Segunda Era Espacial
3 Luz Entre Árvores
Já passaram-se dois dias desde o início da semeação, Katherine se preparava para sair da central de comando, ir para onde ficara o futuro jardim.
Katherine pôs uma roupa contra a radiação, que iria supri-la com o oxigênio e regular a temperatura, antes de pôr o capacete ligou pelo comunicador para Richard, ela falou:
–Como estão os animais?
–Dormindo por enquanto, mas quando estão acordados ficam tensos e muito barulhentos, eu coloquei calmante nas comidas.
–Não irá fazer mal a eles?
–Não, foi em baixa quantidade, o barulho gerava muito estresse para eles.
–Ok, então venha aqui já que eles estão dormindo.
–Está bem, mas para que precisas de mim?
–Vou dar uma olhada como está o crescimento das plantas e preciso de alguém para ir junto, pois no caso de qualquer problema alguém me ajudará.
Katherine desligou o comunicador, colocou o capacete e saiu da sala, dirigiu-se até a porta para o jardim e ficou esperando. Entrou na sala após uns cinco minutos Richard, tinha um metro e setenta de altura, não era gordo nem magro, tinha um cabelo curto e uma pele parda, tinha trinta anos e era biólogo animal, ela já chegara vestido com o traje de Katherine. Ela falou:
–Vamos.
Richard e Katherine abriram a porta e entraram na câmara, ela girou uma roda e a porta por onde passaram fechou e a porta a sua frente abriu-se, estava tudo claro e chovia, ambos abaixaram o visor de vidro escuro e saíram da câmara, Richard girou uma roda, dessa vez pelo lado de fora da câmara e a porta se fechou.
Ambos saíram andando até as mudas, mediram a altura de algumas mudas, a quantidade de CO2 no ar, a temperatura, a quantidade de água nas mudas e nos lagos. O acompanhamento do crescimento das mudas era algo pouco necessário, com os computadores que controlam toda aquela atmosfera e as sementes transgênicas o trabalho vem apenas quando o plantio das sementes é manual.
Katherine gostava de ver as plantas crescendo, talvez se aquelas plantas não crescessem tão rápido o espetáculo seria menos incrível, em a cada hora 5 centímetros a mais de árvore, elas cresciam mais quando pequenas do que quando grandes, esta taxa de crescimento abaixa enquanto a planta cresce.
Richard falou:
–Já mediu a quantidade de bactérias?
–Sim e estão boas.
–Então, vamos voltar?
–Sim.
Ambos voltaram até o comando, colocaram suas roupas originais e foram para seus quartos, Katherine pegou um livro.
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Evolução Artificial das plantas
A evolução artificial das plantas começou do com a agricultura e o sedentarismo. Uma maneira do homem aumentar sua produtividade, permitindo que a população humana crescesse, a matéria-prima da prosperidade humana.
Esta mostrasse clara no experimento das ervilhas feito por Mendel, a escolha de cruzamentos entre seres de uma espécie que possuem pequenas variações entre si, no final cria-se uma sub espécie ou até uma nova espécie. A escolha de plantas com as características desejadas e a intensificação destas qualidades pelo cruzamento.
Na metade final do século XX da era passada, iniciou-se a modificação genética de organismos, inicialmente para fins de estudo e posteriormente para a criação de plantas e animais mais interessantes economicamente. A modificação genética varia sua dificuldade de organismo para organismo, por exemplo, as bactérias assimilam o DNA facilmente, um processo em que as bactérias absorvem qualquer DNA que esteja por perto e o liga ao seu material genéticos. Um processo que aumenta a diversidade, portanto a torna mais resistente.
Na década de 70 do mesmo século, pesquisadores passam a inserir partes de DNA de um organismo em outro, surgindo, assim, os chamados transgênicos. Houveram muitas pesquisas na área dos alimentos, o que os tornaram muitas vezes mais produtivos e menos exigentes que as plantas tradicionais. Os genes eram patenteados, ou seja, uma espécie inteira de planta pertencia a uma pessoa ou empresa, todos que utilizassem a planta deveriam pagar royalties ao dono da patente.
Um grande problema surgia com a patente, pois os transgênicos quando dispersavam seu pólen fecundavam plantações de espécies diferentes que acabava por torná-las, após algumas gerações, na planta transgênica criada no primeiro campo, então o dono da plantação era obrigado a comprar novas sementes e/ou pagar multa pelos royalties, isto degradava a opinião pública em relação aos transgênicos. Uma alternativa era, durante o processo de modificação genética da planta, torná-la infértil, evitando os problemas com os fazendeiros tradicionais, porém isto piorou ainda mais a opinião pública, pois isto tornava os fazendeiros dependentes da empresa que fazia as sementes e por causa dos royalties muitas vezes era um monopólio.
O problema dos transgênicos foi resolvido na primeira constituição dos Países Unidos Sul-americanos, em que, tornava o DNA de uma planta patrimônio da humanidade e proibia o patenteamento de qualquer espécie ou grupo de seres vivos e direcionava a atividade de subsistência agropecuária aos Institutos de Pesquisa e Administração Agropecuário das cidades.
Estes Institutos geraram grandes avanços nesta área, entre elas a resistência a pragas, ao calor, ao frio e etc. Alguns até desenvolveram árvores que formavam casas e por enxerto, adicionava-se frutos. Estas plantas foram usadas na criação de novas cidades, atualmente estas árvores são usadas nas colonizações de planetas e em veículos espaciais grandes.
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