu acordei todo alegre, e mal ficou de tarde eu já estava todo pronto, esperando ele aparecer. Mas ele não apareceu... Nem no outro dia, e no outro, e no outro, no outro...



-Sabe Strify, eu nunca o esqueci... Mesmo tendo falado apenas essa vez com ele...


-Ah Yukito, não fica assim baby, se ele te largou assim, ou alguma coisa aconteceu, ou ele simplesmente não te merecia... Hei, deixa eu te contar *-*


-Conta, conta o/o/o/


-Eu e o Shin... A gente adotou um pirralhinho *OOOOOOOO* Tipo, a criaturazinha ainda não tem nome, mas a gente tava pensando em colocar Kiro *-* Ele é tão pequenininho, só tu vendo *-* Tem um narizinho mega empinado, é mais que fofo, é lindo *------* Queres ser o padrinho dele baby?


-Do Kiro? *u* Lógico que quero bee, *---------*


-Que ótimo *-* Vou já contar pra minha traveca que tu aceitaste!


-Conta lá... Manda um beijo pra ele, e pro meu afilhado *-*


-Ta bom... To desligando, küsse.


-Küsse



Desliguei o telefone, o Strify era o único que me fazia rir ultimamente... Mesmo depois de dois anos, DOIS ANOS, eu nunca o esqueci... Ele foi o único que conseguiu mexer comigo desse jeito... Eu amo um estranho... Romeo...



Sentei-me no sofá, a vida parecia ficar cada vez mais intediante, até tocar guitarra, que sempre fora meu maior vício, parecia chato... Ficar olhando a porta branca, esperando ele entrar, agora era a única coisa que eu fazia, havia me demitido, não tinha mais cabeça pra trabalhar... E lá estava eu, olhando novamente a porta branca, sempre esperando ele entrar, mas ele nunca entra...



Levantei-me e fui em direção ao banheiro, e em questão de segundos voltei e me sentei novamente, sempre de frente para a porta branca, sempre o esperando. Deixava agora meus pulsos sangrarem, não me importava com o resto... Sentia a visão ir ficando turva, meio embaçada... Meu sangue já fazia uma poça no chão, sujando todo o tapete novo que eu ganhara do Strify... Deixei algumas lágrimas rolarem meu rosto, ninguém veria mesmo, nunca havia ninguém quando eu precisava... Mas eu vi, eu juro que vi a porta branca se abrir, e ele entrou, a mesma roupa, o mesmo cabelo, o mesmo sorriso...



-Demorou... – Meus sentidos a cada segundo iam ficando mais e mais fracos, meus pulsos estavam quase parando...


-Você que demorou... Naquele dia... Ainda não era a sua vez... Eu não podia simplesmente... Te levar entende? Mas agora a gente não precisa mais ficar longe um do outro... – Vi ele se aproximar de mim, e quanto mais ele se aproximava de mim, mais escuro ia ficando, foi ai que eu entendi. Entendi o porquê dele ter se afastado de mim, mas nada disso importava agora, porque independente de como, agora nós iríamos ficar juntos, até a morte, até depois dela...



Senti seus braços me envolverem, e tudo apagou, eu só pude sorrir antes dele me levar, me levar pra morte, me levar pra vida eterna, me levar pro outro lado... Não importa, me levar com ele, isso sim importa...

Notas finais
primeira fic que eu faço com o Romeo, *-*
Yu e romeo é estranho, fact. Mas eu tentei, eu juro... ^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!