Segunda Chance
24 ♛ Cuidando de Você ♛
Notas iniciais
Abigail
—Aby! Acorda, acorda, acorda! —Gabriela diz pulando em cima de mim.
—Ei, o que foi pestinha? —Pergunto empurrando-a.
—Tem um monstro lá embaixo. —Gabriela fala agarrando meu braço.
—Não existe, monstro. —Puxo minha manta e Gabriela tomba para o lado.
—Vamos, por favor, vem. —Insiste.
—Ok. Você venceu, mas depois que eu provar que não existe monstros, você me deixa dormir. —Falo enquanto andamos para fora do quarto.
Desço as escadas com Gabriela e ao chegarmos na sala, sinto meu coração disparar. Anastásia e Christian estão conversando com... meu pai. Ele está sentando no sofá, como se fosse uma visita. As lágrimas tomam meus olhos quando me lembro de tudo que ele fez... do que ele foi capaz de fazer comigo.
—Aby... —Ele sussurra me olhando, e sorri. Sorri como se ele me visse todos os dias, como se me amasse. Como se ele não tivesse tentando me vender,
—O que ele faz aqui? —Pergunto sentindo as lágrimas escorrerem.
—Abigail, seu pai...
—Ele não é meu pai! —Grito interrompendo Anastásia. —O que ele está fazendo aqui?
—Querida, ele veio falar com você. —Christian diz vindo para o meu lado.
—Falar o que? Sobre como foi fácil me vender?
—Não... eu vim pedir desculpas. —Ele diz se levantando.
—Gabby, vai lá ver a Mel. —Ana pede e Gabriela me olha preocupada. Balanço a cabeça e ela sai correndo.
Encaro meu pai e tento conter a minha raiva, mas parece impossível. Ele não pode simplesmente fazer tudo o que fez e ainda estar aqui. Solto.
—Como você saiu da cadeia? —Pergunto tentando me conter.
—Advogado. —Ele sussurra. —Querida, eu... sinto muito.
—Sente? Você sente?
—Sim. Por mais que você ache que não, eu me arrependo tanto. Eu deveria ter cuidado de você.
—Deveria mesmo, mas tudo que você fez foi beber e beber, depois você simplesmente me vendeu. Você já pensou onde eu poderia estar agora?
—Sim... —Ele diz parecendo estar arrependido, mas eu não consigo acreditar. —Quando sua mãe morreu, eu fiquei tão desiludido. Eu... cuidei de você, mas a cada ano se tornava mais difícil, você estava crescendo e eu não sabia ser um bom pai. Eu jurei que tentei, mas você estava cada vez mais parecida com ela. Eu não conseguia ficar perto de você sem lembrar da sua mãe. Era tão difícil esquecê-la.
—Então você resolveu me mandar para longe porque era difícil para você?
—Sim. —Papai sussurra e eu fecho meus olhos ainda, mais ferida. —Foi um erro, um grande um erro. Eu me arrependi muito. Eu juro. Eu senti tanta sua falta... das conversas... dos nossos jantares...
—Isso não vai mais voltar. —Murmuro mantendo meus sentimentos de lado. —Você não pode simplesmente me vender, e voltar aqui pedindo desculpas ainda achando que nós vamos jantar juntos nos sábados. Eu não quero você perto de mim. Eu estou muito feliz sem você. Essa é a minha família.
—Mas eu sou seu pai, Aby.
—Não, você é só um bêbado que vendeu a própria filha. Meu pai é ele. —Digo olhando para Christian. —Eu não quero ver você outra vez. Agora se me dão licença, eu tenho que me arrumar para o colégio.
Dou um beijo em Christian depois abraço Anastásia e ignoro a presença desse homem. Enquanto eu subo para o quarto percebe como eu esqueci dele tão fácil. Talvez pela dor, mas por ele ser meu pai deveria ser mais difícil, mas não foi. Eu fiquei muito feliz sem ele. Com Kate e a Ana primeiro, agora aqui, com Anastásia, Christian e as meninas. É a primeira família de verdade que tenho. Eu me sinto tão bem.
Em meio a isso, percebo como não há sentimentos além de raiva, raiva por vê-lo aqui, no meu lar, onde eu sou feliz. Eu não consigo sentir saudade ou coisa alguma. É como se ele não existisse... e ele não existe, não aqui.
Entro no quarto e vejo Gabriela na cama. Sorrio para ela e me aproximo abraçando-a. Acaricio seu rosto e me lembro de tudo que passamos aquele dia. Foi tão desesperado, eu tive medo que ela se machucasse, e eu mal imaginaria que nós duas seriamos irmãs.
—Você está bem, Aby? —Gabriela pergunta e eu balanço a cabeça. —Aby, ele vai te levar embola?
—Não, claro que não. —Digo rindo e ela sorri. —Eu amo nossa casa, e os nossos pais. E as nossas irmãs, e eu amo você.
—Eu também amo você, Aby. Minha babá. —Gabriela diz me abraçando e eu sorrio. —E minha irmã.
—Sim. —Sorrio e beijo sua cabeça. —Agora cai fora, eu tenho que me arrumar.
—Pla ver o Jordan? —Gabriela pergunta e eu a encaro boquiaberta, semicerro os olhos e ela desce da cama e sai correndo do quarto.
—Oi. —Viro-me e vejo Anastásia. —Posso entrar?
—Pode sim. —Digo sorrindo enquanto caminho até a cômoda para pegar meu uniforme.
—Você está bem, querida?
—Sabe que sim? —Digo rindo e Anastásia me olha surpresa. —Ele... ele não faz falta, eu sou tão feliz aqui com você e o papai que...
—Papai? —Anastásia me interrompe e eu reviro os olhos. Balanço a cabeça envergonhada e ela sorri. —Essa é a segunda vez só hoje, em menos de uma hora, e eu?
—Você? —Encaro-a sorrindo, aproximo-me e sento em sua perna. —É a melhor mãe do mundo, obrigada por cuidar de mim, eu te amo, mãe.
—Ah, querida. —Ana diz toda emotiva e me abraça. —Eu fico tão feliz em saber que você está bem.
—Sim, agora pare de choradeira. —Provoco e ela ri. —Eu preciso me arrumar, e você precisa arrumar as monstrinhas.
—Preciso mesmo.
Anastásia se levanta, mas fica para me encarando, quando estou a ponto de perguntar o porquê, ela me abraça, me abraça de forma apertada e protetora. Então eu sinto que esse, ao lado dela, do Christian e das minhas irmãs, é sem dúvida o meu lugar.
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Hoje foi Christian quem me trouxe ao colégio, eu estranhei, normalmente ele estaria na empresa já, mas ele insistiu, em levar minhas irmãs também. Ele me deu um beijo e um abraço apertado, e imagino que seja pelo ‘papai’. Quando sai do carro Jordan estava me esperando. Passei direto, ou tentei.
O clima estava bom hoje entre nós, claro que como sempre todos estavam comentando sobre andarmos rindo e juntos pelos corredores da escola, senão me engano até os professores falavam sobre isso, mas hoje eu não me importei. Eu... simplesmente percebi que não há motivos para estar mal, eu sou a garota mais sortuda do mundo, não é mesmo?
Quatro Aulas Mais Tarde...
Saio da sala e logo vejo Jordan correndo em minha direção.
—Ei, ruiva. —Ele diz sorrindo amplamente.
—Ué, arrumou um novo hobby? —Pergunto e ela pare de sorrir.
—Como assim?
—Encher minha paciência. —Falo batendo os cílios e ele revira os olhos.
—Muito engraçada.
—Ah, eu sei. —Sussurro calmamente e continuo andando pelos corredores da escola enquanto ele me segue.
—Ei, o que você acha de ir almoçar comigo? —Jordan pergunta e eu paro encarando-o.
—Eu? Almoçar com o garoto mais popular da escola? —Pergunto colocando a mão sobre o peito. —Ah, não, é demais para uma pessoa tão humilde.
—Não seja tão boba. —Jordan diz quando voltamos a andar.
—Ok. Então eu adoraria. —Digo pegando-o de surpresa.
—Ok... então, eu te vejo na lanchonete. Eu tenho que entregar uns livros.
—Tudo bem. —Sussurro sorrindo.
Jordan sorri para mim e dá meia volta, sorrio e balanço a cabeça um pouco incrédula. Como as coisas podem mudar tão rápido? Eu achava ele tão... ridiculamente idiota, mas agora até que gosto dele. Acho que vou ter que dizer outra vez, eu realmente sou uma garota de sorte, nada pode mudar isso.
Atravesso a rua da escola e entro na lanchonete, onde muitos alunos já estão conversando e brincando enquanto comem. Algumas meninas me olham e sorriem lançando um olhar sugestivo, e eu imagino que seja por Jordan, claro.
Sinto alguém segurar meu braço, e penso ser ele, mas quando me viro, tenho certeza que não é.
—O que você faz aqui? —Pergunto sentindo um arrepio me tomar.
—Aby, eu sei que você me odeia, mas... eu estou arrependido.
—É, você já disse isso! —Falo puxando meu braço. —Vá embora, eu não quero te ver nunca mais.
—Abigail, você é minha filha.
—Não, eu deixei de ser quando você me vendeu! Lembra? —Sussurro sentindo as lágrimas virem. —Me deixa em paz.
—Fale baixo, as pessoas estão olhando. —Ele sussurra e nesse momento posso ver a arma em sua cintura.
Fico em total silêncio, estática, não por medo, mais porque sei que ele pode machucar alguém, e eu não quero isso. Caminho com ele até uma das mesas e me sento, ele faz o mesmo.
—O que você quer? —Pergunto baixinho.
—Eu vou te levar para casa, querida. —Ele diz sorrindo diabolicamente e nesse momento sinto medo.
Não, ele não pode fazer isso. Ele não pode me levar embora. Eu... não quero perder meus pais. Minhas irmãs.
—Você não pode me levar.
—Posso sim. Eu sou seu pai, lembra? Nós vamos voltar para a Inglaterra, na nossa antiga casa. Eu posso te dar um gato, eu sei que você adora gatos.
—Você é maluco! —Tento me levantar, mas ele segura meu braço e mostra a arma. Sento-me e as lágrimas começam a cair. —Você não pode fazer isso comigo, por favor, não me leva.
—Eu não quero ir. —Digo chorando.
—Mas você vai, caso contrário, eu acabo com cada pessoa dentro daquela casa que você chama de lar. E começando com aquela pestinha.
—Não. —Sussurro apavorada. —Não faça isso.
—Eu não vou fazer, a menos que você se levante, sorrindo e venha comigo.
Olho em voltar nervosamente torcendo para Jordan aparecer, mas ele não aparece, porém, percebo que alguns homens estão espalhados por todo o lugar, e imagino que meu pai não esteja sozinho. Fico em silêncio por minutos, pensando em algo, mas nada me vem.
—Vamos Aby, está na hora. —Ele diz calmamente.
—Espera. —Sussurro já desesperada. —Me deixa ir ao banheiro ao menos?
—Ligar para sua mamãezinha vadia?
—Não fale assim dela! —Digo ofendida. —E eu quero sim ligar para ela.
—Eles não podem te salvar, querida.
—Eu não quero isso, eu... quero me despedir. Eu vou mandar uma mensagem apenas, dizendo que eu vou fugir, e para ela não vir atrás de mim.
—Garota esperta. —Ele diz calmamente. —Você tem cinco minutos.
—Tudo bem.
—Aby, não tente nada... senão eu mato todos eles.
Suspiro apavorada e me levanto correndo para o banheiro da lanchonete. Entro em um dos boxes e me tranco sentando no cantinho ao lado do vaso. As lágrimas começam a cair e eu realmente não sei o que fazer. Eu não posso deixar ele me levar, mas não posso deixar que ele machuque minha família.
Pego meu celular e tento ligar para Christian, mas é Andrea que atende. Droga! Desligo o celular e ligo para Anastásia, mas ela não atende. Droga! Droga! Ligo mais algumas vezes, mas nenhum deles atende. Pego meu celular e penso em Jordan. Suspiro pensadamente, eu não quero envolve-lo, mas... o que eu posso fazer? Mando algumas mensagens e ele responde, mas...logo ouço alguém entrar no banheiro.
Meu sangue gela e eu me apavoro.
—Abigail... —A voz grave e assustadora do meu pai faz com que eu me encolha. —Eu sei que você está aí, querida, vamos lá. Está na hora de ir.
—Me deixa em paz! —Grito chorando.
—Ah, querida, vamos lá. Não seja uma menina rude. Eu não quero ter que lidar com você.
—Vá embora! Vá embora! —Grito apavorada.
—Ah, foi você quem pediu, Abigail.
Encolho-me mais e ouço passos, a porta se abre e fecha, então segundos depois abre novamente. O barulho de botas batendo no chão faz com que eu me apavore cada vez mais. Fecho meus olhos temendo o pior, então todo o barulho para, e de repente, o barulho de uma porta sendo chutada me faz voltar a chorar copiosamente.
O barulho das portas vai ficando mais perto, e mais perto. Até que... a porta do boxe onde estou é aberta com um chute, mas não é o meu pai, é um homem, ele é alto, cabelos castanhos presos em um rabo de cavalo, um brinco na orelha. Enquanto encaro-o, apavorada, acabo notando uma leve semelhança entre ele e Gabriela, mas isso se esvaia quando ele me puxa para fora do boxe pelo braço. Caio no chão batendo a cabeça e ele chuta minha costela me fazendo gritar. Arrasto-me pelo chão tentando me desvencilhar dele, mas ele é mais rápido e me puxa pelos tornozelos, então ele me vira, ele se abaixa na minha frente rasgando minha camiseta.
—Ah, meu Deus! —Grito apavorada. —Não, por favor, não faça isso!
—Shii... —Ele sussurra de uma forma que me faz ter repulsa. —Agora, eu vou dar uma lição em você, como dei naquela vadia.
Anastásia...
Ah, meu Deus! Não! Por favor, não. Não.
Fecho meus olhos, apavorada, então a porta se abre e tudo que acontece depois é confuso.
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Anastásia Steele
Saio da sala de Kate e suspiro pesadamente. Eu tive que vir aqui na empresa hoje, resolver com Kate alguns detalhes sobre as roupas das madrinhas, e... como sempre, foi bem estressante e cansativo. Casar é absurdamente ridículo. Caminho para fora da escola e vejo Taylor e os outros seguranças.
Christian decidiu que era melhor aumentar a segurança. Já que Maicon resolveu voltar. É claro que ninguém caiu naquele papinho ridículo de pai arrependido. Somente hoje as meninas foram com cinco seguranças cada uma. Até mesmo Aby, que não percebeu já que Christian a levou. É melhor assim, ela já disse que não se sente bem com os seguranças.
Entro no carro e vejo que deixei o celular aqui, e para minha surpresa há uma ligação perdida de Aby, e quando vou retornar, vejo a foto de Jordan aparecer. Que estranho.
—Jordan? —Pergunto preocupada.
—Sra. Grey, por favor, vem rápido. —Jordan diz e logo estou nervosa. —O pai da Aby, ele está aqui. Ela me mandou mensagem, mas eu não pude fazer nada.
—Querido, o que está acontecendo? —Pergunto saindo do carro e sinalizo para Taylor que se aproxima correndo com os homens.
—A Aby, ela disse que estava na lanchonete com o pai dela, mas... eles tiraram todos os alunos de lá, e trancaram as portas. Eu... eu não pude ajuda-la. Ela não saiu de lá.
—Ah, meu Deus! —Sussurro sentindo o medo me invadir. —Jordan, sai de perto, tire todos os alunos daí, por favor, nós estamos indo.
Desligo e nem explico nada para Taylor, apenas digo o nome de Abigail e logo estamos correndo para lá. Levamos cerca de cinco minutos para chegar, já que a escola é próxima a empresa. No caminho consigo avisar Christian, que também deve estar vindo.
Quando chegamos vemos que há carros da polícia cercando a lanchonete. Droga! Que droga! Olho em volta e vejo que não há nenhum segurança aqui. Maldito sejam! Taylor desce do carro correndo e vai falar com os policiais que abrem espaço para ele, ele dá apenas um chute e a porta da lanchonete vai ao chão, os homens começam a entrar e atirar, e eu temo por Abigail. Se algo acontecer a ela... eu juro que acabo com aquele maldito.
Entro na lanchonete assim que possível, e vejo Taylor chutando o pai de Abigail enquanto pergunta sobre ela, mas o grito que ecoa do banheiro me faz saber onde ela está. Aproximo-me de Taylor e tomo a arma da sua mão, ele abre a boca, mas meu olhar de ódio o faz ficar em silêncio.
Engatilho a arma e corro até o banheiro, o desespero me toma e eu empurro a porta com mais força do que pensava. A cena me faz congelar. Jack... ele está aqui, em cima de Abigail rasgando sua roupa enquanto ela grita chamando por... mim. Ele me olha, com o mesmo olhar. O mesmo olhar que me atormentou por tanto tempo, mas... dessa vez, ele não pode me ferir. Levanto a arma e atiro, uma, duas, três vezes, e ele cai para o lado. A última coisa que vejo é o seu olhar, a mesma dor que eu senti anos atrás, ele sente agora, mas é claro, a dor dele nem se compara a minha.
Corro até Abigail e a puxo para os meus braços. Ela parece confusa, desnorteada até, mas... tudo vai ficar bem agora, eu estou aqui com ela. Ninguém vai machucá-la. Nunca mais.
Christian logo está aqui. Ele olha para mim e Abigail depois para Jack caído no chão, enquanto grita de dor. Meu noivo corre tirando o blazer e coloca em volta de Abigail, ele a pega no colo e me ajuda a levantar, então nos tira de lá. Tudo é muito corrido depois, e até mesmo eu fico fora de mim. Christian nos leva para uma ambulância. Grace está aqui, ela cuida de alguns ferimentos em Aby e me faz perguntas, perguntas que eu não consigo responder.
—Ei, querida... —O sussurro de Christian por algum motivo me faz acordar. —Oi.
—Christian. —Sussurro procurando por Abigail e vejo-a abraçando Jordan.
—Está tudo bem, querida. Ele não vai mais machucar vocês.
—Eu o matei? —Pergunto sentindo remorso. Ele pode ser um monstro, mas eu não sou.
—Não, você o atingiu, mas não o matou. Infelizmente ele vai sobreviver, e vai para a cadeia. E você vai ficar bem, ouviu?
—Como a Aby está?
—Assustada, mas bem. —Christian diz olhando-a. —Ana, você foi muito corajosa, ouviu? Eu... te amo tanto, querida.
—Ah, Christian. —Sussurro sentindo as lágrimas virem.
Meu noivo me puxa para seus braços, apertando-me com cuidado, nesse momento eu percebo que... eu estou segura, que ele vai cuidar de tudo, e que Jack jamais vai nos incomodar. Olho para Abigail e ela se aproxima, ainda com o blazer de Christian, ela me abraça de forma desesperada e somente nesse momento tenho certeza que ela está bem, que aquele monstro não a feriu como fez comigo.
—Mamãe, eu amo você. —Abigail sussurra e eu sorrio.
—E eu amo você, minha filha. Para sempre.
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Conversa entre Jordan e Aby

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