Sei Lamor Della Mia Vita!
53 Divididos em partes
Uma hora depois Mascara da Morte fez seu caminho de volta para o quarto, sem ao menos chegar a cozinha. Ele tinha acomodado Saga em um dos quartos de hospedes eté mais velho dormir. Mesmo depois que Saga havia dormido ele ficara de vigília para ter certeza que Ares não iria voltar, isso o fez se perguntar a quanto tempo o geminiano estava escondendo isso de todos, o tempo em que estivera sozinho. Não que isso lhe dissesse a respeito, mais de certa forma considerava Saga meio que um amigo. E sim ele temia que Saga voltasse a enlouquecer como antes, que tudo começasse novamente, e dessa vez não haveria clemência.
Assim que pousou a mão na maçaneta de alumínio, ele sentiu o cosmo de Milo do outro lado da porta indicando que o escorpiano estava acordado, ele girou o trinco ouvindo o clique e em seguida empurrou a porta de madeira entrando no quarto, através da penumbra ele viu o reflexo de Milo de pé, olhando pela janela, alem dele a paisagem de maças escuras insondáveis se estendiam, o vento balançando as cortinhas escuras.
–Milo
Ele caminhou até o loiro e tocou seu ombro, a surpresa o tomou quando Milo desviou de sua mão em gesto brusco
–O que houve?
–O que houve, você ainda pergunta, que tipo de idiota voe acha que eu ou Mascara da Morte?
O canceriano trincou os dentes mais não falou nada apenas observou o outro se virar, so as sombras ele foi capaz de ver meia expressão, o rosto de Milo estava transformado em uma mascara de raiva e decepção.
–Era esse o seu plano, fingir que estava tudo bem depois me castigar com um par de chifres? Eu não sei como fui capaz de acredita em você. Ceus como eu fui idiota acreditando que você poderia ser diferente, dos outros, diferente de Camus mais você ´pior você me fez acreditar que estava tudo bem, me ludibriou me enganou pra depois me jogar na cara. Quantas veses vocês riram de mim elas costas?
Carlo franziu o senho.
–Do que você esta falando Milo- ele perguntou baixo tentando descobrir do que o escorpiano estava falando. Ele não queria falar nada errado.
–Do que eu estou falando? Do que eu estou falando? Céus como você pode ser tão assim? Esse jeito de ingênuo não combina com você mascara da Morte.
O loiro passou a mão nos cabelos. Tudo o que ele queria era desaparecer. Primeiro Camus e agora Carlo. Mais ele não ia deixar o italiano sair assim, não iria ficar chorando como aconteceu quando Camus o deixou.Era doloroso ser engando novamente, parecia que o seu coração estava ser partindo novamente, e ele achava que nunca mais iria se recuperar. Sera que ele era tão pouco pra todos?
– Eu estou falando de você e Saga, eu vi como você dois estava atracados.
Mascara umedeceu os lábios com a ponta da língua. Assim ai estava a fonte desse trantorno de milo.
–Caro, por favor me escute, de deixe explicar...
–Explicar o que como a língua de Saga foi para na sua garganta. Voce me traiu, mais o que eu podia esperar de um traidor.
Mascara trincou os dentes, de tudo que Milo poderia ter dito, isso foi a única coisa que ele não esperava.
–É melhor você fechar a boca antes que fale algo que se arrependa Milo. Palavras não podem ser apagadas.
Carlo soltou um rosnado baixo, soando mais ameaçador do que ele esperava. Milo apenas sorriu com escárnio.
–Voce não gosta de ouvir a verdade não é?
Milo se aproximo do homem, o rosto lívido, não mostrando nenhuma emoção, no entanto se você olhasse de perto seria capaz de ver a mandíbula do italiano apertada, os olhos meio fechados apertados.
–É isso que você é. Um traidor e nunca será nada alem disso.
Uma satisfação o tomou quando ele viu o traço de dor e magoa passar pelo olhos do italino, tão rápido como um piscar.
–Como eu pude me enganar, você so estava esperando um chance para me punir não é? Voce realmente nunca gostou de mim...
–Não me julgue pelos seus atos Milo, eu nunca fiz nada mais do que te dar tudo o que eu podia. Voce está agindo assim sente sua própria culpa, por seja La o que aconteceu entre você e Camus de Aquario.
–E que disse a você que eu sinto culpa?
Mascara estreitou os olhos, sim agora ele podia perceber o que estava acontecendo. Ele sorriu se sentindo mais um daqueles tolos que se cegam diante do amor. Que bobo ele tinha sido imaginando que tudo poderia ser diferente que ele poderia ter uma continuação ao lado de Milo.
–Voce nem mesmo percebe não é
A expressão do escorpiano passou de irada para confusa.
–Voce não percebe que o problema aqui não é o fato de você imaginar que me viu beijando Saga. Mais sim o fato de você estar usando isso como desculpa para brigar comigo, para jogar a culpa sobre mim, apenas por que você é covarde demais para sair dessa relação sem um motivo não explicado.
–Voce está louco
–Eu estou, você nem mesmo percebe o que esta fazendo. Mais você sabe que quer voltar se arrastando como barata pra ele não é, como um nada, que voltar a ser o pedaço de bunda que Camus fode.
Mascara segurou o pulso de Milo antes que a mão espalmasse em seu rosto. O loiro forçou o braço tentando se livar do aperto do italiano, Carlo sorriu segurando ambas as mãos do escorpiano.
–Olha so pra você Milo, se fazendo de coitado, mas eu não caio nessa. Eu te dei meu coração, e você o deixou cair, de dei meu amor e você não deu valor a ele, eu te dei uma família que recusou. E agora acredita que pode me ofender na minha casa, apenas por que é um covarde. Voce está enganado Milo.
–E o que você vai fazer comigo? Me matar? Me surrar. Provavelmente vai tentar por é so isso que voce sabe fazer
Milo esperneou tentando se livrar do aperto do homem.
–Pro inferno você escorpião, se você deseja e em satisfação em chafurdar na miséria pode ir em frente por que não tenho. Voce apenas esteve comigo enquanto te foi conveniente. Mais no momento em que Camus apareceu você fez sua escolha, eu não tenho nem idéia do por que você ainda está aqui.
–Voce está me mandando embora?
–Não Milo eu estou te dando o tempo que você precisa para decidir quem você quer, ou melhor o que você quer. Por que eu não sei o que você espera de mim, eu fiz o que foi possível que esteve a meu alcance mais não foi o suficiente não pra você. Agora me diga o que mais você deseja . Minha alma talvez?
–Por que iria querer essa sua alma podre.
Doeu. Doeu mais que a própria morte ouvir isso dos lábios de Milo, era o ultimo prego no caixão. Ele soltou os pulsos do grego e retrocedeu alguns passos se distanciando o maximo possível do homem.
–Sabe eu ainda imaginava que ainda poderia haver um nos, pensei em te dar um tempo para decidir. Mais não há o que decidir, você fez sua escolha assim que pos os olhos sobre Camus. Sempre foi ele, todos esse tempo em que você esteve comigo foi por conveniência, por que ele não estava aqui. Mais a sua escolha sem foi aquele bloco de gelo.
Milo piscou algumas vezes permitindo pela primeira que o tremor lhe acometesse, ele olhou para as próprias mãos, as palavras do italiano ecoando em seus ouvidos.
–Eu ainda me iludi acreditando que poderia haver um nós, mai não fui mas que um sombra para substituir Camus.
–NÃO
O coração de Carlo deu um salto quando o olhos do grego tomaram um fogo, focados no seu.
–Não você não vai me fazer sentir culpado. Foi você quem errou, foi você quem resolveu se divertir com Saga, não eu, eu voltei pra você.
–É melhor nos pararmos aqui, essa discussão não vai nos levar a lugar algum.
Carlo passou a mão pelos cabelos tirando os fios do rosto, girando sobre os tornozelos ele caminhou até a saída
–Voce não precisa sair a casa é sua, eu vou ficar em ares essa noite depois eu venho buscar minha coisas.
Mascara observou a forma fria como o loiro recolheu algumas peças de roupa e as guardou na própria mochila retirada do baú próximo ao armário, e depois a pendurou no ombro passando por ele sem lhe dar um segundo olhar.
Milo passou pelo italiano, a mão apertando a alça da moxila, ele evitou olhar o moreno, seu coração no pescoço, ele parou diante das portas e segurou a maçaneta sabendo que saísse por ali não haveria mais volta.
“Me peça para ficar por favor”.
Ele segurou a maçaneta e girou até ouvir o clique
–Não vá por favor.
A mão quente do italiano envolveu seu ombro. O seu peito subiu e desceu mais rápido.
–Eu não posso.
Carlo baixou o olhar enquanto Milo abria a porta e desaparecia na escuridão do longo corredor da casa de câncer, a porta entreaberta permitindo que ele ouvisse os passos até que estes cessassem.
Ele ficou ali de pé por tempo indeterminado, apenas preso em si mesmo, ele não tinha déia do que faria agora, a cama vazia ficaria tão fria, eram tantas as coisas a serem perdidas.
–Mascara?
O italiano não se voltou para o grego, apenas caminhou seus passos na direção da janela ode Milo tinha estado.
–O que houve?
–Ele acha que nos temos um caso.
–E por que voce não o desmentiu?
–Ele não acreditaria.
–Voce que eu...
–Não ele precisava apenas de uma desculpa para sair.
Saga soltou um suspiro leve e caminhou até o italiano ficando lado a lado com ele perto o suficiente para que os ombros se tocassem.
– Eu achei que tinha entendido que podia dimensionar, mas não. Não mesmo. Era apenas eu em uma ânsia de enganar a mim mesmo, com um sentimento que nunca viria acontecer, mais que eu ansiava, foi como um borrão , uma ânsia de sonhos incontidos, representados por roupões coloridos com pedras preciosas. Eu não me dei conta que a maioria das vezes era penas eu que amava, que me doava que me enganava, nunca me dei conta que nos nunca seriamos um inteiro. Por quê, todos esses sonhos estavam fragmentados em partes, partes ansiosas de mim, e partes em tons monocromáticos de Milo. Eu não sabia, não sabia das partes que sempre ficaram no meio, das partes de Camus entre nós.
Saga observou a paisagem ateniense pela janela aberta, a brisa fria esvoaçando com seus cabelos, ele podia sentir o calor da mão do italiano contra as costas de sua mão.
–São as partes que te transformam em um inteiro .
O grego moveu os dedos tocando a mão solta do canceriano, lentamente ele envolveu seus dedos no do mais novo e apertou com força, e ambos permaneceram parados, dedos conectados o olhar muitos distante parar verem a si mesmos
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