Notas iniciais
Feliz Natal! Atrasado, mas não dá pra esquecer essa data. Mil desculpas por demorar tanto nas postagens. O Natal na casa de avó é maravilhoso, não? Acho que engordei uns dez quilos, só dela dizer que eu estava magra e que devia comer... Árre, estou falando demais... Boa Leitura!

Não poderia negar, era fantástico aquele país.

Ainda com Hermione em sua cabeça, ele fez um esforço sobre humano para continuar andando até a sala de Kingsley. O ministro estava orgulhoso dele, Rony notou. Após pegar na chave de portal que o levaria para o Brasil — depois de vários concelhos por parte de Kingsley -, ele sentiu o habitual puxão em seu umbigo e logo seus pés tocaram um chão um pouco fofo. Olhou para baixo e viu uma terra avermelhada. Franziu a testa.

Ergueu a cabeça e ficou maravilhado. Kingsley o havia falado que, primeiramente, assim que chegasse ao Brasil, falaria com o ministro brasileiro sobre como seria o seu trabalho como auror — depois de um longo treinamento, ele pensou -, mas não tinha ninguém para orientá-lo ali.

Ao seu redor, vários outros bruxos andavam apresados, alguns conversando sobre o trabalho que o estava matando; ou o outro que reclamava sobre a longa lista de animais que tinha que avaliar. Não achou muito de diferente ao ministério de Londres. As pessoas, quando passavam perto dele, o olhavam com indiferença, o olhando de cenho contraído. Rony se perguntou se era porque tinha os cabelos ruivos já que, mesmo em Londres, não se vissem muitos ruivos. Balançou a cabeça. Que besteira, pensou. Olhou para o grande salão a sua frente e caminhou alguns passos, tentando ler o que tinha escrito acima de cada porta avista.

O salão era oval, e, erguendo a cabeça para cima, vários outros andares faziam parte do local. Ao redor, vários tipos de plantas completavam o lugar que, por si só, já era uma mistura da cor verde. Um guincho alto o fez parar de examinar o local. De onde estava, viu, de um elevador marrom e estreito ao leste do salão, uma garota sair. Ela caminhava com sensualidade, a pequena capa preta amarrada por uma fina liga em seu pescoço a deixava com um ar sombrio. Rony viu que ela parou um estante. Ficou nas pontas dos pés e olhou em sua volta, acima dos outros bruxos, parecia procurar algo ou alguém.

A garota o fitou e sorriu. Pego no ato, o ruivo desviou o olhar. Infelizmente, quando tomou outro caminho, sentiu um cutucão nas costas.

— Ei, você deve ser Ronald Weasley — escutou ainda de costas. Com uma careta, virou-se derrotado.

— Prazer, sou Lorena Silva — ela sorriu, estendendo a mão. Rony a encarou. A pele bastante bronzeada, os cabelos em um tom estranho de castanho. Os olhos pretos e um sorriso fácil. — Vai me deixar no vácuo mesmo?

Rony piscou e aceitou a mão dela.

— Rony — sua voz saiu rouca. Tossiu discretamente.

— Tudo bem... Rony — ela assumiu uma postura mais ereta. Aquele jeito o lembrou de uma pessoa... — Peço desculpas por ter chegado atrasada. Eu deveria está aqui quando chegasse para recebê-lo. Vem, vou te mostrar tudo enquanto o levo para conhecer Albuquerque.

Lorena acenou com a mão. Começou a caminhar de volta ao elevador e o garoto a seguiu.

— Albuquerque? — Rony perguntou quando estavam sozinhos, assim que a porta do elevador fechou.

Lorena o olhou.

— Ele é o ministro daqui. Um homem bem legal se quer saber — ela sorriu. — Então... Sr. Trio de Ouro, o que veio fazer aqui?

Rony riu pela primeira vez desde que tinha chegado. O elevador fez uma parada e entrou duas velhas bruxas, os fazendo ficarem mais atrás.

— O que...

Lorena riu.

— Ah, não se faça de desentendido — estreitou os olhos para ele. — Todo mundo bruxo sabe quem são os três adolescentes que derrotaram Voldemort. Vocês são conhecidos por serem o Trio Problema desde o primeiro ano em Hogwarts, certo? — Rony assentiu, nostálgico. — Bom, até aqui no Brasil muitos conhecem o feito de vocês. Pelo o que eu li no Profeta Brasil, parece que foi bem emocionante!

— Quase morrer numa guerra não é emocionante — contradisse Rony. O elevador parou e ele saíram. A morena ao seu lado o guiando.

— Não, você não entendeu — Lorena apressou-se. — Claro que uma guerra não tem nada de emocionante. Eu quis falar no reconhecimento depois.

— É, nem me fale...

Naquele momento, assim como os outros, o ruivo viu que não era o único que queria reconhecimento. Sempre fora Harry que, mesmo um bebê sem utilidade em magia, derrotara o bruxo das trevas; O Eleito. Ou, lembrou do sorriso dela, Hermione. A garota mais inteligente para a sua idade. Sempre tinha ficado no meio dos dois. Era apenas mais um Weasley, a família de cabeleira ruiva. Estava certo em ter aceitado aquela oportunidade de emprego. Não se arrependia.

Preso aos seus pensamentos, não tinha sua atenção voltada para o que Lorena falava. Perdera toda a sua explicação sobre o ministério brasileiro.

— Bom, é isso — a morena se virou para ele; um sorriso triunfante no rosto. — Vou levá-lo para conhecer Albuquerque agora...

Parou de falar quando foram abordados por um senhor de meia idade, gorducho e, tal como ela, bronzeado. O homem puxou sua gravata para baixo e seus olhos brilharam quando notou o ruivo a sua frente.

— Ora, ora... vejam só! — ele riu, sua papa debaixo do pescoço balançando. — Sr. Weasley!

— Ministro.

Deram-se as mãos.

— Espero que já esteja a par de tudo — ele olhou para Lorena, que assentiu. — Esplêndido!

Albuquerque o pediu que o acompanha-se até sua sala. Era grande, com poltronas de madeira e uma enorme janela atrás da mesa dele. Via-se arvores magníficas e altas. Alguns pássaros que Rony não conhecia cantavam, preenchendo a sala em uma harmonia boa.

Acordou de seus devaneios quando sentiu uma coisa se chocar em sua cabeça.

— Ai! — guinchou. Olhou para o lado e viu Lorena, rindo com a mão na barriga. — Qual é seu problema? — ele apanhou a latinha de refrigerante que ela o atingira.

— O meu? Você que está ai, a cara de bobo.

Estavam na praia. O mar estava deliciosamente cheio de banhista e até Rony já se arriscara a nadar ali. Lorena se aproximou dele e o beijou.

— Está pensando em quê?

— Nada. Besteira minha — ele sorriu. Lorena podia ser bonita e ainda com aquele biquíni preto, era impossível manter os pensamentos em ordem.

— Soube de mais alguma coisa? — ela sentou em seu colo.

— Nada. Sempre as mesmas coisas.

Mandava cartas para a família a cada duas semanas. Escrevia seu dia-a-dia, a rotina de trabalho. Mas quando recebia as respostas, não havia nada de novo.

Fazia dois meses que estava no Brasil.

Apenas uma pessoa não lhe respondia.

— Não pensa mais nisso — Lorena jogou areia nele. — Vamos nadar!

E assim, foram.

Notas finais
Sinceramente? Não gostem da ideia que eu tive. MAS, de algum jeito eu gostei! Tô meio enrolada com isso. Não fiquem bravos(as) Comente, por favor, ajuda muito! Até a próxima!