Segunda Guerra Mundial

1 My beloved books


Notas iniciais
Espero que gostem.

Não gosto de guerras e nunca gostarei, mesmo tendo apenas 09 anos sei do que estou falando, ao meu ver guerra não resolve nada, só trás tristezas, choros, mágoas e mortes. Morte de qualquer ser vivo do culpado até o mas inocente, do culpado porquê se este morre não terá como pagar seus erros e dos inocentes por causa que estes não tiveram nada haver com a guerra e morreram, ajudando ou tentando se salvar. Digo e penso isso porquê nesses poucos anos de guerra estou viva e tentando me salvar junto com minha família.

A guerra se espalhou pelo o mundo rapidamente, que quase não dá tempo para perceber o que estava acontecendo. Isso é horrível, deplorável. Minha família nunca foi rica, mas também nem pobre, meu pai tinha um trabalho honesto enquanto mamãe ficava cuidando de mim e dos meus irmãos. Sou Susan Johnson e moro em Londres, uma Londres quase totalmente bombardeada por causa da guerra mundial, neste exato momento estou observando meu pai tentando acalmar minha mãe que está em prantos.

Estamos em um porão juntos com mas algumas famílias, está quase cheio e muita gente chorando, mas o que mas choram são os bebês por causa dos estrondos que vem acontecendo quase repetitivamente lá fora. Esse porão é perto de onde nossa casa antigamente ficava, sim antigamente, nesses exato momento só deve está os restos.

Quando saímos apressadamente de lá não deu para pegar quase, absolutamente, nada. Estamos só com a roupa do corpo e eu com alguns dos meus livros, o que me deixa um pouco mas de esperanças, meus livros são minha companhia muitas vezes, tem vezes que leio para meus irmãos para tentar que o tempo passe rápidos para eles e para mim, minha irmã é de chorar muito, a cada estrondo que acontece e ouvimos ela chora cada vez mas, tenho que admitir que choro, mas muitas vezes rezo para manter o controle para dar assistência a minha mãe e irmãos. Tenho 3 irmãos e comigo são quatro crianças na nossa pequena família, papai está sempre tentando arranjar comida para nós, mas não acho que isso vá durar muito tempo, quando ele era jovem se alistou para ser soldado e ajudar seu país, então a qualquer momento o podem recrutar e quem sabe ele nunca mas volte.

Já faz uns dias que trocamos de esconderijo\abrigo e já faz uns dias que levaram meu pai para combater na guerra e faz uns dias que minha mãe está se tornando paranoica. Como irmã mas velha ajudo meus irmãos e agora cuido da minha mãe, fomos transferidos para um esconderijo\abrigo maior e como mas gente, e quando eu sentava para ler tentava me concentrar, mas ficava algo impossível quando eu simplesmente não conseguia parar de observar as crianças, suas mães e os mas velhos ali, cada um tinha sua forma de agir e pensar sobre o que estava acontecendo, muitos tinham marcas que nunca iria sair de sua pele, outros tinham aquelas marcas de sofrimento que quem sabe um dia nunca mas algo ilumine seus rostos.

Cá estávamos nós, tinham acabado de descobrir que minha mãe estava com uma doença grave e que faltava pouco para está morrer, não tinha contado para meus irmãos e minha mãe achava melhor assim, eu não gostava disso de “não contar agora” seria difícil explicar a eles quando tudo ocorrer. Não sei quanto meses ou semanas tinham se passado, o tempo se arrastava cada vez mas, e o que eu mas temia aconteceu, minha mãe não acordou quando minha irmã, Nora, a foi acordar. Morreu dormindo. Minha irmã ficou em estado de choque e meu irmão já não abria a boca para falar, quando o corpo da mamãe foi levado em borá eu já não sabia mas o que fazer, não poderia me recolher no mundo dos livros e esquecer dos meus irmãos que agora mas que nunca precisariam de mim.

Sem percebe eu já estava com 10 anos e meus irmãos com 8, já tínhamos mudados várias vezes de esconderijos\abrigos, estávamos sós nesse mundo, mas ainda mantinha a esperança do nosso pai está vivo e quando tudo isso acabasse, nós reconstruiríamos nossa família, mesmo que mamãe tivesse partido. Sempre dizia que alguém entraria aonde estávamos e diria para nós que tinha tudo acabado, estávamos salvos, nos parentes que estavam ajudando na guerra estariam vivos e que logos estariam com nós. Mas não era isso que todos ouviam, eram palavras apressadas e cansadas da mesmice, trocar de esconderijo\abrigo o mas rápido que pudesse.

A cada troca de esconderijo\abrigo encontrávamos cada vez mas crianças que estavam na mesma situações que nós e outras em piores, sem ninguém se quer no mundo para ter um amparo. Eu gostava de ler para estas crianças, para aquelas que queriam ouvir. Enquanto lia podia ver algumas esperança nos olhos delas e até de alguns adultos que estavam por perto e ouviam o que eu lia. Isso de algum jeito melhorava em algumas coisas, tipo aparecer um sorriso no rosto de alguém que ficava cada vez mas difícil com a guerra se alastrando cada vez mas, lá fora.

Aconteceu tudo muito rápido, novamente teríamos que mudar de esconderijo\abrigo mas rápido que pudéssemos e assim fizemos, mas eu não sei o que aconteceu e que eu esqueci um dos meus livros, o preferido dos meus irmãos, era muito bom ver o olhar deles enquanto eu lia aquele livro. Estávamos andando por uma rua totalmente destruída, quando lembrei do livro, parei, mesmo com protestos de alguns, eu iria voltar até aonde tinha deixado o livro. Eu precisava fazer aquilo, era muito precioso. Assim eu fiz corri de volta, sabia que um saldado corria atrás de mim, sentia algumas lágrimas escorrendo pelo meu rosto não poderia ter deixado para atrás, uma das únicas melhores lembranças de uma vida calma. Consegui pegar o livro de volta, mas vi uma luz e logo depois um estrondo forte e ensurdecedor, fui jogada para trás. Estava tudo escuro, meu último pensamento foi para que meus irmãos tivesse uma vida boa e calma, com amor.

Notas finais
Bom, eu tive essa inspiração quando estava lembrando de alguns livros sobre a Segunda Guerra Mundial e eu realmente tive que a tirar de minha mente ou a rescrevendo no papel ou té mesmo colocando no o word.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!