Notas iniciais
Demorei mais que um dia para postar aqui o capítulo já escrito, mas tudo bem, melhor tarde do que nunca, né? Gente, estamos chegando a 30 comentários! Vamos dá uma ajudinha? Boa Leitura!

As gargalhadas ecoavam pelo apartamento e faziam as duas mulheres na cozinha rirem.

Hermione estava sentada em cima do balcão enquanto Fleur estava de frente a ela encostada na pia, segurando uma xícara de chá.

A loira e Gui apareceram minutos antes com a pequena Victorie e uma festa se iniciou. Aquele final de semana era a vez de Hermione ficar com Teddy e o menininho terminava de comer seu bolinho de chocolate a mesa quando avistou a amiga. Nem foi preciso que a morena o dissesse para cumprimentá-los; o pequeno saiu puxando a loirinha para o quarto que lhe pertencia na casa, gritando um bom dia por cima do ombro.

Gui permanecia o mesmo homem de três anos atrás, a não ser o cabelo que estava um pouco mais curto. Quando perguntou o porque, o ruivo deu um riso baixo e uma olhada sugestiva para esposa, que apenas revirou os olhos. Hermione se questionou se um tipo de acordo — ou até mesmo uma ameça -, o tenha feito cortar mais os cabelos.

Agora Teddy e Victorie estavam sentados no chão da sala, a mesinha de centro afastada para um lado e o sofá bem protegido por uma capa transparente por conta das latinhas de tinta guache que eles usavam. Os cabelos do menino estavam azuis vibrantes de alegria e ele nem se dava o trabalho de usar um pincel para pintar o que quer que fosse no papel: metia a mãozinha no pote e a erguia sorrindo sapeca, espalmando-a na folha. Os dois gargalhavam por isso e Hermione só pensava na trabalheira que ele faria na hora de tomar banho.

— Victorie cresceu tanto — murmurou, voltando seu olhar para Fleur. — Parece que foi ontem que ela nasceu.

Fleur sorriu, tomando mais um gole de seu chá e olhando orgulhosa a filha.

— O terrpo passa muito rápido — ela respondeu.

Hermione sabia bem disso. Pela terceira vez, seu olhar foi para o relógio pendurado na parede para logo em seguida encarar a porta de seu pequeno escritório. Eles estavam ali a muito tempo e achava uma injustiça elas estarem de fora do que parecia uma reunião. Queria muito saber o porque de Rony ter aparecido ali sem ser chamado.

— Non se preocuper, Herrmione — Fleur falou, vendo-a suspirar.

— Não estou preocupada. Curiosa, talvez, mas eles estão demorando muito — falou, apontando para a porta.

— Ouviu o quer Rony falou. Veio tratar com Gui sobrre as crianças desaparrecidas.

— É, mas também estou inclusa nesse caso — Hermione retrucou e desceu do balcão. — E você também, afinal, somos da Ordem da Fênix também.

— O que é a Oldem da Fênis? — Teddy estava com o rosto sujo de tinta marrom e as roupas amarrotadas.

A morena o olhou e negou com a cabeça, o pegando no colo e tomando cuidado de não se melar também.

— É uma coisinha que ajuda a proteger o mundo mágico — esclareceu da melhor forma.

— Igual o Homem de Ferro? — indagou, seus cabelos tingindo-se de um laranja curioso. A história em quadrinho era um de seus favoritos a ser contado na hora de dormir.

— Mais ou menos isso.

Antes que ele perguntasse mais alguma coisa, a trava de uma porta fez os três de virarem a tempo de ver os dois ruivos ainda conversando, mas em um tom de voz tão baixo que foi impossível escutá-los. Quase não mexiam a boca e o semblante sério demais de Rony fez Hermione se arrepiar por completo e a postura rígida dele não ajudava muito a aquietar seus batimentos cardíacos.

Por um rápido segundo ele desviou sua atenção para ela com as sobrancelhas vincadas e retornou a falar com o irmão.

Queria muito que sua varinha estivesse na mão e assim poderia pelo menos tentar invadir a mente dele e descobrir o assunto.

— Gui? — chamou Fleur, dando um passo a frente. O marido da moça assentiu para ela e tocou o ombro de Rony antes de caminhar até elas.

O olhar de explicações da loira não deu em nada.

— Não é nada para o que tenha que se preocupar — assegurou-a, puxando pela cintura.

— Então por que da conversa só vocês dois? — Hermione disse. — Se estavam mesmo tratando sobre a investigação, Fleur e eu também deveríamos ter participado.

— Não foi especificamente sobre a investigação, mas o que tratamos faz parte e acho que Kingsley irá concordar comigo — Gui a respondeu a altura.

Kingsley iria concordar com eles? Olhou para ele de modo intimidador e só recebeu em troca um revirar de olhos.

— Você é curiosa demais, Granger, está sempre querendo saber de tudo.

O casal de virou para sair e Hermione colocou-se a frente de Rony, barrando-o de andar.

— Do que conversaram?

— Nada do que já não saiba.

— Nada o quê? Aposto que Gui sabe de tudo, porque, se bem me lembro, ele estava nas reuniões que o ministro nos chamou.

— Não precisa ficar grilada com isso — Rony a afastou. — E de qualquer jeito, na segunda de manhã Kingsley vai falar com você.

— Mas quero saber de qual seja a porcaria que vocês trataram agora! — esganiçou e se arrependeu disso quando notou as duas crianças a olharem assustadas.

— Nós já estamos indo — Gui foi quem falou, estendendo a mão para a filha. O arquear de sobrancelha que ele deu para Rony só encheu mais ainda Hermione de raiva; ficar perdida nas coisas era horrível.

Os acompanhou até a porta e permaneceu de costas, respirando fundo para não lançar um feitiço no ruivo que a olhava com as mãos no bolço. Ultimamente estava querendo muito enfeitiçá-lo, mas na frente de uma criança não seria possível. Sentiu pequenos bracinhos rodearem sua perna e olhou para baixo, fitando os olhos chorosos de Teddy.

— Você tá brava? — ciciou, fungando. — Pometo que limpo a tinta.

O coração da morena derreteu. Rony os olhava com um pequeno sorriso.

— Não é sua culpa por ter um tio que me enche o saco — falou, o pegando no colo.

— Ei, ainda estou aqui, ok? — Rony reclamou.

— Justamente por isso. O que ainda faz aqui? Não queria só falar com Gui? Agora pode ir embora — Hermione soltou, mesmos que estivesse gostando dele ali. Caminhou com Teddy até o sofá e se sentou.

— Para a sua sorte, decidi de última hora ficar um pouco com o meu sobrinho.

Hermione o encarou.

— Teddy não e seu sobrinho.

— É de coração, então — Rony sacudiu a mão.

— Nem de coração. Diga a ele que não gosta dele, Teddy — ela tentou persuadir o menino.

— Não gosto do tio Rony — ele cruzou os braço, fazendo um bico.

— E se eu tiver um presente aqui comigo? Vai gostar de mim assim?

O ruivo se ajoelhou próximo aos dois e tirou uma caixinha de dentro do bolço. A rodou entre as mãos e assobiou.

Teddy colocou as mãozinhas no rosto de surpresa e virou-se para Hermione. Esta fez uma careta, mas concordou.

— Uau! — sorriu ele, olhando para as cores que rodopiavam em círculo ao abrir a caixinha. O brilho do vermelho, rosa e azul se misturavam e se separavam a cada segundo, em uma harmoniosa sincronia. Um curto cintilar e uma fumaça branca atraiu a atenção do garoto e o feitiço tomou uma cor preto e branco, dando a eles a visão de duas pessoas. Hermione piscou, fitando os sorrisos radiantes de Tonks e Lupin. Seu peito se apertou de saudade e ergueu os olhos para Rony, que sorria satisfeito com seu trabalho.

— Como... c-como fez isso? — sussurrou.

— Não fui para o Brasil a toa — deu de ombros. — Aprender coisas novas sempre é bom.

Ela abaixou os olhos e suspirou. Seria um assunto para acostumar-se. Rony estava ali e se ele decidisse ir de novo o mataria com as próprias mãos.

— Ele pode ficar guardado na caixa — o ruivo falou, agora para Teddy. — Está selado e você poderá vê-los quantas vezes quiser.

Teddy apenas assentiu, fechando a caixinha e trazendo-o para o peito. Ele já sabia o suficiente dos falecidos pais para saber que eles tinham sido bruxos corajosos a ponto de morrer a serviço do mundo mágico garantindo, assim, um mundo melhor e seguro para o filho.

Hermione o abraçou, sussurrando um obrigada a Rony. Nada foi dito e ela teve que se erguer. Estava perto da hora do almoço e ainda tinha que banhar Teddy. Esforçou-se para pensar em algo, mas ter o ruivo a seguindo até o quarto e atendo em cada ato que fazia não melhorava seu humor que despenco de raiva para nervosismo. Focou sua mente no menino cabisbaixo de pé em sua cama e não gostava mesmo do rostinho dele sem seu costumeiro sorriso sapeca — como se escondesse uma travessura toda hora.

Meio que pediu — implorou — ajuda a Rony com o olhar. O garoto estava de braços cruzados na parede.

— Que tal um banho cheio que patinhos? — indagou, virando Teddy pelo tronco e o erguendo no ar. A gargalhada de alegria dele fez um sorriso surgir no rosto de Hermione.

Foi para o banheiro e encheu a banheira, checando se a água estava morna. Chamou Rony e ele colocou o sujinho na água. Teddy pareceu esquecer o presente quando o ruivo conjurou patinhos de borracha que se mexiam e jogavam água ao abrir os bicos e uma guerra entre deixar ele brincar e esfregar seu corpo para tirar a tinta fez Hermione demorar mais que o previsto.

Passou um pouco do shampoo infantil nos cabelos dele — tendo dificuldade em tirar os respingos de tinta sem se confundir com a própria mudança da cor deles -, e atirou o recipiente para a lixeira, fazendo uma nota mental de comprar outro. Isso fazia o trabalho da avó dele, Andrômeda, reduzir-se pela metade, já que o quarto dela era muito bem abastecido de roupas, fraudas e produtos de higiene.

— Vamos, Teddy, hora de sair — falou, sentindo a água ficar fria. Ele relutou, mas aceitou sair.

Hermione caminhou com ele para o quarto e o deixou sentado na cama enrolado em uma enorme toalha com capuz, começando a enxugá-lo.

— Você tem tudo aqui — a voz de Rony chegou aos seus ouvidos. Franziu a testa o olhando por cima do ombro e viu o ruivo mexendo em sua penteadeira — mas composta de cremes para assaduras e talcos -, e soltou um muxoxo.

— Uma criança de três anos custa muita coisa.

— E ele é muito sortudo por ter você — Rony suspirou ainda olhando os produtos e nem se deu conta da surpresa e as bochechas coradas da morena.

Continuou seu trabalho com Teddy e fez caretas para ele enquanto aplicava um pouco de creme. O menino riu e relaxou enquanto era vestido. O perfume de bebê coçou no nariz de Rony ele se virou a tempo de ver os outros dois roçando os narizes, em um beijo de esquimó.

Hermione poderia ser mais perfeita?

Nem ele sabia se teria qualidade melhor.

— Ei, Weasley — ela o chamou da porta do quarto. — Se vou ter que te aguentar, então vai me ajudar hoje.

Ele não respondeu, mas a acompanhou.

Distraiu o pequeno Lupin enquanto observava Hermione preparar o almoço e quis abordar um assunto. Só não sabia como.

Não tinham retornado ao assunto daquele dia — a briga, o beijo — e achou melhor deixar como estava. Não lhe servia de nada continuar a pressioná-la e quando estivessem em outro momento, talvez seria mais fácil resolver tudo. Estava decidido do que queria e não gostava do suposto namoro dela com aquele Peter.

— Tudo bem, não vou nem comparar minha comida com o da Sra. Weasley — Hermione disse, colocando a mesa uma travessa de pequena de macarrão. — Mas é tudo o que sei fazer.

Rony riu e colocou Teddy sentado em uma cadeirinha amarela mais alta do lado direito e sentou do outro lado. Serviu-se e se canto, notou Hermione o olhar em uma expectativa mal disfarçada.

Mas a comida estava realmente deliciosa não segurou o suspiro de prazer.

As estórias contadas de uma maneira maluca e sem ordem de sentido de Teddy os atraiu a atenção toda a refeição. Ele sacudia as mãozinhas ao falar do dia que quase matara sua avó ao prender o gato de estimação no vaso sanitário e sempre abria a boca para receber mais uma colherada de comida oferecida por Hermione.

Infelizmente as risadas cessaram quando um estralo os fez pular. Rony saltou da cadeira e puxou a varinha da calça, acenando com a mão para que Hermione ficasse quieta; ela correu para perto de Teddy, o olhar assutado.

— Parece que eu estou atrapalhando algo — Peter estava de braços cruzados e uma feição nada boa. Ele teria visto alguma coisa?

— Peter? — Hermione suspirou aparecendo atrás do ruivo. Ela abriu a boca para falar, mas a fechou sem nenhuma desculpa aparente. Teddy se encolheu em seu colo.

O moreno nem a olhou por está ocupado demais em uma luta silenciosa com Rony. O Weasley fitou Hermione e recebeu um aceno de cabeça. Passou a mão nos cabelos agora pretos de Teddy — provavelmente de medo — e inalou o cheio suave que a morena tinha. Aparatou do local hesitante da decisão.

Hermione pode sentir a longa briga que se seguiria.

***

O punho dela bateu na mesa de madeira.

— Isso é um absurdo!

Era manhã de segunda-feira e Hermione tinha sido chamada a sala do ministro assim que chegou para trabalhar. Ainda teria que ir a biblioteca para realizar algumas pesquisas.

Kingsley permaneceu neutro, sentado com as mãos cruzadas em sua cadeira.

— Não é — retrucou. — Esse caso está relacionado aos nascidos trouxas e fica muito ligado a você.

— Posso saber quem disse isso? — perguntou raivosa.

— Harry me procurou na sexta passada. Weasley estava com ele e Gui conversou comigo sobre isso — listou. — Sejamos francos, Hermione, sei que está vulnerável diante isso.

— Eu decido quanto não me sentir bem com o caso e não vou deixar de ajudar por puro medo — retrucou e o ministro arqueou uma sobrancelha. — Não que eu esteja com medo... mas com envolvimento ou não, continuo trabalhando como auror a serviço do ministério e membro da Ordem da Fênix. De um jeito ou de outro terão que me ter no meio e se dificultarem mais, eu darei um jeito de encontrar as crianças.

Kingsley tinha um sorriso no rosto. Ergueu-se, ajeitando sua capa.

— Pode voltar ao trabalho agora.

Atordoada e feliz, a morena saiu da sala e logo a raiva voltou ao seu corpo. Ronald e Harry. Esses eram os nomes de passavam por sua cabeça e não levaria a culpa se um deles — ou os dois — saíssem bem machucados.

Pisando duro, foi em direção a sala de reuniões. Nada. Bateu a porta e desviou de um grupo de anões que passavam depressa pelo corredor que levava ao escritório de Harry. E lá estavam os culpados. Mas eles não estavam sozinhos.

— Pode nós deixar as sós um minuto, Neville? — perguntou com sua melhor voz doce. — Prometo que serei rápida.

O moreno, que falava algo a Harry, olhou para os outros dois e depois para Hermione. Ela tinha o rosto vermelho e se bem conhecia ela, está ali não seria nada bom. Deixou o pergaminho em cima da mesa e saiu o mais depressa possível.

— Me deem um motivo para não amaldiçoar vocês.

Harry e Rony arregalaram os olhos — foi mútuo o arrepio de medo — e o ruivo foi para de trás da mesa, ficando lado a lado do amigo.

— O que a gente fez agora?

— O que fizeram? — Hermione repetiu. — Contaram que eu estava muito frágil para o ministro e hoje ele veio com o papo de me afastar do caso!

— Mas ele te afastou? — Harry perguntou com esperanças e teve que desviar do tapa da amiga.

— Não, Potter! Não cabe a vocês decidirem isso!

— Mas somos nós que querem o seu bem! — Rony surgiu na frente dela, puxando seu braço esquerdo e o erguendo. — Acha que eu não sei que todas as vezes que temos reunião você não toca nessa cicatriz?

Hermione o encarou, lutando para não ver, marcada na sua pele branca demais, as palavras pela qual já lhe machucaram tanto. Lembrar daquele dia era o mesmo que pedir para ter pesadelos.

O repeliu sem delicadeza nenhuma, dando alguns passos para trás.

— Isso não tem nada haver! E se nem o ministro me afastou do caso, não serão vocês que o farão!

A batida da porta soou pela sala.

— Olha pelo lado positivo — Rony murmurou, após um suspiro de alívio. — Pelo menos ela não nós amaldiçoou

Harry bufou e voltou para o trabalho.

***

A quantidade de livros que tinha ali ainda a surpreendia demais.

Seria sempre uma nova descoberta caminhar por entre aquelas prateleiras que pareciam bombear de tantos livros e Hermione soltou um suspiro ao, por hábito, abrir um dos milhares, sugando aquele cheiro maravilhoso e ficando momentaneamente entorpecida de recordações. Para ela, o cheiro de um livro novo ou antigo deveria ser vendido em um frasquinho.

Devolveu ele a prateleira e caminhou o mais discreta possível entre os poucos estudantes que estavam ali. Mas ser discreta era uma coisa que ela não era e culpava a Harry por isso — quem mandou tê-lo como um irmão e ser incluída na fama dele?

— Hermione Granger! — escutou seu nome ser chamado. Torceu a boca e continuou seu caminho par a seção reservada de cabeça baixa. Mas foi chamada de novo e resolveu parar de uma vez.

Uma garota, provavelmente do terceiro ano, acenava para ela. Tinha os cabelos rebeldes e pretos presos num rabo de cavalo e ela teve que colocar as mãos nos joelhos para recuperar o fôlego perdido.

— Posso te ajudar? — a morena falou calma.

— Sim — a garota respondeu, ficando ereta. — Na verdade não é bem uma ajuda... só queria saber mesmo se era você. Te vi do outro lado da biblioteca e não tive certeza!

Ela estava esfuziante e claramente satisfeita por ver Hermione ali.

Foi quando os olhos da morena bateram na gravata da menina e o verde e prata listrados com o pequeno símbolo da casa no centro do nó chamou sua atenção.

— É sempre assim — ela pareceu perceber o olhar da mais velha. — Também já cheguei a duvidar se minha real casa fosse a Sonserina.

— Ah, me desculpe, não queria ser mal educada, — Hermione se explicou depressa, tocando o ombro dela. — mas eu não esperava que um aluno fosse falar comigo; ainda mais um da Sonserina.

A mais nova sorriu.

— Meu nome é Agnes Waterhouse e sou totalmente e completamente sua fã.

Certo, seu foco agora estava dando adeus montado em uma vassoura e chapéu verde escuro.

— Oh! — foi o que conseguiu dizer.

Agnes revirou os olhos com um sorriso enorme.

— Eu não acredito que eu falando com Hermione Granger! — falou, dando pulinhos. — Sei tudo sobre você e tenho tantas coisas para perguntar! Aliás, sabia que depois que eu terminar Hogwarts quero me tornar uma auror? Sim, sim, igual a você!

— Tudo bem, tudo bem. Fico muito feliz que goste assim de mim e eu não sou tudo isso não. Mas estou trabalhando agora e eu tenho algumas pesquisas para fazer.

Acenou para Agnes e meio dura seguiu seu caminho.

Como assim aquela garota sabia sobre ela?

Decidiu pensar naquilo depois. McGonagall a deu livre entrada na seção reservada e andou pelos corredores apressada. Parou em uma parte sobre lendas antiga — por vias das dúvidas — e suspirou ao notar a quantidade de livros bem grossos.

Surgiu uma sombra no papel amarelado do livro que abrira e ergueu a cabeça. A única iluminação ali vinha da janela a oeste da sala, então, ou estava tendo aula de voo ou algum pássaro passou. Negou para si mesma e começou sua busca por algo, o mínimo que fosse.

Notas finais
Teddy ficou com o cargo de deixar esse capítulo fofíneo:D Maldito cisco no meu olho na parte da Tonks e Lupin, gente, é difícil escrever deles e sempre que eu penso no filho Teddy, imagino ele sempre na casa dos Weasley, da Hermione, com o padrinho, enfim, bem corrida a vida dele. E, gente, mais de três mil palavras no último capítulo! Foi muita coisa! Agora a pergunta de nerd: Quem é time Capitão América ou time Homem de Ferro? Nem vou responder, porque, enfim:D A Agnes surgiu do nada aqui e me serviu para quebrar o tabu que ainda colocam sobre o pessoal da Sonserina. Isso é a maior besteira. Cada casa se completa e uma se não fosse, não seria as QUATRO CASAS DE HOGWARTS e sim três. Que vago, não? As quatro foram criadas por um propósito. Fiquem com Deus!