Segunda Chance para Amar ( E o Vento Levou 2 )
83 O cavalheiro irlandês em Atlanta
Capítulo 103 : O cavalheiro irlandês em Atlanta
Após aquele domingo, Rhett e Scarlett distanciaram-se novamente e evitavam até de se falarem. Procuraram manter a educação e a polidez na frente de Eleanor e Rosemary, mas a mãe de Rhett percebeu nitidamente que ambos estavam distantes, fingindo um relacionamento normal. Ela ficou triste, pois sabia que ambos se amavam e ficavam machucando um ao outro em vez de vivenciarem aquele amor tão intenso. Eles eram tão iguais, tão idênticos e mesmo assim não conseguiam se entender, se acertar. Rhett era uma mula de tão teimoso e Scarlett estava cansada. Agora, ela só estava preocupada com a sua gravidez. Ela lutou por ele o máximo que podia, mas seu casamento não tinha solução e Scarlett pela primeira vez, tinha se conformado verdadeiramente com isso. Mesmo assim, ela sofria e fazia de tudo para disfarçar, principalmente na frente do marido. Ela tinha jurado que Rhett não iria vê-la chorar ou se queixar.Scarlett esperava que seu bebê pudesse suprir todo o amor que ela ainda sentia pelo marido. Uma criança que ela poderia cuidar totalmente e se dedicar inteiramente a ela. Rhett fez isso com Bonnie e agora ela planejava fazer o mesmo com o bebê que estava esperando. Se a sua única recompensa durante a sua tentativa de reconciliação com Rhett, tinha sido apenas o bebê que carregava dentro de sua barriga, ela estava realizada mesmo assim. Scarlett acreditava que nunca iria conquistar novamente o coração do marido e ainda se perguntava se realmente algum dia chegou a conquistá-lo de verdade, mas agora, ela tinha um pedaço dele para dar amor e carinho e receber o mesmo em troca. Ela sabia que era arriscado continuar trabalhando na loja. O doutor Meade sempre foi bastante claro com ela em relação a sua gravidez. Scarlett não podia fazer muito esforço, passar nervoso, sua gravidez era de risco, o parto podia ser complicado. Mas, ficar em casa, dentro daquele quarto pensando em seu casamento fracassado, imaginando que Rhett podia estar com prostitutas se divertindo, iria enlouquecê-la aos poucos, então ela decidiu continuar trabalhando, mesmo que fosse apenas durante a parte da manhã. Era uma forma que ela encontrava para esquecer a dor. Scarlett procurava cuidar muito bem da gestação, descansava bastante durante a tarde em seu quarto, tinha parado de beber, mesmo que escondida e estava se alimentando melhor. Ela tinha decidido que faria qualquer coisa para trazer aquela criança ao mundo.Rosemary e Eleanor ficaram durante mais uma semana em Atlanta, após o aniversário de Wade. Scarlett levou as duas para conhecerem a sua loja, deixando ambas encantadas e admiradas em verem como apenas uma mulher podia gerenciar um negócio tão promissor com tanta inteligência e capacidade. Eleanor conheceu diversas mulheres que ficaram viúvas durante a guerra ou até mesmo antes e depois, mas nunca conheceu uma mulher que ficara viúva e tivera tanta garra como Scarlett para continuar cuidando e até mesmo ampliando os negócios do marido falecido. Ali, dentro daquela loja, olhando ao redor, Eleanor percebeu claramente o verdadeiro motivo de Rhett ser tão enfeitiçado e apaixonado por aquela mulher. Não era somente a beleza física, o amor pela vida, mas a capacidade de renascer das cinzas, de levantar do chão, lutar e conseguir algo até melhor do que antes. Ela e Rosemary ficaram boquiabertas quando viram Scarlett negociando com um jovem comerciante que tinha acabado de abrir uma loja em Atlanta e precisava de madeira. Scarlett negociou com esperteza, apresentando um sorriso coquete no rosto, mas com uma sagacidade invejável. No final das contas, suas exigências permaneceram e ela fechou negócio da forma que queria e pelo preço que queria também.Durante aquela semana, todos os dias no final da tarde, Scarlett tomava chá junto com sua sogra e sua cunhada na grande sala de jantar da mansão da Rua do Pessegueiro. Ela procurava fazer de tudo para que a mãe e a irmã de Rhett ficassem a vontade. Para Scarlett era ótimo tomar chá todos os dias com elas, pois trazia as lembranças da parte boa de sua estadia em Charleston ,além de distraí-la e tirar de sua cabeça pensamentos tristes, pois mesmo fingindo que não notava, ela percebia que Rhett quase nunca parava em casa.Sempre quando Eleanor tentava conversar com Scarlett sobre a sua situação conjugal, sua nora mudava rapidamente de assunto e começava a falar sobre o bebê que estava esperando, mostrando que não queria tocar no nome de Rhett ou conversar sobre ele. Eleanor ficava sem graça e acabava não falando mais nada. Sem querer sequer tocar no nome do marido, Scarlett fazia questão de dividir com a sogra e a cunhada como iria ser a decoração do quarto do bebê, as roupas, o enxoval e os brinquedos que iria comprar, o nome do bebê, tudo que fosse referente somente ao bebê." Thomas Gerald Butler, em homenagem ao meu pai, caso seja um menino." ela dizia com um sorriso estampado de felicidade no rosto. " Ou Caroline Mellanie Butler, se for uma menina, em homenagem a Melly."Rhett ficou atordoado após aquela manhã de domingo no jardim. Scarlett fez pouco caso dele, não se importando com mais nada que lhe dissesse respeito. Ela não quis saber o motivo para ele não ter comparecido no aniversário de Wade, foi fria perante o seu beijo e desprezou o seu sarcasmo, não ficando nem mesmo furiosa com aquilo. Arrasado, Rhett decidiu se dedicar inteiramente aos negócios e voltava para casa apenas no final de tarde para jantar com a família. Ele sabia que tinha errado e que vinha errando com sua esposa desde o baile de Santa Cecília, pensou em tentar conversar com Scarlett mais uma vez, mas não tinha estruturas e nem iria suportar ser tratado com tanta frieza novamente. Rhett queria deixar a poeira abaixar. Como ainda estava cheio de negócios pendentes para colocar em dia com os investidores de Atlanta e preocupado também com as ameaças que Belle vinha sofrendo de algum inimigo que ainda permanecia no anonimato, conseguiu focar somente em seus próprios problemas . Planejava tentar conversar com Scarlett novamente, após sua mãe e sua irmã voltarem para Charleston.
Durante todos os dias daquela semana, Rhett saiu do seu quarto escondido no meio da noite, quando percebia que todos já estavam dormindo. Ele ficava parado, no final do corredor escuro, em frente ao quarto de Scarlett e olhando para a porta trancada implorava mentalmente para sua esposa deixá-lo entrar. Scarlett passou a trancar a porta de seu palácio particular desde o aniversário de Wade e Rhett voltava para o seu quarto todas as noites totalmente arrasado e frustrado, após ficar muitos minutos contemplando aquela porta, como uma criança parada em frente a uma loja de doces. Na manhã seguinte, ele não esperava Scarlett acordar. Tomava o café da manhã correndo e saia para resolver seus negócios.Quando chegou próximo do final da semana e do final da estadia de Rosemary e Eleanor na casa de Rhett, elas decidiram sair para fazerem compras na principal avenida de Atlanta, em uma manhã ensolarada, enquanto Scarlett estava na loja e as crianças estavam na escola. Eleanor não se importava muito em comprar coisas novas, mas Rosemary queria comprar livros , um chapéu e um vestido novo. A irmã de Rhett se encantou com Atlanta e principalmente com a agitação daquela cidade comparada com a pacata e antiquada Charleston. A avenida principal era repleta de lojas e restaurantes, além de pessoas que andavam apressadamente de um lado para o outro. Rosemary estava eufórica descobrindo um mundo novo, cheio de novas possibilidades e lamentava imensamente ter que voltar para Charleston dentro de apenas 3 dias. Passou toda a manhã com sua mãe, fazendo compras e comprou tantos livros que não conseguia carregá-los direito, enquanto Eleanor carregava os tecidos e vestidos que tinha comprado. Rosemary lamentou por um momento ter recusado a companhia de Pork ou de Prissy durante o seu passeio. Sempre procurando bancar a mulher independente, ela achou que podia carregar aqueles livros sozinha e agora estava sofrendo as consequências. Ambas decidiram parar em uma doceria para comerem alguma coisa, antes de seguirem para a casa de Rhett e Rosemary agradeceu poder descansar os braços.Enquanto, elas eram servidas com pedaços de bolo e sucos de laranja, o assunto concentrou-se em Scarlett e Rhett novamente." Eu não fico feliz, minha filha, em ver como os dois estão afastados...." Eleanor desabafou com tristeza, olhando para Rosemary, que estava sentada de frente para ela na pequena mesa próxima da janela." Eu também fico triste, mama." disse Rosemary colocando um pedaço de bolo na boca. Após terminar de engolir, ela concluiu." Eles se amam, mas é tudo tão complicado!"" Ambos são orgulhosos, cabeças duras, teimosos! Um não quer dar o braço a torcer para o outro. Tudo bem que Scarlett tem suas razões. Rhett não tem se comportado muito bem ultimamente e ela está grávida, precisa de uma atenção maior vinda do marido."" Olha, mama, eu leio diversos livros de romances épicos e complicados, mas Scarlett e Rhett conseguiram superar todos os meus livros! "" E tudo por uma questão de orgulho...por uma questão de mostrar poder e dominação. Um luta para controlar o outro."" Não sei se é exatamente isso, mama. Scarlett não gostaria que Rhett fosse um fraco e meu irmão não gostaria que sua esposa fosse uma esposa conformada e totalmente submissa...acho que os dois tem medo de sofrer. É como se ambos quisessem ter a certeza de algo."" E são dois cegos! Apesar de que Rhett ultimamente está mais cego do que Scarlett em 100%! Quem está de fora e convive um pouco mais com eles, percebe que se amam de verdade, só eles que não!"" Ela evita em falar sobre ele desde o dia do aniversário de Wade..." Rosemary observou olhando em direção da janela." Eu reparei nisso também. Sempre quando vou falar algo sobre ele, para ver se ela desabafa e me conta o que está sentindo, muda de assunto. E dá para perceber o quanto ela está magoada."" Ou conformada....pode ser que Scarlett tenha se conformado com tudo e não queira mudar mais nada ou não acredite que algo possa mudar..."" Pode ser, minha filha. O lado bom é que pelo menos, Wade fez as pazes com Rhett e é uma pessoa á menos para causar preocupação. Rhett ama o menino, e tê-lo distante estava causando-lhe um sofrimento ainda maior."" Wade ama demais Scarlett, mama. Ele sente a mesma dor que ela, consegue se colocar no lugar de sua mãe e seria capaz de defendê-la com unhas e dentes, mesmo que isso custasse o amor que sente por Rhett."" É um menino extraordinário! Scarlett tem muita sorte por tê-lo como filho. E não podemos nos esquecer de Ella Lorena....ela é uma graça de menina." Eleanor falou sorrindo e com seus olhos azuis brilhando." Sou suspeita para falar sobre Ella, mama. Eu amo demais aquela menina. Só faltava Bonnie, para o quadro ser completo não é mesmo?" Rosemary disse com um sorriso triste." Não vamos falar sobre Bonnie, filha. Eu ainda sofro muito com a partida dela....que Deus nos dê sabedoria e paz de espírito para que algum dia, consigamos nos conformar em não tê-la mais conosco..." pediu Eleanor com tristeza, uma tristeza profunda que dilacerava a sua alma.Após terminarem de comer, Eleanor e Rosemary seguiram para casa. Rosemary ainda propôs passar rapidamente na loja de Scarlett, mas Eleanor não aceitou. Ela não queria aparecer de surpresa e de repente atrapalhar alguma negociação que sua nora podia estar fazendo naquele momento. Carregar aqueles livros, começou a incomodar Rosemary novamente, e logo que entraram na Rua do Pessegueiro, Rosemary tropeçou no tecido do próprio vestido e caiu no chão junto com os livros que carregava. Eleanor levou um susto, ao ver sua filha caída no chão e com a mão no tornozelo sentido dor. Mas, antes mesmo que pudesse fazer algo, um rapaz apareceu para ajudar. Quando Rosemary encontrou os olhos daquele rapaz, seu coração parou por um momento." A senhorita está bem?" perguntou o rapaz ajudando-a a se levantar.Rosemary não respondeu e permaneceu olhando paralisada para os olhos azuis tão claros como o oceano e ao mesmo tempo tão familiares. Ela ainda fez uma careta de dor quando colocou o pé no chão devido ao tornozelo que doía." Você está bem, minha filha?" Eleanor perguntou preocupada, fazendo Rosemary piscar e acordar de seu breve transe.Rosemary gaguejou sem jeito." Estou...estou sim, mama." E olhando para o rapaz alto, com cabelos ruivos e olhos azuis, agradeceu. " Obrigada, senhor, obrigada."Quando Seamus O' Conaill olhou para o rosto de Rosemary também percebeu que ela era bastante familiar." Me desculpe, senhorita, mas acho que a conheço de algum lugar..." Seamus disse sem jeito.Eleanor olhou para o rapaz com desconfiança. Ele estava sendo atrevido em dizer aquilo para sua filha, já que Rosemary não era nenhuma mulher solta, que ficava conhecendo rapazes por aí. Seamus percebeu que fez uma observação inconveniente e fez questão de se apresentar." Oh, me desculpe senhoras, eu nem me apresentei. Prazer, sou Seamus O' Conaill." ele disse com um sorriso gentil no rosto.Eleanor observou melhor aquele rapaz por alguns instantes e logo se lembrou dele. Era o quase primo de Scarlett, o cavalheiro irlandês que estava no baile de Santa Cecília." Prazer, senhor O' Conaill, sou a senhora Eleanor Butler e essa é minha filha Rosemary." disse Eleanor com um sorriso amistoso no rosto estendendo a mão para que Seamus pudesse beijá-la como um cavalheiro." Me desculpe, senhora, agora entendo porque o rosto de sua filha é tão familiar, a senhora é sogra de Scarlett Butler, minha quase prima." Seamus percebeu que o rosto de Rosemary era parecido com o rosto de Rhett e Ross, por isso achou-o tão familiar." Isso mesmo, inclusive estamos em Atlanta para visitarmos Scarlett e meu filho, o Capitão Butler."" Oh, sim. Eu o conheci na noite do baile de Santa Cecília também. " Seamus sorriu, mas não podia esquecer aquela cena patética de Rhett doando 200 dólares em ouro para dançar com outra mulher que não era sua esposa, além de seu irmão desrespeitoso que tratou Scarlett como uma qualquer no meio do salão.Seamus ajudou Rosemary a recolher os livros que caíram no chão e percebendo que estavam muito pesados, propôs com gentileza:" Esses livros estão pesados demais para que a senhorita continue a carrega-los sozinha. Deixe-me, por favor, te ajudar."Conforme seguiam para a rua do Pessegueiro, Eleanor e Seamus começaram a conversar, enquanto Rosemary observava completamente encantada o cavalheiro irlandês sem dizer absolutamente nada. A timidez atingiu-a e pela primeira vez, a irmã de Rhett ficou com medo de abrir a boca e falar alguma besteira. Seamus não percebeu que a moça não tirava os olhos de cima dele e continuou conversando educadamente com a senhora Butler.
" O quê o senhor está fazendo em Atlanta, senhor O' Conaill? " perguntou Eleanor com curiosidade." Vim pra cá, atrás de terras para comprar, senhora Butler. Pensei em me instalar em Charleston ou Pensilvânia, onde estive no mês passado, mas estou interessado em Atlanta ou em algum Condado no sul da Georgia. Me disseram que aqui, consigo encontrar alguns vendedores de terras que podem me vendê-las por um valor mais em conta."" Realmente, aqui em Atlanta tem diversas casas muito bonitas...."" Sim, eu também percebi, mas quero terras, pois sempre trabalhei com agricultura, por isso não fui atrás de uma casa já pronta que estivesse a venda. Pretendo trabalhar com plantações e preciso de muitos hectares para começá-las." Seamus explicou com um sorriso tão bonito que quase fez Rosemary tropeçar mais uma vez." Rosemary, minha filha, você vai cair de novo se não olhar por onde anda!" Eleanor reclamou atraindo a atenção de Seamus." Está sentido dor no tornozelo, senhorita Butler?" Seamus perguntou docemente fazendo Rosemary corar." Não...não...está tudo bem, senhor O' Conaill." Rosemary respondeu sem jeito.Seamus sorriu deixando a irmã de Rhett quase sem ar. Com aquele cavalheiro irlandês, Rosemary faria questão de deixar de ser solteira, se tivesse alguma oportunidade. Se de repente, Scarlett pudesse ajudá-la, mas a timidez a impedia de pedir ajuda a sua cunhada. Não queria admitir que aquele homem tinha virado a sua cabeça e apesar de todo o embaraço, fez de tudo para que ninguém percebesse o seu interesse. Mas, Eleanor estava bem atenta em todas as atitudes de sua filha e sabia que ela estava fazendo um esforço enorme para esconder e disfarçar talvez o seu primeiro amor. Ela não conseguia entender o quê os irlandeses tinham que viravam a cabeça dos Butlers. Primeiro, seu filho Rhett caiu aos encantos de uma descendente de irlandeses teimosa e ao mesmo tempo maravilhosa e agora, Rosemary, completamente encantada por aquele homem que tinha praticamente acabado de chegar da Irlanda." O senhor está sozinho em Atlanta, senhor O'Conaill?"" Não, senhora Butler, minha irmã está aqui comigo. Viemos juntos para os Estados Unidos, após a morte de meu pai e decidimos tentar a vida por aqui. Esse país tem futuro e estamos cansados da guerra dos ingleses contra os irlandeses."" Scarlett me contou alguma coisa, assim, meio que por cima. O senhor sabe que ela tem uma loja aqui em Atlanta?"" Sim. Inclusive , eu estou devendo uma visita para ela. "" A loja dela fica na avenida principal. Mas, Scarlett está lá somente no período da manhã..."Rosemary ficou feliz, ao perceber que Seamus teria um contato maior com sua família. Agora, que ele estava em Atlanta, ficaria mais próximo de Scarlett e consequentemente de Rhett e com isso, ela poderia voltar á vê-lo novamente.Seamus acompanhou Eleanor e Rosemary até a frente da mansão da rua do Pessegueiro. Ele despediu-se de ambas, enquanto Prissy abriu a porta para levar os livros e vestidos para dentro da casa com a ajuda de Lou. Rosemary ainda ficou um tempo parada, observando o cavalheiro irlandês até ele virar a rua e sumir de sua visão. Eleanor não aguentou ficar calada, perante aquela situação, que chegava á ser engraçada, já que sua filha nunca tinha mostrado interesse em alguém antes." Rosemary, você não consegue disfarçar...está encantada por aquele nobre cavalheiro..."" Não, mama....eu apenas achei-o muito educado, refinado ..." Rosemary tentou justificar completamente vermelha de vergonha.Eleanor riu. Rosemary não conseguia esconder, por mais que tentasse. Ela conhecia a sua filha muito bem." Tudo bem, Rosemary. Vou fingir que acredito em você..."" Mama!" Rosemary reclamou nervosa, fazendo Eleanor rir ainda mais.Quando entraram dentro da casa, encontraram com Rhett na sala. Ambas ficaram surpresas por encontrá-lo aquela hora, já que ele sempre voltava pra casa somente no final da tarde." Posso saber onde vocês estavam, minhas queridas?" Rhett perguntou com um sorriso no rosto." Estávamos fazendo compras, meu querido irmão." Rosemary respondeu sorrindo também." Rosemary queria comprar livros e eu acabei comprando alguns vestidos e tecidos." explicou Eleanor." Eu vi, e pela quantidade de pacotes não sei como conseguiram trazê-los sozinhas, sem levarem Pork ou Prissy com vocês." Rhett observou." E não conseguimos. Rosemary acabou tropeçando na rua por causa da quantidade de livros que ela estava carregando...."" Você se machucou, Rosemary?" Rhett perguntou preocupado." Não, Rhett. Achei que tinha machucado o tornozelo, mas está tudo bem."" Fomos ajudadas pelo cavalheiro irlandês....o senhor Seamus O' Conaill....o quase primo de Scarlett...ele está em Atlanta também..." disse Eleanor.Rhett lembrou-se do cavalheiro irlandês, do baile de Santa Cecília e mesmo sabendo que aquele homem era quase um parente de Scarlett, não conseguiu deixar de sentir um ciúmes imenso e descontrolado." Mais um! Sempre mais um! " Rhett bufou rosnando." Do quê você está falando, meu filho?" Eleanor perguntou preocupada." A vida inteira sempre foi assim! Galanteadores, admiradores, os rapazes do Condado, Charles Hamilton, Ashley Wilkes!" Rhett respondeu completamente revoltado, quase gritando de tanta raiva e deixando sua mãe e sua irmã completamente chocadas. Ele retirou-se da sala com passos firmes e se trancou na biblioteca batendo a porta." O quê aconteceu com Rhett, mama?"" Ciúmes, filha....mais uma vez. Seu irmão exagera....ter ciúmes do quase primo de Scarlett e do senhor Wilkes chega a ser absurdo....ainda bem que Scarlett e as crianças não estão aqui para ver essa cena lamentável."
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