Seguindo em Frente

11 Azul e Castanho


Notas iniciais
Iupí! Cá estou eu para mais um S.F! Boa Leitura!

Com os sonhos já esquecido daquela manhã, Gina abriu os olhos e viu que o sol já passava forte por sua janela. Depois de muito pedir e jogando seus melhores argumentos de mãe, Molly convenceu a ruiva a ficar e dormir na Toca, afinal, o dia seguinte era muito importante.

Sorrindo, Gina caminhou para o banheiro e, após uma chuveirada e pronta para mais um dia de trabalho, penteou os cabelos e desceu para o andar de baixo. O pai já estava com suas atenções para o Profeta Diário com uma xícara fumegante de chá repousada em cima da mesa. O cheirinho de ovos com bacon que enchiam o local a informava que sua mãe cozinhava.

— Bom dia! — ela desejou.

— Bom dia, minha querida! — Arthur deixou de lado o jornal e levantou-se, puxando a filha para um abraço. Assim que terminou de parabenizá-la, a ruiva foi puxada outra vez, mas por Molly.

— Minha menina — a matriarca da família choramigou. — Já tão crescida! Já, já não precisara da sua velha mãe para mais nada.

— Não seja boba, mamãe — Gina sorriu. — Não ache que não precisarei mais de seus serviços culinários.

Eles gargalharam e a garota recebeu um tapa no ombro de Molly que tentou manter um olhar furioso, mas logo seu semblante suavizou e acompanhou os outros dois nas risadas.

Sentaram-se a mesa e começaram a comer o café da manhã. A Toca estava silenciosa, coisa que era um pouco contra gosto do sr. e da sra. Weasley. Estavam acostumados com correria, gritaria e movimentação e aquela quietude toda chegava a estourar os tímpanos.

Mas, naquele 11 de agosto, a casa logo, logo ficaria como eles tanto queriam. Como era o aniversário de Gina, todos iriam se reunir para um almoço de comemoração.

Após algumas conversas, os três Weasley escutaram o ranger da janela. A aniversariante se apressou e abriu a janela. Sorriu ao ver qual era a coruja e a deixou entrar para descansar. A coruja foi logo se servindo com pedaços de bolo de caldeirão enquanto Gina abria com as mãos trêmulas a carta.

Ela soltou um grito agudo de felicidade depois de ler e entregou a carta aos pais que a olhavam curiosos.

— Eu sabia que ele não me decepcionaria!! — gritou a ruiva com um enorme sorriso.

***

Rodeada de pergaminhos, Hermione tentava terminar os últimos ajustes nas suas ideias para a melhoria das condições de trabalho dos duendes, quando Jake e Viola entraram em sua sala. Não desviou sua atenção do que fazia porque já sabia o que queriam.

— Oi, Mione — desejaram os dois juntos.

— Oi — ela assinava os últimos pergaminhos que faltavam ainda de cabeça baixa. — Já estão pronto?

— Sim — respondeu Viola. — É melhor irmos se não Gina vai nos matar.

Eles esperaram a resposta mais a morena já estava concentrada no que fazia.

— Hermione! — Jake bateu palmas para atrair a atenção dela. — Isso se impõe a você. Vamos, depois você termina isso aí.

— Só um momento, estou quase terminando — Hermione murmurou.

Eles a encararam por um tempo ainda sem a atenção da morena. Só para irritar Hermione, Jake começou a bater o pé. Viola segurou o riso quando a morena levantou o rosto vermelha.

— O que foi? — Jake perguntou com uma inocência fingida.

— Urgh! — Hermione levantou da mesa e ajeitou alguns pergaminhos — Tudo bem, vamos logo!

— Essa é minha garota! — Viola disse e recebeu um beijo por parte de Jake.

Três anos atrás, quando saíram na procura de seus pais — pela Austrália -, Hermione, durante algumas semanas, começara a notar muitas conversas alegres e sorrisos demais por parte dos dois aurores. Não ficou surpresa quando, uma semana antes que encontrou os pais, os dois tivessem assumido o namoro.

A partir daquele dia, Jake e Viola adotaram Hermione como uma espécie de irmã caçula.

— O que comprou para Gina? — Viola quis saber enquanto saiam da sala de Hermione.

— Fiquei um pouco indecisa entre um colar e um...

— Livro — completaram juntos os dois aurores.

Hermione riu sem emoção.

— Bando de estraga prazeres — os outros dois riram.

Não tardou muito e logo aparatam para os jardim da Toca. Hermione sentia o estômago dar cambalhotas ao voltar aquele lugar que a levava para lembranças boas e ruins. Mas não pudia faltar com sua presença naquele dia. Gina a mataria se não fosse por medo de que quer que fosse.

Com as "ameaças" de Gina em sua cabeça, já que a ruiva a tinha mandado uma carta naquela manhã, ela caminhou até a porta da Toca. Ainda do lado de fora, podia-se ouvir os passos apressados e a barulheira do lado de dentro. Hermione sorriu e bateu na porta.

— Vocês vieram! — Gina que atendeu a porta e abraçou de uma vez os três.

— Como não viríamos depois da ameaças que você nos disse? — Jake provocou.

— Não foram ameaças — Gina empinou o nariz e apontou o dedo para ele. — Apenas avisos de que se faltassem no meu almoço de aniversário, receberiam uma maldição para arrebatar bicho-papão!

Fingindo pavor, Jake segurou as mãos de Viola e Hermione e fez uma cara de medo, afastando-as um pouco para trás como se as protegê-se.

Elas gargalharam e entraram para dentro.

Com o coração ainda aos pulos e a cabeça um pouco agitada, Hermione notou um alvoroço mais ao canto da sala. Quando pararam para ver o que era, a morena teve a vontade sair correndo do local.

Depois de sair do abraço da mãe, um certo ruivo sorria e acabara de notar os outros recentes convidados.

Como se fossem dois imãs, os olhar dele logo atraiu o olhar da morena que permaneceu parada o fitando, incapaz de se mover. Era como se o ambiente em que estavam, barulhento e cheio, se tornasse sem som algum, nenhum tipo de ruído para encher os ouvidos dos dois que não desviavam o olhar. Naquele momento, apenas o brilho do azul e castanho se chocavam.

Gina olhava do irmão para Hermione com um sorriso cúmplice no rosto.

Mas Rony, após notar, só tinha olhos para as mãos de Jake e Hermione entrelaçadas.

Notas finais
Hummmmmm... o que será que vai acontecer, hein? Comentem, quero saber o que acharam!