Notas iniciais
oi pessoa eu andei pensado, minha historia estava muito dramática então resolvi por uma pitada de humor, entre Kanon e Saga, espero que gostem.

Mú se aproximou de Milo, e se pôs ao seu lado com cautela, assim como o outro observou as chamas crepitarem por longos minutos

Mú que bom que você veio.

Atena o saudou pelo cosmo

Sinto ter demorado tanto!

O que importa é que você veio, eu não me senti no direito de intervir ele precisava chorar e sofrer sozinho, apenas assim conseguiria se reerguer novamente.

Eu sei disso minha Deusa, sua sabedoria também me auxiliou muito quando precisei. Mais agora Milo vai precisar mais do que nunca de todos os amigos, essa é a parte mais difícil, devemos cuidar para que ele não substitua esse dor por magoa e rancor, ou isso o corroera por dentro.

Mú sentiu o cosmo da jovem oscilar em resposta

Sim Mú suas palavras são sabias, mais sinto que não podemos mais fazer muita coisa, o abano de Camus vai deixar muitas feridas em Milo, a magoa já inundou.

Não se preocupe minha deusa, o mundo dará muitas voltas nesse meio tempo e Milo ira encontrar uma pessoa que ira ama-lo incondicionalmente.

O cosmo da deusa queimou mais terno

É bom ouvir isso Mú.

Sim mais até que isso aconteça, nós devemos guia-lo em direção a paz anterior

Mú sentiu o cosmo de Saori, se distanciando até finalmente desaparecer.

Olhou para as cinzas, seu amigo permanecia com a expressão de deboche no rosto, quem o visse assim não o reconheceria, não mais como o Milo antes de Camus. Mais o amor deixava marcas, cicatrizes que ficariam na alma do escorpiano.Porém logo alguem trataria de feixa-las, e não ira demorar tanto. Sorriu consigo mesmo

-O que é tão engraçado Mú?- o outro perguntou áspero, mais o lemuriano não levou a mal

-Dias melhores estão chegando meu amigo- olhou para o escorpiano com um sorriso afetuoso. Milo fez uma carranca

-Esse seu positivismo não funciona comigo Mú de aries.

-Não é positivismo Milo, eu tenho visões do futuro, caso você tenha esquecido – Milo olhou o amigo que sorria afável e meigo, as maçãs rosadas, alguns fios de cabelo sobre o rosto.

-Nem vem que eu não vou te dizer, mais uma coisa eu garanto isso vai passar meu amigo acredite- Mú passou o braço em volta dos ombros do amigo – agora vamos tomar uma banho por que você fede Milo de escorpião.

O defensor da sétima casa zodiacal sorriu sincero pela primeira vez em muito tempo

-Aproposito gostei do cabelo, quem foi o cabelereiro?

-Eu mesmo oras- Milo disse passando as mãos pelos fios curtos

-Não sabia que você tinha esse dote Seferis- Milo torceu o nariz

-Eu tenho muitos dotes que você ainda desconhece meu caro. E por favor não me chame de Seferis, o Mascara da Morte só me chama assim, e sinceramente não quero lembra dele, aquele carcamano maledeto

Mú gargalhou da tentativa do amigo de imitar o Canceriano, ah se ele soubesse como a vida guardava surpresas.

-Você está sorridente demais Mú, o que houve?

-Nada absolutamente nada, agora vai banhar que eu vou prepara algo para tomarmos café da manha, e depois nos vamos passar uma magnifica tarde juntos, vendo filmes, comendo pipoca, e muito chocolate.

-Sim senhor- Milo bateu continência e desapareceu no interior da casa. Um olhou ao redor, as fotografias do ruivo haviam desaparecido, assim como livros e tudo mais que pudesse denunciar que um dia sua presença se fez no sétimo templo, então era isso que o amigo estava queimando, bem tipo de Milo era incrivelmente passional, e tragicamente teatral.

-Anda Kanon mais depressa nos temos que treinar- Saga empurrou o irmão escadaria abaixo

-Me deixa, eu não quero treinar- o outro fez um bico

-Mais é nossa obrigação, e quem mandou virar a noite assistindo filmes e bebendo feito um alcoólatra

-É mais você também ficou lendo aquela porcaria de livro, além do mais eu estava na fossa, eu e a Tetis terminamos.

Saga riu do irmão

-Foi você quem terminou Kanon, e além do mais vocês só estavam junto a uma semana

-Então tá, mais me deixar voltar pra casa, você sabe que o Kaninho aqui não é capaz de produzir nada quando está com sono.

- E eu ligo, até parece, agora vai – Kanon entrou na casa de câncer tropeçando nas cabeças que haviam no chão

-Você viu, eu não consigo nem andar direito

Saga ignorou o irmão olhando ao redor, detestava a aquela casa, era tão violenta, e aqueles sussurros lamentosos.

-Hum adoro essa decoração, eu podia ver se o Mask faria igual lá em casa- Saga olhou para o irmão como se ele fosse um alienígena, sabia que o mais novo era meio tapado mais isso já era demais, será que teria que mandar exorcizar o gêmeo?

-Mask, Death Mask- Kanon chamou fazendo um megafone improvisado com as mãos – cadê você carcamano?

Saga sempre se assustava com o grau de intimidade que o irmão tinha com o guardião daquela casa, quem por Zeus tratava um homem que decorava a casa com cabeças, tão ofensivamente informal?

-Fale baixo Kanon, não a ninguém surdo por aqui – Mascara da morte falou surgindo atrás de Saga, que no ato se precipitou afastando-se do cavaleiro, detestava essa mania que Câncer tinha de chegar na surdina, mais não iria falar isso pra ele de jeito nenhum, não que tivesse medo do outro sabia que era forte, porem Mascara da Morte era psicopata.

-Mais parece que sim Mask, você nem fica aqui pra receber seu amiguxo- Kanon fez bico para o outro, que torceu o rosto mal humorado. Saga por sua vez estava achando aquilo cada vez mais bizarro, seu irmão com toda certeza ainda estava sobre o efeito da garrafa de tequila, sua atitude com Mú há duas horas provava isso, ou não, seu irmão era tão bipolar, que ficava difícil acompanhar o ritmo dele, às vezes ele era tão adolescente.

-Sabe Mask eu estava pensando, nos podíamos sair essa noite e encher a cara – Saga prendeu o ar. Ah não que droga, Kanon saindo com Mascara, que com certeza levaria Afrodite, significava o irmão e peixes bêbados no meio da madrugada, sendo carregados pelo canceriano que estaria meio grogue gritando algo em italiano morto de raiva (desconfiava que o italiano houvesse sido muito precoce com uso do álcool por que nunca o vira bêbado), enquanto os dois cantarolavam alguma coisa indecente, acordariam todo o santuário e seria uma confusão. As bebedeiras daquele três eram épicas, e traumáticas. Quando eles saiam todos já ficavam desesperados

-Eu to nessa, preciso de uma boa dose- O geminiano mais velho murchou, sua única esperança era de que Mascara não aceitasse. Mais agora teria que se preparar, pois o irmão bêbado era um porre e quem teria que tomar desse porre, ele claro o irmão mais velho e responsável!

-É isso ai, eu só volto pra esse santuário carregado

-Não por mim acredite- O canceriano bufou irritado- se você beber demais eu te deixo caído na sarjeta como daquela vez.

Saga murchou mais ainda, se lembrava dessa vez, tivera que sair pela ruas de Atenas procurando o irmão e quando o achou ele estava dormindo com um mendigo em plena calçada. Que Zeus o ajudasse, por que o irmão com certeza não iria.

Notas finais
criticas, conselhos, elogios, são todos bem vindos