Sei Lamor Della Mia Vita!

42 ...E seu deixar seu coração cair, vou perdoar ?


Milo saiu do banheiro se espreguiçando todos os ossos do seu corpo estava doloridos, afora o maldito incomodo lá embaixo, mais uma coisa tinha que admitir nunca estivera tão relaxado ao menos não que se lembrasse, a quanto tempo não tinha uma transa incrível assim, ah como a vida era boa, se na sua época de vadiagem tivesse descoberto sobre os dotes do italiano com toda certeza teria dado muito, e quem sabe até não existisse Camus.

Não impossível sempre fora apaixonado pelo ruivo desde que se entendia por gente, se lembrava de vê-lo pela primeira vez aquele garoto bonito que falava estranho, com os cabelos em chama, o nariz empinado e o jeito de ser melhor que todo mundo sempre o atrairá, primeiro para uma amizade e depois paixão.

Enfim desde seus dezoito estava com Camus e era realmente difícil deixar tudo para trás...

-Tudo bem caro- o loiro olhou para o Italiano que estava sentado em uma poltrona, completamente vestido de preto como era do seu feitio, e um cigarro entre os dedos que soltava a fumaça no ar, em algum momento enquanto estava no banheiro o Italiano também se lavara, assim como o quarto estava completamente arrumado, a colcha da cama trocada, uma coisa tinha que admitir as cervas do italiano eram muito competentes – Achei que você tinha se afogado no chuveiro.

Milo sorriu secando os cabelos com a toalha. Era incrível como o filho de uma mãe conseguia ser tão sexy, normalmente detestava cigarro, mais aquela figura ali sentada com as pernas entreabertas, os cabelos nos ombros ainda húmidos e a mão bonita levando o cigarro vez ou outra aos lábios, a expressão que ele fazia quando tragava a fumaça, o suave movimentos dos lábios quando soltava a fumaça.

-Algo aqui lhe interessa escorpião

-Não claro que não- o escorpiano sorriu dando as costas ao moreno- você nem é isso tudo.

Uma sonora gargalhada foi escutada por Milo que girou os olhos, as descobertas sobre a personalidade do italiano e surpreendiam cada vez mais. As vezes até achava que ele era meio bipolar com as mudanças de humor, ou era ele que não estava acostumado com o verdadeiro cavaleiro de câncer.

-No que é que você pensa tanto?

-Em como as coisas estão diferentes, a alguns meses atrás eu nunca pensaria em estar tendo esse tipo de conversa com você, nem muito menos transar com você.

-Bom as coisas mudam- O moreno deixou o cigarro no cinzeiro, e se levantou caminhando na direção do loiro- E por falar em lugar caro quando você vem pra cá, eu mal espero a hora de dormir todas as noites com você.

-Hum, seu ninfomaníaco- Milo passou os braços em volta do pescoço de mascara- O que quer dizer caro?

-Querido, quer que eu te mostre o quanto você é querido?

-Hum e como você vai fazer isso?

-Você tem que paga.... — Carlo se afastou de Milo devagar e se colocou a frente do loiro. Na porta estava Schiller já usando as roupas que as cervas tinham providenciado, os cabelos caiam em lindas cascatas sobre os ombros, as pequenas mãos seguravam algo que o italiano podia identificar como um pequeno urso- Piccoli com você esta se sentindo?

Mascara caminhou até o filho se ajoelhado. Os grandes olhos azuis do menino se desviaram para Milo

-Quem é questo moço papá?- Carlo não pode evitar sorrir quando o menor lhe chamou de pai

-Este mi bambino é Milo o namorado de su papá- o garotinho sorriu

-Ele é molto belo- o loiro mordeu o lábio meio desconcertado a anos não tinha contato com crianças, na verdade nunca imaginara que tivesse afinidade, ao menos não tão espontânea quanto Carlo parecia ter, o que era uma grassa, ver aquele homenzarrão agindo daquela maneira- Olá Milo- o garoto sorriu

Carlo pegou o garoto no colo e o levou até o loiro. Milo sorriu quando o pequeno se aproximou o rosto fino emoldurado pelos fios vermelhos lhe davam um aparência ainda mais andrógena, quando ele arregalou os grandes olhos azuis, o loiro pode constatar o quão lindo era assim com aquele sorriso infantil mais ao mesmo tempo sofrido, seu olhar passou pelo corpo do garoto pela primeira vez, nas mãos do garoto e na parte em que o tecido não cobria era possível ver marcas de queimadura e cortes, seu olhar se desviou para o moreno e o encarou com indagação, Mascara apenas balançou a cabeça negativamente em um gesto quase imperceptível

-Como você esta se sentindo?- Milo perguntou sorridente e tentando esquecer as perguntas que estavam na sua cabeça, sabia que depois o italiano lhe contaria e muitas outras coisas que o assolavam, estava dando um passo gigantesco isso era certo, mais a questão era suas pernas eram compridas o suficiente para lhe fornecer apoio fortes com era preciso, ele daria conta de uma família. Sim por que era isso que estava ali diante de si uma família carente que acabara de começar, e ele estava sendo convidado a fazer parte dela, o problema era que não tinha certeza se suas estruturas emocionais poderiam corresponder a todas as expectativas que ali estavam impostas, e se ele magoasse essas pessoas, se magoasse a Carlo sua tabua de salvação o homem que o estava ajudando, curando seu coração sem nada exigir apenas oferecendo o que ele precisava, poderia se perdoar se infligisse alguma dor a Carlo, que obviamente já tinha passado por coisas que ele se quer imaginava.

O canceriano se abrira para ele, havia exposto sua verdadeira essência tinha lhe entregado seu coração confiando, havia mostrado o lado humano escondido por baixo de todo o mito que existia por trás do temível assassino de câncer.

-Com fome- o garoto respondeu pulando do colo do pai- eu vou atrás da Petúnia ela fez bolo de chocolate- Você vem pai Milo?

O escorpiano quase derreteu com pergunta, por Zeus como alguém poderia ser tão adorável.

-Eu vou apenas e me vestir ok e depois vou te fazer companhia.

-Tudo bem- Schiller sorriu e saiu do cômodo saltitante.

-Afrodite e Kanon já o conheceram?

-Por que a pergunta?

-Tome cuidado ou a gazela de peixes vai transformar seu filho em uma menina, e o Kanon vai fazer dele um completo pervertido.

Carlo pegou o cigarro que estava no cinzeiro e deu uma tragada até o final e depois soltou a fumaça pelo nariz.

-Então pai Milo- mascara debochou do outro- ele gosta de você, bom na verdade ele gosta de todo mundo.

-O que bem estranho com o pai antissocial que tem, mais ele obviamente puxou a mãe.

-Isso foi para me humilhar qual o problema comigo?

Milo balançou a cabeça, enquanto procurava pelas peças de roupas.

-Então você vai me contar qual é a historia por trás daquelas marcas?- o italiano baixou a cabeça respirando fundo.