Segunda chance para o nosso amor
29 Capítulo 29
Notas iniciais
O casal continuou abraçado, apreciando o mar e a conversa continuou a fluir sobre assuntos diversos.
A brisa do mar esfriou um pouco e, em dado momento, Kate se arrepiou, então Castle a abraçou apertado para protege-la.
Entre um assunto e outro, Kate faz uma pausa – Hey, amor, estou intrigada com uma coisa. Uma coisa não... Duas... NÃO! – Mas logo ela se lembrou de mais uma dúvida – Três!
— Oh, que noiva mais curiosa eu fui arranjar! – ele brincou.
— Curiosidade número um! – Kate enumerou, segurando o dedo indicador – Como e quando este anel veio parar aqui? – ela fez uma pausa – Curiosidade número dois... Você não teve receio de deixar este anel deslumbrante aqui, assim, dentro de uma concha do mar, com o risco de alguém roubar ou, sei lá, uma onda maior derrubar na areia... E a curiosidade número três, amor... Quando foi que você comprou este anel que eu nem percebi, já que ficamos juntos todos os momentos, de dia e à noite.
— Eu vou te contar.
— Sou toda ouvidos.
— Mas não vou te contar agora.
— Ãããhhnn!? Quando, então?
— Na verdade, não sei se devo contar.
— Sério!? – ela simulou estar chateada.
— Você sabe que adoro mistérios. – ele piscou para ela.
— Isso não está certo, Rick! – ela se queixou.
— Minha querida, a gente conta o milagre, mas não diz o nome do santo.
— Mas fiquei curiosa, Castle... – Beckett sorriu, toda contente – Você não ficou com receio de um turista passar, gostar da conchinha e levar embora? Aí eu ficaria sem o meu anel... Ou até mesmo um cachorrinho sapeca podia querer brincar com a conchinha e derrubar e aí ela se perderia na areia fofa... Olha eu aí, sem o meu anel...
Ele sorriu ao ouvir os exemplos que Kate dera – Vejo que você também tem uma imaginação fértil, mocinha... – Castle deu um selinho nela – ele sorriu e ficou pensativo – Huuummm! Faz assim... Eu te juro que esclareço estas suas três curiosidades durante o baile das nossas Bodas de Pérola, ok?
— Bodas de Pérolas? Nem sei o que é isso, Rick.
— Eu explico! Bodas de Pérolas significa trinta anos de casados, Kate.
— Uaaauu! Trinta anos! – Beckett ficou boquiaberta e feliz ao ouvir aquele juramento. – Apesar de saber que minha curiosidade vai ter que esperar trinta anos, gostei disso, viu, amor. – Kate deu um selinho nele.
A expressão de alegria e amor no rosto do Castle era maravilhoso de ser ver.
— Rick, você é uma enciclopédia ambulante. Não tem uma coisa que eu te pergunte e você não saiba a resposta... – ela o elogiou – Imagina se outra pessoa saberia que Bodas de Pérolas, significa trinta anos de casamento...
— Não acho que eu seja esse poço de sabedoria, amor. Não é bem assim, amor... – Castle tentou minimizar – Na verdade, você sabe que eu faço muitas pesquisas para os meus livros e como tenho uma boa memória, vou acumulando. Só isso.
— Vivi para ver o dia em que você usaria a modéstia, no real sentido da palavra. Nem estou acreditando. – Kate o elogiou.
— Estou falando sério!
— E eu também! – ela foi sincera.
— Talvez você não tenha perguntado algo que eu não saiba. – Castle reforçou – Existem milhões de coisas que eu não sei.
— Bom saber!
— Então, está decidido! Nas nossas Bodas de Pérola, essas suas três curiosidades serão esclarecidas.
Kate ficou a refletir uma coisa interessante. Se ela ainda fosse a Katherine Beckett de antes, completamente cética e medrosa, ela daria uma boa gargalhada ao ouvir aquela promessa dos lábios do antigo Richard Castle, o famoso escritor de mistérios, bilionário e rodeados de mulheres. Mas a Kate Beckett que ela era agora, era muito diferente. Depois que Kate caiu em si, ela passou a acreditar no amor dele e na promessa de viverem felizes para sempre, porque o Rick também mudara muito. Lógico que Kate não duvidava mais do amor dele, ainda mais que era visível que o próprio Rick transformara completamente seu estilo de vida, tornando-se em um homem e de uma só mulher.
E esse juramento feito em tom de brincadeira, a deixou mega contente, pois só confirmava que ele estava mesmo disposto a ser feliz com ela para o resto da vida, como, aliás, ela já não tinha a menor dúvida – Aceito esperar até nossas Bodas de Pérolas, Rick! E quero dizer que adorei você ter escolhido Bodas de Pérolas, fazendo alusão à concha do mar, onde você escondeu o meu anel, mesmo que ele não seja de pérola.
Kate deu um salto na direção do noivo e o abraçou tão apertado que ele, pilheriou, pedindo socorro – Socorro! Assim você me mata e não teremos casamento, muito menos bodas.
— Ops! Falar sobre morte? Chega desse assunto, amor! – ela reclamou.
— Hey, você falou em pérolas e se lamentou novamente, Kate – Castle fingiu-se tenso.
— Oh, meu Deus! Amor, estou brincando. – Beckett afirmou.
— Eu sei como é isso... – ele duvidou dela – Você disse que está “brincando”... Eu sei... – ele pilheriou.
— Juro que estou brincando, Rick!
— Mas, para evitar que você fique se queixando... Se você quiser eu posso trocar o seu anel, amor. Não vou fiar chateado... Aí você escolhe um anel com pérolas.
— Não! Eu já disse que esse anel não sai mais do meu dedo! – ela afirmou.
— Ok!
Ainda sentado, Castle mudou de assunto – Ótimo! Vamos para casa?
— Vamos.
— Mas, que tal guardar essas conchinhas do mar de lembrança do nosso noivado – Castle opinou e girou o corpo, pegando as tais conchinhas e entregou para Kate – A gente pode fazer um quadro com elas. Além de bonito, será o símbolo desde dia.
— Gostei da ideia! Mas eu não tenho bolso, Rick.
— Eu coloco no bolso da minha bermuda.
— Bem pensado!
O casal começou a guardar as conchinhas no bolso da bermuda dele – Hey! Acho melhor abrir as conchas fechadas para não corrermos o risco de ter algum bichinho dentro delas. – ele ponderou.
— Beleza! Vamos abrir... – Kate abriu duas conchinhas. Uma com a própria mão e a outra com o canivete suíço do noivo. Em uma delas havia um bichinho estranho, ressecado e grudado na parede interna, então ela jogou a conchinha longe. A terceira ela não conseguiu abrir nem mesmo com o canivete.
— Depois que encontrei o bichinho morto, acho melhor você abrir essa última, Castle.
Ele pegou a concha das mãos da noiva – Deixe comigo. – E assim ele fez.
Mais habilidoso, Castle abrira aquela concha com mais facilidade e a expressão de surpresa na face de Beckett ao ver o seu conteúdo foi tocante.
— Rick, você é louco! Claro que você é louco!
— Sim, sou louco... Louco por você!
— Mas isso... – Beckett estava pasma.
O próprio Castle retirou o conteúdo da conchinha do mar e exibiu para sua noiva.
Ele exibia para Kate um par de brincos em ouro em forma de flor, cujas pétalas delicadas eram cravejadas de pontos de brilhantes e de uma delas pendia um pequeno ganchinho também em ouro amarelo onde havia uma linda pérola. Aqueles brincos formavam um conjunto com um lindo anel.
Kate não tinha o hábito de usar argolas ou brincos, só o fazendo para sair à noite. Então, como naquele momento estava sem argola, ele a ajudou a colocar os novos brincos e depois a admirou.
— Ficaram lindos em você, amor!
Apesar de ser valiosa com todos aqueles pequenos diamantes, a joia era delicada e a pérola que pendia da pétala da flor dava um toque de charme maravilhoso.
— Richard Castle! Você é louco! – ela repetiu.
Kate deu um selinho e um abraço apertado no noivo – Meu Deus! Você me deu um anel de noivado e ainda este conjunto de anel e brincos com pérolas e brilhantes... Nem sei o que dizer...
— Não precisa dizer nada, a não quer que... – ele fez cara de menino carente – A não ser que queira dizer que me ama... Mas só se você quiser...
— Mas é bobo, esse meu noivo, meu Deus! – ela riu do jeitinho fofo dele – Nunca vi tão travesso, tão carente e tão apaixonado ao mesmo tempo... Oh, Jesus! Claro que eu te amo!! Amo! Amo! Amo! Amo muito mesmo há mais de quatro anos.
Ela o beijou e ficaram assim, namorando abraçados e se beijando por alguns minutos, completamente envolvidos num mundo de amor.
... Continua...
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