Sei que vamos melhorar..
13 Capítulo XII.
Chegamos até o local sem dizer uma palavra.
– Fique a vontade — ele disse abrindo a porta de uma casa e entrando junto comigo.
– Isso aqui é seu?
– Impressionada? — ele disse.
– Haha, não mesmo. — revirei o olhar.
Tinha uma mesa servida, com velas e um pano vermelho. Ele me levou pra sentar, e sentou na cadeira na frente de mim.
Não queria comer, mas ele obrigou eu colocar pelo menos 3 garfos na boca. Ele ficou falando umas coisas nada a ver, sobre como a vida dele estava ótima. Comecei a ficar sem ar e uma dor imensa na barriga.
– Soco..rr... — não conseguia falar direito, faltava ar. Ele sorriu vitorioso — Que desgra... você fez comig... ?
– Nada não — disse levantando e me puxando pelos braços, comecei a me debater sem muita força e sem sucesso. Juntei todo o ar que eu tinha e falei o mais alto que consegui: SOCORRO!
Vinícius colocou a mão na minha boca e de repente a porta da casa abre em um estrondo. Olhei e era o Raphael.
O Raphael foi pra cima dele e tentou dar um soco, mas o Vinícius desviou e deu um soco nele.
– COMO??? — Vinícius perguntou.
– Não desliguei o celular, e o Raphael veio ver se o Duke estava bem. Ele estava lá o tempo todo, e seguiu você — eu disse com dificuldade — mas é tão burro que nem consegui perceber — sorri.
Raphael se recuperou e deu um soco no queixo do Vinícius. Enquanto isso a polícia entrou na casa e foi em direção ao Vinícius, e ele gritou: "você vai se arrepender disso! OS DOIS!"
Eu ainda estava com enormes dores, olhei pro Rapha e comecei a chorar. Ele me levou até o hospital.
[...]
Raphael narrando:
– E eu sinto muito em informar, mas com a demora da vinda de vocês até o hospital, a lavagem estomacal ocorreu tudo bem, mas o bebê... o bebê infelizmente recebeu maior parte do veneno, e...
– Eu ja entendi. — eu interrompi o médico explicando, meus olhos se encheram de lágrimas e a vi ali, dormindo.
"Quantas vezes eu vou ter que te ver no hospital?" — pensei.
Entrei no quarto dela e sentei do seu lado, comecei a falar: Você foi esperta em me contar o que tinha acontecido e em bolar aquele "código" caso algo desse errado. Sei que não quer que nada de ruim aconteça comigo, mas o meu fim é o mesmo, Victória... não se arrisque por mim. Não sei como eu vou te falar isso, mas o nosso bebê se foi... e eu não sei como agir em relação a isso, me perdoe. — minhas última palavras foram seguidas de tosses fortes.
Victória narrando:
Eu ouvi tudo o que o Rapha disse, e meus olhos se encheram de lágrimas... pra todos os modos, era o meu filho ainda, e eu não acredito que ele se foi.
[...]
Recebi alta, e fomos pra casa. Fiquei olhando pra fora da janela sentindo o vento balançar os meus cabelos, e com lágrimas nos olhos.
– Eu já vi você assim antes — Rapha disse tentando amenizar a situação. Olhei pra ele e sorri de canto — Vem aqui... — ele estendeu uma mão, eu agarrei o braço dele e deitei no seu ombro. Ele deu um beijo no meu cabelo, e minha única reação foi chorar.
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