Segunda Chance

30 ♛ O Prado ♛


Notas iniciais
Meninas, enfim finalizamos mais uma, bom, eu dei o meu melhor, em mais uma intensa história, espero que vocês tenham gostado como eu gostei. Agradeço a cada uma que favoritou e comentou, que me ajudou estando presente, dando sua opinião, interagindo com a FIC e comigo. Obrigada por todo carinho e por sempre estarem aqui, e mais um 'até logo', espero que tenham gostado. Até Mais ♥

Abigail Grey

Ajeito a alça da mochila no ombro enquanto ando pelo corredor da escola. Cumprimento um dos professores e continuo andando recebendo muitos olhares curiosos. Todos já sabem do que aconteceu ontem com a minha mãe. Está em todo lugar. Confesso que fiquei apavorada, e ainda estou, eu nem sequer sei se tudo foi um sonho. Hoje, vários professores pararam para falar comigo, até mesmo o diretor veio me cumprimentar e perguntar se tudo estava bem.

Papai agora não vai nos deixar andar sem seguranças, e eu... me sinto mais tranquila. Depois de Jack... daquele maldito doador de esperma, Bob e agora Mabel, eu me sinto mais segurança.

—Ei. Ruiva.

Viro a cabeça e vejo Jordan correr em minha direção, mas continuo andando. Eu sei que foi besteira ficar chateada por ele não querer ficar comigo na aula, e sim com a sua amiguinha, mas... eu não sei ao certo, eu só sei que fiquei chateada. Eu gosto dele, mas ele sempre age como um idiota.

—Ei. Por que você está fugindo de mim? —Jordan diz segurando meu braço e vejo todos olharem. Suspiro e o encaro. —Eu soube o que houve.

—Todos ficaram sabendo. —Digo revirando os olhos.

—Aby, por que você está me tratando assim? —Ele pergunta parecendo chateado. —Você ainda está brava comigo?

—Brava com você? Só porque você não quis ficar comigo? E sim com aquela sua amiguinha?

—E o que tem? Você disse que não se importa! Você nem mesmo gosta de mim, nós somos só amigos, não é?

—Claro, ótimos amigos.

Puxo meu braço sentindo meus olhos encherem de lágrimas e dou as costas para Jordan continuando a andar pelo corredor, mas ele continua atrás de mim. Ele é um idiota. É claro que eu gosto dele, mas ele parece adorar brincar com isso. Por esse motivo eu não queria me aproximar.

—Abigail Grey. —Jordan diz me fazendo parar. Suspiro e me viro encarando-o. —Pare de ser tão durona!

—Durona? —Sorrio incrédula. —Olha só Jordan, eu não vou ficar discutindo com você. Eu não sou de dar showzinho.

—Mas eu sou. —Jordan diz quando ameaço me virar. —E eu quero que todos ouçam isso.

—Ouço o que? Que você é um grande idiota?

—Também. —Ele diz e eu ouço as pessoas rirem. —Mas que eu sou um idiota completamente louco, e que eu amo você, Abigail Grey.

Dou um passo para trás, completamente muda. Encaro Jordan e jogo a cabeça para o lado querendo entender se ele realmente disse que me ama, ou o susto com a Mabel está me deixando neurótica e com falta de amor.

—Ah, claro, claro. —Digo e ele ri se aproximando, ele segura minha mão e começa a me puxar para longe da vista dos alunos e professores.

—Aby... —Jordan sussurra se aproximando, dou um passo para trás e percebo que estou encostada na parede, sem escape. Ele acaricia meu rosto e eu sinto meu coração disparar e minha pele pinicar sobre seu toque. —Você é garota mais idiota que eu conheço, mas eu sou completamente louco por você, por favor, seja minha namorada?

—Você... está falando sério? —Pergunto sorrindo amplamente.

—Sim, Abigail Steele Grey, seja minha namorada?

—Mas é claro que sim. —Digo enroscando meus braços em seu pescoço. Nossos narizes se tocam e eu sorrio timidamente. Jordan beija meus lábios castamente e logo começa a aprofundar o beijo, fazendo-me perder totalmente o folego. Ele se afasta sorrindo e acaricia meu rosto.

—Eu amo você, Aby.

—E eu amo você, Jordan.

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Mia Grey

Dou um beijo no meu pai e na minha mãe e corro para o Bistrô, eu estou super atrasada. Com a notícia do que houve com Anastásia, alguns jornalistas acamparam em frente ao meu Bistrô para ter informações, e isso afastou muito cliente. Papai teve que mandar alguns bons seguranças e a polícia para afastar eles, e hoje eu tenho que recuperar todos o prejuízo.

Entro no carro e vejo algumas mensagens de Abigail dizendo que Jordan a pediu em namoro, sorrio e por algum motivo me lembro de Pablo, nós... estamos tentando. Ele é legal e muito gentil, já faz dois meses que nós estamos saindo e nos conhecendo. Ele é legal. A melhor pessoa que eu poderia conhecer. Ele é legal, gentil, me ouve e sempre está interessado em tudo que eu falo.

Estaciono em frente ao Bistrô e me surpreendo ao ver tudo fechado e com as luzes apagadas. Não me lembro de ter dispensado nenhum funcionário. Caminho até a porta e posso ver uma luz no meio do local, vela talvez. Sorrio sem entender e empurro a porta. Meu coração dispara quando vejo Pablo parado atrás de uma mesa com velas e taças de cristais, ele está vestindo um smoking e veste um lindo sorriso também.

Aproximo-me e o encaro.

—O que está havendo? —Pergunto sem entender.

—Srta. Grey, gostaria de jantar comigo? —Pablo pergunta e eu sorrio balançando a cabeça.

—Certo. —Sussurro sentando-me na cadeira que ele puxa. Ele dá a volta e senta à minha frente servindo-me uma taça de vinho.

—Bem... eu tomei a liberdade de dispensar seus funcionários, para ficarmos mais... à vontade.

—Certo, e o que você preparou? —Pergunto rindo.

—Na verdade, eu não sou bom comidas, mas, eu fiz uma ótima torta de chocolate e limão.

—É a minha favorita. —Sussurro sorrindo. E logo percebo o tanto que ele sabe sobre mim em tão pouco tempo.

—Sim, eu sei. —Pablo diz sorrindo.

Ele se levanta e vai até a cozinha, depo.is volta com apenas um prato, ele coloca a minha frente e quanto olho fico sem entender. Há um pedaço de torta, mas também há um anel, com uma safira em cima.

—Mia... eu sei que só faz dois meses, que você teve uma experiência ruim, eu tive experiências ruins, mas quando eu te conheci, quando eu te vi naquela noite, eu soube que você era a pessoa que eu procurava por tanto tempo. Você é tão incrível e linda, e eu gosto de tudo em você, por isso eu quero que você se case comigo, não precisa ser amanhã, nem tão rápido, pode ser até daqui três anos, só seja minha, favor.

—Ah, Pablo, eu não acredito nisso. —Digo sorrindo completamente emotiva. —É claro, claro que eu aceito.

Eu percorri um longo caminho, conheci homens que me fizeram sorrir, outro que me fez chorar da pior forma, mas hoje, em frente a esse homem, eu vejo que nenhum homem é igual, e Pablo é a prova viva disso. Só porque você passou por algo ruim, você não pode desistir de tudo, não pode jogar tudo para cima e achar que nada de bom vai vir. A vida é feita de experiências, bons e ruins, feitas de pessoas que vão entrar e sair da sua vida. Você só tem que acreditar. Há tantas preocupações, mas você precisa relaxar, saber que vai sim conseguir se graduar, que vai conseguir um emprego, que vai encontrar um amor. Nós temos a vida toda, e as coisas realmente levam tempo, mas o essencial da vida é aproveitar o agora, aproveitar o tempo que temos.

E agora, eu sei disso.

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Anastásia Steele

Três Anos Depois...

Fecho os botões do meu vestido longo e branco e sorrio olhando-me no espelho. Tudo está tão diferente. As coisas estão tão diferentes, as crianças tão grandes. Abigail já está com 19 anos, Clarissa com oito, Gabriela com seis, e Melissa com quatro. Isso tudo é tão absurdo, há algum tempo elas eram minhas bebês, e hoje tudo que fazem é me surpreender e mostrar o quanto cresceram.

Sorrio abobalhada com as lembranças, tudo está tão melhor. Pablo e Mia casaram, Kate e Elliot tiveram gêmeos, e Ava e Pietro adoram os irmãozinhos. Minha relação com meus pais está bem melhor, e eu já me acostumei a tê-los por perto, sem falar que as meninas adoram os avós.

Saio da frente do espelho quando ouço um resmungo baixinho. Bravinho como o papai.

Caminho até a cama e pego meu embrulhinho azul, que está todo bravinho chorando.

—Ei, Teddy. —Sussurro e ele para de chorar abrindo os olhinhos. Teddy sorri amplamente e eu sorrio abobalhada. —Oi meu amor, você está fazendo um mês hoje, sabia? Seu primeiro mês de vida.

Teddy sorri como se entendesse, mas acho que é apenas o fato de já conhecer a voz da mamãe. Ajeito Teddy em meus braços e saio pelas portas de vidro em direção ao padro, onde Christian está com as meninas. Ele sorri quando começo a me aproximar com o nosso pequeno Teddy. Sento-me ao lado de Christian e ele pega nosso pontinho.

—Onde você estava? —Christian pergunta.

—Dormindo. —Murmuro rindo. —Eu... estava sonhando.

—Sonhando? —Christian para de brincar com Teddy e me olha. —Com o que?

—Com tudo que passamos nesses anos, desde a primeira vez que nos vimos... o crescimento das nossas filhas, nossos irmãos, o nascimento do Teddy.

—Foi um belo sonho então. —Christian sorri e esfrega seu nariz do de Teddy que sorri para o papai.

—Não... é um belo sonho.

Sorrio ao ver as meninas se aproximarem e o resto da nossa família chegar para o nosso piquenique no prado.

Sim, é um ótimo sonho.

Notas finais
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!