Segunda Chance

12 ♛ Novo Irmão ♛


Notas iniciais
Meninas, olá, olá, como estão hoje? Espero que gostem do capítulo, e desde já quer dedicá-lo a JustAGirl, obg por favoritar amore ♥ Boa leitura meninas linda, beijos ♥

Katherine Kavanagh

Levanto-me sentindo minha cabeça ligeiramente latejar. Sento-me um pouco atordoada e levo alguns segundos para minha lembrar da madruga tão conturbada. As lágrimas ameaçam voltar e eu aperto meus olhos em uma tentativa frágil de segurá-las. Elliot não sai da minha cabeça, seus lábios tocando os meus docemente. Seus braços me segurando. Tudo isso é tão ridículo, eu não acredito que chorei por ele. Eu jurei que jamais choraria por ninguém, ninguém! Como se não bastasse ter sido abandonada pelo pai do Pietro, agora eu sou simplesmente rejeitada com o único cara que mexe comigo.

Seco as lágrimas quando ouço Pietro chorar, vou em direção ao seu quarto tentando me conter. Eu o deixe atordoado ao chorar na sua frente, e isso não vai se repetir. Meu filho está em pé no berço, segurando-se na grade e parece estar bravo pela forma como gunguna.

—Oi meu homenzinho. —Sussurro curvando-me contra ele.

—Lé, lé, lé. —Pietro repete bravo e eu paro confusa. —Lé, lé, lé!

—Você não está chamando o Elliot, não é mesmo? —Pergunto insegura e ele sorri mostrando os dois primeiros dentinhos.

—Lé, lé.

—Pietro, pare com isso! —Falo brava e me arrependo ao ver seu bico de choro. Suspiro e o pego do berço. —O Elliot não é nada seu.

—Lé, lé, lé. —Pietro insiste batendo palminhas.

—Pare com isso, por favor. —Peço enquanto caminhamos até a sala, noto a presença de papai pelo canto dos olhos, mas passo direto ao ouvi-lo conversar, e eu imagino que é com Ray.

—Tia Kate?

A voz de Ava me faz congelar na porta da cozinha, sou tomada por uma onda de medo e arrependimento. Arrependimento por fazê-lo chorar, mesmo dizendo que estaria com ela, e medo porque se ela está aqui, Elliot também está. Pietro olha primeiro e solta um gritinho seguido por ‘Lé, lé, lé’. Viro-me com o coração disparado e vejo papai sentando, olhando seriamente para Elliot que senta no outro sofá e sua pequena Ava do lado.

Papai está com seu olhar de homem de negócios, então eu imagino que eles tenham conversado.

—Papai... —Sussurro insegura.

—Querida, eu tive que o ouvir. —Meu pai fala se aproximando e pega Pietro. —Agora é sua vez. Venha menina, vamos comer algo.

Ava me olha e depois encara seu pai, então ela levanta e vai para a cozinha com papai e Pietro. Começo a torcer meus dedos nervosamente. Eu quero gritar, xingá-lo, mas não tenho forças, não depois que ele me viu chorar feito uma criança, e depois simplesmente me deixou.

—O que você faz aqui, Elliot? —Pergunto de forma dura e ele suspira. Elliot se levanta e anda de um lado para o outro, passa as mãos pelos cabelos e suspira de novo.

—Eu vim pedir desculpas. —Ele diz e eu arqueio uma sobrancelha. —Eu nunca deveria ter te beijado.

—É mesmo? —Digo mais ferida.

—Espero. —Ele pede aparentemente nervoso. —Eu quis dizer que não deveria ter te beijado e depois te desprezado.

—É? Você deveria ter falado isso antes. É melhor você ir embora.

—Kate... Katherine, espere. —Elliot se aproxima parando na minha frente, ele segura minhas mãos e meu coração para. —Eu fui um tolo, agi como um garoto imaturo e não percebi o que estava claro.

—E o que estava claro? —Por mais esforços que eu faça em tentar prender as lágrimas, elas já estão caindo.

—Que você não saia da minha cabeça, desde o primeiro momento. Que você e o Pietro são duas pessoas muito especiais, que eu quero sim perto de mim e da minha filha, mas eu como um idiota medroso, acabei estragando tudo, mas eu estou aqui Katherine, te pedindo desculpas, e pedindo uma chance para te fazer feliz e ser feliz ao seu lado.

—O que? —Solto suas mãos e tento me virar, mas ele não deixa. Suas mãos pairam sobre meus ombros segurando-me, e seus olhos se prendem aos meus.

—Não fuja de mim, por favor. Ontem, quando eu te vi com a minha filha, eu percebi que a mulher que eu passei a minha vida toda procurando era você. Eu te conheço a cerca de três dias, mas a certeza que está aqui dentro, é de ter você ao meu lado pelo resto da minha filha.

—Não brinque comigo, Elliot Grey! —Exclamo brava e Elliot sorri fazendo eu me acalmar.

—Você acha que eu estou brincando? Você acha que eu estou aqui te pedindo para namorar comigo, por brincadeira?

—Namorar?

A palavra parece nova, de uma forma absurda nova. Eu nunca fui pedida em namoro. Eu me envolvi com garotos, mas... namoro? Esse idiota que me fez chorar está me pedindo em namoro? Não, isso não é real. Ele está brincando comigo.

—Sim, Katherine, eu quero você como minha namorada, e depois noiva, tão logo mulher. Eu quero você da maneira que for.

—Você é um idiota! —Grito abraçando-o. Sinto-o sorrir, então ele me tira do chão girando-me.

—Isso foi um sim?

—Sim, sim, sim. —Digo sorrindo com uma alegria desconhecida.

—Ah, Kate, obrigada. Obrigada. —Elliot sussurra.

Fecho meus olhos e inalo seu cheirinho, aperto meus braços ao seu redor ainda sem acreditar. Se for um sonho, é o melhor de todos.

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Algumas horas depois...

Papai saiu com Ray, me parece que finalmente o idiota se mancou e foi procurar um lugar para ficar, então eu estou feliz que Ana vai voltar e eu vou poder contar tudo sobre Elliot, falando nele... ele está aqui ao meu lado, no sofá com Pietro em seus braços. Ava está no meu colo e eu estou fazendo algumas tranças em seus cabelos.

Acho que não sou a única idiota. Posso olhar para Elliot e Pietro de cinco em cinco minutos, mas posso sentir seu olhar sobre Ava e eu.

Deixo meus devaneios de lado quando meu celular começa a tocar, a foto de Ethan aparece e eu encaro confusa. Faz tempo que não falo com meu irmão, cerca de cinco meses. Ethan foi embora a três anos, logo após o acidente que matou sua noiva, ela estava esperando um filho dele, a gravidez estava avançada, mas mesmo assim o bebê não sobreviveu, e depois disso meu irmão nunca mais foi o mesmo.

—Ethan. —Sussurro ao atender.

—Kate. —Ele diz sem demonstrar emoções. —Eu soube que o papai está de volta.

—Sim. —Digo rindo do olhar ciumento de Elliot. —O papai está de volta.

—Sabe... eu estava pensando em fazer uma visita.

—O que? —Grito animada e Pietro me olha assustado. Elliot balança a cabeça e sai de perto com meu filho. —Você está brincando, não é?

—Não, eu realmente pensei sobre a nossa última briga. Eu também sinto sua falta, maninha, e quero conhecer meu sobrinho. Eu pensei sobre passar alguns dias aí.

—Ah, Ethan, vai ser tão bom, o nosso pai vai adora, e eu também. Quando você vem?

—Eu estava pensando em... amanhã.

—Ah, isso é tão legal! —Grito animada e agora é Ava que sai de perto. —Eu vou organizar tudo então.

—Tudo bem, até amanhã Kate.

—Até Ethan. —Sorrio animadamente e desligo. Elliot me encara e arqueia uma sobrancelha enquanto balança Pietro. —O que?

—Quem era? —Ele pergunta ainda enciumado e eu acabo rindo. —Ande. Quem era?

—Meu irmão, Ethan. —Digo revirando os olhos.

—Eu não sabia que você tinha um irmão. —Ele diz aparentemente mais calmo.

—É porque nós nos conhecemos há três dias. —Sussurro e ele sorri de canto. —Mas você ainda vai saber tudo. Por enquanto, saiba que eu tenho um irmão, e ele está voltando para Seattle.

—Que bom, Katherine. —Elliot sussurra e parece animado por eu estar animada.

Sorrio boba, sim, acho que ele é quem eu procurei por tanto tempo.

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Anastásia Steele

Encaro a grande parede de vidro enquanto a chuva caí lá fora de forma ferozmente bonita. É um ótimo domingo para ficar em casa, em paz, muita paz. Mas... quando se tem uma filha de dois anos que odeia alguém e não deixa essa pessoa se aproximar, é sem dúvidas ruim.

Christian e eu estávamos conversando quando as meninas acordaram, e Gabriela não ficou nada satisfeita ao vê-lo me abraçando. Ela fez o mesmo de ontem, gritou e chorou, e agora está ao meu lado, me apertando enquanto tenta se acalmar. Eu entendo que ela ficou presa, e sofreu assim como eu, mas eu queria que ela entendesse que Christian não irá me machucar. Ela poderia ao menor notar como ele é bom para Clarissa, mas talvez esse seja o problema. Minha filha só tem dois anos, e não entende a rejeição do pai, não entende porque ficamos presa, e entende menos ainda o porquê de a irmã poder ter pai e ela não.

Acaricio os cabelos de Gabriela e olho para Christian e Clarissa brincando de LEGO no chão da sala.

—Gabby, vem brincar. —Clarissa chama e Gabriela encara Christian.

—Não! —Ela grita e eu a reprovo com um olhar.

—Ah, pare de ser tão chata! —Clarissa diz parecendo brava. —O meu papai é muito legal.

—Não!

—É sim! —Clarissa grita assustando até mesmo Christian. —Só porque seu pai não gosta de você, o meu não tem culpa!

Christian olha incrédulo para Clarissa enquanto Gabriela me olha sem entender. Suspiro e a abraço enquanto ela começa a chorar. Clarissa sai da sala rapidamente e o pai vai atrás.

—Meu pai não gosta de mim, mamãe? —Gabriela pergunta e eu suspiro novamente.

—Querida, nós já conversamos sobre isso. —Acaricio seu rostinho e ela me olha apreensiva. —Você não precisa dele, e você tem que ser mais compreensível com a sua irmã, e com o Christian também, ele é um ótimo homem, e ajuda muito a mamãe. Ele nunca nos faria mal, querida.

—Não.

Gabriela deita a cabeça contra meu peito e me abraça. Começo a acariciar seus cabelos. É tão difícil, tão complicado. Se eu pudesse voltar atrás... eu poderia ter pedido a Mabel que a mandasse para alguém, alguém que cuidasse dela. Mas eu não fiz isso. Eu nem se quer pensei sobre isso, e agora ela não confia em quase ninguém, tem medo de tudo, e eu não sei o que fazer sobre isso. Christian é um ótimo amigo, e ele tem feito de tudo por mim, inclusive me trouxe para cá.

Christian entra na sala e balança a cabeça, ele sussurra um ‘sinto muito’ e começa a juntar os brinquedos. Gabriela o olha parecendo arrependida, mas não diz nada. Apenas fica quietinha nos meus braços. A campainha toca e eu estranho, normalmente Christian autoriza a subida de qualquer um.

Taylor aparece e logo some nas portas dublas do hall, momentos depois ele aparece segurando uma caixa e deixa sobre o sofá, então some. Christian termina de guardar os brinquedos e vai até a caixa, ele a deixa ao meu lado e eu encaro confusa.

—É um presente para a Gabby. —Christian diz ganhando a atenção da minha filha. Ele pisca para ela e depois sai da sala.

—Ouviu? —Pergunto e Gabriela balança a cabeça. —Ele te trouxe um presente, querida.

—Posso ‘ablir’? —Gabriela pergunta e eu balanço a cabeça.

Gabriela sai dos meus braços e fica em pé em frente ao sofá, ajudo-a a puxar o laço roxo da caixa, e depois tirar a tampa, ela tira o papel de embrulho e sorri amplamente ao ver uma mochila igual a de Clarissa, roxa e com as siglas ‘G. S.’. Minha pequenina pega a mochila animada e abraça.

Sorrio balançando a cabeça. Eu não posso acreditar que Christian comprou isso para ela. Não é um simples gesto, é algo muito importante, e significa muito. Deixo Gabriela na sala e vou atrás dele, ouço sua voz vindo do escritório, a porta está entreaberta, mas mesmo assim eu bato.

—Ente. —A voz de Christian ecoa calmamente, empurro a porta e o encontro encostado na mesa, segurando algo que parece ser um colar com um pingente em forma de A, ele tenta esconder, mas logo me lembro que eu dei isso para ele quando nos conhecemos.

—Isso é meu. —Falo sorrindo.

—Era. —Christian diz guardando em seu bolso. —O que você quer, garota?

—Te agradecer, idiota! —Exclamo sorrindo e Christian sorri. —Foi muito gentil, e ela adorou.

—Não agradeça, você vai ver, ela ainda vai ser louca por mim. —Christian diz com convicção e eu sorrio, vou para os seus braços e beijo seu peito fazendo sorrir.

—Claro, porque todas são loucas por você. —Provoco e ele dá um tapinha na minha cabeça. Afasto-me e encosto ao seu lado. —E a Clarissa?

—Está bem, só um pouco chateada.

—Entendo. —Murmuro suspirando.

—Ei, não fique brava, querida. —Christian diz me fazendo ter uma sensação estranha. Eu gosto que ele me chame assim. —Elas são apenas crianças, e irmãs, ainda vão brigar muito.

—Eu sei, eu só não quero que a Lis ou a Gabby fiquem bravas uma com a outra.

—Elas são crianças, logo vão estar brincando por aí. —Christian fala sorrindo e logo ouvimos as duas gargalhando. —Está vendo?

—Claro. —Digo rindo e saio do seu escritório.

♛ ♛ ♛ ♛

No dia seguinte...

Christian estaciona o carro em frente à casa de Kate e suspira. O final de semana ao lado dele e de Clarissa foi muito agradável, mas é claro que eu não posso ficar na sua casa assim... nós somos apenas amigos. Balanço a cabeça um pouco confusa com as sensações perto dele.

Foi estranho e bom, realmente bom, ficar na casa dele. Ele é aquele tipo de pessoa que eu sei que posso dizer qualquer coisa e não tem problemas, nem mesmo com Kate me sinto assim, mas ao mesmo tempo que estou ao lado dele vendo-o como amigo, eu não posso evitar que meu coração dispare toda vez que ele me abraça ou faça algo para agradar a Gabriela.

—Vamos? —Christian fala chamando minha atenção.

—Claro. —Sussurro descendo do carro junto com ele.

Pego minha filha e Christian pega as bolsas. Eu queria que Clarissa tivesse vindo, mas ela teve que ir à escola, e isso me faz pensar que logo tenho que por Gabriela na escola, mas acho que vai ser realmente difícil.

Afasto meus devaneios e vou para o elevador com Christian, subimos em silêncio, e logo estamos no corredor, Gabriela pede para ir ao chão e vai correndo para a porta. Vou atrás com Christian e me surpreendo quando abro e porta e vejo Kate conversando animadamente com alguém no sofá, um homem, que não é Elliot. Ele é loiro, olhos verdes e uma aparência não muito gentil.

Gabriela dá um passo para trás, por incrível que parece se escondendo atrás de Christian. O homem me encara, avaliando-me de cima abaixo, ao meu lado posso ouvir Christian suspirar.

—Ana. —Kate diz animada. —Esse é meu irmão, Ethan.

—Olá. —Sussurro calmamente.

—Oi. —Ethan diz sem muitas cerimonias, ele me parece bem reservado.

—E o Elliot? —Pergunto entrando com Christian e Gabriela.

—Ah. —Kate dá um sorriso e suspira. —Ele foi embora hoje cedo, para trabalhar e levar a Ava para a escola.

—Hm. —Murmuro sorrindo. —Então temos novidades?

—Sim. —Kate grita animada.

—Ana, eu acho que já vou. —Christian diz encarando Ethan, e não parece muito feliz.

—Já? —Pergunto um pouco desanimada. Encaro Gabriela ainda segurando a perna de Christian. Ela encara Ethan muito desconfiada, e parece não gostar muito dele. —Gabby, o Christian já vai.

—Não. —Ela sussurra balançando a cabeça e até Kate estranha tudo.

—Ei. —Christian abaixa e segura as mãos de Gabriela. —Eu posso voltar mais tarde se você quiser.

—Sai. —Gabriela grita e vai correndo para o quarto.

—Essa é a Gabby que eu conheço. —Christian fala rindo e se levanta. —Bom, eu preciso ir trabalhar.

—Eu te levo na porta. —Murmuro caminhando com ele. Saímos e eu encosto a porta. Encaro Christian e ele sorri me fazendo ruborizar.

—Você vai ficar bem? —Ele pergunta e eu acho que está se referindo a Ethan.

—Claro que vou. —Digo rindo. —Vá logo.

—Ok, me ligue se precisar de algo.

—Está bem.

Christian balança a cabeça e franze os lábios, ele se aproxima e eu prendo a respiração, seus lábios raspam nos meus e vão até a minha bochecha plantando um beijo. Fecho os olhos, completamente extasiada, e com o coração acelerado, encaro-o sem conseguir dizer nada, e ela apenas sorri e se vira indo embora. Viro-me com as pernas bambas e entro no apartamento. Ethan está sozinho na sala, e eu imagino que Kate tenha ido ver Pietro.

Encaro-o um pouco sem jeito. Ele se parece tão frio, diferente de Kate que até o olhar é animado. Falando nela, eu preciso saber sobre Elliot.

—Você está diferente. —Ethan diz e eu o encaro confusa. —Você era só uma garotinha quando te conheci.

—É mesmo? —Falo sem jeito. —Desculpe, eu não me lembro muito.

—É, eu sei, a Kate me contou sobre você.

—Eu imaginei. —Falo sentando-me. —Você estava viajando?

—Morando fora. —Ethan fala me olhando fixamente. —Eu fui embora depois de... perder minha mulher.

—Oh, sinto muito.

—Sem problemas. —Ethan fala dando um mínimo sorriso e eu suspiro aliviada. —Algum problema?

—Não, eu só pensei que você não soubesse sorrir. —Falo sem pensar e Ethan sorri ainda mais. —Ah, me desculpe.

—Tudo bem.

—Eu, vou ver a Kate. —Falo constrangida com um grande rubor.

Pego as minhas coisas e saio da sala rapidamente, com o coração muito disparado.

Por Deus, o que foi isso?

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Ethan