Segundas Chances
3 Às vezes, as coisas saem de controle
Notas iniciais
Zelena estava na sua cela, sentada naquela cama desconfortável e apoiando seu corpo na parede. Ela tinha suas costas viradas para qualquer um que entrasse, e não se importava tanto assim, ninguém a visitaria, sem dúvidas disso.
Quando a ruiva escutou a porta da delegacia abrindo-se e, então, o som de passos, ela franziu o cenho, porque recém tinha visto sua irmã, era ela novamente? De qualquer jeito, não se mexeu, ao invés disso, falou desinteressada com um sorriso falso enfeitando seus lábios:
– Regina. Eu não te esperava de volta tão cedo.
– Eu não imagino que você me esperava de jeito nenhum, queridinha.
Virando o pescoço um pouco, ela bufou em irritação quando viu quem era:
– O que você está fazendo aqui?
– O que você acha? – Rumple adorava esse joguinho de perguntar de volta, sem responder.
– Você não pode me matar, Rumple. Eu vi a Regina pegar sua adaga – Zelena não estava nem um pouco preocupada.
– Ela deu-a para Belle.
– E ela me quer morta? – A ruiva achava aquilo difícil de acreditar. Belle não a mataria.
– Não, é claro que não.
– Bem, então, você terá que fazer o que ela deseja. Se ela tem a adaga, você não tem escolha.
– Sim. Se ela tem a adaga. Mas ela não tem – Rumple tirou-a do seu esconderijo atrás das costa, de sua mão escondida lá que, até então, Zelena não havia notado, mas agora se levantava, ficando preocupada por causa do objeto.
– Ela só acha que tem – ele disse, olhando para a faca afiada – você vê, meu pai me ensinou algo... A única coisa útil que ele passou para mim. Um pouco de truque mágico com as mãos chamado ‘siga a dama’. Belle tem a falsa – mostrando para ela a adaga, só para incomodar, ele terminou –e ssa, ao contrário da outra, é bem real.
Rumple desapareceu por um segundo e no outro estava dentro da cela de Zelena.
– Espere. Espere! Eu não tenho poderes agora – Zelena moveu-se para trás, até encontrar a parede com as costas – R-Regina tem o meu pingente. Minha magia sumiu. Eu não posso machucar ninguém! – ela estava quase hiperventilando – eu não posso... – ela arfou – Por quê?
– Porque eu prometi ao meu filho que sua morte seria vingada – o lábio inferior de Zelena já tremia, e ela olhava atentamente para a adaga – e Rumplestiltskin... Nunca. Quebra. Um acordo.
E então, ele empurrou o braço segurando o objeto pontiagudo para frente, apunhalando com sucesso seu estômago, enquanto Zelena engasgou em busca de ar, apertando as mãos lá.
Mas, depois, antes que seu corpo pudesse virar completamente de porcelana, ela ouviu alguém chamando seu nome, uma voz preocupada. Próxima coisa que sabia, estava acordando.
–----
Regina teria acordado após ouvir choramingo de dor e gritos. Confusa, ela olhara no alarme da cabeceira, eram 2 da manhã. Levantando-se, ela colocara seu robe e em instinto de mãe fora o mais rápido que pôde para o quarto de Henry. Encontrando-o vazio, empurrando memórias ruins para longe, ela percebera que os sons vinham do quarto de hóspedes.
Quando chegou lá, a morena estivera chocada ao encontrar Zelena se revirando na cama e implorando para alguém deixá-la sozinha e parar.
Tentando não pensar no que significaria, Regina correra para o lado de sua irmã e silenciosamente chamara:
– Zelena.
Quando aquilo parecera não funcionar nem um pouco, ela gentilmente balançara o ombro da ruiva e disse mais alto:
– Zelena!
Zelena ainda não havia acordado, só continuara gemendo. Regina decidira jogar o cuidado para o vento e, pegando os ombros da sua irmã, chacoalhara ela com mais força, obtendo resultado imediatamente.
A ruiva rapidamente levantou-se com o tronco da cama, coberta em suor e os lençóis presos em suas pernas. Chutando-os, suas mãos foram para seu estômago e um soluço angustiante saiu de sua boca, com lágrimas passando livremente por seu rosto. O pesadelo era muito real; ela quase podia sentir que ele estava lá, e a dor também.
– Zelena, o que aconteceu querida? – A ex-rainha perguntou em um tom de pura preocupação, notando que sua irmã não estava nem piscando mais.
– Foi – Zelena gaguejou, ainda ofegante e, com raiva por mostrar tanta vulnerabilidade na frente de Regina, limpou bruscamente as lágrimas, tentando recuperar sua postura de indiferença e, em seguida, respondeu:
– Foi apenas um pesadelo. E-eu sinto muito por ter te acordado. Você pode ir embora agora.
– Ah, só um pesadelo? Você estava gritando, pelo amor de Deus.
– Isso não importa, obrigada por me acordar, mas eu não necessito mais da sua assistência.
Regina balançou a cabeça, com um sorriso falso em seus lábios, porém decidiu deixar assim mesmo e saiu do quarto. Zelena respirou profundamente algumas vezes para acalmar o coração que batia rapidamente e falhou. Ela tentou ser silenciosa, usando o travesseiro para abafar o som dos soluços que saíram em seguida. De qualquer maneira, Regina ouviu tudo e só conseguiu dormir depois que Zelena chorou até conseguir o mesmo.
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Pelas 4 da manhã, Regina acordou pelo mesmo motivo de antes. Ela nem pegou seu roupão dessa vez, só se levantou e foi direto para o quarto de Zelena. Lá, encontrando sua irmã chorando novamente, a morena decidiu não acordá-la, porque ela sabia que a ex-Bruxa Má a afastaria novamente. Não pensando sobre consequências, Regina deitou-se ao lado do corpo tremendo de Zelena e a puxou para um abraço.
Não muito tempo depois, as irmãs estavam dormindo pacificamente.
–-----
De manhã, Zelena abriu seus olhos, levou um tempo para decifrar onde ela estava e, quando a memória voltou, o medo também.
Aquele foi um pesadelo bem ruim...
Ela decidiu não pensar nisso por enquanto, especialmente depois de suas narinas serem preenchidas com o cheiro incrível de panquecas. Bocejando, ela olhou para a mesa de cabeceira e encontrou um bilhete com uma caligrafia perfeita, obviamente, de Regina.
Bom dia, querida. Eu saí para encontrar o Robin e depois vou com ele para a festa do bebê da Snow, logo estarei de volta. Deixei algumas roupas do meu armário para você dobradas no banheiro (você já usou minhas roupas uma vez, então eu pensei, por que não?) e tem café-da-manhã lá embaixo. Desculpe-me se estiver frio, eu não sabia que horas você acordaria. Qualquer coisa, só me ligar; o número está no outro lado desse bilhete.
Até depois,
Regina.
Zelena deveria estar feliz que sua irmã teve o trabalho de garantir que ela tivesse roupas e comida disponíveis, porém tudo que ela podia pensar sobre era a festa.
Regina a deixou, solitária.
Talvez ela estivesse sendo egoísta, mas não conseguia se importar. A morena tinha tudo o que ela sempre quis. Um namorado, amigos e familiares. Regina tinha sido perdoada por tudo o que ela tinha feito, incluindo para Branca de Neve. A ex-Bruxa Má podia sentir a inveja bombeando em suas veias. A inveja veio de sua irmã ser feliz, talvez?
Sua inveja, na verdade, não tinha porque existir neste momento, mas velhos hábitos custam a ir embora.
Zelena foi praticamente bufando ao banheiro. Em primeiro lugar, ela o usou para suas necessidades, mas quando a moça estava lavando as mãos, ela olhou para o espelho e teve que dar uma segunda olhada. Ela arfou e tocou seu pescoço, onde o verde já estava começando a se formar.
Considerando o fato de que quando ela apareceu em Storybrooke pela primeira vez ela não estava verde – e tinha sido um alívio – talvez deixar essa grande quantidade de raiva e inveja como ela fazia em Oz, ou na Floresta Encantada, tenha sido a gota d’água. Além disso, ela não estava mais usando o pingente.
Deixando sua fúria aumentar para níveis extremos e sem pensar claramente, Zelena forçou seu punho a encontrar o espelho, já que ela estava enojada com si mesma e sua feiura. O espelho se quebrou em milhares de pedaços, enquanto ela gritava em dor, percebendo que sua mão estava sangrando bastante e vários cacos de vidro cortavam sua pele.
Balançando a cabeça vigorosamente, ainda com raiva, ela moveu-se para trás e saiu correndo do banheiro. Segurando sua mão direita que já estava inchada com a outra, lágrimas brotaram em seus olhos. Por fim, um único pensamento cruzou sua mente.
O que eu faço agora? Ela vai me colocar de volta na cadeia, com certeza. Bom, vou fazer meu tempo aqui valer a pena. Ela nem merece as coisas que tem...
–----
Regina acordou cedo, como sempre, e tentou sair do abraço sem acordar Zelena. Não seria bom se sua irmã a encontrasse lá; especialmente depois de deixar bem claro que a morena não era bem-vinda na noite passada.
Ela escreveu um bilhete e foi para seu quarto para tomar um banho e se arrumar. Ela não pôde evitar, um sorriso apareceu ao pensar que tudo estava funcionando bem para ela, finalmente.
Regina já havia planejado seu encontro com o Robin: eles iriam para seu escritório e sentariam perto da lareira, já que estava muito frio. Sim, eles teriam o encontro em seu escritório, porque com Zelena em casa, provavelmente seria estranho. De qualquer maneira, ela estava animada, parecia uma adolescente que tinha uma queda por um garoto.
Depois de tomar banho, ela colocou um vestido preto que ia até os joelhos e que deixava suas curvas a mostra, um blazer de couro e um lenço bordô. Não exagerou muito na maquiagem, pois sabia o quanto Robin gostava e calçou sapatos de salto alto para que não ficasse tão baixinha comparada a ele. Para completar, pegou sua bolsa e saiu.
Quando a morena chegou lá, ela descobriu que o escritório já estava aberto, de alguma maneira. Apenas por precaução, Regina virou seu pulso e, com uma bola de fogo na palma da mão, ela entrou. Robin havia escutado o barulho e logo em seguida viu sua namorada (eles estavam namorando, certo?) com o fogo e com uma carinha de concentração que era impossível não achar linda.
Levantando seus braços em rendição, ele tinha um sorriso apologético em suas feições:
– Desculpe, eu não queria te assustar, Regina. Eu só queria fazer uma surpresa.
E que surpresa! Regina fechou sua mão para apagar o fogo e olhou com admiração para o homem ao lado da lareira, onde ele havia colocado uma toalha no chão junto a uma cesta de piquenique. Ela não pensou duas vezes, correu até ele e o deu um beijo na bochecha, coisa que ela não fazia desde Daniel. Talvez ela estivesse se apaixonando por Robin.
– Você está linda, Regina. – a morena corou um pouco e agradeceu, enquanto Robin gentilmente pegou sua mão direita e a guiou para sentar no sofá que ficava atrás das coisas de piquenique. Certa vez, Regina tinha sido uma rainha, e essas palavras não significavam nada para ela. Mas, agora, escutar a pessoa que ela havia começado a se importar profundamente dizê-las, ela sabia que era sincero.
Logo eles estavam aproveitando um bom vinho e a companhia um do outro.
Robin levantou sua taça para brindar com ela.
– Pela volta do seu coração.
Quando os dois beberam um pouco e colocaram as taças no chão, ele perguntou:
– Então, como se sente?
Regina brevemente pensou na culpa de Zelena em relação à falta do seu coração em primeiro lugar, mas empurrou o pensamento para longe e respondeu:
– Mais forte do que nunca. – ela disse com um sorriso feliz.
De repente, ele estava capturando seus lábios em um beijo apaixonado. Por um segundo, a morena não correspondeu, pega um pouco de surpresa. No entanto, quando ela respondeu, colocou sua palma no rosto dele, tentando mostrar o quanto ela gostava do homem. Antes de se separarem, se deram mais um selinho. Regina tinha lágrimas em seus olhos.
– O que houve? – Robin perguntou meio preocupado.
Para lhe assegurar que ela estava bem, Regina deixou seu polegar acariciar sua bochecha e deu a Robin uma pequena levantada no canto dos seus lábios. E, então, a mulher respondeu, apesar de sua voz ter sido diminuída a um suspiro no final:
– Eu só... Eu nunca pensei que eu teria isso – a morena balançou a cabeça um pouquinho e riu em pura alegria.
– Depois que eu perdi minha esposa, eu me senti desse jeito por um bom tempo. A morte dela foi minha culpa. – Robin falou em um tom meio triste.
– Eu sinto muito – e ela foi sincera.
– Eu teria andado pelo inferno para estar com a minha Marian novamente. Mas, quando eu finalmente admiti para mim mesmo que ela havia partido e não iria voltar, eu tive que deixar a culpa ir embora.
– Meu primeiro amor, Daniel, foi morto por minha causa. Porque ele me amava – Regina nunca havia dito aquilo para ninguém, nunca esteve vulnerável antes de Robin.
– E é por isso que você nunca mais queria se abrir para ninguém de novo – ele concluiu.
Ela acenou com a cabeça e, um pouco envergonhada, disse:
– Tinkerbell me contou que era possível, eu podia amar novamente. Ela me guiou a essa taverna, para um homem o qual ela disse que eu era destinada a ficar com – um pouco perdida no passado, Regina continuou – eu nunca vi seu rosto. Mas... – levantando a mão dele com a sua, ela usou a outra para arregaçar a manga dele e tocar na tinta – Eu vi a tatuagem dele.
– Era eu?
Sim. Eu estava com muito medo de me aproximar de você – ela sorriu abertamente.
Ele riu, impressionado:
– Bom, talvez... As coisas acontecem da maneira que devem. Talvez é tudo sobre o momento certo. – Regina olhava para ele com tanta emoção em seus olhos castanhos, ela estava radiante.
A morena finalmente percebeu que ela poderia ser feliz, afinal. Ela poderia ser feliz junto a esse cavalheiro, Henry e, talvez... Zelena. Isso fez o seu sorriso hesitar um pouco. Regina tinha que contar a Robin o que aconteceu, porque ela precisava que ele a apoiasse em sua decisão.
Vendo que sua namorada havia parado de sorrir e parecia perdida, ele tocou sua bochecha com o polegar.
– Se importa em compartilhar seus pensamentos? Qual o problema?
– Ah, me desculpe. Eu estava pensando sobre a Zelena... Eu... Eu tirei-a da cadeia e-.
– O quê?! – Imediatamente Regina estremeceu com o tom que ele usou. – Quer dizer, eu não consigo encontrar uma maneira para entender o porquê disso. Regina, olhe pra mim.
A morena, que estava olhando para tudo menos ele para não encontrar os olhos azuis preocupados em sua frente, engoliu em seco. Ela não queria brigar. Quando Robin notou que ela continuou olhando para baixo, ele suspirou e gentilmente pegou seu queixo e o levantou.
– Se você realmente quiser dar uma chance a ela, então eu não vou te impedir, porque Zelena provavelmente é o mais perto da sua família que você tem agora – a moça podia sentir o ‘mas’ – mas você tem que entender que eu não confio nela e, por isso, meu filho não chegará nem perto dela por enquanto.
– É justo. Ah, mais uma coisa, eu botei um feitiço de proteção em volta da minha casa, para prevenir a entrada de pessoas tentando alguma gracinha depois de saberem que Zelena não está na cela. Enfim, você, Roland e Henry são os únicos além de mim e Zelena que podem passar por ele.
– Ok, Regina. Agora que tudo foi resolvido, que tal a gente terminar o piquenique e ir para a festa do bebê? – os dois sorriram e fizeram exatamente isso.
–----
Regina estava desconfiada sobre o que aconteceria agora, lembrando os últimos momentos da festa. A morena, inclusive, aumentou seu passo para chegar mais rápido na mansão.
Todos estavam bebendo e rindo de piadas bobas, conversando com amigos e família, pensando que isso poderia significar um fim para as brigas e perigos constantes. Um relance para o que os esperava em um final feliz.
– Então, eu gostaria de saber o nome do bebê – Emma havia perguntado.
– Certo, isso... – o David é muito irritante. – Preparada?
Regina tinha visto Snow afirmar com a cabeça e dar um pequeno sorriso, então Charming começou a falar mais alto para que o resto dos convidados pudessem ouvir.
– Com licença, se eu puder ter a atenção de todos por um momento – quando as pessoas pararam o que estavam fazendo e focaram nele, David continuou – essa cerimonia de coroação é algo que quisemos realizar por um bom tempo. A chegada do nosso novo filho – ele olhou rapidamente para este, com uma expressão de amor em seu olhar – foi a causa de uma grande felicidade para nossa família. E a gente espera que possamos compartilhar isso com vocês quando nomeamos ele por um herói. Alguém que... Salvou cada um de nós, nós amávamos e ele amava de volta.
Charming dera a deixa para Snow terminar:
– Pessoal de Storybrooke, é com grande alegria que nós apresentamos a vocês nosso filho, o príncipe Neal.
Regina tinha arregalado os olhos e quase se engasgado no vinho que estava bebendo, mas rapidamente se arrumou e bateu palmas como todo o resto. De quem Neal tinha salvado todo mundo? Sim, você está certo, Zelena. Depois de pensar nisso, a morena veio com a desculpa de que teria que organizar arquivos amanhã e já estava tarde.
–----
E agora, aqui estava Regina, andando a pé pelas ruas de Storybrooke de noite, quase chegando em casa. Ela mentalmente agradeceu a Robin e Emma por não contarem para ninguém sobre Zelena não estar mais em sua cela. De qualquer jeito, ela suspeitava que Rumple já sabia, provavelmente porque um feitiço grande como um de proteção chamava atenção de outros seres mágicos.
Logo, ela passava pelo portão e se dirigia para a entrada da mansão através do caminho de pedra. Pegando as chaves da bolsa, Regina hesitou em abrir a porta, um pouco preocupada em como ela encontraria a casa por dentro.
Dando de ombros, ela abriu a porta e a fechou em seguida, nem se preocupando em trancá-la, já que elas tinham o feitiço. Tirando o blazer e pendurando-o, ela chamou sua irmã. Regina não recebeu uma resposta, então imaginou que Zelena estava dormindo, por causa da hora. A ex-Rainha olhou em volta, finalmente.
E, foi assim, que ela notou porcelana e decorações quebradas e vidro por todo o chão da sala e sala de jantar. A queixo dela caiu, chocada. Rosnando em pura frustração, a morena correu o mais rápido que pode para subir as escadas, furiosa com ela mesma por confiar em Zelena.
Entrando no quarto de hóspedes, Regina gritou novamente:
– ZELENA, O QUE VOCÊ FEZ? – e ainda assim não foi respondida.
De repente, percebeu a forma que Zelena estava encolhida, sentada no chão do banheiro, o espelho em pedaços e o sangue nele.
Zelena levantou sua cabeça de seus joelhos e olhou fixamente para sua irmã, irritada. Porém, ela esqueceu um pequeno detalhe.
Ela estava verde.
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