Seguindo em frente

3 Capitulo 2 Entendendo


Notas iniciais
ta ai desculpem a demora espero que gostem

Quando acordo de novo Nicolas já não está mais comigo, no lugar dele ao meu lado está minha avó Amélia, fitando o nada com o olhar vazio, o rosto cansado e triste e não o rosto alegre e animado de que eu me lembro, faz muito tempo que não vejo minha avó, ela mora longe no interior com meu avô ai fica difícil de vir nos visitar e de irmos visitar ela.

Me mexi um pouco na cama, mudando para uma posição mais agradável, mas esse movimento bastou para chamar a atenção da minha avó.

— Que bom que acordou meu bem. — disse ela com a voz carinhosa e cansada.

— Vozinha — disse eu, meus olhos já queimando comas lagrimas que estavam por vir.

— Sim?

— O papai e a mamãe eles... — não consegui terminar a frase, embora eu já soubesse a resposta que teria eu tinha que perguntar eu precisava ouvir da boca de alguém que eu não estava imaginando, que tudo aquilo não era fruto da minha imaginação, tudo isso parecia tão irreal foi tudo tão rapido.

— Eu sinto muito meu amor — quando ela disse isso deixei as que lagrimas que eu estava segurando rolassem silenciosas por minha bochecha e caírem no travesseiro sob minha cabeça — eles não tiveram a mesma sorte que você — completou e logo depois ela me envolvem em seus braços pra um abraço.

Não sei quanto tempos ficamos daquele jeito, comigo chorando em seu ombro e ela me dizendo que tudo ficaria bem, que iriamos superar e passar por isso juntos, só sei que depois de um tempo as lagrimas e os soluços cessaram, mas mesmo assim continuei aninhada nos braços da minha avó.Depois de mais um tempo assim vi atras dos ombros da minha dela0, meu avô e logo atras dele Nico com Lara nos braços passarem pela porta para dentro do minusculo quarto — que já estava me deixando claustrofóbica — e parando ao lado da minha cama. Me afastei da minha avó e Nico entregou Lara ala ela, nesse meio tempo meu avô já estava do meu lado me abraçando, quando ele me soltou Nicolas tomou o lugar dele me abraçou e sussurrou em meu ouvido:

— Como está se sentindo baixinha? — eu olhei pra ele, como ele acha que eu estava me sentindo depois de tudo que aconteceu? Ele percebeu minha reação e logo se corrigiu — Eu estou querendo dizer se esta com dor ou alguma coisa.

— Ah — eu disse — eu estou bem acho que não estou tão mal assim.

— Que bom maninha estava preocupado com você.

— Não precisa, eu estou bem.

— Tá.

— Quanto tempo eu fiquei... hã desacordada.

— Cerca de três dias.

— Três dias — sussurrei em estado de choque, como podem ter se passando três dias, como pode hoje já ser o dia 12, o dia em que iriamos para nossa casa na praia curtir as ferias o verão, a primeira vez que Larinha ia ver o mar, o dia que eu fiquei meses esperando meses e que infelizmente chegou.

— Emma você ta bem? — perguntou meu avô falando pela primeira vez desde que chegara.

Eu pensei um momento no que ele perguntou, é obvio que eu não estava bem, eu queria chorar, gritar, quebrar tudo, me trancar em um quarto nunca mais sair, mas eu não podia fazer isso, eu tinha que ser forte, por eles, por mim, por meus pais, eu ia fazer o que me pediram eu ia cuidar de Nicolas e de Lara.

— Eu estou bem, só estava pensando oque vai acontecer agora, pra onde agente vai?

— Vocês vão vir morar com agente é claro — respondeu meu avô calmamente.

— Mas e nossa escola, nossos amigos, minha aula de dança de canto, as aulas de natação de Nico...?

— Querida — dessa vez foi minha avó quem falou — vamos matricular vocês em uma escola lá, vocês podem fazer novos amigos e podemos ver essas aulas pra vocês lá.

— Mas... — eu ia protestar falar que não que eu tinha que ficar na minha casa, na minha escola, com o meus amigos, que aminha vida estava toda aqui, mas ela estava certa, eu ia fazer tudo oque ela pedisse por que não fazia sentido ficar, nada agora tinha a minima importância além da felicidade deles, e olhando para o rosto de Nico percebi que ele queria ir, ele antes já tinha ate pedido aos meus pais pra ir morar com o vovô e a vovó, então se era oque eles queriam eu não ia falar nada — tudo bem — eu disse numa voz baixa mas audível — Quando agente vai se mudar?

— Daqui a duas semanas — falou minha avó visivelmente surpresa acho que ela estava esperando que gritasse e falasse que não ia embora, oque eu teria feito antes, se não fosse o fato de que talvez Nico Lara e eles ficariam mais felizes se fossemos pra lá — vamos ter de esperar o velório e o enterro e também a papelada da guarda de vocês e mais algumas coisas.

— Tudo bem. E quando vou poder sair daqui?

— Amanha talvez, o medico daqui a pouco vem pra te examinar, pra dizer. — respondeu meu avô

— Ok

Ficamos todos esperando em silencio, sem ninguém saber oque dizer, esperando o medico pra irmos para casa, que em breve não seria mais nossa.

Notas finais
e ai oque acharam? que tal comentar?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.